OFICINA

Importância da Atenção Básica é destaque na 3ª Oficina de testes rápidos

Descentralização da testagem rápida e integração da atenção básica com a vigilância epidemiológica estão entre os assuntos tratados

16.05.2019 - 16:23
26.06.2019 - 17:27

 

A importância da realização dos testes rápidos na Atenção Básica e em locais onde há maior concentração de pessoas foi destacada na abertura da 3ª Oficina sobre as estratégias de ampliação do uso e distribuição dos testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites B e C no Brasil, que se iniciou na terça-feira (14) e se estendeu até quinta-feira (16), em Brasília. Participaram 139 representantes das secretarias estaduais de saúde de todo o Brasil. Uma grande novidade da oficina esse ano foi a participação tanto de profissionais da vigilância quanto da atenção básica.

Para o diretor do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde (DIAHV/SVS), Gerson Pereira, os testes rápidos devem ser feitos em locais de grande fluxo de pessoas. “Precisamos buscar testar as pessoas nos locais de maior circulação nas cidades. É ir aonde elas estejam mais presentes no seu dia a dia”, disse.

Já o secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde, Erno Harzheim,  alertou para a importância da realização dos testes rápidos, principalmente para HIV e Hepatite C, na Atenção Básica. “Precisamos oferecer o teste com abordagem diferente, além de não podermos mais esperar que tudo aconteça dentro das unidades de saúde. Temos que ir até o público, informar as pessoas e estimulá-las a realizarem os testes”.

Prioridades - Gerson Pereira apresentou, também, as cinco prioridades para a resposta ao HIV/Aids, Hepatites Virais e Sífilis para os anos de 2019 e 2020. São elas: a redução da mortalidade das pessoas vivendo com HIV; redução das hepatites virais com foco na hepatite C; redução da sífilis, da hepatite B e a eliminação da transmissão vertical do HIV; ampliação do acesso às ações de prevenção e atenção à saúde em IST, HIV/Aids e hepatites virais; e a redução dos casos de sífilis adquirida.  Gerson Pereira reforçou a proposta de territorialização no atendimento à saúde.

Segundo o diretor do DIAHV/SVS, tais ações devem ser debatidas com estados e municípios e realizadas nos territórios com apoio do Ministério da Saúde. Rio Grande do Sul, Ceará, Pará, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul serão os primeiros estados a atuar com a proposta de parceria, escolhidos de acordo com as taxas de prevalência, de transmissão vertical e de mortalidade dos agravos.

Erno Harzheim reforçou, ainda, a prioridade que a atual gestão dará a atenção básica e a mudança nas abordagens às pessoas submetidas à testagem. “Vamos fazer menos perguntas, precisamos simplificar o formulário de notificação. É para saber quem tem e quem não tem a doença, assim podemos agir mais rapidamente para melhorar a vida das pessoas”, afirmou.

Programação – O cenário atual da testagem rápida no país, a experiência da testagem na Atenção Básica em João Pessoa, o registro dos testes realizados em todo território nacional e roda de conversa com as empresas fornecedoras dos insumos foram temas do primeiro dia do evento.

Na quarta-feira (15), foram realizadas atividades sobre preenchimento do Mapa (dados) no sistema Sistema de Controle Logístico de Insumos Laboratoriais (SISLOGLAB); as ferramentas para realização dos testes rápidos; acolhimento e aconselhamento no momento da testagem; o papel dos testes rápidos no diagnóstico de HIV, sífilis, hepatites B e C; reflexão da realização da testagem rápida na Atenção Básica.

Na quinta-feira (16), os temas debatidos foram a integração vigilância e atenção e discussão de casos; apresentação do projeto de resposta rápida à sífilis; experiência da testagem rápida na Atenção Básica em Florianópolis; resultado da reflexão sobre a realização da testagem na Atenção Básica.

As imagens do evento estão disponíveis aqui


 

Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais
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