ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA SAÚDE E DO MEIO AMBIENTE

 

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO
VII Nº 03 JUL./SET./96

 

SEÇÃO DE CONTROLE DA AIDS
SEÇÃO DE CONTROLE DAS DST

 

AIDS

 

MINISTÉRIO DA SAÚDE
Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids


SUMÁRIO

1.VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
1.1 AIDS no Estado do Rio Grande do Sul.

2.RESENHA BIBLIOGRÁFICA E ARTIGOS DIVERSOS
2.2 Sistema de Vigilância Epidemiológica da Infecção por HIV e AIDS.

3.EVENTOS E OPRTUNIDADES

4.SERVIÇOS
4.1 Medicamentos disponíveis.
4.2 Centro de referência e documentação em DST/AIDS.
4.3 Centro de referência para treinamento em COAS.

 

 EXPEDIENTE

Responsáveis por este número

SECRETARIA DA SAÚDE E DO MEIO AMBIENTE DO RIO GRANDE DO SUL

  • Diretor do Departamento de Ações em Saúde

          Pedro Dornelles Picon

  • Assessor em Epidemiologia da SSMA

          Jair Ferreira

SEÇÃO DE CONTROLE DA AIDS

  • Chefe de Seção

Nêmora Tregnago Barcellos

  • Setor de Epidemiologia

Regina Loureiro
Vera Bauer Silveira
Evódia Bet
Leonardo Augusto Bissacot Alves
Leonardo Carbonera Boschin

  • Setor de Promoção à Saúde

Geralda Bauer Pereira Rigotti
Cecília Cassal Corrêa
Eliana Frederes de Mattos
Ana Cristina Rodrigues

  • Setor de Farmácia

Denise Cunha Willers
Valéria Rosa

  • Centro de Documentação

Cristiane Silva Dias
Ana Beatriz Pazinatto

  • Centro de Orientação e Apoio Sorológico

Lúdia Mondini

  • Setor de Comunicação Social

Suzana Muller Kurban

  • Setor de Apoio Administrativo

Mara Rocha Camargo
Dóris Rerin

 

SEÇÃO DE CONTROLE DAS DST

Nélson Danilevicz

SERVIÇO DE VIROLOGIA

Marili Scliar Buchalter (IPB)

Produção Gráfica: Corag

 

EDITORIAL

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida
E olho os meus companheiros.
Estão taciturnos
Mas nutrem grandes esperanças.
O presente é tão grande!
Não nos afastemos,
Não nos afastemos muito
Vamos de Mãos dadas
Não serei o cantorb de uma mulher,
De uma história.

Não direi sobre o entardecer
Ou a paisagem vista da janela.
Não distribuirei entorpecentes
O cartas suicidas.

O tempo é minha matéria.
O tempo presente
O homem presente
A vida presente
De mãos dadas

Carlos Drummond de Andrade

 

Mais um ano chegando ao fim. Mais um ano que vem, graças - não à AIDS ou a tantos outros males que nos assolaram - mas à VIDA, aprendemos que o conhecimento deve - e pode - ser multiplicado. E que o direito à responsabilidade pela própria integridade também é nosso.

O exercício dessa cidadania, e aí inclui-se a prevenção da AIDS e das outras doenças sexualmente transmissíveis, porém, só se dará à medida que, partindo de informações corretas, simples, acessíveis e, cada vez mais, cotidianas, ocorram mudanças estáveis de comportamentos, garantindo práticas seguras e a valorização da vida como objetivo.

A existência da AIDS hoje, na comunidade do planeta, pode ser vista como uma estratégia da natureza, que testa a nossa humanidade através do enfrentamento de uma epidemia: a AIDS é uma doença e com tal deve ser vista. Não é uma praga, não é um castigo.

O dente de AIDS é uma pessoa e como tal deve ser considerado. Não um pária, não um condenado.

Ao portador do HIV (como também aos portadores de tantos outros vírus) não seja negado o direito de bem existir.

Seja qual for o mal pelo qual somos vitimados, não passam a ser do domínio público nosso futuro, nosso presente, nosso passado.

O exercício da humanidade, todavia, tanto em relação ao outro como a nós mesmos, não se constrói somente num momento, numa palestra, num curso, numa campanha.

É tarefa prazerosa para a família, para a escola, para a comunidade inteira.

É tarefa para a vida. Por todas as gerações.

Feliz Natal! E 1997 mais perto da vida que a gente quer!