Testes Rápidos

Última modificação: 
17/08/2017 - 17:07

Testes rápidos são aqueles cuja execução, leitura e interpretação dos resultados são feitas em, no máximo, 30 minutos. Além disso, são de fácil execução e não necessitam de estrutura laboratorial.

Os testes rápidos são, primariamente, recomendados para testagens presenciais. Podem ser feitos com amostra de sangue total obtida por punção venosa ou da polpa digital, ou com amostras de fluido oral. Dependendo do fabricante, podem também ser realizados com soro e/ou plasma.

O DIAHV fornece, atualmente, testes rápidos para a triagem e/ou o diagnóstico de HIV, sífilis e hepatites B e C. Veja abaixo quais são eles: 

HIV:

  • Bioclin HIV tri line – Quibasa
  • TR  DPP HIV 1/2 Fluido Oral (FO) – Bio-Manguinhos
  • TR DPP HIV 1/2 - Bio-Manguinhos
  • HIV Bioeasy – SD
  • HIV 1/2 ABON - Biopharm
  • Imunoblot rápido DPP HIV 1/2 – Bio-Manguinhos

Sífilis:

  • DPP sífilis – Bio-Manguinhos
  • Alere Sífilis - SD

Hepatite B (HBV):

  • Vikia HBsAg – BioMérieux

Hepatite C (HCV):

  • Alere HCV – SD

 

Qual profissional de saúde é habilitado para a realização de testes rápidos?

Conforme a Portaria n° 29, de 17 de dezembro de 2013, que aprova o Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças, qualquer profissional pode realizar o teste rápido, desde que tenha sido capacitado pessoalmente ou à distância. O Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e Hepatites Virais (DIAHV) fornece capacitação à distância gratuitamente por meio do Telelab (http://www.telelab.aids.gov.br/), onde estão disponíveis vídeos com procedimentos para a realização dos testes rápidos.

Telelab

Desde 2014, o Telelab é o multiplicador do DIAHV. Todo o conteúdo do Telelab é de livre acesso e os cursos estão disponíveis para download. Além disso, todos os vídeos dos cursos se encontram no YouTube.

O Telelab também emite certificados de conclusão dos cursos. Para isso, a pessoa precisa cadastrar-se na plataforma e ser aprovado em uma avaliação on-line que verifica se a pessoa aprendeu o conteúdo das aulas. 

Quem pode assinar o laudo dos testes rápidos? 

Para assinatura dos laudos, os conselhos profissionais regionais devem ser consultados, uma vez que são eles que habilitam os profissionais para assinatura do laudo. O DIAHV não restringe a emissão de laudos a nenhuma categoria profissional. Isso, entretanto, não impede que pessoas de nível médio ou leigas executem os testes. 

Pessoas leigas podem realizar apenas os testes de triagem. Nesses casos, as pessoas que apresentam resultado reagente no teste de triagem devem ser encaminhadas para o serviço de saúde mais próximo para a conclusão do diagnóstico.

Avaliação Externa de Qualidade dos Testes Rápidos (AEQ - Teste Rápido)

O Quali-TR é um Programa Brasileiro de Avaliação Externa da Qualidade para Testes Rápidos (AEQ-TR).

Esse programa é uma parceria entre o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde (MS) e uma equipe responsável pela coordenação, elaboração de painéis e atendimento aos profissionais integrantes da avaliação, que é sediada na Universidade Federal de Santa Catarina.

O objetivo desse Programa é fornecer uma ferramenta simples para o controle externo da qualidade dos TR para os serviços que integram os programas do MS e para a ampliação do acesso ao diagnóstico do HIV, da sífilis e das hepatites virais B e C, por meio de testes rápidos.

Dessa forma, a participação das instituições nas avaliações é muito importante para que cada profissional possa verificar o seu desempenho e o desempenho dos testes que utiliza, corrigir as não conformidades, quando necessário, e estar seguro de que presta o melhor serviço ao usuários do SUS.

Para mais informações, acesse o site Quali-TR (http://qualitr.paginas.ufsc.br).

Intercorrências com Testes Rápidos

É considerada intercorrência com testes rápidos qualquer observação de avaria no kit ou a apresentação de resultados falsos. Entende-se por avaria a falta de insumos do kit, mudança de coloração dos reagentes desde que não prevista em bula tal ocorrência ou qualquer outra situação inusitada. Conclui-se que um resultado é falso no TR quando exames laboratoriais mostram dados que contradizem o resultado obtido na testagem rápida.

Toda intercorrência com TR deverá ser reportada no formulário específico, disponível abaixo. Esse formulário deverá ser preenchido e encaminhado à Coordenação do Estado, responsáveis pelos programas de HIV, Hepatites Virais e Sífilis. Caberá a esta coordenação a primeira etapa de orientação e encaminhamento da intercorrência ao Serviço de Atendimento ao Cliente - SAC da empresa fornecedora do teste. Recomenda-se o fluxo de informação com a participação da Coordenação Estadual, a fim de fornecer apoio imediato ao diagnóstico do paciente, se necessário, até que a investigação da intercorrência seja elucidada pelo fabricante.