Diagnóstico da infecção pelas Hepatites Virais

Última modificação: 
11/05/2017 - 11:19

Com o objetivo de propiciar à população o acesso precoce ao diagnóstico, bem como a racionalização no uso dos recursos públicos, o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) elaborou o Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais, direcionado aos serviços de saúde das redes pública e privada.

O Manual Técnico conta com fluxogramas para o diagnóstico laboratorial das hepatites A, B e C, além de orientações para o diagnóstico das hepatites virais não ABC. Com essa publicação, o DIAHV espera definir claramente quais são os testes usados no diagnóstico das hepatites virais, de forma a garantir a identificação precoce da infecção e racionalizando o uso de recursos nessa área.

O diagnóstico laboratorial é um dos componentes centrais da estratégia de combate às hepatites virais, pois permite distinguir os diferentes vírus e evolução clínica da infecção, se aguda ou crônica. As hepatites virais são agravos que acometem milhões de brasileiros todos os anos. Apesar de terem em comum a afinidade pelo tecido hepático, os vírus causadores das hepatites A, B, C, D e E possuem sintomatologia e cursos de infecção diversos, havendo aqueles que causam apenas infecções agudas, podendo se resolver sem interferência, e outros que podem causar infecções crônicas, as quais levam ao desenvolvimento de males como a cirrose e o câncer hepático.

Dada a diversidade de agentes virais causadores de hepatite, é preciso definir claramente os marcadores usados no diagnóstico das infecções para evitar o gasto desnecessário de recursos públicos. O diagnóstico racional possibilita a vigilância eficiente, que é necessária para detectar os casos precocemente, evitando a evolução para as formas mais graves da doença hepática e para direcionar as ações de prevenção e tratamento.