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HIV/Aids e hepatites virais são temas do Infecto 2017

DIAHV participa com debates sobre hepatites virais no Brasil, tratamento às pessoas vivendo com HIV/Aids e avanços no PCDT

12.09.2017 - 18:13
26.09.2017 - 09:14

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A diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), Adele Benzaken, participou na noite de terça-feira (12/09) da abertura do XX Congresso Brasileiro de Infectologia (Infecto 2017), que ocorre no Rio de Janeiro entre os dias 12 a 14 de setembro.

No seu discurso na abertura, Benzaken destacou a principal abordagem que vem sendo adotada pelo Departamento para a resposta ao HIV e às hepatites virais – a chamada “prevenção combinada”. “Trata-se de um leque alternativas que podem ser empregadas de forma combinada – ou não –  para promover a prevenção”, disse. A diretora explicou que essa abordagem dá maior autonomia para as pessoas escolherem a forma ou as formas de se prevenirem de acordo com as suas preferências ou momento de vida. Como exemplo dessa abordagem, ela falou da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). Esta última passará a ser ofertada no Sistema Único de Saude (SUS) em dezembro para populações específicas. 

Em seu discurso, a diretora do DIAHV tocou também nos desafios que o Brasil enfrenta na resposta ao HIV/aids: “É inaceitável que a taxa de mortalidade esteja no patamar em que está, já que há tratamento eficaz, gratuito e disponível para todos”. 

Nesta quarta-feira (13/09), Adele Benzaken coordena a conferência e apresentação de temas livres “Políticas Públicas: o programa de hepatites virais no Brasil”, a partir de 14h. Na quinta-feira (14/09), a diretora participa da mesa redonda “Tratamento de pessoas vivendo com HIV no Brasil”, a partir de 16h30, com o tema “Avanços no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT)”.

Na abertura, também foram homenageadas pessoas que se destacaram em seu trabalho no campo da infectologia. Uma delas foi a médica infectologista Marinella Della Negra, com a medalha Emílio Ribas; ela foi pioneira e é até hoje uma referência no tratamento de crianças que vivem com HIV. “A infectologia é a especialidade mais bonita, porque ela é o termômetro da saúde pública; ela nos mostra as deficiências das políticas públicas para o saneamento básico.” 

O Infecto 2017 é organizado pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e pela Sociedade de Infectologia do Rio de Janeiro, e reúne profissionais de saúde nacionais e internacionais renomados no contexto de uma programação ampla, com diversos temas científicos atuais no campo da Infectologia, abordando temas como HIV/Aids, Hepatites Virais, resistência bacteriana, medicina de viagem, medicina tropical, vacinas e infectologia pediátrica, entre outros. No seu discurso de abertura, o Presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Sergio Cimerman, falou do trabalho da Sociedade e agradeceu o apoio que vem recebendo do DIAHV em especial para a parceria que a SBI tem com a Rede Globo para fazer diagnosticos na iniciativa Ação Global. Já o presidente da Sociedade de Infectologia do Rio de Janeiro, Alberto Chebabo, agradeceu ao DIAHV pelo apoio dado na realização do evento.

Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais
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