AÇÃO GOVERNAMENTAL

Curitiba recebe certificação de eliminação da transmissão vertical do HIV

O certificado foi entregue no Dia Mundial de Luta contra Aids

04.12.2017 - 10:36
12.12.2017 - 18:19

Curitiba é o primeiro município brasileiro a ficar livre da transmissão vertical do HIV. No Dia Mundial de Luta Contra a Aids, em 1º de dezembro, a capital paranaense recebeu a certificação do Ministério da Saúde. Para a secretária municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Cecília Huçulak, o resultado é reconhecimento de trabalho intensivo realizado com os profissionais de saúde da rede pública do município. “Foram anos de trabalho com todas as nossas equipes, com capacitações, com investimento em melhoria da atenção, com melhoria do nosso laboratório, com a questão do sistema de informação, notificação e de tratamento”, afirmou.

DIAHV: Foi difícil chegar à eliminação da transmissão vertical do HIV?

MÁRCIA HUÇULAK:  O Ministério da Saúde tem um trabalho de vanguarda no mundo na questão do enfrentamento das ISTs e do HIV. Isso é um orgulho para o Brasil. Nós não chegaríamos a essa certificação se não fosse o Ministério da Saúde, que nos incentiva, trazendo para nós as ferramentas para melhoria do cuidado, do diagnóstico e do tratamento.

Para conquistar a certificação, nós passamos por um rigoroso processo coordenado pelo Ministério da Saúde que visa apoiar e incentivar os gestores de saúde dos municípios para as ações de eliminação da transmissão vertical.

Tivemos um processo rigoroso de avaliação para chegar a esse momento de certificação. O Ministério da Saúde acompanhou os nossos indicadores, que vem apresentando zero de transmissão vertical em Curitiba nos últimos anos.

DIAHV: Qual o próximo desafio a ser superado?

MÁRCIA HUÇULAK: A manutenção da certificação da eliminação da transmissão vertical é agora uma questão desafiadora. Foram anos de trabalho com todas as nossas equipes, com capacitações, com investimento em melhoria da atenção, com melhoria do nosso laboratório, com a questão do sistema de informação, notificação, o tratamento, enfim são várias ações desenvolvidas e encadeadas que deram esse resultado.

DIAHV: Já havia antes ações voltadas para as mães gestantes?

MÁRCIA HUÇULAK: A Secretária Municipal de Saúde, de longa data, tem um trabalho voltado à gestante e o bebê, que é um programa muito importante para as mães curitibanas, denominado “Mãe Curitiba, Vale a Vida”. O objetivo é oferecer justamente uma qualidade de vida para a mãe, redução da morte materno-infantil, e dentre as ações desenvolvidas nesse programa, há muito tempo, existe a preocupação com a transmissão vertical de HIV da mãe para o bebe durante a gestação. Como diz o nosso programa “Mãe Curitibana, Vale a Vida”: vale cuidar bem e preservar a vida, que é a nossa grande responsabilidade enquanto gestores públicos.

DIAHV: Curitiba é participante das metas 90-90-90?

MÁRCIA HUÇULAK: Curitiba também fez adesão às metas 90-90-90. Agora a gente dá um passo muito importante na luta contra o HIV em nosso município. E a gente pode apoiar outros municípios com a nossa experiência.

DIA MUNDIAL – Durante o evento do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, em Curitiba, foi lançada a nova edição do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids 2017  e também a campanha nacional em televisão, redes sociais e rádio, com o slogan “Vamos combinar? Prevenir é viver”, tendo como foco a estratégia da Prevenção Combinada.

CERTIFICAÇÃO – Lançada no ano passado, pelo Ministério da Saúde, a estratégia de certificação da eliminação da transmissão vertical tem por objetivo fortalecer a gestão e a rede de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS). São elegíveis à certificação municípios com mais de 100 mil habitantes e que atendam a critérios estabelecidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre esses critérios estão taxa de detecção de HIV inferior a 0,3 por mil nascidos vivos, e proporção anual inferior a 2% de crianças expostas ao vírus que se infectaram.

METAS 90-90-90   A meta consiste em ter 90% das pessoas com HIV diagnosticadas; deste grupo, 90% seguindo o tratamento; e, dentre as pessoas tratadas, 90% com carga viral indetectável. A resposta brasileira está em consonância com as metas 90-90-90 do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e com o consenso global para a eliminação da epidemia de aids em 2030. De acordo com o Relatório de Monitoramento Clínico do HIV, lançado em 28 de novembro, o Brasil aumenta o diagnóstico e tratamento para o HIV. O novo levantamento indica que, desde 2012, o número de pessoas diagnosticadas com a doença aumentou 18%, e o acesso ao tratamento, 15%. E também se observou redução da circulação do vírus no sangue dos tratados, indicando sucesso do tratamento ofertado no SUS

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Assessoria de Comunicação
Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais

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