INTERNACIONAL

Monitoramento do HIV/aids é tema de reunião entre Ministério da Saúde e o Unaids

A intenção é aperfeiçoar os dados do relatório global (GAM).

08.02.2018 - 20:33
09.02.2018 - 17:42

[node:title]O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), realizou, entre os dias 7 e 8, em Brasília, reunião com o diretor de informações estratégicas do Unaids, Peter Ghys. O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, recebeu o Sr. Ghys em seu gabinete. Logo após o encontro, houve reunião com o corpo técnico do DIAHV e do escritório do Unaids no Brasil, além de convidados.

O encontro teve como tema Informação sobre o HIV no Brasil: revisão global do monitoramento da aids e debateu as informações estratégicas da epidemia de HIV e aids no Brasil e também o aperfeiçoamento da análise dos dados reportados pelo Ministério da Saúde ao Unaids, no relatório Global AIDS Monitoring (GAM), que é coordenado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids). O relatório atualiza as metas e indicadores e retrata os avanços e os novos desafios da resposta do Brasil à epidemia.

A diretora do DIAHV, Adele Benzaken, expôs que essa reunião é o resultado positivo de um processo muito antigo sobre o relatório global do Unaids. E que essa reunião foi acordada em dezembro do ano passado, em Genebra, durante visita ao Diretor geral do Unaids, Michel Sidibé.

A diretora destacou: “Nós estamos aqui hoje de portas abertas para o Unaids. A intenção é mostrar como funcionam todos os nossos sistemas e como são tabulados os dados epidemiológicos ao longo do ano, e o quanto o Brasil avançou na resposta à epidemia do HIV nos últimos anos”.

Peter Ghys foi recebido também pelo Ministro da Saúde Ricardo Barros, que ressaltou: “Espero que tenhamos um encontro produtivo e um excelente alinhamento nesses temas”.

Peter Ghys afirmou que o encontro constituiu um excelente intercâmbio com o programa brasileiro de aids do Ministério da Saúde, explicando que o Unaids trabalha com todos os países do mundo e precisa estar atento às diferentes situações da epidemia nos diferentes países. “Aqui, nesta reunião, tem sido muito interessante ver como o Brasil desenvolveu sistemas realmente muito sofisticados, que permitem o seguimento de mais pacientes ao longo do tempo, do momento do diagnóstico até o acesso ao laboratório e ao tratamento. Assim, o Brasil tem informações únicas, que muitos países atualmente não possuem, exatamente por essa capacidade de seguir as pessoas ao longo do tempo”, realçou Peter Ghys.

Ghys destacou também: “Temos incentivado o programa brasileiro a mostrar esse tipo de informação à região e ao mundo, para que os outros países possam aprender com ela. Nós, do Unaids, também aprendemos muito com a oportunidade de estar nesta reunião, no sentido de compreender melhor quais informações estão disponíveis e o que podemos fazer para melhorar ainda mais a resposta, de modo que as pessoas tenham acesso mais amplo aos serviços e ao cuidado. Portanto, sairemos desta reunião com muitas ideias novas, e vamos trabalhar junto com o Brasil para avaliar como essas informações podem ser inseridas nos relatórios do Unaids e como nossos relatórios podem ser mais úteis para fazer avançar a resposta também no Brasil”.

Georgiana Braga-Orillard, diretora do Unaids no Brasil, destacou que o Brasil é um dos países que mais participa do GAM e que tem dado ajuda expressiva nos instrumentos que são utilizados para medir a epidemia e as respostas nos países. “A presença do Brasil e a discussão entre entidades irmãs como o Unaids e o DIAHV é muito importante. Não somente para melhorar a qualidade do relatório, visando ter um documento mais conciso e mais efetivo, mas também para que posssamos planejar futuras ações, definir quais são os pontos a que precisamos dar mais relevância e quais são as lacunas no país”.

Pedro Chequer, ex-diretor do DIAHV e do UnaidsNAIDS Brasil, participante da reunião, observou que o Brasil apresenta uma série de melhorias e vantagens que outros países não têm, em relação aos dados epidemiológicos e aos seus sistemas de notificação em bancos de dados. Chequer considerou: “É importante o DIAHV conhecer como o Unaids utiliza esses dados, qual a estratégia para sua difusão, como o dado é construído e qual a sua relevância. Eu imagino que se possa retomar o processo de lançamento conjunto com o Unaids, governo brasileiro e as Agências da ONU”, afirmou.

Dessa forma, segundo Pedro Chequer, isso facilitaria a compreensão das informações e dos dados epidemiológicos para efeito de divulgação e conhecimento público. “À medida que trabalhamos juntos e organizamos a apresentação conjunta, isso é minimizado, isso é explicitado à imprensa, ou seja, mostra unicidade”.

A Diretora Adele Benzaken considerou que um encontro como este é muito produtivo: “Principalmente pela amplitude com que os temas foram debatidos entre os técnicos do Unaids e o corpo técnico do DIAHV, visando aperfeiçoar o processamento dos dados entre as instituições".

O encontro também contou com a presença de Kimberly Marsh, epidemiologista sênior da área de informações estratégicas do Unaids Genebra.

A reunião prosseguiu na quinta-feira (8) com a apresentação sobre a incorporação da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV no SUS.

Assessoria de Comunicação
Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais

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