GESTÃO

Secretário propõe maior territorialização das ações de vigilância em saúde

Wanderson de Oliveira defendeu a ideia em reunião dos coordenadores estaduais e municipais das IST, HIV/aids e Hepatites

05.04.2019 - 17:09
08.04.2019 - 10:34

Na Reunião de Coordenadores(as) de Programas Estaduais e Municipais (capitais) de IST, HIV/aids e Hepatites Virais, realizada na quarta-feira (3), em Brasília, o secretário de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, ressaltou a importância de uma gestão mais próxima dos estados e municípios. “Temos a necessidade de mudar o nosso olhar nas ações em saúde. É preciso olhar para o território. Não queremos apenas discutir tecnicamente, mas também verificar a realidade do território, os problemas e a carência de cada região”, disse na abertura do evento. Para o secretário, a SVS precisa ser repensada a partir de propostas conjuntas. “Desde janeiro estamos discutindo com diretores e coordenadores propostas de uma nova estrutura e resgatando processos que serão implantados ao longo dos próximos anos”.

O diretor do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), Gerson Pereira, apresentou as cinco prioridades para a resposta ao HIV/Aids, Hepatites Virais e Sífilis para os anos de 2019 e 2020. São elas: a redução da mortalidade das pessoas vivendo com HIV; redução das hepatites virais com foco na hepatite C; redução da sífilis, da hepatite B e a eliminação da transmissão vertical do HIV; ampliação do acesso às ações de prevenção e atenção à saúde em IST, HIV/Aids e hepatites virais; e a redução dos casos de sífilis adquirida.  Gerson Pereira reforçou a proposta de territorialização no atendimento à saúde. “Definindo prioridades, iremos aos locais discutir as necessidades e induzir para que as ações possam estar nos estados e municípios”.

Para o diretor do DIAHV, as prioridades não devem se restringir ao âmbito da SVS. “Propomos que essas cinco prioridades sejam colocadas nos planos de estados e municípios”.Já a diretora substituta do DIAHV, Denise Arakaki, destacou a mudança na estrutura da secretaria, com a inclusão da tuberculose entre os objetivos do Departamento. “A tuberculose e a hanseníase nos ensinam a fazer atenção básica. Com a incorporação, a gente pode aproveitar a posição do Departamento para melhorar a resposta a esses dois agravos assim como já é feito para às IST, HIV/aids e hepatites virais”, disse.

O Secretário adiantou que na proposta de reestruturação da SVS está inclusão da tuberculose e da hanseníase no rol de agravos de responsabilidade do DIAHV. Wanderson também destacou a preocupação com as hepatites e outras IST. “Nas hepatites virais, vamos agilizar a regulação da distribuição de medicamentos. Para sífilis precisamos discutir com os gestores estratégias mais incisivas para a detecção da doença, vamos melhorar os indicadores”.

PREP – A expansão da distribuição da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) em todo o país é uma das metas da SVS a partir de 2019. “Vamos nos esforçar para duplicar e, quem sabe, até triplicar o atendimento de PrEP no Brasil”, afirmou o Secretário.

Na Reunião também participaram Ivo Brito (DIAHV) que apresentou o “Projeto Sífilis Não”; Glaucio Mosimann (DIAHV), que apresentou o “Plano de Enfrentamento das Hepatites Virais”; a Dra. Célia Landman (Fiocruz) que apresentou “Resultados do Estudo de Incidência do HIV”.

Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais
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Reunião dos coordenadores estaduais e municipais das IST, HIV/aids e Hepatites Virais