CARNAVAL 2018

Ministério da Saúde alerta folião para o uso da camisinha no Carnaval

Além do preservativo masculino e feminino, a nova campanha aposta nas diversas formas de prevenção para evitar o HIV e promover a qualidade de vida de quem já vive com o vírus.

06.02.2018 - 18:34
16.02.2018 - 12:58

Ministério da Saúde alerta folião para o uso da camisinha no Carnaval  Prevenir é Viver o Carnaval #VamosCombinar é o tema da Campanha de Prevenção do Carnaval 2018, lançada pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta terça-feira (6), no Teatro Gregório de Matos, em Salvador (BA). A campanha dá continuidade à iniciativa lançada durante o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, em 1º de dezembro, e visa fortalecer as diversas formas de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis como o HIV/aids junto ao público jovem. Este ano, como novidade, serão utilizadas diferentes manifestações musicais de cada local, como samba, axé, frevo, marchinhas e forró.

Confira aqui a apresentação completa.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou o envio de mais de 100 milhões de preservativos para todo o país. “Esse quantitativo é relevante porque, como um dos motes da campanha é #vamoscombinar, queremos que os foliões não só da Bahia como de todo o Brasil, com seus parceiros, se conscientizem da importância do uso de preservativos”, explicou o ministro.  Para Barros, “campanhas como essa, em diversas festas populares ao longo de todo o ano, irão possibilitar ao país reduzir não só os números de HIV e aids, como também de outras infecções sexualmente transmissíveis”.

O lançamento teve a apresentação do grupo FitDance e do bloco Ilê Aiyê. A campanha terá continuidade ao longo do ano de 2018, com ações nas principais festas populares do Brasil – como São João, Parada LGBT e eventos regionais.

As peças para TV, rádio e jornal serão veiculadas entre esta terça-feira (06/02) e o dia 2 de março, para a população em geral. Além disso, haverá divulgação segmentada para públicos específicos em veículos de comunicação voltados a esses grupos, como sites, revistas e aplicativos dirigidos à população LGBT. Também serão distribuídos preservativos e folders em estradas de pedágio em Minas Gerais e Goiás. As ações de prevenção são realizadas nos carnavais de rua durante a passagem dos blocos e das escolas de samba em Salvador, Recife, Olinda, Belo Horizonte, Brasília, Ouro Preto, Diamantina, João Pessoa, Rio de Janeiro e São Paulo.

Confira aqui as peças da campanha.

Ao todo, em fevereiro, o Ministério da Saúde está distribuindo 106 milhões de preservativos masculinos, 200 mil femininos e 3,8 milhões de unidades de gel lubrificante para todo o Brasil.  Atualmente, 830 mil pessoas vivem com HIV/Aids no Brasil e, destas, 548 mil estão em tratamento. Durante as ações, também estão confirmadas a presença do homem-camisinha e da mulher-camisinha.

De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde, os jovens são os que menos usam preservativos, razão pela qual são foco da campanha. Dados da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira apontam queda no uso regular de camisinhas entre a faixa etária de 15 a 24 anos, tanto com parceiros eventuais – de 58,4% em 2004 para 56,6%, em 2013 – como com parceiros fixos – queda de 38,8%, em 2004, para 34,2%, em 2013.

Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense) – realizada nas escolas de todo o país com adolescentes de 13 a 17 anos – reforça esse cenário: 35,6% dos alunos não usaram preservativos em sua primeira relação sexual. O mesmo estudo aponta que, quanto mais jovem, menor o uso da camisinha. Ao passo que 31,8% dos jovens de 16 e 17 anos não usaram preservativos em sua primeira relação sexual, esse índice sobe para mais de 40% entre os jovens de 13 a 15 anos.

O hábito de não usar camisinha tem impacto direto no aumento de casos de aids entre os jovens. No Brasil, a epidemia avança na faixa etária de 20 a 24 anos, na qual a taxa de detecção subiu de 14,9 casos por 100 mil habitantes, em 2006, para 22,2 casos, em 2016. Entre os jovens de 15 a 19 anos, o índice aumentou, passando de 3,0 em 2006 para 5,4 em 2016.

Panorama – De acordo com o Boletim Epidemiológico de HIV e Aids divulgado no fim do ano passado, a epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção de casos de aids em torno de 18,5 casos a cada 100 mil habitantes, em 2016. Isso representa 40,9 mil casos novos, em média, no último cinco anos.

O Brasil apresentou, em 2016, queda de 5,2% dos casos de taxa de detecção de aids em relação a 2015, com 18,5 registros para cada grupo de 100 mil habitantes em relação a 2015 (19,5 casos). Já a mortalidade apresenta redução desde 2014, passando de 5,7 óbitos por 100 mil habitantes em 2014 para 5,2 casos, em 2016.

Em relação à faixa etária, a taxa de detecção quase triplicou entre os homens de 15 a 19 anos, passando de 2,4 casos por 100 mil habitantes, em 2006, para 6,7 casos em 2016. Entre os com 20 a 24 anos, passou de 16 casos de aids por 100 mil habitantes, em 2006, para 33,9 casos em 2016. Já nas mulheres, houve aumento da doença entre 15 a 19 anos – passou de 3,6 casos para 4,1.

Quanto à forma de transmissão, o agravo cresce entre homens que fazem sexo com homens, mudando o perfil, nos últimos 10 anos, quando a proporção maior de casos era de transmissão heterossexual. Na comparação com 2006, observa-se aumento de 33% nos casos de transmissão de homens que fazem sexo com homens.

Dolutegravir – Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza às pessoas vivendo com HIV o medicamento dolutegravir, considerado o melhor tratamento contra o HIV/aids no mundo. Cerca de 300 mil pacientes portadores do vírus receberão o tratamento em 2018. O novo medicamento apresenta pouquíssimos eventos adversos, o que é importante para os pacientes que devem tomar o medicamento todos os dias, para o resto da vida. Com menos eventos adversos, os pacientes terão melhor adesão e maior sucesso no tratamento.

 

Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde
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