CONTROLE SOCIAL

DIAHV e entidades de pessoas vivendo com HIV/Aids debatem prioridades para 2019

Participaram da reunião representantes de cinco entidades que apresentaram propostas de ações na área prevenção, assistência e direitos humanos

14.03.2019 - 14:39
28.03.2019 - 16:44

[node:title]O diretor do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (DIAHV/SVS/MS), Gerson Pereira, reuniu-se nesta terça-feira (12) com representante entidades de pessoas vivendo com HIV/aids para debater as prioridades para 2019 e pautas trazidas pelas entidades.

Participaram: a Articulação Nacional de Luta Contra a Aids (Anaids); Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+); Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids (RNAJVHA); Movimentos Nacional de Cidadãs Posithivas (MNCP); Rede Nacional de Pessoas Transexuais, Travestis e Homens Trans Vivendo e Convivendo com HIV/Aids (RNPTTHV).

“Para nós é uma honra atuar com os movimentos sociais para aprimorar nosso trabalho no Departamento”, afirmou Gerson Pereira.

O diretor do DIAHV destacou as cinco prioridades para 2019 – 1) redução da mortalidade de pessoas com aids; 2) ampliação do diagnóstico e o tratamento das hepatites virais, com foco na hepatite C; 3) eliminação da transmissão vertical do HIV e reduzir a de sífilis e da hepatite B; 4) ampliação do acesso às ações de prevenção, diagnóstico e tratamento para populações-chave; e 5) ampliação do diagnóstico e do tratamento da sífilis adquirida em gestantes.

As redes de Pessoas Vivendo com HIV/Aids apresentaram os itens da pauta que pretendem debater com o DIAHV/SVS/MS ao longo da atual gestão. Entre elas destacam-se: o retorno da discussão do tripé prevenção, assistência e direitos humanos; a atenção aos ciclos de vida das pessoas; a atenção às especificidades das mulheres vivendo com HIV/AIDS; a não criminalização de populações mais afetadas como homens que fazem sexo com homens e população trans e travestis. Além de debater o panorama em relação a garantia da distribuição dos medicamentos antirretrovirais, com foco no tocante à aquisição e distribuição; garantir a participação de representantes das Redes de Pessoas Vivendo nas discussões da Política Nacional de Aids.

“Os movimentos sociais se destacam pela capacidade de articulação e mobilização em seus territórios de atuação. Além disso, têm sido parceiros históricos do governo e da sociedade para conter o avanço da epidemia. Por isso, é necessário ter o canal de diálogo aberto. O que certamente contribuirá para gestão das políticas públicas para o HIV/aids”, finalizou Gerson Pereira.

Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais
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