15º EXPOEPI

Preservativo feminino como alternativa de prevenção ao HIV, às IST e às hepatites virais

28.06.2017 - 11:53
30.06.2017 - 11:17

[node:title]Discutir estratégias para o fortalecimento da oferta e da utilização da camisinha para mulheres como forma de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), ao HIV/aids e às hepatites virais foi o objetivo da oficina “Preservativo feminino e sua importância no âmbito da Prevenção Combinada”, no primeiro dia da 15ª Expoepi, na terça-feira (27). Coordenada pela consultora de Prevenção e Articulação Social do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) Elisiane Pasini, a oficina contou com 60 participantes entre profissionais de saúde e representantes de secretarias municipais e estaduais de saúde do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Tocantins, Paraíba, São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal.

“A resistência ao uso do preservativo feminino é comum no Brasil e no mundo. Nossa obrigação é levar informação às pessoas e ofertar o insumo em grande quantidade”, disse Elisiane Pasini. “Há uma cultura de que a mulher não pode tocar seu corpo, reconhecê-lo. Por isso, ainda existem tabus a serem derrubados. Precisamos fazer com que o uso do preservativo feminino não seja visto como algo pejorativo. É preciso sexualizar a prevenção e dizer tanto às mulheres como aos homens que o preservativo feminino é bom e gostoso”, destacou. No Brasil, o preservativo feminino é distribuído desde 2000 no sistema público de saúde. Em 2016, foram distribuídos 10 milhões de unidades em todo o país. De janeiro a junho de 2017, já foram distribuídos pouco mais de 5 milhões de camisinhas femininas em todo o território nacional.

Apesar da disponibilidade em todas as unidades de saúde, ainda há barreiras, tais como a falta de informação sobre a oferta do produto. “Apesar de o Brasil ser o único país no mundo a oferecer gratuitamente o preservativo feminino, ainda há resistência até mesmo por parte de profissionais de saúde”, disse Elisiane Pasini.

Durante a oficina, foram realizadas atividades interativas com os participantes, os quais eram questionados sobre se conheciam o preservativo feminino, se já tinham feito uso dele e se alguém lhes ofereceu o insumo. “Além da pouca divulgação sobre o preservativo, ainda pesa o fato de ele não ser comercializado em farmácias”, reclamou um dos participantes, que afirma usar o preservativo feminino com sua esposa.

Para a diretora do DIAHV, Adele Benzaken, apesar de o preservativo feminino circular há quase 20 anos, houve um descuido por parte dos serviços de saúde. “Com o passar dos anos, parece que se esqueceram dessa forma de prevenção. A informação precisa voltar aos serviços de saúde, pois ninguém vai utilizar o preservativo feminino se não houver estímulo e informação”, afirmou. “O preservativo feminino deve estar no dia a dia das mulheres e dos homens. Não pode ser visto com desconfiança”, destacou a diretora.

PREVENÇÃO – O uso dos preservativos masculino e feminino e do gel lubrificante é uma das ações inclusas na Mandala da Prevenção Combinada, abordagem adotada pelo Ministério da Saúde para falar de prevenção ao HIV. As outras abordagens são redução de danos; diagnóstico e tratamento das pessoas com IST e hepatites virais; tratamento a todas as pessoas vivendo com HIV/aids; testagem regular para o HIV, outras IST e hepatites virais; Profilaxia Pré-Exposição (PrEP); Profilaxia Pós-Exposição (PEP); prevenção da transmissão vertical; imunização para hepatite B e HPV.

 

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