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Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
163/2003
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Dario de Oliveira Lima Filho, Ernesto Coutinho Puccini, Orlando Cattini Junior
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
,
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
,
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
FCR – Fundação Cândido Rondon.
Período de Vigência:
2003 - 2004
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Escola de Administração de Empresas de São Paulo; Fundação Getúlio Vargas.
Introdução e Justificativa:
Assessoria e serviços de consultoria para a análise, diagnóstico e apoio tempestivo às ações e atividades do PN-DST/AIDS, referentes ao Programa de Marketing Social do Preservativo no Brasil, incluindo a determinação das providências e ações necessárias para adequação da operação da cadeia de distribuição do preservativo com análise de segmentação dos grupos de usuários, visando adequar as ações e atividades aos seus padrões de comportamento e utilização.
Objetivos:
Determinação das providências e ações necessárias para duplicar o uso do preservativo no Brasil (para cerca de 1 bilhão de unidades/ano) como forma de prevenção de DST/aids.
Materiais e Métodos:
Os trabalhos de consultoria foram realizados por professores consultores e consultores associados pela Fundação Cândido Rondon (FCR). Foram alocados, também, consultores associados e assistentes alunos de Pós-Graduação, principalmente no que se refere ao apoio em Brasília.
Resultados - Parciais ou Finais:
Identificação de gargalos de distribuição; identificação de segmentos de usuários e das estratégias mais adequadas de propaganda e estímulo ao uso; concepção de cadeia de distribuição alternativa (marketing social).
Palavras-Chave:
Preservativo. Marketing social. Cadeia de distribuição. Cadeia de abastecimento.
Divulgação e/ou Publicações:
CATTINI JR., O. Dados sobre a pesquisa PN/FGV sobre preservativos no Brasil. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO EM DST/AIDS, CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DST, CONGRESSO BRASILEIRO DE AIDS, 5./5./1., 2004, Recife.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
163/2003
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Dario de Oliveira Lima Filho, Ernesto Coutinho Puccini, Orlando Cattini Junior
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
,
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
,
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
FCR – Fundação Cândido Rondon.
Período de Vigência:
2003 - 2004
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Escola de Administração de Empresas de São Paulo; Fundação Getúlio Vargas.
Introdução e Justificativa:
Assessoria e serviços de consultoria para a análise, diagnóstico e apoio tempestivo às ações e atividades do PN-DST/AIDS, referentes ao Programa de Marketing Social do Preservativo no Brasil, incluindo a determinação das providências e ações necessárias para adequação da operação da cadeia de distribuição do preservativo com análise de segmentação dos grupos de usuários, visando adequar as ações e atividades aos seus padrões de comportamento e utilização.
Objetivos:
Determinação das providências e ações necessárias para duplicar o uso do preservativo no Brasil (para cerca de 1 bilhão de unidades/ano) como forma de prevenção de DST/aids.
Materiais e Métodos:
Os trabalhos de consultoria foram realizados por professores consultores e consultores associados pela Fundação Cândido Rondon (FCR). Foram alocados, também, consultores associados e assistentes alunos de Pós-Graduação, principalmente no que se refere ao apoio em Brasília.
Resultados - Parciais ou Finais:
Identificação de gargalos de distribuição; identificação de segmentos de usuários e das estratégias mais adequadas de propaganda e estímulo ao uso; concepção de cadeia de distribuição alternativa (marketing social).
Palavras-Chave:
Preservativo. Marketing social. Cadeia de distribuição. Cadeia de abastecimento.
Divulgação e/ou Publicações:
CATTINI JR., O. Dados sobre a pesquisa PN/FGV sobre preservativos no Brasil. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO EM DST/AIDS, CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DST, CONGRESSO BRASILEIRO DE AIDS, 5./5./1., 2004, Recife.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
508/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Jorge Alberto Bernsteins Iriart
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal da Bahia, Instituto de Saúde Coletiva – ISC, Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão – Fapex.
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Trata­-se de uma pesquisa qualitativa de orientação antropológica que teve por objetivo produzir conhecimento sobre os significados e práticas associados ao HIV/aids e sua prevenção, a partir de uma perspectiva de gênero, visando produzir subsídios para a prevenção da epidemia entre mulheres de bairros populares de Salvador. Durante oito meses de trabalho de campo, foram realizadas etnografias de dois bairros populares da cidade e entrevistas semi­estruturadas com 40 homens e mulheres entre 15 e 39 anos. Os roteiros de entrevistas abordaram: informações e redes simbólicas associadas ao HIV/aids; papéis e relações de gênero e vulnerabilidade ao HIV/aids; sexualidade; e percepção do preservativo e de risco de contrair o HIV. Os dados produzidos pela pesquisa permitiram elaborar um projeto de intervenção culturalmente apropriado que foi implementado no ano seguinte.
Objetivos:
Produzir conhecimentos sobre signos, significados e práticas associadas à aids e sua prevenção entre homens e mulheres em bairros populares de Salvador, visando fornecer subsídios para a elaboração de programas de prevenção culturalmente sensíveis.
Materiais e Métodos:
A metodologia utilizada foi de cunho qualitativo, sendo privilegiada uma orientação antropológica. Foram selecionados para o trabalho de campo dois bairros populares de Salvador com características distintas. Um deles era marcado pela violência urbana, fraca organização comunitária e grande consumo e comércio ilegal de drogas. O outro se caracterizava pela forte organização comunitária e menores índices de violência urbana. Durante 8 meses de trabalho de campo, foram realizadas etnografias das duas comunidades com registro em cadernos de campo, assim como entrevistas semi-estruturadas com 40 informantes chaves. Foram selecionados para as entrevistas homens e mulheres entre 15 e 39 anos. Quatro roteiros de entrevistas foram elaborados e as entrevistas realizadas em 3 encontros sucessivos com os informantes. As entrevistas foram gravadas em fita cassete e transcritas. Para codificação dos dados segundo as categorias analíticas, foi utilizado o programa NudIst 4.0. Procedeu-se então à análise de conteúdo visando identificar as categorias culturais centrais, em torno das quais se articulavam as redes de significados e as práticas com relação à aids e ao risco de contrair o HIV.
Resultados - Parciais ou Finais:
A análise dos dados apontou que as pessoas possuem um conhecimento básico, mas muitas vezes superficial sobre as DST/aids, havendo confusão sobre aspectos importantes para a prevenção, tal como o período de latência do HIV e noções equivocadas sobre o contágio; a existência de rede simbólica associada à aids onde são enfatizados significados como “medo, morte, sofrimento” e a concomitante ausência de significados positivos que se refiram à idéia da prevenção. Preponderância de uma rede simbólica associada ao preservativo que enfatiza significados como “insegurança”, “desconforto”, “infidelidade” e “medo”. De um lado, a percepção entre mulheres com companheiros fixos de que a monogamia é segurança suficiente com relação ao risco de contrair o HIV e, de outro, o sentimento de impotência com relação ao risco, associado à dificuldade de negociar o sexo seguro com os companheiros. Existência de representações e práticas sobre sexualidade e relações de gênero que favorecem a vulnerabilidade de homens e mulheres ao HIV. Os dados produzidos pela pesquisa subsidiaram um projeto de intervenção voltado para a prevenção do HIV/aids nos dois bairros intitulado “Cultura, gênero e poder: a construção participativa da prevenção das DST/Aids”, que foi realizado entre 2001 e 2002.
Palavras-Chave:
Prevenção HIV/aids. HIV. Aids. Mulheres. Classes populares. Significados e práticas.
Divulgação e/ou Publicações:
IRIART, J.A.B. et al. Relatório Final do projeto Signos, significados e práticas associadas à Aids em um bairro pobre de Salvador, Bahia: contribuição à elaboração de campanhas de prevenção entre mulheres, 2001 (Relatório de pesquisa).

__. Signos, Significados e práticas associadas à Aids em dois bairros pobres de Salvador, Bahia: contribuição à elaboração de campanhas de prevenção entre mulheres. In: VI CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA DA ABRASCO, 6., 2000, Salvador. Proceedings... Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Saúde Coletiva, 2000. CD-ROM.

508/1999 SANTOS, C.O.; IRIART, J.A.B. Cultura sexual, gênero e aids: implicações para a prevenção. In: V CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DST/DST-5, VCONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO EM DST E AIDS. I CONGRESSO BRASILEIRO DE AIDS, 5./5./1., 2004, Recife. Proceedings... Brasília: Ministério da Saúde, 2004.

__. O amor nos tempos de aids: significados e práticas associados ao risco de contrair HIV nas trajetórias sexuais de mulheres. In: V CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DST/DST-5, V CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO EM DST E AIDS. I CONGRESSO BRASILEIRO DE AIDS, 5./5./1., 2004, Recife. Proceedings... Brasília: Ministério da Saúde, 2004.

SANTOS, C.O.; IRIART, J.A.B.; LIMA, M.C. Fragmentos de uma cultura sexual em tempos de Aids: uma análise sob a perspectiva de gênero. In: VII CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA, 7., 2003, Brasília. Proceedings... Brasília: Associação Brasileira de Saúde Coletiva, 2003.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
508/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Jorge Alberto Bernsteins Iriart
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal da Bahia, Instituto de Saúde Coletiva – ISC, Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão – Fapex.
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Trata­-se de uma pesquisa qualitativa de orientação antropológica que teve por objetivo produzir conhecimento sobre os significados e práticas associados ao HIV/aids e sua prevenção, a partir de uma perspectiva de gênero, visando produzir subsídios para a prevenção da epidemia entre mulheres de bairros populares de Salvador. Durante oito meses de trabalho de campo, foram realizadas etnografias de dois bairros populares da cidade e entrevistas semi­estruturadas com 40 homens e mulheres entre 15 e 39 anos. Os roteiros de entrevistas abordaram: informações e redes simbólicas associadas ao HIV/aids; papéis e relações de gênero e vulnerabilidade ao HIV/aids; sexualidade; e percepção do preservativo e de risco de contrair o HIV. Os dados produzidos pela pesquisa permitiram elaborar um projeto de intervenção culturalmente apropriado que foi implementado no ano seguinte.
Objetivos:
Produzir conhecimentos sobre signos, significados e práticas associadas à aids e sua prevenção entre homens e mulheres em bairros populares de Salvador, visando fornecer subsídios para a elaboração de programas de prevenção culturalmente sensíveis.
Materiais e Métodos:
A metodologia utilizada foi de cunho qualitativo, sendo privilegiada uma orientação antropológica. Foram selecionados para o trabalho de campo dois bairros populares de Salvador com características distintas. Um deles era marcado pela violência urbana, fraca organização comunitária e grande consumo e comércio ilegal de drogas. O outro se caracterizava pela forte organização comunitária e menores índices de violência urbana. Durante 8 meses de trabalho de campo, foram realizadas etnografias das duas comunidades com registro em cadernos de campo, assim como entrevistas semi-estruturadas com 40 informantes chaves. Foram selecionados para as entrevistas homens e mulheres entre 15 e 39 anos. Quatro roteiros de entrevistas foram elaborados e as entrevistas realizadas em 3 encontros sucessivos com os informantes. As entrevistas foram gravadas em fita cassete e transcritas. Para codificação dos dados segundo as categorias analíticas, foi utilizado o programa NudIst 4.0. Procedeu-se então à análise de conteúdo visando identificar as categorias culturais centrais, em torno das quais se articulavam as redes de significados e as práticas com relação à aids e ao risco de contrair o HIV.
Resultados - Parciais ou Finais:
A análise dos dados apontou que as pessoas possuem um conhecimento básico, mas muitas vezes superficial sobre as DST/aids, havendo confusão sobre aspectos importantes para a prevenção, tal como o período de latência do HIV e noções equivocadas sobre o contágio; a existência de rede simbólica associada à aids onde são enfatizados significados como “medo, morte, sofrimento” e a concomitante ausência de significados positivos que se refiram à idéia da prevenção. Preponderância de uma rede simbólica associada ao preservativo que enfatiza significados como “insegurança”, “desconforto”, “infidelidade” e “medo”. De um lado, a percepção entre mulheres com companheiros fixos de que a monogamia é segurança suficiente com relação ao risco de contrair o HIV e, de outro, o sentimento de impotência com relação ao risco, associado à dificuldade de negociar o sexo seguro com os companheiros. Existência de representações e práticas sobre sexualidade e relações de gênero que favorecem a vulnerabilidade de homens e mulheres ao HIV. Os dados produzidos pela pesquisa subsidiaram um projeto de intervenção voltado para a prevenção do HIV/aids nos dois bairros intitulado “Cultura, gênero e poder: a construção participativa da prevenção das DST/Aids”, que foi realizado entre 2001 e 2002.
Palavras-Chave:
Prevenção HIV/aids. HIV. Aids. Mulheres. Classes populares. Significados e práticas.
Divulgação e/ou Publicações:
IRIART, J.A.B. et al. Relatório Final do projeto Signos, significados e práticas associadas à Aids em um bairro pobre de Salvador, Bahia: contribuição à elaboração de campanhas de prevenção entre mulheres, 2001 (Relatório de pesquisa).

__. Signos, Significados e práticas associadas à Aids em dois bairros pobres de Salvador, Bahia: contribuição à elaboração de campanhas de prevenção entre mulheres. In: VI CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA DA ABRASCO, 6., 2000, Salvador. Proceedings... Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Saúde Coletiva, 2000. CD-ROM.

508/1999 SANTOS, C.O.; IRIART, J.A.B. Cultura sexual, gênero e aids: implicações para a prevenção. In: V CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DST/DST-5, VCONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO EM DST E AIDS. I CONGRESSO BRASILEIRO DE AIDS, 5./5./1., 2004, Recife. Proceedings... Brasília: Ministério da Saúde, 2004.

__. O amor nos tempos de aids: significados e práticas associados ao risco de contrair HIV nas trajetórias sexuais de mulheres. In: V CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DST/DST-5, V CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO EM DST E AIDS. I CONGRESSO BRASILEIRO DE AIDS, 5./5./1., 2004, Recife. Proceedings... Brasília: Ministério da Saúde, 2004.

SANTOS, C.O.; IRIART, J.A.B.; LIMA, M.C. Fragmentos de uma cultura sexual em tempos de Aids: uma análise sob a perspectiva de gênero. In: VII CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA, 7., 2003, Brasília. Proceedings... Brasília: Associação Brasileira de Saúde Coletiva, 2003.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
317/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Tarcisio Matos de Andrade
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal da Bahia; Faculdade de Medicina; Aliança de Redução de Danos Fátima Cavalcanti – ARDFC.
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Lasp – Laboratório Avançado de Saúde Pública; Fundação Oswaldo Cruz - Bahia.
Introdução e Justificativa:
Trata-se do desdobramento da Fase I do Estudo Multicêntrico da OMS de HIV e outras doenças de transmissão parental entre usuários de drogas injetáveis, desenvolvido em fase de campo em 1991/1992. Nessa parte (II), foi desenvolvido o Estudo Epidemiológico Seccional, que poderá ser comparado a outros cortes seccionais realizados em Salvador (Projeto UFBA – 1993/1994 e Projeto Brasil – 1995/1996), além da comparação com Santos e Rio de Janeiro que também partici-param do Projeto Brasil e do presente estudo. Os dados foram comparados aos de outras 21 cidades do mundo, dentro da fase II do Projeto da OMS.
Objetivos:
Determinar os comportamentos de risco e as taxas de infecção pelo HIV e outros patógenos de transmissão sangüínea e/ou sexual entre UDI, ex-UDI e usuários de drogas sem história de uso injetável, assim como outras conseqüências adversas do uso de drogas, na Cidade de Salvador – Bahia.
Materiais e Métodos:
Pesquisa desenvolvida na região metropolitana de Salvador. Coleta de amostras de sangue de 400 usuários de drogas, sendo 200 UDI (considerando-se aqui o uso nos últimos dois meses); 100 ex-UDI (em qualquer momento da vida) e 100 usuários de outras drogas que possam vir a ser injetável. Amostras testadas quanto ao HIV 1/2 e HTLV I e II (ELISA, confirmados por imunofluorescência e os casos duvidosos, testados pelo Western Blot), quanto à hepatite B (antiHBc e HBsAg) e à hepatite C (secondgeneration test). Testes laboratoriais realizados pelo Laboratório Avançado de Saúde Pública - Lasp, Centro de Pesquisas Gonçalo Muniz – Cpqgm, Fiocruz, localizado na Cidade de Salvador-Bahia. Aplicação de questionário padrão utilizado pela OMS na fase II do presente estudo, devidamente traduzido e adaptado.
Resultados - Parciais ou Finais:
Tratava-se de uma população constituída na grande maioria de homens (94%), com idade média de 25.4 ± 6.6, com nível de escolaridade de 6,2 ± 2,5 anos. Os principais achados foram evidenciados na comparação entre o comportamento e dos dados sorológicos dos UDI e o estudo realizado em 1996: embora tenha sido registrada uma acentuada diferença no envolvimento com atividades ilegais e na troca de sexo por dinheiro entre a população do estudo anterior e do atual, 47,1 X 9,3%; 35 X 6,0%, respectivamente, houve aumento do número de entrevistados que referiram terem sido presos até 5 vezes, de 70,7 X 87,6%, e aumento no consumo de crack, de 36,7 para 60,4%. A freqüência diária de injeção sofreu ligeira redução, de 5,1 para 4,5%; aumentou o contato com alguma atividade de prevenção de HIV, no último ano, de 28,8 para 67,4%. Chamou particular atenção o aumento no uso de preservativos nas relações com os parceiros ocasionais e principais, nos últimos 6 meses, no presente estudo, 30,0 e 31,3% X 5,1 e 2,3%, respectivamente; bem como a redução do compartilhamento de seringas de 61,0 para 17%. A soroprevalência para HIV e HTLV – I/II, revelou uma expressiva redução em relação ao estudo anterior, de 49,5 e 35,2% para 7,1 e 5,0%, respectivamente.
Palavras-Chave:
Uso de drogas. Estudo de soroprevalência. Estudo comportamental. Estudo multicêntrico. HIV/AIDS. Hepatites.
Divulgação e/ou Publicações:
BRASIL. A contribuição dos estudos multicêntricos frente à epidemia de HIV/aids entre UDI no Brasil (Série Avaliação 8), p.79-94. Brasília: Ministério da Saúde, 2001. Disponível em: http://www.aids.gov.br/avalia8/index.htm. Acesso em: 26 abr. 2006.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Marcos Antônio Ribeiro Braz
Instituição:
Consultoria individual por Termo de Referência.
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
O atual quadro epidemiológico do HIV no Brasil aponta uma expansão da transmissão vertical que, entretanto, pode ser prevenida por meio de medicamentos já disponíveis. Porém, barreiras como a baixa qualidade da atenção pré­natal e o próprio fato de que muitas mulheres ingressam no pré­natal já em idade gestacional avançada e nem sempre aderirem ao acompanhamento necessário tornam a implementação das ações de prevenção à transmissão vertical muito inferior ao desejado. Esta pesquisa realizou um levantamento qualitativo entre puérperas que utilizam o sistema SUS em três cidades brasileiras de maior relevância no segmento feminino: Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo.
Objetivos:
Avaliar de forma qualitativa a percepção de risco de infecção por HIV e outras DST por puérperas usuárias do SUS, analisando as motivações existentes para a prevenção, tratamento e para a prevenção específica da transmissão do HIV ou de outra DST para o seu filho; Levantar os níveis de compreensão e percepção da mulher sobre o acesso ao teste anti-HIV e aos serviços de aconselhamento (quando disponível); Explorar, da mesma forma, a percepção da mulher sobre o acesso ao tratamento da TV durante a gravidez e o parto; Identificar os componentes sociais, culturais e estruturais (fatores de vulnerabilidade individuais e sociais) que são compreendidos como elementos vivenciados de forma diferenciada por estas mulheres, levando em consideração os valores, crenças, tabus e preconceitos que se manifestam como barreiras à adoção de práticas de prevenção à TV; Explorar expectativas e motivações das puérperas em relação à prevenção da TV do HIV e de outras DST ao seu bebê; Explorar o impacto resultante do oferecimento e uso do Teste Rápido anti-HIV durante a admissão na maternidade.
Materiais e Métodos:
Foram utilizados 4 grupos focais em cada cidade incluída na pesquisa (Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo), sendo metade deles com mulheres que realizaram o teste anti-HIV durante o pré­natal e a outra metade com mulheres que não realizaram o teste. No Rio de Janeiro, também foram realizados grupos em maternidades, na quais o teste rápido é oferecido a gestantes que não foram testadas durante o pré­natal.
Palavras-Chave:
Prevenção da transmissão vertical do HIV e outras DST. Puérperas. Teste anti-HIV no pré­natal.
Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Abr/2002
Número do Projeto:
645/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Anadergh Barbosa de Abreu Branco
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Departamento de Saúde Coletiva.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Este estudo propôs-se a avaliar a biossegurança estabelecida pelas unidades de saúde do Distrito Federal para o manuseio de material potencialmente infectante (HIV); identificar o nível de conhecimento dos profissionais de saúde do DF em relação às medidas de biossegurança a serem adotadas no manuseio de material potencialmente infectante (HIV), bem como os procedimentos a serem seguidos em caso de acidente envolvendo esses materiais. Os dados foram armazenados e analisados quantitativamente em programa Microsoft Access e passaram por análise qualitativa baseada na legislação vigente e na literatura científica.
Objetivos:
Avaliar as medidas de biossegurança instituídas para o manuseio de material biológico potencialmente contaminado por HIV; Identificar as medidas de segurança instituídas pelas unidades de saúde para o manuseio de material biológico potencialmente contaminado por HIV; Verificar o grau de adesão dos trabalhadores de saúde às medidas instituídas pelos hospitais; Analisar o grau de conhecimento dos profissionais de saúde acerca das medidas de biossegurança no manuseio de material biológico potencialmente contaminado por HIV.
Materiais e Métodos:
Trata-se de estudo epidemiológico, do tipo inquérito transversal. Foram listados todos os hospitais públicos e realizada seleção aleatória da amostra, estratificada pelo porte do hospital, da seguinte forma: um hospital de grande porte (>300 leitos); dois de médio porte (100-200 leitos); três de pequeno porte (
Resultados - Parciais ou Finais:
O coeficiente de acidentabilidade foi inversamente proporcional ao porte do hospital; Os profissionais de saúde do sexo masculino acidentaram-se mais do que os do sexo feminino, bem como as categorias cirurgião dentista, médico e técnico de laboratório; Treinamentos com conteúdos sobre biossegurança não interferiram positivamente na diminuição de acidentes. Não houve relação positiva entre o conhecimento e a adesão quanto ao uso de EPI. Os profissionais que mais relataram acidentes com material perfurocortante foram: cirurgião dentista (64,3), médico (47,8) e técnico de laboratório (46,0), em contrapartida à categoria farmacêutico bioquímico (17,6). Os profissionais de saúde com maior tempo de serviço se acidentaram mais, à exceção dos médicos que apresentaram uma relação inversa, ou seja, aqueles com menor tempo de serviço apresentaram um maior coeficiente de acidentabilidade. O coeficiente de acidentabilidade foi maior entre os profissionais de saúde que afirmaram conhecer todas as normas. Em linhas gerais, a relação negativa entre o conhecimento e a adesão dos profissionais de saúde demonstra a necessidade de uma abordagem mais efetiva perante esses profissionais.
Palavras-Chave:
Biossegurança. Profissionais de saúde. HIV. Acidente de trabalho. Material biológico. Medidas de proteção.
Divulgação e/ou Publicações:
CAIXETA, R.B. Biossegurança em Aids: Conhecimento e Adesão dos profissionais de saúde em hospitais do Distrito Federal. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Saúde, Universidade de Brasília, 2003.

CAIXETA, R.B.; BARBOSA-BRANCO, A. Acidente de trabalho com material biológico, em profissionais de saúde de hospitais públicos do Distrito Federal, Brasil, 2002/2003. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.21, n.3, p.737-746, Maio-Jun. 2005.

__. Acidente de trabalho com material biológico, em profissionais de saúde de hospitais públicos do Distrito Federal, Brasil, 2002/2003. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA, 7., 2003, Brasília.

__. Acidente de trabalho com material biológico, em profissionais de saúde de hospitais públicos do Distrito Federal, Brasil, 2002/2003. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA, 7., 2003, Brasília. Proceedings... Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Saúde Coletiva, 2003. v.8, sup. 2, p.432.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Set/2001
Número do Projeto:
764/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Valéria Cavalcanti Rolla
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz, Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Laboratório de Bacteriologia do Ipec – Fiocruz (Maria Cristina da Silva Lourenço); Laboratório de Farmacocinética do Ipec – Fiocruz (Eduardo Werneck Barroso).
Introdução e Justificativa:
Este estudo objetiva avaliar a eficácia virológica da associação concomitante da rifampicina aos inibidores de protease ritonavir (400 mg) e saquinavir (400 mg), bem como monitorar os efeitos adversos e concentrações séricas da rifampicina antes e após a introdução da associação ritonavir saquinavir. Um segundo objetivo é a avaliação de uma nova técnica de dosagem da rifampicina na saliva para o monitoramento da adesão ao tratamento tuberculostático. Para tal, foram avaliados 30 pacientes com diagnóstico de tuberculose, virgens de tratamento para tuberculose e inibidores de protease (IP). O tratamento da tuberculose foi iniciado ao menos 30 dias antes da introdução do tratamento anti-HIV. A resposta virológica foi adequada em todos os voluntários que toleraram o tratamento. A resposta ao tratamento da tuberculose também foi satisfatória em todos os pacientes. Após a introdução dos IP, 14 pacientes foram retirados do estudo por eventos adversos relacionados aos IP e 1 outro paciente por decisão própria. A hepatotoxicidade foi observada em 4 casos e os demais eventos adversos observados foram náuseas e vômitos, e ocorreram na sua maioria nos primeiros 30 dias de tratamento anti-HIV. Foi observado um decréscimo na área sobre a curva e um prolongamento da meia vida dos IP durante o tratamento com rifampicina, porém as concentrações máximas e mínimas estiveram dentro dos limites terapêuticos. A dosagem da rifampicina na saliva se mostrou útil apenas para se verificar a adesão, não havendo correlação entre as concentrações plasmáticas e na saliva. Baseados nos dados apresentados, não indicamos o tratamento com IP como primeira opção em pacientes virgens de tratamento. Devemos, entretanto,considerá­lo para resgate em pacientes já previamente tratados.
Objetivos:
Avaliar a eficácia dos anti-retrovirais ritonavir e saquinavir em associação com a rifampicina no tratamento da tuberculose e da aids. Monitorar as concentrações plasmáticas da rifampicina antes e após a introdução dos inibidores da protease, ritonavir e saquinavir.
Materiais e Métodos:
Estudo fase IV, aberto, não randomizado, não controlado, nacional, com o objetivo de estudar a infecção pelo HIV concomitante à tuberculose. A população de estudo serão os adultos de ambos os sexos infectados pelo HIV, virgens de tratamento anti-retroviral (ARV), em tratamento para tuberculose, e que apresentem critérios para tratamento ARV de acordo com as regras estipuladas pelo Ministério da Saúde. Foram realizados: avaliação da carga viral plasmática e contagens de células CD4 (antes da introdução dos IP, 30 dias após e no final do tratamento da tuberculose) e testes genotípicos no início e no final do tratamento. A principal variável para se medir a resposta clínica e determinar a eficácia anti-retroviral nos pacientes que utilizam essas drogas em combinação com a rifampicina é o monitoramento da carga viral plasmática em relação aos valores basais. Foram consideradas como desfechos terapêuticos favoráveis as quedas >1 log ao final do primeiro mês e a obtenção de CV
Resultados - Parciais ou Finais:
Todos os pacientes incluídos no estudo obtiveram cura da tuberculose ao final do tratamento. A resposta virológica foi adequada em todos os voluntários que toleraram os dois tratamentos concomitantes (TB-HIV). A principal limitação do uso desse esquema anti-retroviral foram os eventos adversos. Após a introdução dos IP, 14 pacientes foram retirados do estudo e 1 por decisão própria. A hepatotoxicidade foi observada em 4 pacientes e os demais eventos adversos observados foram náuseas e vômitos e ocorreram na sua maioria nos primeiros 30 dias de tratamento anti-HIV. Foram observados 4 casos de reação paradoxal. Não foi detectado resistência genotípica aos IP. Com relação ao estudo farmacocinético, foi observado um decréscimo na área sobre a curva e um prolongamento da meia vida dos IP durante o tratamento com rifampicina, porém as concentrações máximas e mínimas estiveram dentro dos limites terapêuticos. A dosagem da rifampicina na saliva se mostrou útil apenas para se verificar a adesão, não havendo correlação entre as concentrações plasmáticas e na saliva. Concluímos que, apesar da eficácia virológica e perfil farmacocinético, esse tratamento não deve ser recomendado como primeira opção em indivíduos virgens de ARV.
Palavras-Chave:
Aids. Tuberculose. Farmacocinética. Ritonavir. Saquinavir. Rifampicina.
Divulgação e/ou Publicações:
ROLLA, V. et al. Safety, Efficacy and Pharmacokinetics of Ritonavir 400 mg – Saquinavir 400 mg and Rifampicin Combined Therapy in HIV Patients with Tuberculosis. In: IAS CONFERENCE ON PATHOGENESIS AND TREATMENT, 3., 2005, Rio de Janeiro.

VIEIRA, M.A.M.S. et al. Monitoração da concentração plasmática da rifampicina em pacientes com aids e tuberculose em tratamento com ritonavir e saquinavir. In: ENCONTRO NACIONAL DE TUBERCULOSE, 1., 2004, Brasília.

__. Rifampicin pharacokinetics in AIDS patients treated with ritonavir and saquinavir. American College of Chest Phisicians, San Diego,v.122, p.35s-36s, 2002.

Edital/Chamamento:
Eventos
Número do Projeto:
211/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
José Luiz de Andrade Neto
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Associação Educacional Educar.
Período de Vigência:
2004 - 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
PN-DST/AIDS; Coordenação Estadual de DST/Aids de Santa Catarina; International AIDS Society-IAS; UNESCO.
Introdução e Justificativa:
A aids foi, no triênio final da década passada, o maior exterminador de adultos jovens do mundo ocidental, superando todas as principais causas de morte reunidas: câncer, moléstias do coração e respiratórias e acidentes de tráfego. Para o Ministério da Saúde, o número de soropositivos até hoje identificados no Brasil é de 215 mil, em 3.702 municípios. Desse total, 95% são adultos jovens e 5% de crianças abaixo de 13 anos. Cerca de 130 mil estão em uso do coquetel (anti-retovirais) e 85 mil não usam o remédio. A taxa de resistência ao medicamento é menor no Brasil chegando a 6,6%, pequena em comparação a países como EUA, Espanha com até 26 % e Argentina, França, Reino Unido com 10 a 17%. Isto pode ser encarado como um fator de bom prognóstico uma vez que é decorrência do Brasil ter a maior taxa de adesão aos medicamentos, chegando a 75% em algumas capitais. Esse perfil epidemiológico demonstra a necessidade de cada vez mais possuirmos profissionais devidamente qualificados para o atendimento destes pacientes uma vez que se sabe a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento competente, justificando assim a realização de atualizações periódicas destes profissionais. Baseado nessa necessidade de se ter profissionais bem treinados, as instituições devem oferecer condições aos profissionais de atualização e aperfeiçoamento, através de treinamentos. A realização de cursos de capacitação tornou-se imprescindível a fim de qualificar e sensibilizar médicos dos serviços de referência para o mane-jo do HIV/aids e coinfecções.
Objetivos:
Atualizar e qualificar médicos no controle e manejo do HIV/aids e coinfecções.
Materiais e Métodos:
Reunião com consultores especialistas para elaboração de um conteúdo adequado para cada curso. Seleção de monitores para auxiliarem no monitoramento das discussões dos grupos. Seleção dos participantes através de inscrições prévias observando pré­requisitos definidos. Realização do curso com carga horária de 24 horas, aplicando metodologia de problematização, discussões em grupos e atividades interativas que incluem aplicação de pré­teste e pós-teste.
Resultados - Parciais ou Finais:
120 médicos participaram do curso; Pré­teste: 79% acertos; Pós-teste: 98% acertos; 96% consideraram a metodologia utilizada excelente; 94% consideraram ter suas expectativas atendidas no curso; 92% consideraram que o curso atendeu o objetivo.
Palavras-Chave:
Capacitação. Médicos. HIV. Aids.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
60/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Regina Célia Menezes Succi
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Associação Grupo de Apoio à Criança com Aids.
Período de Vigência:
2004 – 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Universidade Federal de São Paulo (Disciplina de Infectologia Pediátrica, Departamento de Pediatria).
Introdução e Justificativa:
Estudo retrospectivo da revisão de prontuários que teve por objetivo conhecer e analisar a taxa real de transmissão vertical do HIV (TMI do HIV) em 18 centros de diferentes regiões do território brasileiro, nascidas no período compreendido entre os meses de janeiro de 2003 a dezembro de 2004. A taxa de transmissão materno-infantil do HIV no período estudado e em todo o País foi de 7,01%, sendo de 7,1% no ano de 2003 e 6,8% no ano de 2004. As maiores taxas de TMI do HIV foram encontradas na região Norte (13,4%) enquanto nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul essas taxas foram, respectivamente, de 7,7%, 4,3%, 7,6% e 5,6%. As taxas de TMI foram maiores entre as crianças nascidas de mães que não fizeram acompanhamento pré­natal e naquelas que receberam aleitamento materno.
Objetivos:
Avaliar a taxa de transmissão vertical do HIV em serviços brasileiros que atendem crianças nascidas de mulheres infectadas pelo HIV; Avaliar fatores associados com a transmissão materno-infantil do HIV e os métodos utilizados para prevenir a transmissão do HIV da mãe para o filho nos diferentes serviços.
Materiais e Métodos:
Estudo retrospectivo de revisão de prontuários de 18 serviços localizados nas cinco regiões do País, com a seguinte distribuição: 2 serviços na região Norte (82 casos), 4 na região Nordeste (286 casos), 2 na região Centro-Oeste (139 casos), 7 na Região Sudeste (540 casos) e 3 na Região Sul (465 casos). Os pesquisadores participantes preencheram o instrumento de coleta construído para o estudo, no qual eram registrados os dados referentes às mães e crianças. O estudo compreendeu crianças nascidas nos anos de 2003 e 2004 de mães sabidamente soropositivas para o HIV, cujo diagnóstico da infecção tenha sido feito antes do parto, no momento do parto ou nos primeiros três meses após o parto. Os dados foram colocados em banco de dados adequado e analisados por estado, região e ano de nascimento.
Resultados - Parciais ou Finais:
Foram incluídas 1.512 crianças nos dois anos estudados, das quais 106 estavam infectadas pelo HIV, o que determinou uma taxa de transmissão materno-infantil do HIV (TMI do HIV) de 7,01% (CI 95%: 5,7% – 8,3%). A TMI do HIV foi diferente segundo o ano de nascimento das crianças estudadas: 7,15% no ano de 2003 e 6,84% no ano de 2004. As TMI do HIV foi de 13,4% na Região Norte, 7,7% na Região Nordeste, e nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul essas taxas foram, respectivamente, de 4,3%, 7,6% e 5,6%. As taxas de TMI foram maiores entre as crianças nascidas de mães que não fizeram acompanhamento pré­natal e naquelas que receberam aleitamento materno.
Palavras-Chave:
HIV. Transmissão vertical. Crianças.
Divulgação e/ou Publicações:
SUCCI, R.C.M. Grupo de Estudo da TMI do HIV da SBP. Transmissão vertical do HIV no Brasil em 2003 – 2004. Resultado preliminar de um estudo colaborativo multicêntrico. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE INFECTOLOGIA PEDIÁTRICA, 14., 2005, Foz do Iguaçu.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
280/2003
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Rosalie Kupka Knoll
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
MCJ – Movimento Cidadania e Juventude.
Período de Vigência:
2004-2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde; Programa Estadual DST/Aids; e, Instituto Adolfo Lutz.
Introdução e Justificativa:
O estudo tem por objetivo avaliar as características comportamentais, epidemiológicas e moleculares de freqüentadores de serviços de saúde do município de Itajaí. O estudo visa a percepção comunitária sobre testes com produtos microbicidas ou vacinais entre os usuários – cuidados com a saúde, em especial no tocante ao HIV/aids e outras DST – e na população geral e de risco acrescido, a capacidade de segmento e retenção desta população permitirão a avaliação preliminar das características sociocomportamentais da população que freqüenta estes serviços. O retorno destes indivíduos permitirá a avaliação molecular de casos incidentes, a estimativa da prevalência e incidência do HIV nesta população.
Objetivos:
Estabelecer atividades preparatórias em potenciais sítios de testes para vacinas contra o HIV/aids através do seguimento da população vulnerável e do estudo de características moleculares do vírus; Avaliar a factibilidade da infraestrutura local para participar de testes com produtos vacinais ou microbicidas, avaliando parâmetros como interesse da comunidade e características epidemiológicas locais; Criação das bases para um núcleo de pesquisa para o desenvolvimento dos estudos futuros com produtos preventivos, microbicidas ou vacinas; Desenvolver ou adaptar metodologia de recrutamento e retenção de voluntários soronegativos para o HIV, de risco acrescido; Estimar a incidência do HIV entre voluntários, através de taxa de soroconversão anônima e desvinculada em amostras armazenadas em serviços que atendem a região; Criar e manter sistema eficaz de armazenamento de células e plasma para caracterização biológica posterior dos isolados virais; Integrar as atividades deste estudo com iniciativas semelhantes em outros estados e organismos.
Materiais e Métodos:
Estudo observacional clínico laboratorial com indivíduos que componham este seguimento por instrumento de consentimento esclarecido. Os voluntários serão recrutados em serviços ligados à Secretaria de Saúde e serão feitos os esclarecimentos necessários sobre os objetivos do estudo e sobre o consentimento esclarecido. Os que concordarem em participar serão avaliados por questionário e convidados a retornar em seguimento regular a cada 6 meses, por dois anos, no serviço de referência do estudo. As atividades ligadas ao seguimento, como aconselhamento e acesso a exames de diagnóstico, serão oferecidas à população geral que freqüenta o serviço, incluindo apoio psicosocial em visitas de retorno, avaliação clínicolaboratorial e demais atividades ligadas à atenção à saúde. Os voluntários com indicação de tratamento serão encaminhados à Unidade de atenção à saúde de referência.
Resultados - Parciais ou Finais:
Resultados preliminares com 125 voluntários, 39% homens. Cerca de 49% apresentam uma renda de R$ 360 a R$ 960. Nos últimos 6 meses, 73% referiram um ou mais eventos de risco, sem proteção. Preservativos não foram usados em 41% ou usados de maneira inconsistente em 42%. Observou-se menos de 2% de UDI, 10% HSH, 8% de mulheres e 2% referem ter sexo com Pessoas Vivendo com HIV/aids. A maioria das mulheres (79%) teve apenas 1 parceiro nos últimos 6 meses. Estudos preliminares de caracterização molecular mostraram a existência de HIV subtipo C (7 casos), subtipo B (2 casos) e mosaico CB em 2 casos.
Palavras-Chave:
HIV. Comportamento. Vacinas.
Divulgação e/ou Publicações:
KNOLL, R.K. Epidemiologia da Aids em munícipio de médio porte e alta prevalência: implantação de sítio de pesquisa. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA TROPICAL, 2005, Florianópolis. __. Epidemiologia da Aids em munícipio de médio porte e alta prevalência: implantação de sítio de pesquisa. In: IAS CONFERENCE ON HIV PATHOGENESIS AND TREATMENT, 3., 2005, Rio de Janeiro. KNOLL, R.K. et al. Preparation of cohorts ta evaluate HIV infection risk trends and incidence at voluntary couseling testing at Itajai, Brazil. RCP Preliminary data. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PESQUISA EM HIV/AIDS - SIMPAIDS, 6., 2005, Ouro Preto.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
110/2005
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Rosalie Kupka Knoll
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
MCJ – Movimento Cidadania e Juventude.
Período de Vigência:
2004-2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde; Programa Estadual DST/Aids; e, outros sítios no Brasil (Porto Alegre, São José, Riberão Preto, Curitiba, São Paulo).
Introdução e Justificativa:
O projeto se propõe a preparar unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) da região para participar de testes de eficácia com produtos vacinais ou microbicidas contra a aids. Serão recrutados 200 indivíduos da população que apresentem testes sorológicos positivos para HIV em serviços públicos. Os voluntários que concordarem em participar, após consentimento esclarecido, terão segmento clínico que envolverá investigação por meio de questionários, avaliações clínica e laboratorial, para que se possa avaliar o comportamento imunológico destes pacientes. A avaliação da eficácia patogênica e o segmento destes voluntários implicam na preparação da rede de suporte.
Objetivos:
Testar a hipótese de que existe um impacto imunológico, definido aqui como o percentual de queda anual do número de linfócitos T CD4+ durante a infecção, distinta entre indivíduos infectados por variantes HIV-1 C com relação a indivíduos infectados com variantes HIV-1 B.
Materiais e Métodos:
Estudo observacional clínico laboratorial com voluntários que consintam nesse seguimento por consentimento esclarecido. Inicialmente, serão recrutados 200 pacientes consecutivos. Os pacientes serão avaliados por meio de questionário clínico e comportamental na entrada do estudo e realização de segmento clínico por um período de 2 anos. A cada 4 meses o paciente deverá voltar à Unidade para consulta e realização de novos exames (a critério clínico poderá retornar antes deste período). Os exames de Carga Viral e CD4/CD8 são realizados no laboratório municipal de Itajaí. Quando necessário instituir tratamento, este será de acordo com o Consenso Brasileiro.
Resultados - Parciais ou Finais:
Nossos resultados ainda são preliminares, pois anteriormente decidimos captar para a pesquisa apenas pacientes recém diagnosticados. Sendo assim, o número de pacientes não poderia ser grande. Reavaliamos e decidimos captar também outros casos. Da população estudada observamos: 69% do sexo feminino; 68% estavam assintomáticos na entrada do estudo; e, 92% brancos. Sobre a escolaridade: 53% de 8 a 11 anos; 23% mais de 12 anos; e, 23% de 4 a 7 anos de estudo. 61% nunca tiveram DST e com relação ao CD4, 15% apresentaram menor que 350 células e 46% mais de 500 células.
Palavras-Chave:
HI. Aids. Evolução clínica. Vacinas.
Divulgação e/ou Publicações:
NUNES, C.C. Participação In: WORKSHOP DE VACINA – REUNIÃO TÉCNICA DOS GRUPOS ENVOLVIDOS EM PESQUISAS PREPARATÓRIAS PARA CAPACITAÇÃO PARA TESTES COM VACINA OU MICROBICIDAS CONTRA O HIV/AIDS, 2004, Porto Alegre. PN-DST/AIDS, Unidade de Desenvolvimento Tecnológico, Área de Vacinas.

__. Preliminary characterization of a natural history cohorte (rcp_c1) at Porto Alegre/¬RS, Brazil. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PESQUISA EM HIV/AIDS - SIMPAIDS, 6., 2005, Ouro Preto.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
430/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Paulo Roberto Telles Pires Dias
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Sociedade de Estudos e Pesquisas em Drogadição.
Período de Vigência:
2001 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Introdução e Justificativa:
Mulheres que participam de intervenções preventivas que envolvem o preservativo feminino e o uso do mesmo por um período superior a 4 meses foram convidadas a participar da pesquisa, cujo objetivo era analisar fatores relacionados à adoção de práticas sexuais seguras e à adesão à utilização do preservativo feminino. A amostra de mulheres analisadas foi composta por parceiras de usuários de drogas injetáveis, usuárias de drogas, profissionais do sexo, mulheres soropositivas para o HIV e mulheres que freqüentam serviços de saúde da mulher, em 6 cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Belém e Itajaí). Inicialmente, pretendia-se entrevistar uma amostra de 280 mulheres e 60 homens, utilizando uma metodologia de pesquisa quantitativa e qualitativa, baseada em entrevistas em profundidade e grupos focais. As entrevistas qualitativas seguiram um roteiro com perguntas semi-estruturadas e foram gravadas, transcritas e codificadas para posterior análise. Também foi aplicado um pequeno questionário fechado e feitas anotações sobre o dia-a-dia da pesquisa em um diário de campo. Espera-se que os resultados deste estudo possam contribuir para melhorar a qualidade das intervenções preventivas para as DST/aids e mostrar a importância do preservativo feminino nestas estratégias.
Objetivos:
Analisar a adoção de práticas sexuais mais seguras e a adesão à utilização do preservativo feminino em uma amostra de mulheres composta por parceiras de usuários de drogas injetáveis, usuárias de drogas, profissionais do sexo, mulheres soropositivas para o HIV e mulheres que freqüentam os serviços de saúde da mulher; Analisar os fatores (sociodemográficos, dinâmicas de parceiro, culturais, regionais, etc.) que predispõe ao uso e à adesão ao preservativo feminino e à adoção de práticas sexuais mais seguras; Comparar os diversos grupos estudados em relação à adoção de práticas sexuais mais seguras e adesão ao uso do preservativo feminino; Analisar como um maior poder de negociação e as barreiras à negociação influenciam na adoção de práticas sexuais mais seguras; Identificar o que funcionou ou não na intervenção para cada grupo e identificar como melhorar as estratégias de intervenção; Avaliar como os parceiros sexuais das mulheres influenciam no uso dos preservativos femininos e na adoção de práticas sexuais mais seguras.
Materiais e Métodos:
Propôs-se um desenho de pesquisa não experimental transversal baseado em entrevistas qualitativas em profundidade, realizadas entre mulheres que utilizam o preservativo feminino ininterruptamente há pelo menos quatro meses e seus parceiros sexuais. Perguntas fechadas também foram feitas às participantes da pesquisa. Foram estudados cinco grupos distintos de mulheres, a saber, parceiras de usuários de drogas injetáveis, usuárias de drogas, profissionais do sexo, mulheres soropositivas para o HIV e mulheres que participam da intervenção em postos de saúde. Um desenho mais completo de pesquisa poderia incluir grupos de comparação (por exemplo, mulheres que não aderiram ao uso dos preservativos femininos); porém, devido às restrições logísticas, além de outras, preferiu-se não incluir esses grupos no atual estudo. As fichas padronizadas, utilizadas no acompanhamento da intervenção, foram usadas como importante fonte de informação adicional para a pesquisa. Procurando contemplar a diversidade existente nos cinco grupos estudados, considerou-se inicialmente entrevistar 10 mulheres de cada grupo. Em Belém, como não é desenvolvido o trabalho com mulheres de UDI – Usuários de Drogas Injetáveis, e mulheres UD – Usuários de Drogas, apenas foram entrevistados três grupos de mulheres. Dessa forma, planejou-se uma amostra inicial de 280 mulheres e 60 parceiros sexuais (10 por cidade) nas 6 cidades do estudo. Também foram registrados outros aspectos relativos ao trabalho de campo. Para tal, preencheu-se um diário de campo onde eram registrados aspectos relativos ao trabalho de campo, seu ambiente e interações com a comunidade. Também foi dada ênfase às observações e outras intercorrências durante a entrevista, em especial em relação a situações não abordadas no roteiro e que dependiam de uma observação atenta do entrevistador, tais como a forma como a entrevista foi conduzida, ocorrências e o “clima” da mesma, opiniões sobre o entrevistado, etc. As entrevistas foram gravadas e tiveram uma duração aproximada de 60 minutos.
Resultados - Parciais ou Finais:
O estudo teve como objetivo entender os fatores associados com o uso consistente do preservativo feminino (por mais de 4 meses) como um método de prevenção às DST e gravidez. Participaram de entrevistas qualitativas e quantitativas 255 mulheres que usaram o preservativo feminino e 29 homens cujas parceiras o tinham usado. As entrevistas procuraram analisar os fatores que influenciavam o uso bem sucedido e a adoção do preservativo feminino. O estudo foi feito em seis cidades brasileiras, representando quatro regiões do País, entre cinco grupos de mulheres (profissionais do sexo, usuárias de drogas, parceiras de usuários de drogas injetáveis, soropositivas para o HIV e pacientes atendidas em postos de saúde que utilizavam o preservativo feminino) e um grupo de homens (parceiros de mulheres que usavam o preservativo feminino). Os dados qualitativos foram analisados de forma a identificar as estratégias que os usuários do preservativo feminino consideravam importantes para a aceitabilidade e a adoção deste método de prevenção. Quatro temas primários foram identificados: “Assistência” pessoal (aconselhamento) durante a fase inicial de adoção, baseada na discussão sobre os principais problemas e desafios apresentados pelo uso do preservativo feminino; segurança; prazer; e aumento do poder de negociação para o sexo seguro. O relato do uso alternado de ambos os preservativos (masculino e feminino) foi bastante freqüente entre os entrevistados. Para aproximadamente um terço da amostra, o preservativo feminino era o preferido e, para alguns participantes, era o único método de prevenção utilizado para a prática do sexo seguro. Os resultados deste estudo sugerem que, para se alcançar a adoção e o uso consistente dos preservativos femininos, as intervenções devem oferecer estratégias explícitas e continuadas aos potenciais usuários do método.
Palavras-Chave:
Preservativo feminino.Prevenção ao HIV. Mulheres. Populações vulneráveis.
Divulgação e/ou Publicações:
TELLES, P.R. Estudo do Preservativo Feminino para o PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde, entre 2002 e 2003.

TELLES, P.R.; SOUTO, K. Avaliando práticas de sexo seguro entre mulheres que usam o preservativo feminino. In: FORO 2003 – FORO EN VIH/SIDA/ITS EN AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE, 2., 2003, Habana.

__. Evaluating safer sex practices among women using the female condom. In: INTERNATIONAL AIDS CONFERENCE, 14., 2002, Barcelona.

__. Preventing Sexually Transmitted Diseases among Injecting Drug Users (IDUs) and Their Sexual Partners. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE REDUÇÃO DE DANOS, 2002, Barcelona.

TELLES, P.R.; SOUTO, K.; PAGESHAFER, K. Longterm female condom use among vulnerable populations in Brazil. Trabalho submetido à revista “AIDS and Behavior”.

Apresentação em diversos seminários regionais (Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, etc.).

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
211/2003
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Joel Sadi Dutra Nunes, Luciana da Silva Teixeira, Sérgio Francisco Piola
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
,
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
,
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Iepes – Instituto de Estudos de Políticas Econômicas e Sociais.
Período de Vigência:
2003 - 2004
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde.
Introdução e Justificativa:
Pesquisa que busca levantar, consolidar e analisar os gastos públicos federais com HIV/aids para os anos de 2001 e 2002, segundo fonte e função de atenção, fonte e provedores e por tipo de serviço preventivo e curativo. O estudo apresenta, ainda, a sistematização dos dispêndios com HIV/aids de forma regionalizada e uma comparação desses gastos federais para o período de 1999 a 2002.
Objetivos:
Determinar o montante de recursos destinados à prevenção e ao tratamento da aids, as fontes – públicas e privadas, internas e externas – que suportam o financiamento, as instituições que canalizam e gerenciam os recursos, assim como aquelas que os utilizam, as atividades executadas e os gastos realizados.
Materiais e Métodos:
Foi realizada a contabilização dos gastos relacionados com o controle da epidemia por meio da utilização de matrizes que apresentam os fluxos de financiamento de fontes de recursos a fundos, de fundos a instituições prestadoras de serviços; de instituições a programas, bem como de instituições a objetos de gastos. Os dados obtidos englobam os gastos federais em DST/aids realizados pelo PN-DST/AIDS e dispêndios realizados pelo Ministério da Saúde no custeio de atendimentos hospitalar e ambulatorial, distribuição de medicamentos e financiamento de exames para detecção e monitoramento da doença e para triagem de sangue.
Resultados - Parciais ou Finais:
No Brasil, o gasto público federal com HIV/aids foi de R$ 943,9 milhões, em 2001, e de R$ 800,2 milhões, em 2002, o que representou 3,18% e 2,83%, respectivamente, do gasto total do Ministério da Saúde, ou 3,7% e 3,23% do dispêndio do Ministério com ações e serviços públicos de saúde – excluídos os gastos com inativos, pensionistas e serviços da dívida nos referidos anos. Em 2002, houve uma redução de 12,8% no gasto público federal no combate ao HIV/aids em comparação a 1999. Destaca-se, na composição do gasto, a forte participação dos dispêndios para a aquisição de medicamentos anti-retrovirais. Esse gasto representou, de 1999 a 2002, em média, mais de 70% do total de dispêndios federais no combate à epidemia. A distribuição regional dos gastos obedeceu, de certa forma, à distribuição acumulada (período 1980-2002) dos casos de aids por região. As exceções são as Regiões Sul e Sudeste, que concentraram 81,8% dos casos e receberam 70,4% e 68,9% dos recursos em 2001 e 2002, respectivamente. A participação pública no financiamento das ações de controle da epidemia é o sustentáculo da resposta ao HIV/aids no Brasil. No ano de 2000, tal participação foi de 79,7%. Os gastos federais responderam por 66,7% do total do gasto com HIV/aids no Brasil.
Palavras-Chave:
Contas em HIV/AIDS. Gastos públicos federais em HIV/AIDS.
Divulgação e/ou Publicações:
NUNES, J.S.D.; TEIXEIRA, L.S.; PIOLA, S.F. Contas nacionais em aids: Brasil, 2001 e 2002. In: INTERNATIONAL AIDS CONFERENCE, 15., 2004, Bangkoc.

SITE do PN-DST/AIDS. Disponível em: www.aids.gov.br. Acesso em: 26 abr. 2006.

TEIXEIRA, L.S.; PIOLA, S.F.; NUNES, J.S.D. Contas nacionais em aids: Brasil, 2001 e 2002. ENCONTRO DE ECONOMIA DA SAÚDE DA AMÉRICA LATINA E CARIBE, 1., 2004, Rio de Janeiro.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
220/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Joel Sadi Dutra Nunes, Luciana da Silva Teixeira, Sérgio Francisco Piola
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
,
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
,
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Iepes – Instituto de Estudos de Políticas Econômicas e Sociais.
Período de Vigência:
2005 - 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde.
Introdução e Justificativa:
Levantamento e análise dos gastos públicos (União, estados e municípios) com HIV/aids para os anos de 2003 e 2004, segundo fontes de financiamento, funções de atenção (internação hospitalar, serviços de apoio de diagnóstico e de monitoramento, medicamentos, promoção, prevenção) e provedores. O estudo apresentará, ainda, como no estudo referente aos anos de 2001 e 2002, a distribuição regional dos gastos e evolução dos gastos no período de 1999 a 2004.
Objetivos:
Levantar, consolidar e analisar os gastos federais com DST/aids no período 2003/2004 e realizar estimativas dos gastos descentralizados (com recursos próprios dos Estados e dos municípios) para o ano de 2004.
Materiais e Métodos:
Será realizada a contabilização dos gastos relacionados com o controle da epidemia por meio da utilização de matrizes que apresentam os fluxos de financiamento de fontes de recursos a fundos, de fundos a instituições prestadoras de ser-viços; de instituições a programas, bem como de instituições a objetos de gastos. Os dados obtidos englobam os gastos federais em DST/aids realizados pelo PN-DST/AIDS e dispêndios realizados pelo Ministério da Saúde no custeio de atendimentos hospitalar e ambulatorial, distribuição de medicamentos e financiamento de exames para detecção e monitoramento da doença e para triagem de sangue. Os dados do gasto próprio de Estados e municípios serão coletados por meio de levantamento realizado por questionário disponibilizado no site do PN-DST/AIDS.
Palavras-Chave:
Contas em HIV/AIDS. Gastos públicos em HIV/AIDS.
Divulgação e/ou Publicações:
A divulgação será feita no site do PN-DST/AIDS – www.aids.gov.br – e em eventos diversos.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
212/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Domenico Feliciello
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Ipads – Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social.
Período de Vigência:
2001 - 2001
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Ipads – Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social.
Introdução e Justificativa:
A pesquisa teve como finalidade caracterizar o PN-DST/AIDS com o objetivo de conhecer, em detalhes, as estruturas e os processos de gestão e de financiamento com vistas à ampliação da participação dos gestores estaduais e municipais, de acordo com as diretrizes de descentralização e municipalização do SUS. Para tanto, foi realizado um levantamento de dados junto a todos os setores do Programa, por meio de entrevistas com informantes chaves e grupos focais, para detectar as ações, os problemas e os obstáculos, bem como os desafios, avanços e potencialidades que poderiam auxiliar no desenho de alternativas de financiamento e gestão. Após o diagnóstico, foram elaboradas propostas e alternativas, de financiamento e gestão, de acordo com a legislação vigente do SUS à época.
Objetivos:
Propor formas alternativas de financiamento e sustentabilidade do PN-DST/AIDS, considerando as atuais diretrizes do SUS e seus mecanismos de repasse de recursos a Estados e municípios, bem como os processos de gestão do referido Programa e do Ministério da Saúde.
Materiais e Métodos:
Foi implementada uma metodologia participativa, dentro de concepções da pesquisa ação, com a organização de um grupo central composto por técnicos do Ipads e da área de Planejamento do PN-DST/AIDS, que realizou entrevistas e abordagens com grupos focais, de todas as áreas do Programa. Após o levantamento, foi organizada uma síntese do diagnóstico, apresentado ao colegiado de gestores e chefias do Programa, quando foram iniciadas discussões sobre as alternativas de financiamento e gestão. Posteriormente, optou-se pelo financiamento sob a forma de incentivo, tendo sido desenvolvida proposta detalhada sobre a legislação de suporte e seus mecanismos de implementação, com discussão e acompanhamento de todos os setores envolvidos. A proposta foi apresentada ainda ao comitê do Banco Mundial, para análise de viabilidade, e aos respectivos setores responsáveis do Ministério da Saúde. A proposta, na sua fase final, foi discutida e apresentada ao Conasems e Conass e, finalmente, ao conjunto de gestores municipais e de OSC/ONG que já vinham participando ativamente da implementação do Programa. A proposta final formulada foi resultante do consenso dos setores envolvidos.
Resultados - Parciais ou Finais:
Realizar diagnóstico sistematizado da atual gestão e financiamento do PN-DST/AIDS, especialmente dos repasses a Estados e municípios; Formular alternativas para a gestão e financiamento dos gestores estaduais e municipais; Indicar formas de implementação de novas alternativas, incluindo a criação de instrumentos administrativo financeiros e de planejamento, acompanhamento e avaliação.
Palavras-Chave:
Financiamento das ações em DST e Aids. Gerenciamento do PN-DST/AIDS. Descentralização em DST e Aids. Municipalização em DST e Aids.
Divulgação e/ou Publicações:
BRASIL. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância de Saúde, Programa Nacional de DST/AIDS. Recent Developments in Policy on the Control of AIDS and other STDs in Brazil: Descentralization and Social Control. CD-ROM divulgado na XV International AIDS Conference, Bangkok, 2004. Título em português: Desenvolvimento Recente das Políticas de Controle de Aids e outras DST no Brasil: Descentralização e Controle Social.

FELICIELLO, D. Alternativas para descentralização do Programa Nacional de DST/Aids para Estados e Municípios (Comunicação oral). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO EM DST/AIDS, 4., 2001, Cuiabá.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
406/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Carla Gianna Luppi
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
CEALAG - Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão.
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Estudo de corte transversal, com a medida seriada da prevalência de DST e uso de preservativos em mulheres que freqüentaram uma unidade básica de saúde, onde foi implantado um subprograma de prevenção, diagnóstico e atendimento de DST, incluído no Programa de Saúde Integral da Mulher. Buscou-se avaliar o impacto das atividades de prevenção comparando-se a prevalência de DST e o uso de preservativos em dois cortes transversais, com intervalo de 18 meses. Essas variáveis fizeram parte da análise, associadas aos fatores sociodemográficos, comportamento sexual e história de vida reprodutiva. Foram investigadas 180 mulheres em 1998 e 168 mulheres em 2001. Todas as mulheres avaliadas eram previamente matriculadas no serviço. Obtiveram-se as prevalências de qualquer DST de 45,5% em 1998 e de 30,2% em 2001. Em 1998, 69,5% já haviam falado sobre DST com o parceiro atual/em 2001 esse percentual foi de 61%.
Objetivos:
Avaliar o impacto da implantação de intervenção em DST/aids em mulheres que freqüentaram uma unidade básica de saúde, comparando a prevalência de DST e a freqüência do uso de preservativo obtida em dois anos consecutivos; Descrever a prevalência das DST (infecção por Tricomonas vaginalis, Clamída, Haemopylus vaginalis, Gonococo, HIV, Sífilis e hepatite B); Avaliar a associação de fatores sociodemográficos e do comportamento sexual com as prevalências de DST obtidas; Avaliar o impacto das atividades de prevenção às DST desenvolvidas nesse serviço, sob a prevalência das DST e dos comportamentos sexuais de risco, comparando as prevalências de DST obtidas em dois anos consecutivos.
Materiais e Métodos:
Pesquisa realizada no Centro de Saúde Escola Barra Funda, onde estava implantada a atividade de intervenção em DST/aids, incluída no Programa de Saúde da Mulher. O tamanho da amostra calculado para cada corte transversal foi de 200 mulheres, que foi assim calculada para possibilitar a comparação da prevalência de DST nos dois cortes de prevalência. Para esse cálculo, considerou-se a prevalência inicial aproximada de DST nessa população (que já colheu exame pelo menos uma vez), que é de 25%, e esperando uma redução de 10% na prevalência das mulheres no segundo corte, após a intervenção; com erro tipo 1=0,05 e erro tipo 2= 20%, o tamanho da amostra necessária para cada corte da intervenção foi de 200 mulheres, que já colheram exame pelo menos uma vez. Foram incluídas mulheres que já realizaram coleta de citologia pelo menos uma vez nesse serviço, e essa característica foi a mesma nos dois cortes de prevalência realizados. As mulheres que procuraram o serviço, no período delimitado, foram avaliadas com relação à necessidade de encaminhamento para a coleta de citologia. No dia agendado para a coleta de citologia, foi preenchida uma entrevista, antes da realização do exame, na qual constava, dos fatores a serem investigados e realizados, as coletas de sorologia, material de secreção vaginal e cervical, exame a fresco e exame físico específico. As DST pesquisadas foram: Tricomoníase; Haemophylus vaginalis; Clamydia; Hepatite B; Herpes genital; Sífilis; Gonorréia; HPV e HIV. No dia da inclusão, a paciente era orientada em atividade educativa a respeito da disponibilidade de preservativos no serviço. Na oportunidade do resultado, as pacientes receberam novas orientações sobre práticas sexuais seguras. Todos os instrumentos do estudo foram identificados com as iniciais do nome da paciente, o número do prontuário e o número da entrevista.
Resultados - Parciais ou Finais:
Em 1998, das 200 mulheres convidadas a participar da investigação, 187 foram efetivamente incluídas. Encontrou-se pelo menos uma infecção do trato reprodutivo (DST) em 45,5%, das quais 24,9% com vaginose bacteriana. Dessas mulheres, 70,1% referiram ter conversado com o parceiro sexual atual a respeito da prevenção à aids e 69,5% já utilizaram preservativo com o seu parceiro atual para evitar HIV/aids. Em 2001, das 200 mulheres convidadas, 162 foram incluídas na análise. Encontrou-se 30,2% das mulheres com alguma ITR, 21,6% vaginose bacteriana. Dessas mulheres, 73% relataram conversar com o parceiro sexual e 61% utilizavam preservativo com o seu parceiro atual para evitar HIV/aids. A redução da prevalência de DST nesses dois anos foi estatisticamente significante χ2=8,49, p
Palavras-Chave:
IST. Prevenção de HIV. Mulheres. Saúde reprodutiva.
Divulgação e/ou Publicações:
ANDRADE, M.C. et al. Atenção primária e saúde da mulher: ainda um locus estratégico. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA, 7., 2003, Brasília. Proceedings... Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Saúde Coletiva, 2003. v.8. p.773.

__. Incorporação da prevenção de DST/AIDS na rotina do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher. O preservativo como opção contraceptiva. In: FORUM 2000 - FÓRUM E CONFERÊNCIA DA COOPERAÇÃO TÉCNICA HORIZONTAL DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE, 1./2., 2000, Rio de Janeiro. Proceedings... Brasília, Ministério da Saúde: 2000.

LUPPI, C.G. et al. Infecções transmissíveis em mulheres: Intervenção em atenção básica. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE EPIDEMIOLOGIA, 6., 2004, Recife. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2004.

__. Utilização do condom em usuárias do programa de saúde das mulheres: Avaliação da introdução do aconselhamento na coleta rotineira do papanicolau. In: CONGRESSO PAULISTA DE SAÚDE PÚBLICA, 6., 1999, Águas de Lindóia. Proceedings... São Paulo: Associação Brasileira de Saúde Coletiva, 1999.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
028/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Regina Célia Menezes Succi
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Sociedade Brasileira de Pediatria.
Período de Vigência:
2002 - 2004
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Universidade Federal de São Paulo (Disciplina de Infectologia Pediátrica, Departamento de Pediatria).
Introdução e Justificativa:
Estudo retrospectivo da revisão de prontuários que teve por objetivo conhecer e analisar a taxa real de transmissão vertical do HIV (TMI do HIV) em 62 centros médicos de diferentes regiões do território brasileiro entre nascidos no período compreendido entre os meses de janeiro de 2000 a dezembro de 2002. A taxa de transmissão materno-infantil do HIV no período estudado e em todo o País foi de 6,8% (CI 95%: 5.9% – 7.5%), sendo de 8,6% no ano de 2000, 7,1% no ano de 2001 e 3,8% no ano de 2003. As maiores taxas de TMI do HIV foram encontradas nas regiões Norte (12,2%) e Nordeste (10,4%), enquanto nas regiões Centro-oeste, Sudeste e Sul essas taxas foram, respectivamente, de 5,5%, 6,8% e 5,4%. As taxas de TMI foram maiores entre as crianças nascidas de mães que não fizeram acompanhamento pré­natal e naquelas que receberam aleitamento materno.
Objetivos:
Avaliar a taxa de transmissão vertical do HIV em serviços brasileiros que atendem crianças nascidas de mulheres infectadas pelo HIV; Avaliar fatores associados com a transmissão materno-infantil do HIV e os métodos utilizados para prevenir a transmissão do HIV da mãe para o filho nos diferentes serviços.
Materiais e Métodos:
Estudo retrospectivo de revisão de prontuários de 62 serviços localizados nas cinco regiões do País, com a seguinte distribuição: 4 serviços na região Norte (106 casos), 8 na região Nordeste (249 casos), 4 na região Centro-Oeste (215 casos), 39 na região Sudeste (2427 casos) e 7 na região Sul (1007 casos). Constituiu-se um “Grupo de Estudo da Sociedade Brasileira de Pediatria para avaliar a Transmissão Vertical do HIV”, que preencheu o instrumento de coleta construído para o estudo, no qual eram registrados os dados referentes às mães e às crianças. O estudo compreendeu crianças nascidas nos anos de 2000, 2001 e 2002 de mães sabidamente soropositivas para o HIV, cujo diagnóstico da infecção tenha sido feito antes do parto, no momento do parto ou nos primeiros três meses após o parto. Os dados foram colocados em banco de dados adequado e analisados por Estado, região e ano de nascimento.
Resultados - Parciais ou Finais:
Foram incluídas 4.004 crianças nos três anos estudados, das quais 271 estavam infectadas pelo HIV, o que determinou uma taxa de transmissão materno-infantil do HIV (TMI do HIV) de 6,8% (CI 95%: 5.9% – 7.5%). A TMI do HIV foi diferente, segundo o ano de nascimento das crianças estudadas: 8,6% no ano de 2000, 7,1% no ano de 2001 e 3,8% no ano de 2003. Essa diferença não foi estatisticamente significante quando comparada com os anos de 2000 e 2001 (Pearson = 0,131), mas diferiu quando comparada aos anos de 2001 e 2002 (Pearson
Palavras-Chave:
HIV. Transmissão vertical. Crianças.
Divulgação e/ou Publicações:
SUCCI, R.C.M. Grupo de estudo da SBP para avaliar a transmissão vertical do HIV. Estudo Colaborativo Multicêntrico Brasileiro para avaliar as taxas de transmissão vertical do HIV. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PEDIATRIA, 32., 2003, São Paulo. OR 840.

SUCCI, R.C.M.; KUMMER, S.C. Grupo de estudo da TMI do HIV da SBP. Avaliação de um programa para reduzir taxas de transmissão vertical do HIV no Brasil. Resultados de um estudo colaborativo multicêntrico. In: CONGRESO DE LA ASSOCIACIÓN ESPAÑOLA DE PEDIATRIA, 53., 2004, Madrid.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
195/2000
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Luiza Harunari Matida
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
CEALAG - Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão
Período de Vigência:
1999 - 2002
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Grupo Brasileiro de Estudo da Sobrevida em Crianças com Aids.
Introdução e Justificativa:
O Brasil foi o primeiro país emergente a realizar a entrega gratuita do tratamento anti-retroviral aos pacientes portadores da aids. Esta experiência possibilita a avaliação desse impacto na sobrevida das crianças infectadas pelo HIV por transmissão vertical. Foi realizado um estudo de coorte retrospectiva, utilizando os prontuários médicos para a avaliação das características da sobrevida de 914 casos de aids por transmissão vertical, em 10 cidades brasileiras, no período de 1983 a 1998 e com seguimento ambulatorial até 2002. Enquanto metade das crianças foi a óbito em 20 meses após o diagnóstico no início da epidemia, 75% das crianças diagnosticadas em 1997 e 1998 ainda permaneciam vivas após 4 anos de seguimento. Avanços no manejo e no tratamento influenciam substancialmente o aumento do tempo de sobrevida da criança brasileira com aids.
Objetivos:
Comparar o tempo de sobrevida ao longo de 18 meses após o diagnóstico de aids em crianças de 0 a 12 anos de idade, segundo os casos notificados ao PN-DST/AIDS do Brasil, no período de 1983 a 1998, e seguidas ambulatorialmente até 2002, de acordo com categoria de transmissão, ano do diagnóstico, sexo, ano do nascimento, data do diagnóstico, principais doenças indicativas, terapêutica utilizada e local de atendimento.
Materiais e Métodos:
Foram analisados casos notificados de aids em menores de 13 anos, ao PN-DST/AIDS, no período de 1983 a 1998, e seguidos ambulatorialmente até 2002. Houve a seleção de 10 cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Recife, Santos, Campinas, Brasília, Belém e São José do Rio Preto, que apresentavam o maior número notificado de casos (60% do total de casos) e também a representação das 5 regiões do País. Do total de 3.031 casos notificados nessas cidades, foram excluídos 206 por transfusão, 136 em hemofílicos e 9 por transmissão sexual ou uso de drogas injetáveis. Foram selecionados, randomicamente, 1.065 casos, dos quais, após nova investigação e posterior reclassificação, chegou-se a 914 casos a serem analisados. Os casos foram avaliados por técnicos padronizadamente treinados. Para os pacientes com data não conhecida de óbito, foi considerada sua última consulta ambulatorial. Foram utilizados os softwares: Excel 97, STATA versão 7.0, curvas de KaplanMeier, testes logrank. Este estudo foi aprovado pelo Comitê Nacional de Ética.
Resultados - Parciais ou Finais:
50,4% dos casos eram do sexo feminino; somente 16 casos foram diagnosticados antes de 1987. As infecções oportunistas mais citadas foram as infecções bacterianas e pneumonia por Pneumocystis carinii. 75% dos casos receberam terapêutica anti-retroviral. A sobrevida mediana para os casos diagnosticados antes de 1988 foi de 20 meses, aumentando para 24 meses para os casos diagnosticados entre 1988 e 1992, e para 50 meses para os casos diagnosticados entre 1993 e 1994. A sobrevida mediana não pôde ser calculada para os casos mais recentes, pois mais da metade ainda estava vivendo no final do seguimento do estudo. Houve mais de 75% dos casos ainda vivos, quatro anos após o diagnóstico, entre os casos de 1997 e 1998. A idade mediana de diagnóstico de aids aumentou de 14 meses, para os casos diagnosticados antes de 1988, para 19 meses, entre os diagnosticados em 1997-1998. No próximo estudo, já em processo de realização, serão analisados os casos de crianças infectadas pelo HIV, e não somente após o diagnóstico de aids. Esta experiência brasileira demonstra a possibilidade de um país em desenvolvimento estabelecer um efetivo sistema de assistência ao portador de HIV/aids, com o acesso gratuito e universal à terapêutica anti-retroviral, proporcionando o aumento de sobrevida.
Palavras-Chave:
Síndrome da imunodeficiência adquirida. Brasil. Vírus da imunodeficiência humana. Pediatria. Transmissão vertical. Sobrevida.
Divulgação e/ou Publicações:
MATIDA, L.H. et al. Improve Survival Among Brazilian Children With Perinatal Acquired AIDS. In: INTERNATIONAL AIDS CONFERENCE, 15., 2004, Bankok. Proceedings... Bankok: International AIDS Society, 2004. Abstract ThPeC7297.

__. Improving survival among Brazilian children with perinatallyacquired AIDS. Braz J Infect Dis, v.8, n.6 p.419-423, Dec. 2004.

__. Survival analysis of pediatric AIDS in Brazil. In: INTERNATIONAL AIDS CONFERENCE, 14., 2002, Barcelona. Poster 25.934.

MATIDA, L.H.; MARCOPITO, L.F. Grupo Brasileiro de Estudo da Sobrevida em Crianças com aids. O aumento do tempo de sobrevida das crianças com aids - Brasil. In: BRASIL. Boletim Epidemiológico AIDS, Ano XV, n.1, out. 2001/mar. 2002. Brasília: Ministério da Saúde; Secretaria de Políticas de Saúde; Coordenação Nacional de DST e Aids, 2002.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
489/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
José Ricardo Pio Marins
Instituição:
CEALAG - Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão.
Período de Vigência:
1999 - 2002
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Este é um estudo de coorte não concorrente (coorte retrospectiva) que objetiva analisar o tempo de sobrevida de pacientes de aids com mais de 13 anos no Brasil, ao longo de 24 meses – de 01/07/95 a 30/06/97, com data de censura até 31/12/1998 e seguidos até 30/06/1999. Engloba o estudo das seguintes categorias – categoria de transmissão, ano de diagnóstico, sexo, ano de nascimento, idade na data do diagnóstico, principais doenças indicativas, terapêutica utilizada e local de atendimento. A amostra é de 2.450 pacientes, atendidos em Belém, Rondonópolis, Recife, Jaboatão dos Guararapes, São Paulo, Santos, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Campinas, São José dos Campos, Curitiba, Foz do Iguaçu e Londrina. A coleta de dados está baseada na revisão de prontuários dos casos selecionados, dentro desses 13 municípios eleitos.
Objetivos:
Estimar a sobrevida e seus fatores determinantes, para os pacientes de aids no Brasil, no período de 01/07/1995 a 31/06/1997; Avaliar a sobrevida de acordo com fatores sociodemográficos, epidemiológicos e clínico laboratoriais; Avaliar possível impacto dos esquemas de intervenções terapêuticas e profiláticas na sobrevida; Avaliar a possível repercussão do grau de complexidade dos serviços notificantes, na sobrevida dos doentes; Revisar a data de diagnóstico e doença ou condição definidora de caso de aids, no banco nacional – Sinan – dos casos analisados.
Materiais e Métodos:
A amostra foi definida com intervalo de confiança de 95%, com 20 dias bilateralmente em torno da mediana, e foi calculada em 1.225 doentes por ano de estudo, totalizando, assim, 2.450 doentes para o período proposto. A seleção dos casos deverá ser aleatória, quando não for o total de casos do município. Critério de exclusão: casos definidos pelo critério de óbito e casos com data do diagnóstico posterior à data do óbito. Data de censura: 31/12/1998. A coleta de dados será realizada a partir da análise do prontuário de atendimento, para coleta dos dados necessários, junto ao serviço notificador e/ou último local de atendimento. A seleção dos casos é aleatória, quando não for o total de casos do município. Os prontuários são incluídos em cada local de estudo segundo os critérios de inclusão e exclusão, até que seja atingido o número total da amostra prevista para o respectivo município. Foram incluídos os casos com data de diagnóstico de aids no período de 01/07/95 a 30/06/97; casos com idade maior ou igual a 13 anos e casos com intervalo maior que sete dias entre a data do diagnóstico de aids e óbito.
Palavras-Chave:
Sobrevida. Pacientes com aids. Tempo de sobrevida. Terapia anti-retroviral.
Edital/Chamamento:
Concorrência Sítio de Vacinas
Número do Projeto:
234/2003
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Enrique Medina Acosta
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Secretaria de Saúde e Assistência Social de Campos dos Goytacazes (Programa Municipal DST/Aids de Campos)
Período de Vigência:
2003 - 2004
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.
Introdução e Justificativa:
Trata-se de uma pesquisa que procurou determinar a prevalência da infecção pelo HIV no CTA de Campos, com foco na gestante devido sua vulnerabilidade, e os fatores de risco importantes para a transmissão materno-infantil do HIV no município de Campos dos Goytacazes, possibilitando a implementação de ações estratégicas para sua prevenção e ampliação da cobertura diagnóstica.
Objetivos:
Determinar a prevalência da infecção pelo HIV no CTA de Campos, com foco na gestante em razão de sua vulnerabilidade, e os fatores de risco importantes para a transmissão materno-infantil do HIV no município de Campos dos Goytacazes, visando a implementação de ações preventivas e assistenciais mais eficazes; Determinar a cobertura do diagnóstico em gestantes no município.
Materiais e Métodos:
Os dados foram coletados durante o aconselhamento individual pré e pós-teste conforme a rotina do Centro de Testagem e Aconselhamento de Campos. As análises estatísticas foram realizadas a partir da migração do banco de dados do Sistema SIGCTASAE para o EPI-INFO, no qual foram determinadas as freqüências, intervalos de confiança e realizadas as análises de associação univariadas, assim como as análises multivariadas.
Resultados - Parciais ou Finais:
O perfil majoritário de usuários do CTA Campos foi constituído por gestantes, jovens (idade menor que 30 anos), com baixa escolaridade (
Palavras-Chave:
HIV. Aids. Transmissão vertical. CTA.
Divulgação e/ou Publicações:
ARAUJO, L.C. et al. Prevalência da infecção pelo HIV na demanda atendida no Centro de Testagem e Aconselhamento de Campos do Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro, Brasil, em 2001 e 2002. Prevalência da infecção pelo HIV na demanda atendida no Centro de Testagem e Aconselhamento. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v.14, n.2, p. 85-90, 2005.

FERNANDES, R.C.S.C.; ARAUJO, L.C.; ACOSTA, E.M. O desafio da prevenção da transmissão vertical do HIV no Município de Campos dos Goytacases, Rio de Janeiro, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.21, n.4, p.1153-1159, 2005.

__. Transmissão vertical do vírus HIV em Campos dos Goytacazes/RJ: um desafio permanente. Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia em Revista, Campos dos Goytacazes, v.2, n.1, p.14, 2004.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
514/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Wilza Vieira Vilela
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Casa de Saúde Santa Marcelina.
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Instituto de Saúde.
Introdução e Justificativa:
O projeto teve como objetivo implantar e avaliar em 12 meses uma proposta de integração de ações de prevenção e assistência as DST/aids às ações de saúde da mulher já desenvolvidas em uma unidade básica de saúde integrante do Programa de Saúde da Família, na zona leste do município de São Paulo, que conta com quatro equipes do PSF, atendendo, portanto, a 4.000 famílias.
Objetivos:
Implantar e avaliar um modelo de integração DST/aids e saúde reprodutiva em uma Unidade de Saúde da Família no Itaim Paulista, integrante do Projeto Qualis I, São Paulo. Realizar diagnóstico preliminar da UBS escolhida; Desenvolver uma proposta de integração Saúde reprodutiva/DST/aids para a unidade; Desenvolver metodologia de aconselhamento para testagem anti-HIV para mulheres que buscam ações de Saúde da Mulher na Unidade de Saúde; Desenvolver metodologia de convocação e aconselhamento de parceiros das mulheres com agravos ginecológicos para realização de testagem anti-HIV e uso de preservativo; Desenvolver metodologia de captação da população masculina para atividades de saúde reprodutiva e prevenção de DST/aids na Unidade de Saúde; Capacitar profissionais da UBS para o diagnóstico precoce e tratamento sindrômico das DST; Disseminar o conceito de sexo protegido, buscando quebrar a dicotomia entre prevenção da gravidez e prevenção das DST/aids; Estimular o uso de dupla proteção sexual; Avaliar a proposta; Divulgar o resultado do trabalho.
Materiais e Métodos:
O projeto foi realizado em cinco etapas. Na primeira, a proposta foi apresentada e discutida com as equipes, visando responder, coletivamente, a dúvidas e demandas da equipe relativas à prevenção das DST/aids em USF. Na segunda etapa, foram realizadas entrevistas individuais com profissionais de diferentes graus de escolaridade e formação, visando conhecer sua opinião a respeito dos problemas relacionadas ao HIV na região e da possibilidade de realização de ações integradas DST/aids/saúde da mulher. Na terceira, as agentes receberam treinamento específico, a partir de farto material educativo, posteriormente doado às unidades, sobre prevenção de DST/aids e ações integradas, incluindo a camisinha feminina e a contracepção de emergência. Na quarta etapa, acompanharam-se as agentes comunitárias em suas atividades de visita domiciliar, visando perceber em que medida os conteúdos discutidos nas reuniões e treinamentos haviam sido incorporados, enquanto práticas no trabalho cotidiano. Na quinta e última etapa foram entrevistadas cem usuárias das duas unidades, visando apreender em que medida elas haviam sido objeto de alguma ação voltada para a prevenção das DST/aids no contexto das ações rotineiras de saúde da mulher implementadas pelas unidades.
Resultados - Parciais ou Finais:
Os problemas apontados espontaneamente pela equipe na primeira reunião em relação à população atendida foram o alcoolismo, a violência relacionada ao tráfico e uso de drogas e ao desemprego masculino e, com menor importância, a gravidez entre as jovens; na entrevista individual, os profissionais, especialmente os de nível superior que atendiam diretamente a população, não se mostravam muito dispostos a incorporar novos conteúdos à sua ação, apresentando um discurso de que o PSF situavam-se bem próximo às demandas da população nas suas ações básicas, e que o HIV ali não era problema. Ao contrário, as agentes comunitárias mostraram-se bem motivadas durante as oficinas, em especial no que se refere ao uso da camisinha feminina. No entanto, durante as visitas domiciliares, foi possível perceber a reprodução de uma série de estereótipos de gênero, como a desqualificação das queixas de algumas mulheres, o uso do termo “mãezinha” e a pequena incorporação da discussão sobre o uso do preservativo, ou a realização da testagem anti-HIV, independentemente da situação de gravidez. Houve por parte das agentes, também, bastante dificuldade com a camisinha feminina, embora houvesse oferta e aceitação por parte de algumas usuárias. Nas entrevistas domiciliares com usuárias, foi possível perceber que houve uma boa disseminação das informações sobre a contracepção de emergência e uma problematização sobre o uso do condom, no âmbito da vida social e sexual, que até então não havia ocorrido. A camisinha feminina despertou curiosidade, mas uma parcela de menos de 40% das mulheres que a experimentaram continuavam usando esse método após três meses.
Palavras-Chave:
Programa Saúde da Família. Integração DST/aids. Saúde da mulher.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Victor Paes de Barros Leonardi
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
UnB – Universidade de Brasília; Núcleo de Estudos Amazônicos (NEAz).
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde; Pnud; UNDCP; Funai e organizações indígenas.
Introdução e Justificativa:
O trabalho é uma reflexão crítica e situacional sobre as interdependências constitutivas das situações históricas da dominação envolvendo contato, conflito, contágio e doença sexualmente transmissível.
Objetivos:
Fornecer subsídios para a elaboração de uma política de prevenção de aids na fronteira norte do Brasil, tendo como foco a população de fronteira.
Materiais e Métodos:
Pesquisa de caráter qualitativo que combina a história oral e social com o método etnográfico, próprio do trabalho antropológico. Uso de fontes primárias, orais e escritas, como também fontes secundárias.
Resultados - Parciais ou Finais:
Do ponto de vista da transmissão do HIV/aids e outras DST, o contato sexual aparece como fator de maior risco, sendo que entre as populações de não-índios a prostituição é um problema de alto risco. Alguns grupos indígenas possuem maior vulnerabilidade coletiva, dentre estes os karipuna e os macuxi, em Roraima; os tikuna no Alto Solimões; os jaminawa no Acre e os suruí de Rondônia. As fronteiras com a Guiana, Guiana Francesa e Suriname geram uma interconectividade com região caribenha e criam novas redes que ampliam a difusão da aids, do que se depreende que a cooperação internacional para as ações de prevenção da aids é fundamental.
Palavras-Chave:
Fronteiras. Historia social. HIV. Aids. Contato interétnico. Área indígena. Processo saúde. Doença. Comportamento sexual. Fatores de risco. Interação social. Redes sociais. Vulnerabilidade. Aldeia. Cidade. Prostituição. Terras indígenas. Garimpeiros. Alcoolismo. Violência.
Divulgação e/ou Publicações:
LEONARDI, V. Fronteiras Amazônicas do Brasil: saúde e história social. Brasília: Paralelo 15; São Paulo: Marco Zero, 2000.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Alcinda Maria Machado Godoi, Cledy Eliana, Ellen Zita Ayer, Vera Lopes dos Santos
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
,
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
,
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
,
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
PN-DST/AIDS – SVS; MS.
Período de Vigência:
Novembro a dezembro de 1999
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Disque Saúde (Ministério da Saúde).
Introdução e Justificativa:
Este é um levantamento por amostragem, realizado junto a escolas da rede de ensino pública e privada do País, para o qual foi adotado o método de pesquisa telefônica. A coleta de dados foi realizada pelo serviço de telemarketing do disque saúde/pergunte aids, do Ministério da Saúde. Os dados foram coletados diretamente com os diretores das escolas ou com os coordenadores/orientadores pedagógicos. A coleta foi feita entre os dias 16/11 a 17/12 de 1999. Das 2.555 escolas selecionadas para a amostra, 2.186 participaram efetivamente da pesquisa.
Objetivos:
Traçar o diagnóstico da situação das escolas brasileiras em relação ao trabalho de prevenção das DST/HIV/aids e do uso indevido de drogas.
Materiais e Métodos:
Para o processo de amostragem adotou-se o desenho de uma amostra probabilística estratificada por regiões. Primeiramente, fez-se a estratificação proporcional por região. Em segundo lugar, foi feita a distribuição da amostra regional proporcionalmente entre os estados. A amostra final é representativa das escolas em escala nacional e regional. O universo amostral constituído por todas as escolas constantes do censo escolar do MEC, de 1998, localizadas em área urbana e que possuíam telefone, totalizando 46.443 escolas, considerando perdas da ordem de 40%. O tamanho da amostra calculado foi de 2.555 escolas, públicas e privada de áreas urbanas de todo o território nacional e a escolha foi feita de forma aleatória. A coleta de dados via telefone foi composta de instrumento dividido em duas partes: um questionário para as questões de prevenção de DST/HIV/aids e outro para as de prevenção ao uso indevido de drogas. Os dados foram coletados entre os dias 16/11 a 17/12. Cada escola selecionada foi chamada, em momentos diferentes, até 10 vezes. Se em nenhuma dessas tentativas a escola foi contatada, considerou-se como perda.
Resultados - Parciais ou Finais:
Das 2.186 escolas participantes, 1.605 escolas referiram ter desenvolvido alguma atividade sobre DST/HIV/aids ou uso de drogas, o que corresponde a 73,4% delas. A maioria das escolas desenvolveu atividades sobre os dois temas. Quase 65% das escolas referiram ter realizado atividade tanto sobre prevenção de DST/HIV/aids como sobre uso de drogas, enquanto apenas um pequeno percentual só desenvolveu atividade em um dos dois assuntos: 5,2% das escolas abordaram apenas o tema das DST/HIV/aids, enquanto 3,7% das escolas abordou apenas o tema do uso indevido de drogas. Assim, em geral, vê­se que os dois temas correm praticamente juntos, enquanto uma eleição das escolas como assuntos a serem tratados com os alunos. Fica evidente que os temas em questão são preocupações presentes entre as escolas pesquisadas, uma vez que apenas 26,5% referiram não ter tratado do assunto no período de 1999, junto aos seus alunos. Proporcionalmente, as escolas que possuem ensino de nível médio são as que mais desenvolveram atividades voltadas para a prevenção das DST/HIV/aids e ao uso indevido de drogas – mais de 90% dessas escolas referiram esse tipo de trabalho, em 1999. As escolas com ensino supletivo e fundamental vêm a seguir, com mais de 80% delas referindo ter desenvolvido aquelas atividades. Já entre as de ensino fundamental, a proporção de escolas que realizaram esse tipo de atividade foi de 72% para as DST/HIV/aids e de 67% para as drogas. As escolas de ensino infantil são as que menos referiram a realização de trabalho com essa temática. As diferenças entre as proporções são estatisticamente significativas (p0,05).Verificamos que o desenvolvimento de atividades sobre as DST/aids e uso de drogas é mais prevalente nas escolas que possuem TV Escola. Essas escolas desenvolveram atividades preventivas sobre DST/HIV/aids e sobre o uso indevido de drogas cerca de 1,5 vezes mais que as escolas que não possuem TV Escola. A diferença entre as proporções das escolas com e sem TV Escola foi estatisticamente significativa (p
Palavras-Chave:
Prevenção. DST/aids. Drogas. Escolas. Ensino fundamental. Ensino médio.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Bárbara Rolim, Fátima Rocha, Henriette Ahrens, Margareth Crisóstomo Portela
Instituição:
PN-DST/AIDS – SVS; MS.
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Trata-se de uma avaliação sobre as efetividades das ações de prevenção de populações em situação de pobreza assistida nos diversos programas de prevenção às DST/aids.
Objetivos:
Desenvolver e implantar sistema de monitoramento e avaliação de informações sobre as práticas de prevenção e comportamentos de risco para as DST/aids e o uso indevido de drogas, visando ao planejamento de ações de prevenção.
Materiais e Métodos:
Auto-questionário, através de uso de walkman para medições consecutivas de curto, médio e longo prazo dos indicadores de interesse em dois grupos, sendo um de usuários do programa e outro de grupo controle, selecionado aleatoriamente, utilizando-se critérios de uso regular de preservativo e ocorrência de doenças sexualmente transmissíveis. O sistema foi testado por meio de um estudo piloto. A amostra estimada é de 500 a 750 sujeitos por pesquisa.
Palavras-Chave:
Comunidade. Prevenção. Aids. Camisinha.
Edital/Chamamento:
Continuidade
Número do Projeto:
286/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Carlos André Facciolla Passarelli
Instituição:
ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids.
Período de Vigência:
2001 - 2002
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Fórum de ONG/Aids do Estado do Rio de Janeiro; Fundação Oswaldo Cruz/RJ; Grupo de Apoio à Prevenção à Aids/CE; Grupo de Apoio à Prevenção à Aids/RS; Grupo de Incentivo à Vida/SP; Grupo de Resistência Asa Branca/CE; IMS/UERJ; Nepaids/USP; PE DST/AIDS de São Paulo; PE DST/AIDS do Ceará; PM DST/AIDS de Porto Alegre; Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade Federal do Ceará.
Introdução e Justificativa:
O projeto procurou aprimorar o debate multissetorial (envolvendo OG, ONG e academia) sobre a epidemia de HIV/aids no Brasil. As relações estabelecidas entre OG, ONG e universidades, colocam-se como uma prioridade para toda a comunidade envolvida na resposta frente à epidemia. Calcada no seu papel tradicional de articulação entre diversos setores, e de convocação de parceiros múltiplos, a Abia realizou este projeto como uma tentativa de aprofundar o debate e o diálogo entre os diversos setores envolvidos no trabalho com HIV/aids nesse momento crítico da história da epidemia no Brasil. Foram realizados diversos seminários, objetivando analisar algumas das principais áreas de atividades relacionadas ao HIV/aids no País; adotando uma metodologia e uma dinâmica intinerantes, com o objetivo de maximizar a discussão sobre essas questões no nível nacional e oferecer uma contribuição para o delineamento das futuras respostas à epidemia de aids no Brasil.
Objetivos:
Aprimorar o debate multissetorial, envolvendo, profissionais provenientes de OGs, ONGs e academia, sobre a epidemia de aids no Brasil. Como ponto de partida para iniciar um intercâmbio entre setores, foi realizado o seminário Avaliação em DST/Aids – evento que teve ampla participação das instâncias governamentais, não governamentais e acadêmicas – e cumpriu o objetivo de discutir avaliação em saúde no âmbito de programas de DST/aids no Brasil, apresentar um panorama acerca da perspectiva internacional de avaliação em HIV/aids e suscitar falas oriundas de diferentes lugares acerca de trabalhos de avaliação que vêm sendo executados em diversos estados brasileiros, seja em programas governamentais, seja em projetos de intervenção desenvolvidos por ONG.
Materiais e Métodos:
Organização de 5 seminários sobre: Pesquisa social sobre HIV/aids; Prevenção; Direitos Humanos; Assistência; e Desenvolvimento Humano. Para cada seminário foi solicitado a especialistas na área, advindos tanto da academia, como das ONG, a elaboração de três artigos inéditos por seminário. Estes artigos foram apresentados em sua forma preliminar para discussão com os participantes. As sugestões oferecidas e discutidas durante os seminários foram incluídas na ver-são final. Estes artigos, por sua vez, foram publicados nos anais de cada seminário. As mesas dos seminários, assim como a audiência, eram compostas por representantes da academia, do setor de ONG e movimentos sociais e serviços de saúde. Os seminários seguiram sempre o mesmo formato: apresentação dos textos preliminares por parte dos autores e em seguida debatidos por debatedores convidados e pelo público presente. Os seminários foram realizados nas cidades mencionadas, de forma a considerar as diferenças regionais do país, assim com a mobilização de recursos humanos e materiais locais, além de estimular o debate e o intercâmbio entre diferentes setores, disciplinas e atores.
Resultados - Parciais ou Finais:
Foram elaboradas 5 publicações relativas a cada seminário (anais) com tiragem de 2.000 exemplares cada. Cada artigo, em formato acadêmico, levanta dados e questões e analisa, numa perspectiva interdisciplinar e multissetorial, diferentes aspectos da epidemia de aids no Brasil.
Palavras-Chave:
Aids. Determinantes. Direitos. Desenvolvimento. Pesquisa. Prevenção. Assistência.
Divulgação e/ou Publicações:
PARKER, R.; TERTO, J.R.V. (Orgs.). Anais: Seminário “Conquistas e Desafios na Assistência ao HIV/AIDS”, 2002, São Paulo. Rio de Janeiro: Abia, 2002.

__. Anais. Seminário “Pesquisa em DST/Aids: Determinantes Sociodemográficos e Cenários Futuros”, 2001, Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Abia, 2002.

__. Anais. Seminário “Prevenção à Aids: Limites e Possibilidades na Terceira Década”, 2001, Fortaleza. Rio de Janeiro: Abia, 2002.

PARKER, R.; TERTO, J.R.V.; PIMENTA, M.C. (Orgs.). Anais. Seminário “Solidariedade e Cidadania: Princípios Possíveis para as Respostas ao HIV/AIDS?”, 2001, Porto Alegre. Rio de Janeiro: Abia, 2002.

PASSARELLI, C.; PARKER, R.; PIMENTA, C. (Orgs.). AIDS e desenvolvimento: interfaces e políticas públicas. In: Seminário “HIV/AIDS e Desenvolvimento”, nov. 2002, Brasília. Rio de Janeiro: Abia, 2003.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Alcinda Godoi, Marlice Moraes, Patrícia Aucélio
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
UnB – Universidade de Brasília; Núcleo de Estudos de Saúde Pública – Nesp/Ceam.
Período de Vigência:
Julho a dezembro de 1999
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Setor Nacional de Saúde do Movimento Nacional dos Trabalhadores Sem Terra – MST; PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde.
Introdução e Justificativa:
Trata-se de uma pesquisa que apresenta informações descritivas e analíticas sobre as formas de vida nos assentamentos e acampamentos do MST dos diversos estados da Federação, com ênfase nas condições sanitárias da população, seu perfil epidemiológico e principais conhecimentos, atitudes e práticas com relação ao processo saúde-doença, em particular as DST/aids, bem como as particularidades nos hábitos de vida dessa população.
Objetivos:
Obter dados e informações para orientar as ações voltadas para a melhoria das condições de saúde da população assentada e acampada; Fornecer informações sistematizadas que contribuam com a organização do setor saúde no âmbito do MST.
Materiais e Métodos:
Inquérito nacional de morbimortalidade realizado em amostra representativa de domicílios de famílias de assentamentos e acampamentos ligados ao MST. Foram utilizados os seguintes instrumentos de coleta de dados: ficha de família, ficha de morbidade, ficha demorbidade crônica, ficha sobre saúde da mulher, ficha sobre pré­natal, ficha sobre mortalidade, ficha sobre hábitos e comportamentos. A amostra total foi de 4.347 famílias assentadas e 3.560 famílias acampadas, representativas para os estados e regiões. Foram adotados os seguintes parâmetros: prevalência máxima de 50% (p = 0,5), erro amostral
Resultados - Parciais ou Finais:
A maioria dos resultados apresentados é de caráter descritivo entre os quais se destacam os seguintes: perfil da população acampada; condições de vida das famílias; formas de produção; organização e comercialização da produção; morbidade crônica; tipo de atenção à saúde; mortalidade, sendo as causas externas em primeiro lugar, seguidas das doenças cardiovasculares e neoplasias; uso de métodos anticoncepcionais; conhecimentos sobre prevenção e transmissão das DST/aids; uso de cigarro e bebidas alcoólicas; formas de uso e freqüência de preservativo.
Palavras-Chave:
Diagnóstico de saúde. Trabalhadores rurais. Inquérito domiciliar. Morbidade.
Divulgação e/ou Publicações:
GODOI, A et al. A saúde de mulheres e crianças de acampamentos e assentamentos nos Estados onde ocorre a reforma agrária no Brasil. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE EPIDEMIOLOGIA - Epi 2002, 5., 2002, Curitiba.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Maria das Graças Rua
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
UNESCO – Representação no Brasil.
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
UNODCCP (United Nations Office for Drug Control and Crime Prevention); Grupo Temático da UNAIDS-Brasil; Ministério da Saúde; USAID; Fundação Ford; Banco Mundial; Instituto Ayrton Senna; Consed; Undime.
Introdução e Justificativa:
Esta pesquisa tinha por finalidade lançar luz sobre as diversas situações de envolvimento com a violência e de vulnerabilidade social vividas pelos jovens/adolescentes escolarizados. Buscava, também, compreender melhor a temática de prevenção às DST, aids, drogas e violência pelo ponto de vista do corpo docente e técnico pedagógico da escola e dos pais dos alunos. O estudo consta de duas linhas temáticas traçadas de forma independente, porém complementares: DST, aids e drogas – Violência e drogas. Todas as regiões do País foram representadas nas catorze capitais eleitas para a realização da pesquisa.
Objetivos:
Identificar e correlacionar a freqüência e a gravidade dos incidentes de violência nas escolas; os fatores de vulnerabilidade escolar associados às manifestações de violência; as representações de professores e alunos sobre a violência e suas causas; os mecanismos – adotados e/ou recomendáveis – de prevenção, redução e erradicação do problema; Realizar diagnóstico das informações, atitudes, práticas e comportamentos de jovens e adolescentes escolarizados acerca da prevenção de DST, aids e uso indevido de drogas; Identificar experiências exitosas de prevenção ao uso indevido de drogas, à aids e de combate à violência.
Materiais e Métodos:
Foram utilizadas nesta pesquisa duas amostras que atendiam a duas linhas do estudo, as quais são específicas, porém complementares: violência e drogas; e, DST, aids e drogas. A pesquisa envolveu um levantamento por amostra quantitativa composto de questionários auto-aplicáveis a alunos, pais e professores sobre as duas linhas de pesquisa e um estudo baseado em amostra qualitativa intencional, composto por grupos focais com alunos, professores e pais. A amostra quatitativa baseou-se no sorteio de: escolas; séries; turmas, obedecendo à proporcionalidade entre escolas públicas (estaduais e municipais) e escolas particulares; entre turnos diurno e noturno e entre séries dos ensinos fundamental e médio. Esta amostra teve um número variável de escolas conforme as cidades. A amostra qualitativa intencional baseou-se no conhecimento de contexto que as equipes locais possuem sobre a estrutura e o ambiente escolar da cidade para selecionar as escolas. Esta amostra teve o número fixo de oito escolas por cidade. As duas amostras eram independentes, entretanto, alguns instrumentos complementares de pesquisa foram usados nas escolas das duas amostras: a observação in loco, as entrevistas com diretores, inspetores de disciplina e seguranças ou policiais escolares ou equivalentes.
Resultados - Parciais ou Finais:
O percentual de estudantes que já tinham iniciado a vida sexual variou de 31% a 50%, estando as cidades de Belém, Cuiabá, Salvador e Porto Alegre com os menores índices, que são, respectivamente, 17%, 16% e 15% para as duas últimas. O percentual de alunas que declararam ter vida sexual ativa variou do mínimo de 18% em Recife e 20% em São Paulo, ao máximo de 36% em Belém e 31% em Florianópolis. A idade média da primeira relação sexual foi significativamente mais baixa entre os alunos do que entre as alunas. Nas cidades de Porto Alegre, Manaus e São Paulo foram encontradas as médias mais baixas, 15; 15,1 e 15,2 anos respectivamente. No que se refere ao uso de drogas lícitas, observou-se que os alunos mostravam-se mais afeitos ao uso de bebidas alcoólicas do que ao consumo de tabaco. Mais da metade consumia, regularmente ou eventualmente, bebidas alcoólicas, chegando a 62% em Porto Alegre e Salvador, 61% em Florianópolis, 59% no Rio de Janeiro e 58% em São Paulo. No que diz respeito às drogas ilícitas, os maiores índices foram encontrados em Porto Alegre e Rio de Janeiro, ambas com 15%. O primeiro contato com a droga ilícita em geral ocorre um ano após o primeiro contato com a droga lícita, variando do mínimo de 14,4 anos em São Paulo ao máximo de 15,5 em Fortaleza e Manaus. Entre os alunos que usam ou usaram drogas injetáveis, a maioria negou o compartilhamento de agulhas e seringas, embora um alto índice tivesse afirmado ter compartilhado: do mínimo de 22% em Manaus ao máximo de 54% em Recife. Quanto à avaliação do impacto das ações de prevenção sobre o comportamento dos alunos, esta pesquisa revelou correlação bastante positiva entre o uso de preservativo em todas as relações sexuais dos últimos doze meses e a exposição às ações de prevenção nas escolas.
Palavras-Chave:
Jovens. Escola. Violência. Drogas. DST. Aids.
Divulgação e/ou Publicações:
RUA, M.G.; ABRAMOVAY, M. Avaliação das Ações de Prevenção às DSTs/Aids e Uso Indevido de Drogas nas Escolas de Ensino Fundamental e Médio em Capitais Brasileiras. Brasília: UNESCO, MS, UNAIDS, UNDCP, 2001.

__. Evaluation of Preventive Actions Against STDs/AIDS and Drug Abuse in Elementary and High Schools in Brazilian Capitals, UNESCO, 2001. In: SESSÃO ESPECIAL DA ASSEMBLÉIA GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE AIDS, 2001, New York.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
196/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Célio Lopes Silva
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Nanocore Biotecnologia Ltda.
Período de Vigência:
2005 - 2006
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Estabelecer estratégia inovadora para P&D&I para o desenvolvimento de uma nova formulação vacinal que terá enorme impacto no desenho ou em qualquer proposta de uma nova vacina para HIV/aids. Essa formulação será composta por um sistema carreador contendo um novo adjuvante e o antígeno (DNA, proteína ou peptídeos) e poderá ser administrada em dose única por via intramuscular, oral ou intranasal. Poderá ser usada para vacinas combinadas e também em estratégias de “primeboost”.
Objetivos:
Desenvolver uma nova formulação vacinal composta por um sistema carreador contendo um novo adjuvante e o antígeno (DNA, proteína ou peptídeos), que poderá ser administrada em dose única por via intramuscular, oral ou intranasal. Poderá ser usada para vacinas combinadas e também em estratégias de primeboost.
Materiais e Métodos:
Vacinas de DNA e proteínas recombinantes serão fornecidas por pesquisadores ligados ao programa DST/AIDS. No Centro de Pesquisa em Tuberculose serão otimizados os processos de obtenção do plasmídeo em condições GMP que permitam a obtenção de um material de grau farmacêutico para estudos pré­clínicos e clínicos. Os peptídeos, selecionados após reunião de consenso entre os grupos que trabalham com seqüenciamento das variáveis virais (organizada pelo PN-DST/AIDS em abril de 2004) e que sejam imunogênicos, serão obtidos por síntese clássica. Os processos de obtenção serão escalonados pela empresa Nanocore. As microesferas serão obtidas pelo método da emulsão múltipla e evaporação do solvente como descrito anteriormente e de domínio da Nanocore. A avaliação físicoquímica e verificação da imunogenicidade das preparações serão efetuadas de acordo com técnicas padronizadas no Centro de Pesquisas em Tuberculose da FMRP-USP.
Resultados - Parciais ou Finais:
Espera-se contar ao final do projeto com um produto de grau farmacêutico (produzido em condições GMP) para uso em estudo clínico, caracterizado como um sistema vacinal de dose única com as seguintes propriedades: uma formulação contendo um sistema de liberação controlada composto por um carreador inerte (microesfera, lipossoma ou nanocápsulas); um adjuvante que potencie a imunogenicidade da vacina; e o antígeno que pode ser DNA, proteína recombinante ou peptídeos. Adaptada para ser administrada por via intramuscular, oral ou intranasal; que possa liberar os antígenos de maneira controlada e prolongada; que possa ser usada como vacina de dose única; que permita o uso ou a administração de vacinas combinadas em dose única; que possa ser usada dentro do conceito de primeboost, uma das estratégias mais inovadoras na área de vacinas, atualmente; que possa ser usada com antígenos desenvolvidos no Brasil ou com protótipos de vacinas já em desenvolvimento no exterior.
Palavras-Chave:
Vacina. HIV. Microesferas.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
036/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Raul da Câmara Costa Filho
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Secretaria do Estado de Saúde da Paraíba.
Período de Vigência:
Julho a dezembro de 2004
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
PN-DST/AIDS.
Introdução e Justificativa:
O CHCF, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, apresentou ao PN-DST/AIDS um projeto de implementação do laboratório de análises clínicas do complexo hospitalar de doenças infectocontagiosas Dr. Clementino Fraga – Referência Estadual no tratamento de pacientes. Os recursos recebidos foram aplicados na aquisição de equipamentos.
Objetivos:
Promover o paciente portador de HIV/aids a uma melhor qualidade de vida, com melhor resolutividade, resgatando a cidadania e a dignidade desta população-alvo.
Materiais e Métodos:
21 profissionais capacitados e habilitados na área de laboratório de análises clínicas – responsável por 480 exames/dia. Com a aquisição dos equipamentos e a capacitação dos profissionais, foi centralizada e agilizada a coleta, e aumentou-se a demanda dos exames em aproximadamente 20% do atendimento. Houve um acréscimo dos exames de coagulograma tipo II e contagem de plaquetas.
Resultados - Parciais ou Finais:
Com a Implementação do Laboratório de Análises Clínicas-LAC/CHCF o objetivo esperado está sendo alcançado, pois houve uma melhoria significativa na assistência aos pacientes portadores de HIV/aids do SAE, ADT, HD, e internados do CHCF, com base na qualidade e eficiência dos resultados laboratoriais. Promoveu-se também uma maior rapidez no diagnóstico precoce do HIV.
Palavras-Chave:
Implementação. Laboratório de análises clínicas do CHCF.
Divulgação e/ou Publicações:
QUEIROZ, A.M.A. et al. Programa Saúde e Humanização nos Presídios. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE TRANSMISSÃO VERTICAL, 2004, João Pessoa.

__. Programa Saúde e Humanização nos Presídios. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DST, CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO EM DST E AIDS, CONGRESSO BRASILEIRO DE AIDS, 5./5./1., 2004, Recife.

MEDEIROS, I.S. et al. Causas de Mortes em Pacientes com HIV/aids Internados no Complexo Hospitalar de Doenças Infectocontagiosas Dr. Clementino Fraga – CHCF. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DST, CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO EM DST E AIDS, CONGRESSO BRASILEIRO DE AIDS, 5./5./1., 2004, Recife.

SILVA, G.C.V. et al. ADT: Dois Anos de Acompanhamento, Assistência e Resultados. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DST, CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO EM DST E AIDS, CONGRESSO BRASILEIRO DE AIDS, 5./5./1., 2004, Recife.

SOUSA, G.S. et al. Tuberculose Associada a Aids – Perfil Clinico dos Pacientes com HIV/aids no Serviço de Referência (Trabalho Premiado). In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DST, CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO EM DST E AIDS, CONGRESSO BRASILEIRO DE AIDS, 5./5./1., 2004, Recife.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
119/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Nadja de Sá Pinto Dantas Rocha
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (Nesc).
Período de Vigência:
2001 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Ministério da Saúde; Secretaria de Saúde Pública do RN; Conselho de Secretários Municipais de Saúde do RN; Secretaria Municipal de Saúde de Natal-RN; Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró­-RN; e, Comissão Estadual da Aids do RN.
Introdução e Justificativa:
A epidemia da aids no Rio Grande do Norte segue as tendências nacionais de feminilização, juvenilização, heterossexualização, interiorização e pauperização, compreendendo um relevante problema de saúde pública. Durante três anos consecutivos, este projeto compreendeu uma estratégia de parceria e integração entre as instituições de ensino e serviço do SUS/RN, com ênfase nas áreas temáticas de DST/aids e Saúde da Família. Teve como objetivo capacitar as PSF para a implementação de ações, tendo como referência o protocolo do Ministério da Saúde sobre “Competências e habilidades das equipes do PSF nas ações de HIV/aids”. Um dos aspectos centrais nesta pesquisa foi a necessidade de implementar estas atividades de capacitação e educação permanente visando prepará­las para uma adequada abordagem em face das DST/aids no contexto familiar e comunitário, no âmbito da atenção básica.
Objetivos:
Capacitar no período de março a novembro de 2001, através de oito cursos, 200 profissionais de saúde nas ações de promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento das DST/aids, na perspectiva de contribuir com a melhora da qualidade da atenção; Capacitar, através de 6 cursos a serem realizados no período de maio a outubro de 2002, 150 profissionais de saúde dos Programas de Interiorização do Trabalho em Saúde (Pits) e Saúde da Família vinculados às Regionais de Saúde Pública (6) do Rio Grande do Norte, nas ações de promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento das DST/aids, na perspectiva de contribuir com a qualidade e humanização da atenção; Capacitar, no período de fevereiro a junho de 2003, 150 profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e odontólogos) dos Programas de Interiorização do Trabalho em Saúde (Pits) e Saúde da Família vinculados aos municípios de maior concentração de casos de aids nas ações de promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento em HIV/aids, na perspectiva de contribuir com a qualidade e humanização da atenção; Desenvolver oficinas de planejamento e avaliação das atividades envolvendo instituições, instrutores e coordenadores de programas DST/aids e Saúde da Família/Pits no período de 2001 a 2003; Adquirir materiais e equipamentos audiovisuais e de informática para o melhor desempenho das atividades no período de 2001 a 2003; Contribuir para a interação academia - serviço e integração das ações referentes ao cuidado do portador de HIV/aids no período de 2001 a 2003; Elaborar e divulgar documento técnico das experiências de capacitação desenvolvidas no período de 2001 a 2003.
Materiais e Métodos:
A metodologia adotada foi participativa baseada na aprendizagem significativa, oportunizando reflexões e discussões sobre os problemas reais vivenciados pelos alunos, facilitando sua aprendizagem por meio de dinâmicas participativas e vivenciais. Foram realizadas oficinas de trabalho com as instituições e atores envolvidos buscando a construção da proposta pedagógica e constituição de um grupo interinstitucional para seu desenvolvimento e acompanhamento. Os temas prioritários para as capacitações foram o processo saúde - doença, aspectos clínicos epidemiológicos e sociais da aids, sexualidade, aconselhamento, gênero, abordagem familiar, ética, e direitos do portador de HIV. Foram utilizadas várias técnicas de ensino, tais como: exposição oral, dramatização, estudo de caso, trabalho em grupo, exibição e discussão de vídeo, discussões coletivas, oficina do portador em HIV e outras técnicas. Possibilitou a reflexão sobre a vivência prática do profissional nestes municípios, na perspectiva de construir uma abordagem humanizada frente às situações de DST/aids, com elaboração de agenda de atividades, baseada na realidade inicial apresentada (problematização) e a reali-dade que se pretendeu alcançar (mudanças pactuadas). A estratégia da saúde da família foi definida como prioridade, cujos conteúdos resgataram o enfoque da interdisciplinaridade do tema aids.
Resultados - Parciais ou Finais:
Os objetivos traçados foram alcançados relacionados ao desenvolvimento de, no primeiro ano, oito cursos de capacitação para 182 profissionais das unidades de saúde da família e 18 dos hospitais de referência hospitalar em aids, totalizando 200 profissionais. No segundo ano, seis cursos de capacitação para 150 profissionais e, no terceiro ano, cinco cursos de capacitação para 150 profissionais, totalizando 19 processos de capacitação e 500 profissionais capacitados. Os cursos versaram sobre a reorganização das práticas do cuidado integral, com inserção dos conteúdos na agenda da ESF; estudos e pesquisas em DST/aids; e criação de espaços e mecanismos de qualificação interinstitucional, integrando academia - serviço e áreas de saúde da família e aids; implementação das ações em HIV/aids nos serviços de saúde, no interior do estado e na capital. Os atores envolvidos avaliaram que o espaço de discussão constituído pelo Projeto promoveu avanços tanto no conhecimento da situação da epidemia quanto na reorganização das práticas do cuidado integral.
Palavras-Chave:
Aids. Saúde da família. Educação permanente.
Divulgação e/ou Publicações:
ROCHA, N.S.P., RODRIGUES, M.P. Projeto Universidaids – Uma proposta de Capacitação em HIV/aids para os Profissionais da Estratégia Saúde da Família do Rio Grande do Norte. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA - ABRASCO, 7., 2003, Brasília.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
205/2003
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Célia Landmann Szwarcwald
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Informação Científica e Tecnológica; Departamento de Informação em Saúde.
Período de Vigência:
Setembro a dezembro de 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde; Centers for Disease Control and Prevention, Global Aids Program, Brazil (CDC/GAP/Brazil).
Introdução e Justificativa:
A partir da adaptação de um arcabouço teórico de avaliação de sistemas de saúde, que tem como eixo principal o princípio da equidade, formulado, conceitualmente, por um grupo de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz para avaliação do desempenho do sistema de saúde brasileiro, este projeto desenvolveu uma estratégia de definição de indicadores para avaliar a qualidade das ações programáticas desenvolvidas pelo PN-DST/AIDS, baseada na identificação dos objetivos e metas que o norteiam.
Objetivos:
Construir um conjunto de indicadores para avaliar a qualidade das ações programáticas desenvolvidas pelo PN-DST/AIDS, com base na identificação dos objetivos e metas que o norteiam.
Materiais e Métodos:
Após a formulação de um elenco mínimo de indicadores que possibilitem avaliar o Programa, será constituído um sistema de monitoramento, no qual, de acordo com a disponibilidade de informações, os indicadores serão acompanhados no tempo, no espaço geográfico e quanto à equidade, permitindo estabelecer comparações e metas para o Programa.
Resultados - Parciais ou Finais:
Sistema estabelecido e em funcionamento: www.aids.gov.br/monitoraids. Disponível em português, inglês e espanhol.
Palavras-Chave:
Monitoramento. Avaliação. Indicadores.
Divulgação e/ou Publicações:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância de Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Centers for Diseases Control and Prevention. MonitorAIDS: Sistema de Monitoramento de Indicadores do Programa Nacional de DST e Aids (Versão 2.0). Brasília: Ministério da Saúde, 2005. [Publicado em português (duas edições) e inglês (uma edição)].

SZWARCVALD, C.L. MONITORAIDS: a Useful Tool for Monitoring and Evaluating the Brazilian AIDS Program. Session: Constructing the Basis for the Brazilian AIDS Program Evaluation: Integrating Effforts for Building Local Capacity and Monitoring Information. In: 2005 JOINT CANADIAN EVALUATION SOCIETY/AMERICAN EVALUATION SOCIETY CONFERENCE: CROSSING BORDERS, CROSSING BOUNDARIES, 2005, Toronto.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
276/2003
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Maria Fernanda Rios Grassi
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz; Laboratório Avançado de Saúde Pública (Fiocruz/CPQGM/Lasp).
Período de Vigência:
2004 - 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
O objetivo do presente projeto é consolidar o núcleo de Imunologia do Lasp. Este núcleo dá apoio ao Programa Nacional de Vacinas anti-HIV/aids do Ministério da Saúde através do treinamento dos laboratórios primários nos sítios de ensaios vacinais, para obtenção de amostras biológicas e técnicas de criopreservação, e através do treinamento de laboratórios secundários nos testes de avaliação da resposta imune aos produtos vacinais. Para tal serão realizadas oficinas de treinamento em biossegurança, obtenção e criopreservação de células mononucleares do sangue periférico e de Elispot, linfoproliferação e detecção intracelular de citocinas por citometria de fluxo no Lasp/CPQGM/Fiocruz com participantes selecionados contemplando critérios preestabelecidos, como competência, região geográfica, e comprometimento futuro em participar na Rede a ser implantada.
Objetivos:
Consolidar o Núcleo de Imunologia do LASP. Este núcleo da apoio ao programa Nacional de Vacinas anti-HlV/AIDS do Ministério da Saúde através do treinamento dos laboratórios primários nos sítios de ensaios vacinais, para obtenção de amostras biológicas e técnicas de criopreservação, através do treinamento de laboratórios secundários nos testes de avaliação da resposta imune aos produtos vacinais.
Materiais e Métodos:
Realização de oficinas de treinamento em biossegurança, obtenção de amostras biológicas e criopreservação de células mononucleares do sangue periférico para realizar ensaios de avaliação da imunidade em vacinas anti-HIV/aids, especialmente através de ELISPOT no Lasp/CPQGM/ Fiocruz. Os participantes serão selecionados contemplando critérios pré-estabelecidos como pertencer à rede de laboratórios primários em sítios potenciais de avaliação de vacinas anti HIV/aids.
Resultados - Parciais ou Finais:
Realizamos nos dias 11 e 12 de setembro de 2003, no Lasp, o 1º Workshop Congelamento/Descongelamento de células mononucleares do sangue periférico (PBMC), para avaliação de vacinas anti-HIV/aids do Programa de Vacinas HIV/aids do Ministério da Saúde. Nesse evento foram discutidos biossegurança e boas práticas de laboratório, a importância da conservação de amostras para ensaios vacinais, repositório, protocolos de obtenção de plasma e soro, células mononucleares do sangue periférico e padronização de técnicas de congelamento e descongelamento de células. Participaram dez laboratórios de diversos estados brasileiros.
Palavras-Chave:
Vacinas anti-HIV/aids. Treinamento. Sítios primários. ELISPOT. Criopreservação. Lasp.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
277/2003
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Margaret Amorim Fialho
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Creaids – Centro de Referência Estadual de Aids.
Período de Vigência:
2004 - 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Laboratório de Retrovírus da UFBA DST/CTA/COAS Estadual; Fiocruz; Fundac; UNICEF; e, Juizado de Menores da Segunda Vara da Infância e Juventude de Salvador.
Introdução e Justificativa:
Somente em Salvador, no período de 2000 a 2003, 4.969 adolescentes passaram pelo sistema correcional o que demonstra ser fundamental a necessidade de se definir a magnitude das DSTs nesta população específica uma vez que o próprio estresse do confinamento potencializa os comportamentos de risco. Este é um estudo transversal realizado entre Maio de 2004 e Março de 2005 na Casa de Acolhimento ao Menor (CAM), uma das unidades da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), órgão executor da política pública de proteção e defesa dos direitos da criança e juventude no âmbito da Secretaria do Trabalho e Bem Estar Social do Estado da Bahia. Foram avaliados 300 adolescentes privados de liberdade (APL), quanto aos aspectos biopsicossociais e quanto à prevalência de marcadores sorológicos para HIV, HTLV, HbsAg, Anti HBC, AntiHCV e Treponema Pallidum.
Objetivos:
Determinar a prevalência da infecção pelo HIV, HBV, HCV, HTLV, Treponema Pallidum e caracterizar biopsicossocialmente 600 adolescentes privados de liberdade de uma instituição correcional de Salvador na Bahia; Promover a saúde e a prevenção às DST/HIV/aids e estabelecer medidas profiláticas e terapêuticas para os adolescentes em situação de risco.
Materiais e Métodos:
A amostragem foi consecutiva e 300 adolescentes de ambos os sexos internados durante o período foram convidados a participar do estudo com esclarecimento sobre os objetivos, benefícios e riscos relativos à participação no projeto. Os adolescentes participavam semanalmente de uma “sala de espera” onde eram discutidos aspectos relacionados à saúde e sexualidade. Para a coleta dos dados biopsicossociais e exame físico foi utilizada a Ficha de Atendimento Individual para Adolescentes, instrumento estruturado do Centro Latino Americano de Perinatologia e Desenvolvimento Humano (Clapp) da Organização Mundial de Saúde (OMS). Foram coletados 10 ml de sangue periférico para análise sorológica para: HIV, HTLV, HBV, HCV e Sífilis, obedecendo às recomendações do Ministério da Saúde. As amostras foram encaminhadas no mesmo dia ao Laboratório de Retrovírus do Hospital Professor Edgard Santos UFBA Todos os participantes forneceram consentimento verbal após aconselhamento e, de acordo com a legislação específica de proteção de APL, foi também obtido o consentimento da instituição que os abriga. O projeto de pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética da UFBA e pelo Juizado da Segunda Vara da Infância e da Juventude.
Resultados - Parciais ou Finais:
Dos 300 adolescentes convidados a participar da primeira fase da pesquisa, 297 foram contemplados, sendo 273 do sexo masculino com idade média de 17,3 anos e 24 do sexo feminino com idade média de 16,4 anos. Observou-se uma baixa prevalência de HIV e alta prevalência de HCV e HBV. Em relação ao HTLV-I os resultados obtidos foram coerentes com os encontrados na população do estado, área endêmica para este vírus. Quanto à infecção pelo Treponema Pallidum, o resultado foi equivalente aos estudos sentinela de outras populações. A análise preliminar da avaliação biopsicossocial revela que esta população inicia vida sexual precocemente, de forma desprotegida e é vítima de violência intra e extrafamiliar, incluindo violência sexual além de envolver-se com uso e abuso de substâncias psicoativas.
Palavras-Chave:
Adolescente. HIV. Aids. Infrator. DST. Prevalência. Vulnerabilidade. Adolescência. Biopsicossocial.
Divulgação e/ou Publicações:
Manuscrito em preparação.

Edital/Chamamento:
Concorrência Sítio de Vacinas
Número do Projeto:
285/2003
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Maria Silvia Moraes Chiaravalloti
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Famerp – Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.
Período de Vigência:
2004 - 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Este estudo busca apreender a situação de vulnerabilidade das mulheres gestantes do município de São José do Rio Preto e identificar a prevalência do HIV neste segmento da população para contribuir no desenvolvimento de novos estudos e na proposição de estratégias de intervenção tanto para prevenção como para o controle.
Objetivos:
Caracterizar os fatores sociodemográficos e de comportamentos das gestantes usuárias das Unidades Básicas de Saúde e Programa de Saúde da Família (UBS e PSF) do município de São José do Rio Preto; Caracterizar, nessa população, o nível de informação relativo à infecção pelo HIV; Caracterizar práticas e comportamentos de risco, os quais as tornam mais vulneráveis à infecção pelo HIV; Detectar a intervenção oportuna dos serviços de saúde na redução da vulnerabilidade desta população à infecção ao HIV.
Materiais e Métodos:
Foi proposto um desenho de pesquisa não experimental transversal com questionários estruturados, aplicados às gestantes. As variáveis pesquisadas permitiram identificar o perfil socioeconômico, comportamentos de maior risco para a infecção pelo HIV, práticas sexuais e alguns aspectos do cuidado recebido nos serviços de saúde. O critério de inclusão foram as gestantes residentes no município de São José do Rio Preto, no período de maio de 2003 a abril de 2004, usuárias das UBS e PSF de São José do Rio Preto.
Resultados - Parciais ou Finais:
Em São José do Rio Preto, o uso de contraceptivo pelas gestantes se assemelha ao uso difundido tanto no Brasil como no município, entretanto ressalta-se o maior uso de preservativo masculino entre as gestantes da amostra. Na opinião das mulheres, a pílula é o melhor método para evitar a gravidez (48,9%) caso não queriam engravidar naquele momento. Chama a atenção que 49,9% não usavam método contraceptivo quando engravidaram e 17,3% usavam método contra ceptivo, não interromperam e mesmo assim engravidaram. No decorrer de suas vidas reprodutivas, 19,5% afirmaram ocorrência de aborto. Com relação às DST, 95,0% das mulheres declararam que a camisinha é o melhor método para evitá­las. De acordo com as mulheres entrevistadas, 60,6% não estavam freqüentando grupos de gestantes. O teste para o HIV foi realizado por 53,9% das gestantes e foram solicitados no segundo e terceiro mês de gestação. O uso de preservativo foi citado por quase todas as mulheres, entretanto chama a atenção que apenas 15,7% faz sempre uso de preservativo. Quando perguntado sobre o motivo do não uso de preservativo masculino, a justifica foi o risco pequeno de contrair aids. Entretanto, o risco de contrair aids no município de São José do Rio Preto foi considerado alto. O processo de gestação deve ser visto sob a ótica da mulher, podendo desta forma compreender o que ela pensa e define sobre si e, também reconhecer as influências contextuais para que se possa ajudá­la a tomar decisões em relação a esse período. Dessa forma, pode-se perceber a gestação como uma prática complexa e dinâmica evidenciando os condicionantes econômicos, políticos e culturais que o tornam um ato regulável pela sociedade. Quando as entrevistas se referem à religião, esta aparece como um fator importante na gestação.
Palavras-Chave:
Vulnerabilidade. Pré­natal. Planejamento familiar.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
29/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Cynara Carvalho Nunes
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Ceargs – Centro de Estudos de Aids/DST do Rio Grande do Sul.
Período de Vigência:
2004 – 2006
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Instituto Adolfo Lutz/ SP – Laboratório de Retrovirologia.
Introdução e Justificativa:
O projeto se propõe a preparar unidades do SUS da região para participar de testes de eficácia com produtos vacinais ou microbicidas contra a aids. Pretende-se contribuir com a obtenção de dados preliminares sobre a evolução da infecção pelo HIV 1 (aspectos clínicos, imunológicos, virológicos) e favorecer a identificação e a organização da infra-estrutura necessária a esta atividade. Tanto a avaliação da patogenicidade dos diferentes subtipos do HIV 1(B,C e B/C) como o seguimento destes voluntários implica na preparação da rede de suporte. Este projeto deverá atuar nesta área por meio da caracterização e geração de infra-estrutura de pesquisa em unidades locais que atuam junto a uma população de voluntários HIV positivos. A padronização do monitoramento clínico laboratorial, que será a base de estudos clínicos assim como com produtos vacinais, será implementada e avaliada. Foram recrutados 190 indivíduos da população com testes soroló-gicos positivos para o HIV, em serviços públicos (CTA, Unidades básicas, PSF), em especial em serviços participantes do esforço estadual de preparação para vacinas contra HIV/aids. Estes indivíduos, que são rotineiramente encaminhados a serviços de saúde para seguimento clínico usual, serão convidados a participar de um seguimento monitorado. Os voluntários que concordarem em assinar o consentimento esclarecido terão este seguimento clínico que envolverá, adicionalmente aos testes laboratoriais, visitas e eventuais tratamentos padrões, investigação através de questionários, avaliações laboratoriais e retornos extras que possibilitarão responder às diferentes questões deste estudo.
Objetivos:
Testar a hipótese de que existe um impacto imunológico, definido aqui como o percentual de queda anual do número de linfócitos T CD4+ durante a infecção, distinta entre indivíduos infectados por variantes HIV-1 subtipo C com relação a indivíduos infectados com variantes HIV-1 subtipo B; Avaliar a resposta (queda de Carga viral e nível CD4) ao tratamento em sua fase precoce (primeiras semanas –12s) e posterior (24 e 48 semanas), dos indivíduos que iniciem tratamento por indicação clínica ou laboratorial de acordo com os critérios vigentes; Avaliar as diferentes vias de emergência de mutações no que se refere às diferentes drogas anti-retrovirais e subtipo durante a falha virológica; Avaliar a associação entre fator comportamental de exposição e subtipo; Avaliar possíveis fatores de confusão que interferem na resposta imunológica nos pacientes que iniciarão ARV, como o esquema de ARV usado (os IPs tendem a elevar a número de CD4 em relação aos ANN), adesão à terapia e eventos clínicos que podem aparecer com a restauração imunológica.
Materiais e Métodos:
Estudo observacional, em coorte, prospectivo com voluntários que consentiram este seguimento por consentimento esclarecido. Foram recrutados 200 voluntários naive em serviços participantes ligados à Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (CTA,UBS,PSF) e após a explicação e esclarecimentos necessários sobre os objetivos do estudo foram solicitados a assinarem consentimento esclarecido. Pacientes que concordaram em participar foram avaliados por questionário de entrada no estudo e realização de seguimento regular por dois anos em serviço de referência do município. O seguimento previsto no estudo foi similar ao oferecido aos pacientes regulares, incluindo visitas de retorno, avaliação clínico-laboratorial e demais atividades ligadas à atenção à saúde, apenas diferindo na qualidade de coleta de sangue em alguns pontos do seguimento e na realização de testes laboratoriais adicionais. Pacientes com indicação de tratamento por critérios clínico laboratoriais correntes, de acordo com consenso PN-DST/AIDS (disponível em www.aids.gov.br/assistência) foram tratados da forma preconizada. Será avaliada a queda de CD4 entre os grupos (pacientes com subtipo B e C) a partir da mensuração por citometria (FACS count) do número de linfócitos T CD4+, em uma curva construída com três ou mais mensurações consecutivas por ano. Foi usado o programa epidata para elaboração do questionário e, para análise dos dados, será usado o programa SPSS. O teste usado para avaliação da queda anual de CD4 entre os subtipos será a razão proporcional de Cox.
Resultados - Parciais ou Finais:
Até o momento foram analisadas 20 amostras (pol clade). 50% destas eram subtipo C, 25% eram subtipo B, 5% subtipo F e 20% mosaico (BF,BC). A média de CD4 de entrada foi 340 para clade B, 308 para clade C e 355 para mosaico. Até dezembro de 2005 foram recrutados 190 voluntários naive. Destes, 107 eram homens e 83 mulheres. A maioria destes (70%) eram assintomáticos na entrada (estágio WHO=I). As outras 150 amostras estão sendo analisadas no IAL-SP e a previsão de término do seqüenciamento é dezembro de 2005.
Palavras-Chave:
Patogênese. Subtipo C.
Divulgação e/ou Publicações:
NUNES, C.C. Participação In: WORKSHOP DE VACINA – REUNIÃO TÉCNICA DOS GRUPOS ENVOLVIDOS EM PESQUISAS PREPARATÓRIAS PARA CAPACITAÇÃO PARA TESTES COM VACINA OU MICROBICIDAS CONTRA O HIV/AIDS, 2004, Porto Alegre. PN-DST/AIDS, Unidade de Desenvolvimento Tecnológico, Área de Vacinas.

__. Preliminary characterization of a natural history cohorte (rcp_c1) at Porto Alegre/RS, Brazil. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PESQUISA EM HIV/AIDS - SIMPAIDS, 6., 2005, Ouro Preto.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Elza Salvatori Berquó
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
CEBRAP - Centro Brasileiro de Análise e Planejamento.
Período de Vigência:
1997 - 1998
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Trata-se de um estudo nacional de base probabilística composto por 3.600 entrevistas de indivíduos entre 16 e 65 anos de ambos os sexos, distribuídos em 52 microrregiões do Brasil. A pesquisa visa compreender o comportamento, atitudes e práticas sexuais da população brasileira e suas interações com os fatores estruturais, relacionais e individuais, com o objetivo de estabelecer estratégias preventivas em relação às DST/aids.
Objetivos:
Pesquisar a interação sexo–uso de drogas e suas implicações no comportamento sexual; Avaliar níveis de conhecimento sobre HIV/aids e percepção de risco à infecção; Identificar o conhecimento e o acesso ao teste do HIV; Gerar indicadores de comportamento que permitam comparações espaciais e temporais.
Materiais e Métodos:
Estudo de base populacional a partir de inquérito domiciliar com plano amostral estratificado em múltiplos estágios, com probabilidades desiguais. Em cada estágio e estrato foram sorteadas microrregiões, setores censitários, domicílios particulares e pessoa adulta.
Palavras-Chave:
HIV. DST. Aids. Sexualidade. Comportamento sexual. Práticas sexuais. Preconceito. Uso de drogas e sexo. Testagem HIV.
Divulgação e/ou Publicações:
BERQUÓ, E. (coord.) et al. Comportamento Sexual da População Brasileira e Percepções da HIV/Aids. Termo de Cooperação 032/97-AD-BRA 94-815. São Paulo: Cebrap, 1998 (Relatório Parcial de Atividades, Período Dez./97 - Jul./98).

__. Comportamento Sexual da População Brasileira e Percepções da HIV/Aids. Termo de Cooperação nº 032/97-AD-BRA 94-815. São Paulo: Cebrap, 1998 (Relatório Parcial de Atividades, Período Jul./98 - Out./98).

__. Comportamento Sexual da População Brasileira e Percepções da HIV/Aids. Termo de Cooperação nº 032/97-AD-BRA 94-815. São Paulo: Cebrap, 1999 (Relatório Parcial de Atividades, Período Dez./98 - Mar./99).

__. Comportamento Sexual da População Brasileira e Percepções da HIV/Aids. Termo de Cooperação nº 032/97-AD-BRA 94-815. São Paulo: Cebrap, Jul.1999 (Relatório Final).

__. Comportamento sexual da população brasileira e percepções do HIV/Aids. Brasília: Secretaria de Políticas de Saúde, Coordenação Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, 2000, 248 p. Série Avaliação, nº 4. Disponível em: http://www.aids.gov.br/avalia4/home.htm.

Cerimônia de apresentação dos dados da pesquisa “Comportamento sexual da População Brasileira e Percepções do HIV/Aids”, realizada no Centro de Convenções Rebouças, com a presença do Ministro da Saúde José Serra. São Paulo, 20 Set.1999.

Edital/Chamamento:
Concorrência Sítio de Vacinas
Número do Projeto:
40/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Elza Salvatori Berquó
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
CEBRAP - Centro Brasileiro de Análise e Planejamento.
Período de Vigência:
2004 – 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Trata-se de uma investigação sobre o comportamento e as práticas sexuais da população brasileira e seu conhecimento e opiniões sobre HIV/aids. Visa identificar e comparar eventuais mudanças nas representações, atitudes e conhecimento sobre HIV/aids, ocorridas nos últimos sete anos. Tem como base comparativa pesquisa realizada em 1998-99 pelo próprio Cebrap e que se constituiu em referência para outras investigações sobre sexualidade e DST/aids. Inclui dimensões sobre cidadania e direitos humanos relacionados com a orientação sexual, identificação de formas de discriminação e preconceito e violência sexual. Foram realizadas 5.040 entrevistas domiciliares com indivíduos entre 16-65 anos de ambos os sexos. A comparação dos resultados obtidos nas duas pesquisas dará subsídios ao PN-DST/AIDS para avaliar estratégias de intervenções preventivas das DST/HIV/aids.
Objetivos:
Avaliar permanências e mudanças nos determinantes socioeconômicos, culturais, raciais/étnicos do uso do preservativo; Pesquisar a interação sexo-uso de drogas e suas implicações no comportamento sexual; Avaliar níveis de conhecimento sobre HIV/aids e percepção de risco à infecção; Identificar o conhecimento e o acesso ao teste do HIV; Gerar indicadores de comportamento que permitam comparações espaciais e temporais.
Materiais e Métodos:
Esse estudo realizou 5.040 entrevistas domiciliares com indivíduos entre 16-65 anos de ambos os sexos, vivendo em áreas urbanas, e distribuídos em 52 microrregiões do Brasil, segundo definição do IBGE. Os indivíduos foram selecionados segundo tabela de sorteios prevista para domicílios com tamanho variáveis. A entrevista foi realizada em condições de privacidade e mediante assinatura de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Entre outubro e dezembro de 2004, foi realizado estudo piloto em Itajaí/­SC e Souza/PB, cidades que apresentam altas e baixas taxas de prevalência, respectivamente. Nessa fase do projeto, foram testados os instrumentos metodológicos e a coleta de dados. O questionário além de abranger um elenco de perguntas que permitem comparabilidade com a pesquisa realizada em 1998-99, acrescentou novas variáveis e novos temas como uso de drogas e violência sexual. As entrevistas foram realizadas face a face, e o sexo do entrevistador foi o mesmo do entrevistado. Além de treinamento dado pela equipe técnica do projeto, os entrevistadores receberam um manual contendo orientações sobre procedimentos de campo, formas de abordagem das questões e esclarecimentos sobre os conceitos relacionados ao tema.
Resultados - Parciais ou Finais:
Em fase de elaboração.
Palavras-Chave:
HIV. DST. Aids. Sexualidade. Comportamento sexual. Práticas sexuais. Preconceito. Uso de drogas e sexo. Testagem HIV. Violência.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
99/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Celio Lopes Silva
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose - Rede TB.
Período de Vigência:
2004 – 2004
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP.
Introdução e Justificativa:
Existem no Brasil vários grupos de pesquisas trabalhando nas diferentes fases do desenvolvimento de medicamentos, desde a pesquisa básica até a produção e comercialização de medicamentos. As lacunas existentes na cadeia de desenvolvimento podem ser resolvidas pela introdução de novos atores que não atuam na área de ARV, mas que têm infra-estrutura, metodologias e recursos humanos adequados para suprir as atuais deficiências. A necessidade de investimentos deve ser significativa, porém, já existe uma boa infra-estrutura de laboratórios que pode ser otimizada, não sendo necessários investimentos vultosos que inviabilizem um bom arranjo institucional. Investimentos são importantes para alavancar grupos emergentes que já atuam no segmento.
Objetivos:
Identificar e detectar consultores e montar equipes de trabalho que sejam representativas de todos os setores envolvidos na área de P&D de novos medicamentos. Áreas: P&D, gestão, legislação, RH, empreendedores e produção; Realizar reuniões de trabalho e um seminário técnico envolvendo as partes interessadas na busca de resultados e/ou proposições do PN-DST/AIDS e Rede TB para a definição de novas estratégias para a sociedade e governo na área de novos medicamentos. Os consultores devem pertencer aos diferentes setores envolvidos no processo de P&D, além de os responsáveis por políticas públicas e empresariais nessa área; Elaborar um documento final consolidando o conjunto de proposições de P&D e de política governamental e empresarial para os setores envolvidos; Organizar evento para a divulgação do documento junto à comunidade acadêmica, empresarial, sociedade e governo, contando com a mídia no processo de divulgação.
Materiais e Métodos:
Levantamento da Plataforma Lattes (CNPq): Realizou-se o levantamento dos grupos de pesquisa no País que trabalham com HIV/aids e depois foi aplicado um filtro para identificar os que trabalham na cadeia de P&D de medicamentos ARV. Depois do levantamento, enviou-se, por correio eletrônico, os questionários aos grupos de pesquisa. A partir do recebimento dos questionários, os grupos a serem visitados foram selecionados com base na competência declarada nas diferentes etapas da cadeia de P&D. A produção científica e tecnológica dos pesquisadores brasileiros na área de medicamentos para HIV/aids foi avaliada por artigos indexados no Pubmed e patentes depositadas no INPI. A partir dos levantamentos e entrevistas realizadas, buscou-se traçar um perfil da pesquisa e desenvolvimento de medicamentos ARV e a necessidade de investimentos e articulação dos grupos. A partir de experiência prévia da Rede-TB, foi proposto um arranjo para a articulação dos grupos para se trabalhar na forma de Rede de Pesquisa.
Resultados - Parciais ou Finais:
O presente trabalho objetivou realizar um levantamento da infra-estrutura de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de medicamentos ARV, contra HIV/aids, buscando identificar as principais lideranças e subsidiar ações do Ministério da Saúde no sentido de fomentar o desenvolvimento de medicamentos contra HIV/aids no Brasil. O levantamento dos grupos foi feito por meio da Plataforma Lattes, do CNPq. Foram identificados 252 grupos de pesquisa que trabalham com HIV/aids, sendo 178 grupos que trabalham na área clínico operacional, ou outras áreas afins, e 74 grupos na cadeia de P&D de medicamentos. A partir desse levantamento, foi enviado aos grupos um questionário a fim de avaliar a capacidade instalada nas diferentes etapas da P&D de medicamentos, a destacar: pesquisa básica, desenvolvimento tecnológico, estudos pré­clínicos, produção em escala e estudos clínicos. O questionário buscou também identificar a familiaridade dos grupos com a legislação vigente acerca do desenvolvimento de medicamentos e proteção da propriedade intelectual. Do total de grupos que trabalham na cadeia de P&D, 62% responderam ao questionário. A partir das respostas, foram agendadas visitas aos principais laboratórios/grupos, a fim de detalhar as informações obtidas. No total, foram visitados 23 grupos, ou seja, 50% dos grupos que responderam ao questionário. Ficou evidenciada a falta de articulação entre os diferentes segmentos da cadeia de P&D, sendo verificada, no entanto, a existência de pequenos grupos que já vêm trabalhando em diferentes etapas de pesquisa e desenvolvimento. Foi identificada uma baixa interação em todos os segmentos, havendo grandes lacunas nas etapas de P&D elencadas. A interação entre grupos produtores e grupos de pesquisa é pequena, com exceção de grupos nos quais há envolvimento de pesquisadores vinculados em ambas as instituições (universidade e laboratório público), que apresentaram iniciativas no sentido de desenvolver novas formulações, mas não no desenvolvimento de novas moléculas. Foi identificado um único laboratório de biossegurança nível P3, devidamente instalado e capaz de fazer os testes de atividade ARV e a avaliação de novos fármacos e novos medicamentos ARV. No que se refere ao financiamento de projetos de P&D de novos medicamentos, há unanimidade em relação à inexistência de chamadas específicas: nunca houve uma chamada de financiamento para projetos de P&D de medicamentos ARV pelos órgãos de fomento estadual e federal. Os recursos captados informados pelos vários grupos são insuficientes para as exigências de desenvolvimento de medicamentos e, normalmente, vindos de outras fontes de financiamento. Dos grupos visitados, 14 declaram ter algum nível de capacitação em Pesquisa Básica. Entre 12 e 44% dos grupos essa capacitação era avaliada pelos próprios como de nível elevado em alguma das modalidades contempladas nessa fase da cadeia de P&D. Na etapa de Desenvolvimento Tecnológico, 4 grupos declararam possuir algum nível de competência. Entre 20 e 40% dos grupos, essa capacitação foi avaliada pelos mesmos como de nível elevado, em alguma das modalidades contempladas nesta fase da cadeia de P&D. O número de grupos que reconhecem ter algum nível de excelência na condução de Ensaios Pré­clínicos é de apenas 1 entre os 23 visitados. No caso da etapa de escalonamento da produção, esse número é de apenas 2, indicando que a condução de ensaios pré­clínicos e o escalonamento são dois dos principais gargalos exis-tentes nessa cadeia. Nesses casos, nenhum grupo se declarou com elevada competência para atuação nessas fases da cadeia de P&D. Dos seis grupos com competência na etapa de Estudos Clínicos, 100% declararam excelência na condução de seus trabalhos.
Palavras-Chave:
HIV. Medicamentos. Pesquisa e Desenvolvimento.
Divulgação e/ou Publicações:
Apresentação dos resultados parciais em Reunião Técnica para o Coordenador e Equipe do PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
381/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Dirce Guilhem
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Instituto de Bioética, Direitos e Gênero.
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Universidade de Brasília (Departamento de Enfermagem); Secretaria de Saúde do Distrito Federal (Regional Sul de Saúde).
Introdução e Justificativa:
Estudo aplicado em dois centros de saúde de Brasília, com o objetivo de preencher lacunas na literatura nacional no que se refere ao conhecimento e verificação de qual a percentagem de gestantes que daria o consentimento para a realização do exame para sorologia do HIV, em serviços de pré­natal vinculados à Rede Sentinela de Vigilância, e conhecer a opinião e a postura de profissionais de saúde que trabalham nos serviços de pré­natal, frente à feminização do HIV/aids e, também, no que se refere à realização dos teste anti-HIV em gestantes.
Objetivos:
Discutir as questões éticas e epidemiológicas relacionadas ao teste anti-HIV para gestantes em dois centros de saúde de Brasília; Caracterizar a população de estudo e analisar os fatores que podem estar associados à decisão de fazer ou não o teste; Avaliar a relação entre o consentimento para a realização do teste anti- HIV e a presença ou ausência de aconselhamento prévio, inclusive verificando o impacto do aconselhamento na concessão da permissão para a realização do teste; Verificar a porcentagem de mulheres que daria o consentimento para a realização do teste anti-HIV, sem aconselhamento prévio; Discutir em que medida as representações relativas ao feto são determinantes na decisão de realizar o teste anti-HIV; Verificar e analisar a percepção e postura dos profissionais de saúde que atendem as mulheres frente à feminização da epidemia.
Materiais e Métodos:
A pesquisa foi realizada em dois centros de saúde da Regional Sul de Saúde do Distrito Federal (escolhidos em acordo com a direção da Regional). A amostra atendeu ao cálculo de 93 gestantes. Foi acrescentado o valor de 10% para prevenir perdas. Ao se chegar ao número 102, optouse por arredondá-­lo para 100 gestantes em cada um dos centros de saúde pesquisados. Critérios para inclusão na amostra: a) Gestantes entre 13 e 49 anos, que foram à primeira consulta de pré­natal nestes centros, sendo pessoas capazes mentalmente. Foram excluídas as deficientes mentais e as que já possuíam diagnóstico confirmado de infecção pelo HIV. b) Profissionais de saúde que atendem gestantes nesses centros, fazendo parte da equipe do Programa de Saúde da Mulher. Na sala de espera, no início do período de atendimento, foi feita a abordagem inicial da pesquisa. As gestantes que aceitavam participar assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e a elas foi explicado sobre a possibilidade de realizar ou não o exame anti-HIV, de acordo com sua livre escolha. Para as gestantes que não aceitaram realizá-­lo, era fornecido o aconselhamento detalhado sobre as vantagens para o seu bebê e, posteriormente, perguntado mais uma vez se aceitariam ou não fazer o exame. Havia a aplicação do questionário para aquelas que concordaram em participar e era realizada uma entrevista semi-estruturada para os profissionais de saúde (análise qualitativa).
Resultados - Parciais ou Finais:
Cerca de 80% das gestantes (81, no CS nº 1 e 83, no CS nº 5) aceitaram fazer o teste a princípio, e mantiveram a sua posição após a reunião de aconselhamento; 3% das mulheres nos dois CS aceitaram fazer o teste, inicialmente, mas disseram não após o aconselhamento; 43% das gestantes do CS nº 1 disseram não, inicialmente, e mudaram a sua opinião após o aconselhamento. No CS nº 5, das 14 gestantes que disseram não, apenas 4 mudaram de opinião após o aconselhamento (cerca de 28%).
Palavras-Chave:
Aceitabilidade do exame anti-HIV. Gestantes. Cuidado pré­natal. Percepção. Profissionais de saúde.
Divulgação e/ou Publicações:
DINIZ, D; GUILHEM, D. Bioética Feminista: o resgate político do conceito de vulnerabilidade. Bioética, Brasília, v.7, n.2, p.181-188, 1999.

GUILHEM, D. Aceitabilidade do Exame Anti-HIV por Gestantes de Serviços de Saúde Vinculados à Rede Sentinela de Vigilância Epidemiológica: um estudo em dois centros de saúde de Brasília. In: FORUM 2000 – I FORUM E II CONFERÊNCIA DE COOPERAÇÃO TÉCNICA HORIZONTAL DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE EM HIV/AIDS E DST, 1./2., 2000, Rio de Janeiro. Proceedings... Brasília: Ministério da Saúde, 2000. v.1, p.465.

__. Bioética, Mulheres e Aids: a construção histórico moral da vulnerabilidade feminina frente ao HIV/Aids. In: WORLD CONGRESS OF BIOETHICS, 6., 2002, Brasília, DF. Proceedings... Brasília: Sociedade Brasileira de Bioética, 2002.

__. Escravas do Risco: bioética, mulheres e aids. Brasília: Editora da UnB/Finatec, 2005.

__. Ética de la Investigación, Vulnerabilidad y Sida. In: Temas de Enfermedad por VIH/SIDA. Buenos Aires: Sociedad Argentina de Sida, 2003. [Livro Virtual]. Disponível em: http://www.sasnac.org.ar/index2.htm. Acesso em: 7 abr. 2006.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
122/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Carlos Alberto de Sá Marques
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Fundação de Saúde Amaury de Medeiros.
Período de Vigência:
2005 – 2006
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
O presente estudo pretende investigar a prevalência de infecção genital por Chlamydia trachomatis em 100 casais que espontaneamente procuram o ambulatório de esterilidade do Hospital Agamenon Magalhães para tratamento, sejam ou não sintomáticos para infecção genital. Complementando o estudo, será instituído o tratamento dos casos positivos, avaliando-se a eficácia terapêutica, prevenindo-se a ocorrência de DIPA.
Objetivos:
Estabelecer a prevalência de infecção genital por Chlamydia trachomatis em casais que procuram tratamento para esterilidade; Verificar a correlação de doença clamidiana e a causa básica de esterilidade que acomete o casal; Determinar a presença ou não de sintomalogia associada aos casos positivos. Identificar dados epidemiológicos; Investigar se há concordância de positividade entre parceiros.
Materiais e Métodos:
Estudo descritivo no qual será investigada a infecção genital por Chlamydia trachomatis em 100 casais que comparecerem espontaneamente ao ambulatório de esterilidade. A pesquisa laboratorial será realizada por Polimerase Chain Reaction (PCR) em amostra de primeiro jato urinário nos homens, e em material da cérvix uterina nas mulheres. Serão excluídos os casais em que um dos cônjuges esteja usando, ou tenha usado nos últimos 15 dias: antibióticos, corticosteróides, imunossupressores e cremes vaginais.
Resultados - Parciais ou Finais:
Internamente, os resultados serão objeto de monografia a ser apresentada pelos médicos residentes na reunião mensal com o corpo clínico do hospital. Tal monografia servirá de base para publicação em revista médica de grande circulação e apresentação como tema livre no próximo Congresso da Sociedade Brasileira de DST.
Palavras-Chave:
Infecção por chlamydia trachomati. Esterilidade conjugal.
Divulgação e/ou Publicações:
MARQUES, C.A.S.; MENEZES, M.L.B. Infecção genital por Chlamydia trachomatis e esterilidade. DST – J bras Doenças Sex Transm, v.17, n.1, p.66-70, 2005.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
145/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Luciene Cardoso Scherer
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Ceargs – Centro de Estudos de Aids/DST do Rio Grande do Sul.
Período de Vigência:
Agosto a dezembro de 2004
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Instituto Adolfo Lutz; UFRGS; FEPPS/Lacen/RS; FEPPS/CDCT/RS; UCS; Universidade de Caxias do Sul.
Introdução e Justificativa:
O projeto visou à implantação no laboratório Central do município de Porto Alegre da infraestrutura necessária para a coleta de amostras de sangue e a criopreservação de células infectadas por HIV de pacientes atendidos no serviço de referência em DST/aids deste município. As amostras serão criopreservadas e enviadas para serem analisadas em estudos de eficácia de produtos vacinais e estudos de caracterização molecular do HIV nesta região. A implantação de um sítio primário de coleta e recrutamento de voluntários permitiu a colaboração em projetos de caracterização do HIV, bem como em projetos que visassem a avaliação de produtos vacinais ou microbicidas contra o HIV. A estruturação deste laboratório possibilitou parcerias com diversas instituições públicas de pesquisa, tais como o Instituto Adolfo Lutz (SP) e Fiocruz (RJ), que já possuem a infraestrutura necessária para a caracterização molecular do HIV e para os testes de eficácia de produtos vacinais. A avaliação da patogenicidade dos diferentes subtipos do HIV 1 (B,C e B/C), bem como o seguimento destes pacientes implica na preparação deste sítio com equipamentos necessários aos procedimentos de coleta e criopreservação de amostras, com a finalidade de um maior entendimento da epidemia.
Objetivos:
Implementar a infraestrutura necessária para coleta e criopreservação de amostras de pacientes recrutados para estudos de eficácia de produtos vacinais e em estudos de caracterização molecular; Implantar a infraestrutura necessária para a coleta de amostras e criopreservação de células infectadas visando o suporte a ensaios clínicos de vacinas e ensaios de caracterização molecular; Capacitar e qualificar profissionais de saúde nesta área da saúde pública; Cooperar com outros núcleos de pesquisa do país com o objetivo de desenvolvimento institucional; Monitorar a variabilidade do HIV em populações com evidência de infecção recente, e/ou outras populações de interesse epidemiológico; Correlacionar a diversidade viral à doença.
Materiais e Métodos:
Os voluntários formam recrutados em um Centro de Referência para DST/aids, de acordo com os critérios de inclusão propostos nos estudos provenientes de cada instituição parceira que utilizou o sítio primário implementado e foram solicitados a assinarem consentimento esclarecido. Os dados clínicos dos pacientes, bem como os dados laboratoriais, foram coletados de forma padronizada e informatizada a fim de possibilitar o acesso de dados em qualquer momento pelos pesquisadores envolvidos no projeto. De acordo com os critérios de inclusão, propostos nos estudos provenientes de cada instituição parceira, os pacientes foram recrutados no ambulatório de DST/aids, por meio de clínicos treinados. Estes foram responsáveis pela eleição dos pacientes que participaram do estudo, pelo preenchimento das fichas clínicas e encaminhamento dos pacientes aos auxiliares de pesquisa.Os auxiliares de pesquisa, supervisionados por um técnico clínico, apresentaram o termo de consentimento aos pacientes, que era assinado neste momento e os pacientes encaminhados ao laboratório. Todos os prontuários do ambulatório de DST/aids foram cadastrados em EPIINFO, através de formulário padronizado; os dados clínicos e laboratoriais foram disponibilizados para análise estatística. Os auxiliares de pesquisa cadastraram os prontuários dos pacientes. No laboratório, os seguintes procedimentos foram realizados: recepção dos pacientes; coleta das amostras de sangue em tubos apropriados; identificação do projeto e das amostras; separação de soro e/ou plasma; separação de alíquotas; armazenamento das amostras em freezer – 70 °C; procedimentos de criopreservação, congelamento e descongelamento de células infectadas (de acordo com protocolos utilizados no Laboratório Avançado de Saúde Pública (Lasp)/CPqGM/ Fiocruz/Bahia e treinamento realizado pelo PN-DST/AIDS; envio das amostras às instituições de pesquisa envolvidas na análise dos dados. Uma vez que o sítio primário foi implantado com a infraestrutura adequada para a aplicação de projetos inter-institucionais, a coleta de amostras de diversos projetos na área de DST/aids pôde ser iniciada em março de 2004. Foi utilizado o proposto por cada estudo, o sítio primário de coleta de amostras em sua versão final, após aprovação pelo Comitê de Bioética das instituições participantes. Estes processos e fluxos foram gerenciados pelo coordenador do projeto.
Resultados - Parciais ou Finais:
Foram realizados reuniões com os profissionais: coordenação, assistência de pesquisa e auxiliares, para informar sobre a reforma das áreas, caracterização das salas específicas onde são realizadas as entrevistas dos pacientes, as coletas e separações de material clínico, compra de materiais permanentes, contratação de profissionais capacidados e processamento das amostras. Os orçamentos referentes às reformas das salas foram realizados em três empresas com experiência na área laboratorial. Estes orçamentos foram sempre baseados nas normas de biossegurança (Lei nº 9.974/1995). A infraestrutura visa à biossegurança e a correta conservação de amostras, necessárias a estudos de caracterização molecular do HIV, estudos de eficácia de vacinas, desenvolvimento de metodologias laboratoriais que possam contribuir no entendimento molecular do vírus, além de capacitar e qualificar profissionais de saúde nesta área da saúde pública. Portanto, a implementação da infraestrutura e a organização da pesquisa nesta unidade foram fundamentais para permitir o acompanhamento da evolução dos infectados em diversos estudos. A partir da análise dos dados foi possível o fortalecimento interinstitucional e um maior entendimento da epidemiologia, patogênese e história natural do HIV.
Palavras-Chave:
Divulgação e/ou Publicações:
Elaboração de relatórios integrando as informações sociocomportamentais com informação biomolecular inicial e preparação de banco para análise de dados.

Elaboração de Boletins e artigos para disponibilizar para a Comunidade Cientifica, gerando dados de aplicação epidemiológica, clínica e molecular.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
188/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Vera Bongertz
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Fundação Oswaldo Cruz; Instituto Oswaldo Cruz; Departamento de Imunologia, Lab. Aids e Imunologia Molecular
Período de Vigência:
2005 – 2006
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Instituto de Pesquisas Evandro Chagas (José H. Pilotto e Beatriz Grinsztejn); Laboratório de Pesquisa e Análise do Gene, Florianópolis-SC (Maria Elizabeth Menezes); Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Lab. Central da Prefeitura de Porto Alegre-RS (Luciene Cardoso Scherer, Cynara Carvalho Nunes e Simone M. de Castro).
Introdução e Justificativa:
Foi discutida a necessidade da padronização de metodologias de neutralização do HIV (OMS – UNAIDS, Milão, Itália, ago.2003) para comparar as 7 técnicas ora em uso utilizando os mesmos reagentes, para a seleção de metodologia a ser adotada na avaliação de testes de vacinas. Verificou-se a necessidade do uso de misturas (pools) de soros de indivíduos soropositivos para o HIV-1. Foi decidido formar os seguintes pools: (1) de indivíduos infectados misturados indiscriminadamente (África/América/Europa/Ásia); (2) A1/A2 Africano; (3) B Norte Americano, Europeu e Brasileiro; (4) BTailandês; (5) Bbr: Brasileiro; (6) C Africano, Brasileiro; (7) D Africano; (8) E Tailandês; (9) F1 Brasileiro; (10) F2 Africano; (11) G Africano; (12) H Africano. Também foi decidido usar isolados primários padrão de HIV-1, dois a quatro de cada subtipo. O projeto pretende a formação dos pools de soros e plasmas brasileiros e o isolamento de cepas padrão de HIV-1.
Objetivos:
Preparar material (pool de soros e/ou plasmas e isolados de HIV-1) para padronizar e comparar as 7 técnicas de neutralização do HIV-1 ora em uso nos diversos laboratórios; Aproveitar o projeto internacional de padronização da neutralização do HIV-1 para um estudo de caracterização imunológica de isolados primários de HIV-1 do subtipo genético C.
Materiais e Métodos:
1) Convidar à participação pela doação de sangue de pacientes infectados com HIV-1 em acompanhamento pelo Instituto de Pesquisas Evandro Chagas, Fiocruz, sob orientação do Dr José Henrique Pilotto: Pool 1 = soros de pacientes infectados com HIV-1 sem terapia antiretrovial; Pool 2 = soros de pacientes infectados com HIV-1 do subtipo B; Pool 3 = soros de pacientes infectados com HIV-1 do subtipo B variante Bbr; Pool 4 = soros de pacientes infectados com HIV-1 do subtipo F; 2) Convidar a participação de pacientes infectados com HIV-1 em acompanhamento na Prefeitura de Porto Alegre (Lacen), selecionados pela Dra. Luciene Scherer (40 pacientes) e do Laboratório de Pesquisa e Análise do Gene, em acompanhamento pela Dra. Maria Elizabeth Menezes; Pool 5 = soros de pacientes infectados com HIV-1 do subtipo C. Soros serão separados, aliquotados e estocados a 70ºC. Sangue colhido com citrato é submetido a gradiente de Hystopaque 1.077 para obtenção de plasmas (aliquotados para uso em testes de neutralização viral) e de células mononucleares a serem usadas no isolamento viral. A genotipagem do material oriundo do Sul do Brasil deve ser efetuada sob orientação da Dra. Mariza G. Morgado, por seqüenciamento dos genes gag/pol/env. Tentativas de isolamento seguindo as normas da WHO/UNAIDS serão feitas de todas as amostras obtidas (WHO-UNAIDS Guidelines, 2nd edition, 2002).
Resultados - Parciais ou Finais:
Até o presente foi feita a coleta de sangue de 13 pacientes infectados com o genótipo B de HIV-1, 15 pacientes infectados com o genótipo B variante Bbr de HIV-1, 12 pacientes infectados com o genótipo F de HIV-1, e 30 pacientes infectados com HIV-1, recentemente integrados ao acompanhamento no Ipec, Fiocruz; Tentativas de isolamento viral foram efetuadas, e até o presente momento temos 2 isolados que atingiram os títulos em cultura necessários para testes de neutralização viral.
Palavras-Chave:
HIV-1. Anticorpos neutralizantes. Brasil. Padronização. Rede internacional.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
197/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Mariana Thomaz
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba; Coordenação de DST e HIV/aids.
Período de Vigência:
2005 – 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Centro Paranaense da Cidadania - CEPAC.
Introdução e Justificativa:
Trata-se de uma pesquisa que visa obter um perfil da epidemia da aids em Curitiba, a partir de três fontes de informação. A aplicação de questionário sociocomportamental e testagem anti-HIV em pessoas soronegativas de risco acrescido para a infecção pelo HIV, com retorno e repetição deste processo a cada seis meses, visando também a eventual caracterização do vírus em casos de infecção recente, bem como o perfil dos fatores sociocomportamentais que estão levando à infecção. A análise molecular de amostras de sangue coletadas de pessoas que entram na pesquisa já soropositivas, com acompanhamento clínico e registro da evolução do caso. E, o estudo retrospectivo aleatório de prontuários de pacientes HIV positivos, também com o intuito de obter o perfil de eventuais fatores de risco para a infecção e da evolução dos casos.
Objetivos:
O projeto tem como objetivo geral caracterizar aspectos da aids em Curitiba, com identificação das características socio-comportamentais e características moleculares de isolados de vírus circulantes nessa população.
Materiais e Métodos:
A pesquisa se divide em vários elementos, sendo que o principal é a aplicação de questionário sociocomportamental de avaliação de risco para infecção do HIV junto a usuários do CTA, mediante Termo de Consentimento Esclarecido. Embora o CTA atenda a qualquer pessoa, independentemente de seu município de residência, a pesquisa se restringe a usuários moradores do município de Curitiba em virtude dos serviços laboratoriais e de acompanhamento clínico de pessoas soropositivas se darem de forma municipalizada. É coletada amostra de sangue quando da aplicação do questionário, a qual é analisada no Laboratório Municipal de Curitiba e o resultado é entregue no CTA. É feita uma análise dos fatores de risco para infecção relatados nos questionários e aqueles que apresentam maior risco são convidados a permanecer na pesquisa, devendo retornar para nova aplicação do questionário e testagem a cada seis meses. As respostas aos questionários são lançadas em banco de dados específico. As pessoas diagnosticadas como reagentes passam a ter acompanhamento médico cuja freqüência é determinada pelo estado clínico do paciente. Neste caso, no confirmatório, é coletado plasma para possibilitar a análise molecular do vírus. A ficha clínica do paciente também é lançada em banco de dados específico, visando registrar a evolução do caso. Um terceiro elemento da pesquisa é o levantamento aleatório dos prontuários de pacientes do ambulatório do CTA e de mais uma Unidade de Saúde de Referência em HIV/aids, visando obter um estudo retrospectivo da evolução destes casos, como parte da caracterização da epidemia em Curitiba.
Resultados - Parciais ou Finais:
Até 25/8/05, 501 voluntários foram entrevistados (do total de 2.983 testados no CTA - 16,8%). Destes, 161 (32%) foram agendados para seguimento sociocomportamental (setembro em diante). O “N” desejado = 200. Até 26/8/05, 20 pessoas entraram na pesquisa já HIV+ e 17 destes estão em seguimento clínico. Apenas 2 referem-se à infecção recente (1 ano). Com relação à caracterização do HIV dessas pessoas, 14 amostras já foram avaliadas, sendo todas de pessoas do sexo masculino(33% homossexual, 33% bissexual, 34% heterossexual). Do total, 12 foram seqüenciadas. Apenas uma apresentou mutação que confere resistência aos anti-retrovirais, a maioria apresentou apenas polimorfismos que são comuns nos vírus que circulam no país.
Palavras-Chave:
Testes com vacinas e microbicidas. Caracterização preliminar. Infraestrutura.
Divulgação e/ou Publicações:
THOMAZ, M. Preparação para Testes com Vacinas e Microbicidas em Curitiba. In: JORNADA NACIONAL DE VACINAS ANTI-HIV/AIDS, 5., 2005, Curitiba.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Set/2001
Número do Projeto:
214/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Naila Janilde Seabra Santos
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
CRT/AIDS – Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
Período de Vigência:
2003 – 2004
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Instituto da Saúde da SES-SP (Wilza Vilella).
Introdução e Justificativa:
Este projeto pretende conhecer o comportamento sexual das mulheres, buscando informações sobre a sua vulnerabilidade no campo do comportamento, da parceria, das relações de gênero e do acesso aos serviços e insumos de saúde. Para sua realização será utilizado um estudo quanti-qualitativo com mulheres HIV+ atendidas em SAE e HIV negativas das cinco regiões brasileiras. O total da amostra será de 4.645, sendo 2.175 mulheres HIV positivas e 2.470 mulheres atendidas em serviços de Saúde da Mulher. Essas mulheres serão convidadas a preencher um questionário anônimo e estruturado. Para aprofundar essas questões, entre as mulheres HIV positivas, serão aplicadas entrevistas, em uma subamostra do universo das 2.175 mulheres, e realizados grupos focais.
Objetivos:
Conhecer o perfil das mulheres HIV positivas e as situações de vulnerabilidade feminina para o HIV no campo do comportamento sexual, das parcerias e do acesso aos serviços; Estudar as características sociodemográficas e comportamentais das mulheres HIV+ em serviços de referência para o atendimento de HIV/aids e das mulheres atendidas nos serviços de Saúde da Mulher.
Materiais e Métodos:
Estudo quali-quantitavivo realizado em serviços de referência para o atendimento de HIV/aids e em serviços de Saúde da Mulher, nas 5 regiões do Brasil. Serão utilizados dois questionários estruturados, um para cada grupo estudado, que serão auto-aplicáveis, contendo questões sobre características sociodemográficas, história sexual pregressa e atual, além de questões sobre assistência e tratamento. Para as mulheres HIV positivas será investigada a história da infecção e do diagnóstico do HIV e sobre as mudanças na vida sexual depois desse diagnóstico. As pessoas analfabetas serão incluídas apenas no estudo qualitativo. Após o cálculo das amostras, chegou-se a um total de 2.175 mulheres para as soropositivas e 2.470 para as mulheres atendidas nos serviços de Saúde da Mulher, considerando-se a possibilidade de perdas. As entrevistas em profundidade serão aplicadas em 50 mulheres soropositivas, sendo 10 mulheres por macrorregião. Tais entrevistas serão gravadas e transcritas na íntegra para posterior análise de conteúdo. Serão, ainda, realizados 10 grupos focais.
Resultados - Parciais ou Finais:
Pelo que se expôs, ainda não há dados disponíveis.
Palavras-Chave:
Mulheres HIV+. HIV. Vulnerabilidade. História sexual. Prevenção. Cuidados de saúde. Aids.
Edital/Chamamento:
Eventos
Número do Projeto:
277/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Dirceu Bartolomeu Greco
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal de Minas Gerais; Faculdade de Medicina; Centro de Estudos em Imunologia e Imunodeficiências.
Período de Vigência:
2005 – 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
O VI Simpósio Brasileiro de Pesquisa em HIV/aids foi realizado de 28 de abril a 1º de maio de 2005 no Centro de Convenções da UFOP em Ouro Preto, Minas Gerais. O Simpósio Brasileiro de Pesquisa em HlV/aids já é um evento tradicional para a comunidade científica brasileira envolvida em diferentes questões de pesquisa clínica, epidemiológica e laboratorial, sendo realizado bianualmente desde 1995. Além dos pesquisadores brasileiros, participaram 10 pesquisadores estrangeiros de altíssimo gabarito, o que permitiu o contato entre pesquisadores e estudantes brasileiros com a comunidade científica internacional de pesquisa em aids. Foram discutidos temas como: desenvolvimento e avaliação de vacinas, desenvolvimento e resistência aos anti-retrovirais, imunologia e biologia molecular do HIV, transmissão vertical, epidemiologia, prevenção (incluindo a discussão sobre microbicidas). Houve apoio do PN-DST/AIDS, Fapemig, UFMG, UFOP além do apoio financeiro da indústria farmacêutica e de insumos para laboratório.
Objetivos:
Reunir profissionais de diversas instituições de pesquisa brasileiras para apresentação de trabalhos e discussão de projetos; Permitir a discussão de trabalhos sendo realizados em pesquisa de HIV/AIDS; Estimular colaborações entre institutos de pesquisa brasileiros; Estimular o interesse pela pesquisa em HIV/AIDS de estudantes brasileiros; Permitir o intercambio de informação entre cientistas brasileiros e estrangeiros; Expandir a pesquisa nas diversas áreas do conhecimento relacionados à infecção pelo HIV.
Materiais e Métodos:
Trata-se de um simpósio de 4 dias de duração, realizado em Ouro Preto, no Centro de Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto UFOP A escolha da cidade teve diversas razões: a acessibilidade ao local por pesquisadores e estudantes de diversas regiões do Brasil, com ótimo centro de convenção (de baixo custo), hotéis de diversos preços (acessível aos estudantes de graduação e pós-graduação) e, evidentemente, o ambiente agradável desta cidade histórica. A lista de pesquisadores brasileiros e estrangeiros é referência devido à participação dos mesmos em congressos da área e por importantes contribuições bibliográficas no estudo dos diversos aspectos da infecção pelo HIV/aids.
Resultados - Parciais ou Finais:
O VI Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Aids cumpriu seus objetivos, levando para Ouro Preto quase 300 pessoas interessadas em pesquisa sobre a infecção pelo HIV/aids. Foi intensa a interação dos diversos grupos de pesquisadores brasileiros e estrangeiros e dos estudantes lá presentes. Houve a apresentação e discussão dos progressos nas áreas de prevenção, ética e direitos humanos, imunologia, virologia, clínica e epidemiologia.
Palavras-Chave:
Aids. Simpósio. Pesquisa.
Divulgação e/ou Publicações:
A divulgação foi feita no site do PN-DST/AIDS (www.aids.gov.br/simpaids) e os trabalhos apresentados (resumos e mesas redondas) nos anais do Simpósio.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
278/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Aluísio Augusto Cotrim Segurado
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Programa de Pós-graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias.
Período de Vigência:
2004-2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Faculdades de Saúde Pública e de Medicina da USP.
Introdução e Justificativa:
O projeto se refere à elaboração de artigos científicos para publicação fora do País. Divide-se em duas etapas, sendo a primeira de elaboração de 16 artigos sobre pesquisas em aids realizadas no país, e a segunda a preparação de um número especial de Revista AIDS com as várias experiências de pesquisa em aids no Brasil. O objetivo é mostrar, para a comunidade internacional, as variadas e amplas ações voltadas ao conhecimento e ao combate da aids e da infecção pelo HIV realizadas no Brasil e apoiadas pelo PN-DST/AIDS.
Objetivos:
O projeto visou auxiliar os pesquisadores responsáveis na elaboração de artigos científicos para divulgação de resultados de pesquisas, por eles conduzidas em território nacional, nos periódicos estrangeiros de impacto. Dessa forma visou-se dar maior visibilidade da produção brasileira em HIV/aids no âmbito da comunidade científica internacional.
Materiais e Métodos:
A metodologia definida para o processo de elaboração dos artigos já vem sendo utilizada há alguns anos pelos pesquisadores envolvidos nesse projeto e tem se mostrado bastante eficiente. Consta de três momentos, partindo da seleção dos projetos participantes e da formação de grupos constituídos por dois ou três projetos e um orientador. Esses grupos irão trabalhar cada tema, elaborando os artigos e submetendo cada etapa produzida à revisão por pares. São realizados dois encontros de uma semana cada, em período integral. Nessas duas ocasiões são discutidos e redigidos os artigos. Em um terceiro encontro os artigos são submetidos à revisão por pares, sendo a primeira revisão por pares do Brasil e a segunda por pessoas de fora do país. Essas comissões de avaliação são compostas por pesquisadores nacionais e internacionais com experiência em produção de publicação de artigos assim como de avaliação dos mesmos. Após esse processo um conjunto de 16 artigos, em inglês, já submetidos à revisão de profissionais da área, tanto do Brasil como de fora, estarão prontos a serem submetidos à revista. A segunda etapa do projeto consta da reunião dos artigos da primeira fase com os textos submetidos diretamente ao grupo, pelos pesquisadores convidados. Assim, além dos 16 artigos preparados durante a primeira etapa, dos seminários, a coordenação do projeto reúne os artigos de pesquisadores convidados, com resulta-dos de pesquisas de excelência, e forma um conjunto de textos sobre as várias experiências do Brasil no combate à epi-demia de infecção pelo HIV.
Resultados - Parciais ou Finais:
A partir das discussões travadas durante o seminário, logrou-se concluir os artigos científicos com resultados das investigações conduzidas pelos pesquisadores. Após avaliação pelos editores responsáveis, os artigos foram selecionados para o suplemento especial da revista AIDS ou recomendados para publicação em outros periódicos do país ou do exterior.
Palavras-Chave:
Aids. Produção científica nacional. Publicação. Periódico de impacto.
Divulgação e/ou Publicações:
Aguarda-se a publicação do suplemento especial da revista AIDS.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
306/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Luiz Carlos Junior Alcântara
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz; Laboratório Avançado de Saúde Pública (Fiocruz/CPQGM/Lasp).
Período de Vigência:
2005-2006
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb); Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz (CPqGM); Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC)/Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP).
Introdução e Justificativa:
A unidade de bioinformática do Lasp/CPqGM/Fiocruz foi instalada em 2004, contendo um servidor e 16 estações de trabalho com todos os programas necessários para a realização de pesquisa genética em HIV-1 e HTLV. Possui também um website contendo um banco de dados (separado por regiões gênicas) de todas as seqüências brasileiras do HIV-1 e do HTLV 1. Um banco de dados completo de seqüências de HIV-1 e HTLV está sendo desenvolvido utilizando a database HIVBaseTM. Todas as seqüências (novas e já publicadas no GenBank) estão sendo importadas, organizadas e analisadas, e novas informações (clínicas e epidemiológicas dos pacientes) estão sendo adicionadas. Estes resultados serão de grande utilidade para o desenvolvimento de vacinas/terapia do PN-DST/AIDS.
Objetivos:
Capacitação da unidade de Bioinformática do Lasp/CPqGM/Fiocruz em um Núcleo de Referência em Bioinformática para dar suporte ao PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde na criação de um repositório de seqüências genéticas do HIV-1, ministrar treinamento específico em bioinformática a outros pesquisadores da rede e transferir esta tecnologia para outros núcleos emergentes de bioinformática no Brasil; Reforçar a unidade de bioinformática do Lasp/CPQGM/Fiocruz, com a criação de um núcleo de referência em bioinformática para análise de organismos emergentes (HIV-1 e HTLV-1) no Brasil, em especial o HIV-1; Criar um repositório de seqüências genéticas do HIV-1 e do HTLV-1, coordenando e dando suporte aos estudos de monitoramento destas infecções, polimorfismo viral, infecção recente, resistência aos anti-retrovirais e transmissão materno fetal; Desenvolver treinamento específico em bioinformática, treinando pesquisadores brasileiros em análise genética e evolutiva de patógenos humanos, com ênfase no HIV-1 e HTLV-1; Transferir tecnologia para outros núcleos emergentes de bioinformática no Brasil, ampliando a vigilância do polimorfismo genotípico do HIV-1 no âmbito do PN-DST/AIDS, principalmente em relação ao desenvolvimento de vacinas e resistência anti-retroviral; Selecionar seqüências nucleotídicas do genoma do HIV-1 de interesse estratégico para o desenvolvimento de vacinas, investigar o polimorfismo genético do HIV-1, relacionando este com o fenótipo dos isolados e o perfil epidemiológico desses variantes na população; Elaborar um algoritmo de resgate terapêutico subsidiando a terapia anti-retroviral a ser estabelecida nos serviços clínicos associados.
Materiais e Métodos:
O laboratório de bioinformática do Lasp/CPqGM/Fiocruz foi instalado entre o final de 2003 e início de 2004, contendo servidores e estações de trabalho com todos os programas necessários para a realização de pesquisa genética em HIV-1 e HTLV-I. A interface integrada para análise de seqüências do HIV-1 baseada no “GDE” foi instalada no servidor Linux, sendo acessada remotamente (via “network”) pelas estações de trabalho. A interface GDE contém programas de bioinformática necessários para edição, alinhamento e análises filogenéticas de seqüências retrovirais (de Oliveira et al., 2003). No website do laboratório há um banco de dados (separado por regiões gênicas) de seqüências brasileiras do HIV-1 e de seqüências do HTLV-1 provenientes de todo o mundo. Estes bancos de dados estão separados por nome do vírus, números de acessos, procedências, subtipos, referências bibliográficas, além dos respectivos alinhamentos e análises filogenéticas geradas no laboratório do LASP. Todas essas informações encontram-se disponíveis para download. O banco de dados completo de seqüências de HIV e HTLV será desenvolvido usando o programa HIVBase. Este programa permite ao usuário além de adicionar as seqüências ao banco de dados, complementar com informações epidemiológicas e clínicas dos pacientes. Como exemplo das informações que serão depositadas no banco de dados temos: informações sobre o paciente (idade, sexo, descendência), exames clínicos (carga viral e/ou pró­viral, contagem de CD4, doenças oportunistas, genotipagem), tratamento (droga utilizada, nível de resistência) e seqüências (região genética, subtipo, etc.). O banco de dados será desenvolvido junto ao PN-DST/AIDS e será adaptado para conter informações necessárias para o estudo de resistência e desenvolvimento de vacinas no nível nacional.
Resultados - Parciais ou Finais:
Implantação do website do laboratório de bioinformática hospedando informações sobre treinamentos, aplicações dos programas e métodos de análises de seqüências do HIV-1 e HTLV-1, distribuídas nos bancos de dados de seqüências e ferramentas da bioinformática para análise filogenética viral. Para construir um local de capacitação de bioinformática foram realizados cinco workshops no início do ano de 2004. Foram analisados isolados de HTLV 1 brasileiros, previamente publicados no GenBank, sendo possível estimar a prevalência de subgrupos do Brasil. Para investigar a caracterização molecular do HTLV 1 no Brasil, também analisamos os sítios potenciais do gene env. A análise dos sítios de Nglycolisação demonstrou que em 100% das seqüências estão compreendidos entre os aa 404-407, quando estudamos a gp46, e em 63,6% das seqüências entre os aa 140-143, 222-225, 244-247 e 272-275, quando estudamos a gp21. Na análise dos sítios de Nmiristilação, encontramos dois domínios localizados entre os aa 327-338 e 391-396 em 100% das seqüências correspondentes a gp46, e outro domínio entre os aa 97-102 em 63% das seqüências correpondentes à gp21. Após análises dos sítios de fosforilação de CK2, encontramos somente dois sítios, em 63% das seqüências, entre os aa 103-106 e 194-197, ambos pertencentes à gp21. As análises dos sítios de fosforilação de PKC mostraram dois domínios entre os resíduos 310-312 e 342-344, em 100% das seqüências, pertencentes ao gp46, enquanto que outro foi identificado entre os aa 109-111, em 63% das seqüências, correspondentes à gp21. Sobre as análises de regiões ENV e GAG do HIV-1, também fizemos a análise filogenética das 216 seqüências do gene gag do HIV-1 (p17 e p24) selecionados do GenBank usando métodos e 187 seqüências do gene env (gp120 e gp41) também obtidos do GenBank, e subtipados em estudos anteriores. A prevalência do subtipo B foi de 83%, enquanto os subtipos F e C foram de 11% e 4%, respectivamente. Os subtipos A e D e recombinantes B/F apresentaram escores mínimos de 1% (A e D) e 0,98% (B/F). A análise de sítio potencial de todos os peptídeos p17 brasileiros, oriundos do GenBank, foi executada e encontramos o sítio de fosforilação da proteína kinase C entre os aa 111-113 em 72%, sítio de amidação entre os aa 24-27 em 30%, sítio de Nglicolisação entre os aa 109-110 em 88%, sítio de fosforilação da caseína kinase 2 entre os aa 70-73 em 89% e sítio de Nmiristilação entre aa 49-54 em 88% das seqüências. As análises do peptídeo p24 demonstraram as seguintes freqüências dos sítios potenciais: sítio de fosforilação da caseína kinase 2 em 98% entre aa 48-51, 95% entre aa 72-75, 66% entre aa 112-113 e 78% entre aa 149-152; o sítio de Nmiristilação entre aa 60-6599% e aa 101-111 em 78%; e o sítio da proteína kinase C entre aa 2-7 em 100% das seqüências. As análises dos sítios potenciais de peptídeos gp41 foram realizadas e mostraram 100% de sítio de Nmiristilaçãoe entre aa 1.095-1.100, 7,84% entre aa 1.058-1.059 e entre aa 1.061-1.064, 100% de sítios de Nglicolisação entre aa 112-1.115, 98% entre aa 1128-1129 e aa 1140-1142, e 5.88% entre aa 1163-1166. O sítio de fosforilação da proteína kinase C foi encontrado em 100% entre aa 1.101-1.102, e 0,98% entre aa 843-845, aa 986-988, aa 1.051-1.053 e aa 1.064-1.066. Finalmente, analisamos a freqüência dos sítios potenciais do peptídeo gp120: 77,10%, sítio de fosforilação da caseína kinase 2 entre aa 682-685, 14,45% entre aa 735-738, 21,68% entre aa 751-754 e 25,30% entre aa 757-760, 16,87% do sítio de Nmiristilação entre aa 653-658, 8,40% entre aa 724-729, 16,87% entre aa 737-742 e 10,84% entre aa 752-760. As freqüências dos sítios de Nglicolisação foram 71,10% entre aa 880-881, 91,56% entre aa 894-897, 68,67% entre aa 707-710, 85,54% entre aa 713-716, 93,97% entre aa 718-719, 97,60% entre aa 749-752 e 45,80% entre aa 758-757. A freqüência de sítio de fosforilação da proteína kinase C foi 93,97% entre aa 721-723, 13,25% entre aa 724-726 e 40,96% entre aa 758-760.
Palavras-Chave:
HIV-1. Bioinformática. HTLV. Vacina.
Divulgação e/ou Publicações:
ALCÂNTARA, L.C.Jr. et al. Mapping the genetic characteristics of the HIV-1 and HTLV-1 strains in Brazil with the development of the viral bioinformatics laboratory at Salvador, Bahia, Brazil. Health Informatics Journal. Submited.

__. Mapping the genetic characteristics of the HIV-1 strains in Brazil with the development of the viral bioinformatics laboratory at Salvador, Bahia, Brazil (oral presentation). In: OFICINA EM HIV/AIDS EM VACINAS E MICROBICIDAS DO PN-DST/AIDS PARA O “FLANDERS BI¬LATERAL COOPERATION”, 1., 2004, São Paulo.

__. The Brazilian Aids program data management and sequence analysis (oral presentation). In: HIV DATA MANAGEMENT AND DATA MINING FOR ANTI-RETROVIRAL DRUG RESISTENCE WORKSHOP, 2004, South African. Medical Research Concil (MRC), Durban.

MIRANDA, A.C.A.M.; ALCÂNTARA, L.C.J; GALVÃO-CASTRO, B. The Genetic Characteristics Study of the Brazilian HTLV 1 Isolates Suggests the pre and Post-Colombian Origin of the Virus in this Country. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE HTLV NO BRASIL, 8., 2005, São Paulo. Trabalho Premiado como melhor trabalho em Epidemiologia e Saúde Coletiva.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
86/2005
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Mark Drew Crosland Guimarães
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
FUNDEP – Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa; Universidade Federal de Minas Gerais; Faculdade de Medicina; Departamento de Medicina Preventiva e Social.
Período de Vigência:
2003-2004
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Escola de Enfermagem e Faculdade de Farmácia da UFMG; Instituto de Psiquiatria da UFRJ; PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde; Área Técnica de Saúde Mental do Ministério da Saúde.
Introdução e Justificativa:
Estudo de corte transversal preliminar com componentes quantitativo e qualitativo, tendo como principal objetivo avaliar e testar instrumentos para o estudo multicêntrico nacional sobre a prevalência da infecção pelo HIV, sífilis, hepatites B e C e os fatores associados com a positividade entre pacientes internados em hospitais psiquiátricos públicos e entre pacientes em acompanhamento em serviços substitutivos - Caps, em amostra representativa nacional. Os participantes foram submetidos a uma entrevista estruturada que abordou aspectos sociodemográficos, psicossociais, comportamentais, clínicos e aqueles relativos aos serviços. Dados complementares foram obtidos dos prontuários médicos. Foi avaliada a confiabilidade (interobservador, testereteste, splithalf) e validade de construto dos instrumentos. A análise quantitativa incluiu estimativa de Kappa, coeficiente de correlação, distribuição de freqüência, análise univariada e multivariada por meio do modelo de regressão logística binomial e polinomial. Foram estimados os odds ratios com intervalo de confiança 95%. A abordagem qualitativa incluiu entrevistas em profundidade abertas com pacientes dos centros envolvidos com a atenção à saúde de indivíduos portadores de sofrimento mental, procurando compreender o processo vivenciado pelos pacientes/profissionais durante o tratamento/acompanhamento. Os resultados do estudo preliminar serviram de subsídio para finalizar o protocolo do estudo multicêntrico nacional.
Objetivos:
Avaliar os instrumentos de coleta a serem utilizados no estudo multicêntrico (questionário semiestruturado, questionário de avaliação dos serviços e roteiro qualitativo) em dois serviços (um hospitalar e um substitutivo – Caps), no que se refere a sua confiabilidade e validade para perguntas selecionados, adequação à população, tempo de aplicação, forma de elaboração das perguntas, entre outros aspectos; Avaliar os procedimentos a serem utilizados no estudo multicêntrico para obtenção do termo de consentimento livre e esclarecido, o grau de participação e de recusas, bem como as condições clínicas e de autonomia dos participantes para responder ao questionário, em dois serviços (um hospitalar e um substitutivo – Caps); Avaliar o protocolo proposto para o estudo multicêntrico em seus aspectos operacionais, incluindo coleta de sangue, pesquisa de dados em prontuários e seleção da amostra em dois serviços (um hospitalar e um substitutivo – Caps); Avaliar o perfil sociodemográfico, de comportamento e situação de risco, e de atenção à saúde.
Materiais e Métodos:
Foi realizado estudo de corte transversal por um período de aproximadamente l mês. Durante este período, foram avaliados os instrumentos da pesquisa multicêntrica, nacional bem como o protocolo proposto. Foram selecionados para o piloto um hospital e um serviço substitutivo (CAPS), semelhantes aos centros do estudo principal. Informações sobre a atenção à saúde, incluindo aspectos clínicos, o perfil sociodemográfico e as características dos serviços foram coletadas retrospectivamente. Foi avaliada a confiabilidade (interobservador, testereteste, splithalf) e validade de construto dos instrumentos. A análise quantitativa incluiu estimativa de índice Kappa, coeficiente de correlação, distribuição de freqüência, análise univariada e multivariada por meio do modelo de regressão logística binomial e polinomial. A abordagem qualitativa incluiu entrevistas em profundidade e abertas com pacientes de alguns centros participantes procurando compreender o processo vivenciado pelos pacientes durante o tratamento.
Resultados - Parciais ou Finais:
Do total de 120 pacientes abordados, 14(12%) foram considerados não aptos a participar da pesquisa. Entre os 106 restantes, 90 (85%) aceitaram participar do estudo e assinaram o termo de consentimento, sendo 45(50%) em um hospital e 45(50%) em um CAPS. Entre os pacientes que responderam à primeira entrevista, 80 (89%) realizaram a reentrevista, 40 (50%) no CAPS e 40(50%) no hospital. Ao todo, 47 (59%) reentrevistas foram conduzidas pelo mesmo entrevistador e 33 (41%) por entrevistador diferente. Além disto, 76 (84%) realizaram coleta de sangue para as sorologias, sendo que 2 pacientes não aceitaram realizar a entrevista, somente a coleta do material. Assim, 63% (76/120) tiveram a entrevista e a coleta de sangue realizadas. Esse dado indica que a previsão inicial para o projeto principal de 40% de não participação está correta. A maioria dos participantes realizou a primeira entrevista logo na primeira tentativa em ambos os centros (93,4%). A comparação dos grupos participantes e não participantes mostrou diferença de participação somente em relação à idade. A não articipação foi maior entre aqueles mais velhos (> 35 anos) (72,4%), entre aqueles pacientes internados, com baixa escolaridade, e que moravam fora do município. A concordância observada variou de 55% a 100% para a variação intraobservador e de 54% a 100%, para a variação interobservador, mas, para ambas, a maior parte das concordâncias estiveram acima de 90%, o que indica uma boa confiabilidade observada.
Palavras-Chave:
DST. HIV. Aids. Saúde mental. Avaliação de serviços de saúde. Estudo piloto.
Divulgação e/ou Publicações:
GUIMARÃES, M. D. C. Estudo multicêntrico em HIV/AIDS e Saúde Mental. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PSIQUIATRIA, 23., 2005, Belo Horizonte. Relator do tema apresentado em Mesa Redonda intitulada “HIV/AIDS e Saúde Mental”.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
195/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Paulo Ricardo de Alencastro
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul; Hospital Sanatório Partenon; Serviço de Atenção e Terapêutica em HIV/aids (SAT).
Período de Vigência:
2004 - 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Lacen-RS; CDCT; CEARGS.
Introdução e Justificativa:
O projeto se propôs a preparar unidades do SUS da região metropolitana de Porto Alegre para participar de testes de eficácia com produtos vacinais ou microbicidas contra a aids. Este projeto pretende contribuir na obtenção de dados preliminares sobre a evolução clínica usual e favorecer a identificação e a organização da infraestrutura necessária a esta atividade. Ainda, acompanhar a evolução dos infectados em estudos mantendo um compromisso com os voluntários como uma necessidade de vigilância em saúde pública.
Objetivos:
Organizar e documentar o seguimento de indivíduos com diagnóstico recente de infecção pelo HIV que utilizam o serviço participante e testar a hipótese de que existe um impacto imunológico, definido aqui como o percentual de queda anual do número de linfócitos T CD4+ durante a infecção, distinta, entre indivíduos infectados por variantes HIV-1C em relação a indivíduos infectados com variantes HIV-1B.
Materiais e Métodos:
Desenho do estudo observacional, de acompanhamento de coorte, prospectivo com voluntários que consintam neste seguimento por consentimento esclarecido. A amostra foi de pacientes em seguimento no serviço associado SAT Sanatório Partenon conforme os procedimentos usuais, sendo convidados somente os que preencherem os critérios de inclusão com infecção recente ou até 200 casos incluindo aqueles com diagnóstico recente e CD4>400/mm3. Voluntários foram recrutados pelos médicos do serviço participante e colaboradores, sendo apresentados os detalhes do estudo e os que consentirem por escrito, após lerem atentamente ao consentimento informado, farão entrevista padronizada e seguirão plano de retornos regulares com o registro de dados clínicos laboratoriais em banco de dados específicos para o acompanhamento dos participantes deste estudo. Será utilizado o Consentimento Esclarecido após aprovação pelo Comitê de Ética das instituições participantes. Esses voluntários, caso consintam por consentimento obtido durante o seguimento, poderão ter também material biológico mantido no repositório de unidades públicas participantes para uso no desenvolvimento de estudos relacionados ao desenvolvimento de vacinas contra o HIV/aids. Critérios de inclusão: indivíduos infectados pelo HIV-1, com 18 anos ou mais, após lerem e assinarem o consentimento esclarecido e concordarem em participar do estudo. Exclusão: Gestantes; menores de 18 anos; indivíduos sob efeito de drogas, álcool ou com problemas psiquiátricos que os impeçam de decidir sobre a participação no estudo. Serão seqüenciados todos os casos de infecção recente e uma amostragem dos casos de infecção crônica selecionados, a partir da evolução clínica e laboratorial. Quantificação de Células CD4+ e CD8+ e estudo fenotípico celular por citometria de fluxo. A quantificação de marcadores de subpopulações celulares T CD4+ e T CD8+ será realizada seguindo as instruções do fabricante. Em uma parte da população em seguimento será realizada uma análise mais detalhada das características fenotípicas e funcionais destas células, envolvendo a determinação de parâmetros como a CD45RA CD45RO e marcadores de ativação celular de CD8+, CD62L HLADR e CD38. Resumidamente, as amostras serão coletadas em tubos com EDTA (ácido etilenodiaminotetracetico, Becton Dickinson, San Jose, CA, EUA) em temperatura ambiente, sendo adicionados a 100 pl de sangue total, 5 pl de anticorpo monoclonal conjugado com FlTC (isotiocianato de fluoresceina), Cy5 ou PE (ficoeritrina).
Resultados - Parciais ou Finais:
O Projeto de acompanhamento desta coorte de soropositivos está previsto para ter um seguimento de 2 anos, sendo que a primeira fase ocorreu entre novembro de 2004 e maio de 2005, e a segunda fase está em execução até dezembro de 2005. O recrutamento de voluntários iniciou em janeiro de 2005 e até setembro de 2005 haviam sido recrutados 63 pacientes sendo que 35 preencheram os critérios de inclusão e mais pacientes continuam sendo recrutados. Ainda não temos os resultados das genotipagens, pois o método in house está sendo implantado no CDCT Lacen-RS e teremos resultados no próximo mês. O estudo está em pleno andamento e coleta de dados, que ainda não podem ser analisados. O estudo necessita de continuidade de financiamento do PN-DST/AIDS com novo projeto pronto aguardando edital para ser apresentado e avaliado.
Palavras-Chave:
Patogênese viral. HIV. Aids. Coorte soropositivos.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
156/2005
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Maria Inês de Moura Campos Pardini
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Famespn – Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar.
Período de Vigência:
2005 – 2006
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
A carga viral plasmática reflete a dinâmica da infecção pelo HIV-1, uma vez que quantifica as partículas virais que estão sendo produzidas e lançadas na circulação. Atualmente, registradas no Brasil, existem três metodologias disponíveis para a realização do exame de carga viral: RT – PCR (Amplicor HIV-1 MonitorTM – Roche Diagnostic Systems); NASBA (NuclisensTM HIV-1 QT BioMerrieux); Branched – DNA – Quantiplex – Bayer). Hoje existe nova tecnologia capaz de quantificar os resultados gerados em uma reação de PCR: o Real Time PCR uma alternativa para a determinação da carga viral, mas que ainda necessita de um estudo comparativo no que se refere à sensibilidade, especificidade e reprodutibilidade. O presente estudo busca verificar a equivalência das metodologias utilizadas em nível nacional, incluindo aqui a tecnologia do PCR em Tempo Real.
Materiais e Métodos:
PCR/Amplicor (Roche) – Nasba/Nuclisens (Bio Merrieux) – bDNA Quantiplex (Bayer) e PCR em Tempo Real – (fornecedor a definir). A fim de comparar os resultados obtidos utilizando PCR em tempo real com as três metodologias disponíveis no mercado nacional, serão realizadas análises estatísticas para comparação quantitativa (Análise de Medidas Repetidas) e qualitativa utilizando categorização da carga viral (Teste de Concordância). Plano de coleta dos dados: Coleta de sangue periférico de paciente assintomáticos e sintomáticos do Serviço Público de Saúde (SUS) obtidos no setor de coleta de cada uma das DIRs envolvidas no estudo. Tal coleta será realizada por profissional capacitado, funcionário do próprio setor. As amostras coletadas serão transportadas adequadamente, segundo as normas de biossegurança, até o Hemocentro de Botucatu, onde serão processadas pelos profissionais que já fazem parte dos Recursos Humanos do referido Hemocentro. O banco de dados ficará com o PN-DST/AIDS, que divulgará o estudo quando considerar oportuno.
Resultados - Parciais ou Finais:
A coleta de amostras de 500 pacientes da Região já foi realizada. As 3 tecnologias disponíveis no mercado já foram testadas simultaneamente e aguarda-se definição da metodologia de PCR em Tempo Real para conclusão do trabalho.
Palavras-Chave:
HIV. Carga viral plasmática. Quantificação de carga viral. PCR em tempo real. Comparação de tecnologias.
Edital/Chamamento:
Chamada de Pesquisa - 2004
Número do Projeto:
483/2005
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Paulo Eduardo Mangeon Elias
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Cedec – Centro de Estudos de Cultura Contemporânea.
Período de Vigência:
18 meses
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Introdução e Justificativa:
Dada a importância dos Conselhos de Saúde na definição das políticas de saúde no País, o perfil da participação das organizações não governamentais de luta contra a aids nessas instâncias deliberativas assume importância crucial. Além disso, essa participação demanda dessas organizações a transição de uma prática política autônoma e descentralizada, regida por interesses específicos, para uma prática que busque uma possível conjunção de interesses a serem represen-tados nesses Conselhos. Daí por que a proposta desta pesquisa: averiguar, da perspectiva do controle social, a relação estabelecida entre esses movimentos e organizações sociais de luta contra a aids e o Estado (seu poder de pressão, as formas de negociação que pratica, suas fontes de legitimidade e os dilemas que enfrentam).
Objetivos:
Validação de metodologia de PCR em Tempo Real, em um estudo comparativo com as 3 tecnologias registradas e comercializadas no Brasil, no PN-DST/AIDS, com o intuito de ampliar o acesso e melhorar a qualidade de diagnóstico, tratamento e assistência.
Materiais e Métodos:
A pesquisa envolve levantamento bibliográfico sobre pesquisas que têm como objeto a participação e o controle social na saúde e nas demais políticas públicas sociais; levantamento de dados epidemiológicos sobre aids em estudos e nas publicações do Ministério da Saúde, para os municípios com maior concentração de casos serem um dos critérios de escolha de estudo de caso dos conselhos de saúde; levantamento de dados junto ao Fórum de ONG/aids e ao Setor de Articulação com a Sociedade Civil do PN-DST/AIDS e junto, eventualmente, aos próprios Conselhos de Saúde. Serão ainda levantadas informações junto aos representantes daquelas entidades, por meio de aplicação de questionários e entrevistas em profundidade, bem como por meio da observação das reuniões dos Conselhos de Saúde e da análise das atas de suas reuniões. As análises das atas e das reuniões permitirão reconhecer quem fala, de onde fala e, sobretudo, o quê se fala, podendo, portanto revelar formas de pressão e de legitimação de interesses específicos sustentados pelos distintos sujeitos sociais.
Resultados - Parciais ou Finais:
Ainda não há. Prevê­-se a publicação de artigos em revistas científicas; edição dos resultados da pesquisa em material impresso – livro ou apostila – para divulgação em centros de pesquisa e; divulgação para as entidades ligadas à área da saúde, tanto através dos documentos impressos quanto por meio de um seminário sobre o tema, a ser realizado pelo Cedec.
Palavras-Chave:
Controle social da aids no SUS. Luta contra a aids e organizações não governamentais. Aids e controle social no SUS.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
201/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Maria Inês Batistella Nemes
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Departamento de Medicina Preventiva.
Período de Vigência:
2004 - 2005
Situação:
Concluída
Introdução e Justificativa:
Em 2002, a equipe Qualiaids do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP realizou uma avaliação de 322 serviços em 7 estados brasileiros eleitos pelo PN-DST/AIDS. Essa pesquisa produziu um instrumento de avaliação – questionário Qualiaids – e um modelo de análise com potencial de aplicação periódica, capaz, portanto, de gerar indicadores para monitoramento. O questionário original Qualiaids e o modelo de classificação dos níveis de qualidade foram revistos e adaptados para a elaboração de uma versão eletrônica do questionário. Também foram incluídas recomendações para a organização dos vários componentes da assistência ambulatorial, baseados nos indicadores de qualidade utilizados na pesquisa, sob a forma de hyperlinks.
Objetivos:
Elaborar sistema de monitoramento da organização da assistência ambulatorial do PN-DST/AIDS; Adaptar o questionário e o modelo de análise da pesquisa Qualiaids; Elaborar instruções de melhor prática para a organização da assistência ambulatorial; Criar software para uso “online” do sistema.
Materiais e Métodos:
O desenvolvimento desse instrumento online baseou-se nas seguintes etapas: revisão do questionário Qualiaids; revisão do modelo de análise; elaboração das recomendações (hyperlinks); elaboração e teste do software; e, teste de aplicabilidade.
Resultados - Parciais ou Finais:
O aplicativo já pode ser acessado através do seguinte Endereço eletrônico: www.netsim.fm.usp.br/qa.
Palavras-Chave:
Avaliação da qualidade dos cuidados à saúde. Monitoramento da qualidade em saúde.
Divulgação e/ou Publicações:
NEMES, M.I.B. et al. Monitoramento da Qualidade da Organização da Assistência Ambulatorial do Programa Brasileiro de DST/Aids. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DST, CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO EM DST E AIDS, CONGRESSO BRASILEIRO DE AIDS, 5./5./1., 2004, Recife.

SISTEMA Qualiaids. Disponível em: www.netsim.fm.usp.br/qa. Acesso em: 07 abr. 2006.

Edital/Chamamento:
Chamada de Pesquisa 2005 - 324/2005
Número do Projeto:
310/2006
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Mariane Martins Araújo Stefani
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal de Goiás; Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública; Departamento de Imunologia, Microbiologia, Parasitologia e Patologia Geral.
Período de Vigência:
2003 – 2004
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Informações sobre a diversidade do HIV-1 na Região Centro-Oeste são ainda escassas. O grupo do IPTSP/UFG tem avaliado a diversidade genética do HIV-1 em diferentes subgrupos populacionais do Estado de Goiás e em pacientes de Cuiabá­-MT, empregando Ensaio de Mobilidade de Heteroduplex (HMA) para duas regiões do genoma viral: env e gag. Ampliação da amostragem e inclusão de isolados do Mato Grosso do Sul contribuirão para o mapeamento genético molecular do HIV-1 na Região Centro-Oeste, área distante do epicentro da epidemia de aids no Brasil. Estudos regionais visando avaliar a prevalência dos subtipos do HIV-1 e caracterizar por seqüenciamento recombinantes intersubtipos são importantes para saúde pública em razão do potencial impacto da diversidade viral nos testes sorológicos, de carga viral e nos ensaios de vacinas.
Objetivos:
Caracterizar subtipos de HIV-1 em isolados de pacientes dos estados de Goiás e de Mato Grosso; Determinar a prevalência dos subtipos de HIV-1 nas regiões env e gag para posterior seqüenciamento automatizado de isolados com “perfil híbrido” sugestivo de recombinação intersubtipos.
Materiais e Métodos:
As principais áreas de estudo foram as capitais dos estados de Goiás e Mato Grosso: Goiânia e Cuiabá, e os pacientes foram incluídos no estudo após assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido. Os pacientes HIV+/aids de Goiânia foram recrutados em dois centros de referência regionais para diagnóstico, tratamento de pacientes infectados pelo HIV: Hospital Anuar Auad (HAA/HDT/SUS) e Hospital Materno-Infantil (HMI/SUS). Em Cuiabá, os pacientes foram recrutados a partir da demanda espontânea do Lacen. Após responder a questionário padronizado para identificação de variáveis sociodemográficas foi realizada coleta de sangue venoso. As amostras biológicas foram estocadas a -80ºC e processadas para identificação dos subtipos do HIV-1 no Laboratório da Imunologia da Aids e da Hanseníase do IPT-SP/UFG. A identificação do subtipo do HIV-1 foi realizada empregando-se o Ensaio de Mobilidade de Heteroduplex nas regiões env e gag do genoma viral segundo protocolos e reagentes fornecidos pelo AIDS Reagent Program / National Ins-titutes of Health/USA (Heteroduplex Mobility Analysis HMA env subtyping Protocol version 5; HMA gag subtyping Protocol; www.aidsreagent.org).
Resultados - Parciais ou Finais:
Resultados da triagem molecular em ~300 isolados sendo ~250 do Estado de Goiás e ~50 do Estado do Mato Grosso por HMA env e gag indicaram marcante diversidade genética do HIV-1 nesses dois estados brasileiros. Em geral, em ambos os estados observamos predomínio do subtipo Benv/Bgag (~75%), seguido de padrão discordante Benv/Fgag (~10%) e outros padrões híbridos envolvendo, principalmente, os subtipos B e C ou subtipos B e D. No Estado de Goiás detectamos casos esporádicos de infecção pelos subtipos F e C “puros” (env/gag), enquanto estes não foram detectados em isolados do Mato Grosso. Ampliação da amostragem e inclusão de isolados do Mato Grosso do Sul contribuirão para melhor entendimento do mapeamento genético molecular do HIV-1 na Região Centro-Oeste.
Conclusões:
LINS, J.B.A. et al. Molecular screening of HIV-1 genetic diversity among children /adolescents and mothers. SIMPAIDS, 6.2005, Ouro Preto. Proceedings... Brasília: Ministério da Saúde, 2005. Abstract TL. 66, p.52.| PEREIRA, G.A.S. et al. HIV-1 Subtypes in Pregnant Women and Risk behaviors assessment in Central Brazil. SIMPAIDS, 6., 2005, Ouro Preto. Proceedings... Brasília: Ministério da Saúde, 2005. Abstract TL. 50, p.44.| __. Human Immunodeficiency Virus Type 1 (HIV-1) and Hepatitis C Virus (HCV) co-infection and viral subtypes at HIV testing center in Brazil. J Med Virol (in press).| __. Human Immunodeficiency Virus Type 1 (HIV-1) and Mycobacterium leprae co-infection: HIV-1 subtypes and clinical, immunologic, and histopathologic profiles in a Brazilian cohort. Am J Trop Med Hyg, v.71, n.5, p.679-684, 2004.| STEFANI, M.M. et al. Evidence of HIV-1 genetic diversity among pregnant women with AIDS or infected with HIV-1 in central Brazil. J Acquir Immune Defic Syndr, n.23, p.205-207, 2000.
Palavras-Chave:
Subtipos do HIV-1. HMA env/gag. Co-infecção.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Evely Marlene Pereira Koller
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Univali – Fundação Universidade do Vale do Itajaí.
Período de Vigência:
2002 - 2004
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
PN DST/AIDS, Centers for Disease and Prevention, e UNESCO.
Introdução e Justificativa:
Itajaí tem uma população de 160.000 habitantes. Recebe diariamente uma população em torno de 700 caminhoneiros, que trazem e retiram mercadorias do porto. O município lidera nacionalmente a incidência para o HIV desde os anos 90. Essa pesquisa se propôs a conhecer e analisar situações de vulnerabilidade dos caminhoneiros com relação ao HIV/aids. Utilizou-se a metodologia de Avaliação Rápida e Pronta Resposta (RARE). Foram realizadas 46 entrevistas, 8 grupos focais e mapeamento de duas rotas de acesso ao porto, relacionadas com redes e cenas de risco para o HIV/aids. Os caminhoneiros acessados abordaram o tema do sexo desprotegido, uso de álcool e “rebites” (os proprietários de transportadoras fornecem anfetaminas a seus motoristas). Também está presente o estresse causado pelo excessivo número de horas trabalhadas, assédio de profissionais do sexo e dificuldades de acesso a serviços públicos de saúde.
Objetivos:
Analisar as situações de vulnerabilidade dos caminhoneiros, com relação às DST/aids, como e onde recebem informações sobre saúde, uso do preservativo, aceitabilidade do teste rápido, uso de álcool e drogas durante a jornada de trabalho, acesso a serviços públicos de saúde, atitudes de profissionais de saúde perante situação de mobilidade do caminhoneiro e que fatores contextuais contribuem para a maior vulnerabilidade dessa população.
Materiais e Métodos:
Na pesquisa foi utilizada a metodologia de “Análise Rápida e Pronta Resposta” (RARE – Rapid Assessment, Response and Evaluation). Essa metodologia possibilita a coleta e análise de dados que poderão ser utilizados tanto para planejar como para desenvolver políticas e intervenções em saúde, assim como permite a melhora de serviços preexistentes. Modelo de pesquisa simplificado (se comparado ao modelo tradicional) para identificar os diferentes níveis de comportamentos vulneráveis de uma determinada população, em um determinado espaço social, cultural e geográfico. Por ser uma metodologia extremamente eficaz e que permite a coleta de dados relevantes em um curto espaço de tempo, é adequada para situações nas quais a falta de recursos e/ou de tempo suficiente impedem a utilização de métodos de pesquisa mais convencionais.
Resultados - Parciais ou Finais:
Os caminhoneiros referem-se à abrangência do serviço de radioamador, sendo tal mídia a preferencial durante o trabalho na estrada, em detrimento de materiais escritos. Nesse sentido, recomendamos o incentivo à formação de radioamadores e radialistas para informações sobre drogas, sexualidade e divulgação de serviços de saúde disponíveis para essa população. Foi identificado um grande desconhecimento dos profissionais de saúde acerca das necessidades específicas de populações móveis, necessitando capacitação. São necessárias intervenções contínuas voltadas para a prevenção do HIV/aids e demais IST, já que ações esporádicas e desarticuladas não conseguem diminuir a vulnerabilidade da categoria. É necessário estender e intensificar as intervenções direcionadas aos profissionais do sexo, principalmente aos que trabalham ao longo das rodovias e não costumam ter acesso a intervenções visando à prevenção do HIV/aids e demais IST. Ainda predominam os conceitos de “grupos de risco” e referências à epidemia de aids que estão desatualizadas e fundamentadas em crenças. As campanhas para tal população precisam contemplar essa lacuna e retomar aspectos básicos da epidemia. Caso o teste rápido venha a ser implantado, enfatiza-se a importância do aconselhamento pré e pós-teste e do sigilo ético, nos moldes já praticados em CTA de todo o país.
Palavras-Chave:
Caminhoneiros. Acesso a serviços de saúde. Anfetaminas.
Divulgação e/ou Publicações:
KOLLER, E.M.P. Rotas do HIV/Aids: resultados de um estudo qualitativo com caminhoneiros de Itajaí­SC. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DST, CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO EM DST E AIDS, CONGRESSO BRASILEIRO DE AIDS, 5./5./1., 2004, Recife. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. v.1.

KOLLER, E.M.P. et al. Routes of HIV/AIDS: Assessing the use of amphetamine like among truck drivers in Southern Brazil. In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON THE REDUCTION OF DRUG RELATED HARM, 15., 2004, Melbourne.

__. Routes of HIV/AIDS: results of a Rapid Assessment study among truck drivers in Itajai, Southern Brazil. In: INTERNATIONAL AIDS CONFERENCE, 15., 2004, Bangkok; MALTA, M. et al. A qualitative assessment of long distance truck drivers’ vulnerability to HIV/AIDS in Itajaí, Southern Brazil. Aids Care, 2005 (Submitted).

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
120/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Ezio Távora dos Santos Filho
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Grupo Pela Vidda – Rio de Janeiro.
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Fiocruz/RJ; Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro; Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro.
Introdução e Justificativa:
O projeto teve por objetivo traçar um diagnóstico das dificuldades que os setores de emergência dos hospitais da Rede Pública de Saúde no Município apresentavam para dar atendimento e encaminhamento adequados às pessoas com sintomas relativos à infecção pelo HIV, bem como verificar os obstáculos enfrentados pelas pessoas que se identificavam como doentes de aids para receber tratamento de emergência. Pretendia-se subsidiar estratégias adequadas a serem implantadas nesses setores para um melhor atendimento, visando futuras intervenções. O projeto foi inspirado nas queixas dos clientes e voluntários do Projeto Rio Buddy ao levarem seus clientes (pessoas vivendo com aids) com intercorrências. A pesquisa foi feita em nove emergências de hospitais municipais, estaduais e federais na cidade do Rio de Janeiro.
Objetivos:
Realizar uma análise qualitativa do atendimento às pessoas vivendo com HIV e aids nos setores de emergência dos hospitais do SUS no Município do Rio de Janeiro, visando subsidiar a elaboração de novas propostas de estratégias e futuras intervenções, tais como aperfeiçoamento dos procedimentos e a atualização de profissionais de saúde relativamente ao atendimento dessa população específica.
Materiais e Métodos:
O estudo foi baseado nos princípios da Pesquisa Estratégica proposta por Bulmer, que, segundo Minayo (1992), se volta para problemas da realidade e, ainda que não vise necessariamente soluções práticas, lança luz sobre seus aspectos para que se tenha um melhor conhecimento e que se possam avaliar políticas. A análise, de caráter qualitativo,focalizou a realidade do atendimento da emergência hospitalar, procurando caracterizar como ocorre o seu processo, identificar seus limites de atuação e configurar as dificuldades e as possibilidades para um atendimento adequado. Com base no princípio de amostra de pesquisa qualitativa e em critérios de distribuição geográfica, tais como perfil das unidades de saúde (atendimento a clientelas distintas e oferta de diferentes serviços), e administração (federal, estadual ou municipal, com serviços terceirizados ou não), foram selecionadas nove unidades de saúde com emergências para a aplicação, por seis diferentes pesquisadores, de entrevistas semi-estruturadas, por meio de roteiro, e observação de dois plantões de emergência de cada unidade, com consulta a prontuários e outros documentos administrativos. Foram entrevistados gestores e/ou administradores, plantonistas, responsáveis de setor e pacientes em todas as unidades.
Resultados - Parciais ou Finais:
As informações fornecidas pelos entrevistados, bem como as observações dos pesquisadores geraram dados em três eixos temáticos: “Destacando aspectos do cenário da emergência”; “Mantendo distância dos portadores de HIV/aids”; “Buscando uma saída para a abordagem de HIV/aids na emergência”. Os dados apontam que as emergências não estão necessariamente estruturadas para atender ao grau de complexidade a que se propõe trazer uma resolutividade. Além disso, foi observada falta de profissionais em quase todas as unidades, servidores que não cumprem integralmente sua carga horária alegando insatisfação, condições de trabalho e nível salarial. Em todas as unidades foram verificadas práticas que promovem a subnotificação, principalmente pelo não reconhecimento, em muitos casos feito de forma deliberada, da sorologia ou da indicação pelo quadro clínico apresentado pelo paciente. Mais de 80% dos profissionais de saúde entrevistados disseram já ter passado por pelo menos um treinamento sobre HIV/aids. A maioria dos profissionais de saúde alegou conhecer os sintomas das doenças correlatas, mas muitos consideram não ser a emergência o espaço adequado para atendimento dessa população. Indica-se contínuo treinamento e sensibilização dos profissionais para o tema.
Palavras-Chave:
HIV/aids. Projeto Rio Buddy. Emergências. Atendimento em HIV/aids. Assistência. SUS.
Divulgação e/ou Publicações:
Elaboração de estratégias de monitoramento dos serviços públicos de saúde por voluntários dos Projetos Buddy (acompanhamento domiciliar gratuito, de base voluntária), particularmente dentro da Rede Buddy Brasil, pelo Grupo Pela Vidda/RJ e pelo Grupo Arco-Íris de Conscientização Homossexual.

SANTOS FILHO, E.T. Apresentação de dados preliminares dos resultados da pesquisa durante discussão em mesa redonda sobre assistência comunitária. In: LA CONFÉRENCE INTERNATIONALE SUR LA PRISE EN CHARGE EXTRAHOSPITALIÈRE ET COMMUNAUTAIRE DES PERSONNES VIVANT AVEC LE VIH/SIDA, 4., 1999, Paris; SANTOS FILHO, E.T. et al. A qualitative study on care for PWAs in emergencies revealing demand for a new epidemiological surveillance strategy in Brazil. In: INTERNATIONAL AIDS CONFERENCE, 13., 2001, Durban (RSA). Proceedings... Durban: International AIDS Society, 2001. v.1, p.423. Abstract TuPeC3445.

__. Um estudo qualitativo sobre o atendimento aos pacientes com aids nas emergências dos hospitais da rede do SUS na Cidade do Rio de Janeiro suscitando uma nova estratégia de vigilância epidemiológica no Brasil. In: FÓRUM 2000 - FÓRUM E CONFERÊNCIA DE COOPERAÇÃO TÉCNICA HORIZONTAL DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE EM HIV/AIDS E DST, 1./2., 2000, Rio de Janeiro. Proceedings... Brasília: Ministério da Saúde, 2000. v.1, p.40.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
279/2003
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Ligia Regina Sansigolo Kerr Pontes
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
CETREDE – Centro de Treinamento e Desenvolvimento.
Período de Vigência:
2004 - 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Department of International Health; Tulane University School of Public Health and Tropical Medicine.
Introdução e Justificativa:
Trata-se de um estudo de caso de controle entre mulheres soronegativas, soropositivas para o HIV e mulheres vivendo com aids, realizado em Fortaleza-CE no Hospital São José de Doenças Infecciosas. Considerando-se que as mulheres com HIV têm uma contaminação mais recente que aquelas com aids, os resultados abaixo mostram que a proporção de mulheres laqueadas entre as soropositivas decresceu, em relação àquelas que já apresentavam aids, possivelmente pela diminuição da probabilidade de transmissão vertical. Poder-se-ia sugerir que outros fatores mais complexos parecem ser hoje mais importantes na determinação da infecção, pois escolaridade e estar empregada não se mostraram significativos e ter parceiro fixo não impede a mulher de se tornar soropositiva.
Objetivos:
Conhecer os fatores de risco associados à aids e à infecção pelo HIV em mulheres de Fortaleza-CE.
Materiais e Métodos:
Foi realizado um estudo de caso de controle onde uma mulher foi definida como caso de aids se atendida pelo HSJ – Hospital São José, de acordo com as definições do Ministério da Saúde, e um caso de HIV positivo, que foi definido como sorologia positiva para HIV sem sintomatologia. Um controle foi definido com uma mulher que procurou o HSJ como acompanhante de um paciente sem diagnóstico de aids ou com queixas não relacionadas à aids, com sorologia negativa para HIV. Foram aplicados questionários estruturados contendo perguntas sobre aspectos socioeconômicos, comportamento sexual, uso de drogas, conhecimento sobre aids, etc. Como resultado preliminar, foi realizada uma análise bivariada para avaliar as variações significativas entre casos de aids versus controle e casos de HIV positivo versus controle.
Resultados - Parciais ou Finais:
Foram entrevistadas 290 mulheres com aids, 82 com HIV positivo sem sintomatologia e 210 controles. Um percentual bem mais elevado de mulheres com aids (39% x 30%; p=0,046) referiu ser laqueada em comparação com as que faziam con-troles. Para aquelas vivendo com HIV positivo, este indicador não deu significância (30% x 38%; p=0,203). Comparando-se os casos de aids aos controles, uma proporção significativamente maior de mulheres não estava trabalhando (22% x 37%; p
Palavras-Chave:
Aids. HIV. Mulheres. Caso controle.
Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Abr/2002
Número do Projeto:
204/2004
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Janeth de Oliveira Silva Naves
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico na Área de Saúde.
Homepage:
Período de Vigência:
2005 - 2006
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
UnB – Pós-graduação em Ciências da Saúde; Gerência de DST/Aids da Secretaria de Estado de Saúde do DF; Conselho Federal de Farmácia.
Introdução e Justificativa:
As DST constituem um grave problema de saúde pública e, segundo estimativas da OMS, muitos portadores não buscam tratamento em serviços de saúde. Os farmacêuticos são numerosos e se constituem nos profissionais de saúde mais acessíveis para o público em geral. Em todo o mundo, a farmácia comunitária é um importante local de busca por atendimento primário em saúde, inclusive para problemas complexos de saúde, como as DST. Portanto, esses estabelecimentos devem ser considerados como importantes locais de intervenção para o estabelecimento de parcerias que objetivam o controle e a prevenção de doenças.
Objetivos:
Conhecer as motivações que levam os usuários de medicamentos a buscar as drogarias, em primeiro lugar, e não os serviços de saúde, para solucionar problemas de saúde como as DST; Descrever e discutir as práticas dos trabalhadores de farmácias diante de um possível portador de DST; Conhecer as características dos trabalhadores das farmácias, sua forma de remuneração e os treinamentos mais freqüentes que recebem; Avaliar o grau de conhecimento dos balconistas com relação à DST e anti-bioticoterapia em drogarias da rede privada. Implementar medidas educativas em DST/aids para balconistas das drogarias em estudo e avaliar a efetividade dessa intervenção; Promover a melhoria da qualidade do atendimento das farmácias em relação às demandas de DST em Brasília e Taguatinga.
Materiais e Métodos:
Estudo de intervenção em amostra aleatória sistemática de 70 farmácias de Brasília e Taguatinga, distribuídas em grupo de intervenção e controle. Utilizou-se o método do cliente simulado, no qual 20 estudantes de farmácia da UnB e UCB, simulando sintomas de DST, visitaram as farmácias para identificar e descrever as práticas dos trabalhadores das farmácias, antes e depois de uma intervenção educativa. Cada farmácia foi visitada por três pesquisadores diferentes. Realizar a aplicação de questionário aos balconistas e farmacêuticos para conhecer as suas características e avaliar o grau de conhecimento dos trabalhadores das farmácias sobre DST; identificar os treinamentos mais freqüentes que recebem e a composição dos seus salários. Foi elaborado material educativo, em parceria com o Conselho Federal de Farmácia e a realização de intervenção educativa sobre DST, em parceria com a Gerência de DST/Aids da SES-DF, para os trabalhado-res das farmácias do grupo de estudo. A intervenção educativa compreendeu um ciclo de palestras, abordando os conhecimentos importantes em aconselhamento, transmissão, epidemiologia e prevenção das DST; antibioticoterapia e resistência bacteriana; legislação vigente e responsabilidade social do farmacêutico e do balconista; estrutura da SES com relação ao atendimento de DST. Foram elaborados e distribuídos às farmácias materiais didáticos informativos, para divulgação de conhecimentos e orientações importantes em DST. Para auxiliar no desenho inicial da pesquisa, foram realizados três Grupos Focais com pacientes do Hospital Dia, da Asa Sul, para verificar a prática de auto-medicação e tratamento de DST em farmácias da rede privada.
Resultados - Parciais ou Finais:
Os Grupos Focais revelaram que a busca de tratamento para DST nas farmácias é freqüente, bem como a indicação de medicamentos pelos trabalhadores das farmácias. O principal motivo apontado para essa busca é a insatisfação com a qualidade dos serviços de saúde, a demora, a baixa resolutividade e a baixa qualidade do atendimento médico no SUS, classificado como superficial e desumano. As comissões sobre as vendas representam uma proporção significativa dos salários, e é freqüente a prática de treinamentos oferecidos pela indústria farmacêutica a esses trabalhadores. No grupo de intervenção, 74,1% das visitas de cliente simulado resultaram em indicação de medicamentos antes e 73,1% depois da intervenção. No grupo controle, foram 70,2% antes e 75,3% depois. No total da amostra, 79,6% dos atendimentos feitos por balconistas resultaram em indicação de medicamentos, ao passo que 36,4% dos atendimentos feitos por farmacêuticos também resultaram em indicação. A freqüência de recomendação para o tratamento de parceiros sexuais apareceu em 4,7% dos atendimentos. Foi recomendado o uso de preservativos em 9,4% das visitas. O encaminhamento para o médico ocorreu em 32,1% dos atendimentos. Os farmacêuticos recomendaram a procura de um serviço de saúde cerca de 6 vezes mais do que os balconistas.
Palavras-Chave:
Orientação farmacêutica. Doenças sexualmente transmissíveis. Prevenção. Farmácia. Farmacêutico.
Divulgação e/ou Publicações:
NAVES, J.O.S. Guides to help community pharmacists in HIV/AIDS counseling. In: WORLD CONGRESS OF PHARMACIST AND PHARMACEUTICAL SCIENCES. CONGRESS OF FIP, 65., 2005, Cairo.

__. Orientação farmacêutica para DST nas farmácias do DF: um estudo de intervenção. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE PAULISTA DE SAÚDE PÚBLICA, 2005, Santos.

__. Orientação farmacêutica para DST: uma proposta de sistematização. Revista Ciência e Saúde Coletiva – Abrasco. Artigo aprovado em 2005, com a data de publicação/volume a serem confirmados.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
397/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Neide de Souza Praça
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem.
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Continua crescente o número de casos de transmissão do HIV em mulheres que, na maioria, encontram-se na fase reprodutiva do ciclo vital. Entrevistando 384 puérperas internadas em duas maternidades filantrópicas do município de São Paulo, a pesquisa apresenta a percepção dessas mulheres em relação ao risco de infecção pelo HIV. O estudo confirma a relevância dos fatores culturais para a progressão da epidemia, indicando que as mulheres pouco conhecem do comportamento extra lar de seus companheiros, sendo reduzido o número das entrevistadas que se consideram, e a seus companheiros, como passíveis de infecção pelo HIV. Vale acrescentar que embora informadas acerca da aids, esse fato não as leva a adotar medidas efetivas de proteção.
Objetivos:
Verificar a percepção de risco de infecção pelo HIV de puérperas internadas em duas maternidades do município de São Paulo; Identificar o conhecimento sobre aids de puérperas internadas em duas maternidades filantrópicas do município de São Paulo; Identificar o risco de puérperas em contrair HIV/aids por via sexual; Identificar pontos críticos que subsidiem o planejamento de programas de educação para a saúde.
Materiais e Métodos:
Estudo descritivo, exploratório, de corte transversal, cujo tamanho da amostra foi definido, estatisticamente, em 384 puérperas, internadas em duas maternidades filantrópicas do município de São Paulo (Hospital Santa Marcelina e Amparo Maternal), as quais atenderam aos seguintes critérios de inclusão: puérperas internadas após 12 horas de pós-parto, independente do tipo de parto, que não apresentavam doenças crônicas ou sorologia positiva para o HIV, que tiveram recém-nascido vivo, que estavam sendo atendidas pelo convênio SUS e que concordaram em participar do estudo. Foi dada atenção aos aspectos éticos, tendo o projeto sido aprovado por Comissão de Ética em Pesquisa, e todas as entrevistadas assinaram o “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para Pesquisa Científica”. Foi realizado um estudo piloto com 10 puérperas internadas no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo. A coleta de dados foi realizada de janeiro a março de 2000, simultaneamente nos dois campos, empregando um formulário para o levantamento de dados sociodemográficos, práticas de saúde, conhecimentos sobre aids, comportamentos e percepção de risco para o HIV. Os achados foram analisados estatisticamente.
Resultados - Parciais ou Finais:
O estudo possibilitou confirmar a relevância dos fatores culturais envolvidos na progressão da transmissão do HIV em mulheres. A informação sobre aids está presente, mas não é suficiente para a adoção de medidas preventivas. Foi encontrada associação estatística significativa entre percepção de risco de infecção pelo HIV e mulheres mais jovens, mulheres que acreditam que o homem e a mulher, mesmo casados, têm comportamentos de lazer semelhante aos solteiros, mulheres que acreditam que o companheiro pode ter aids no futuro, mulheres que não vivem em união estável e mulheres que já tiveram Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST. A análise multivariada identificou que a mulher que se percebe com risco é aquela que não está em união conjugal, que apresentou DST em algum momento de sua vida e que acredita que o homem casado, fora de casa, diverte-se da mesma maneira que o homem solteiro. O estudo possibilitou, também, identificar o comportamento da clientela para a prevenção e a manutenção de sua saúde. Os resultados mostraram discreta influência das campanhas de orientação sobre a percepção de risco da mulher, bem como a necessidade de intensificação de atividades que promovem o envolvimento do casal e do adolescente na prevenção de infecção pelo vírus da aids.
Palavras-Chave:
Saúde da mulher. Aids. Síndrome da imunodeficiência adquirida. Puerpério. HIV.
Divulgação e/ou Publicações:
PRAÇA, N.S.; LATORRE, M.R.D.O. Percepção de puérperas para o risco de infecção pelo HIV. In: CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE INFECÇÃO PELO HIV EM MULHERES E CRIANÇAS, 4., 2002, Rio de Janeiro. Proceedings... Rio de Janeiro: Informed Eventos, 2002. p.39.

__. Saúde sexual e reprodutiva com enfoque na transmissão do HIV: práticas de puérperas atendidas em maternidades filantrópicas do município de São Paulo. Revista Brasileira de Saúde Materno-Infantil, v.3, n.1, p.61-74, 2003.

PRAÇA, N.S.; LATORRE, M.R.D.O.; HEARST, N. Factors associated with risk perception among hospital postpartum women. Revista de Saúde Pública [on-line], Oct. 2003, v.37, n.5, p. 543-551. Disponível em: http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102003.... Acesso em 24 out. 2003.

__. Fatores associados à percepção de risco de infecção pelo HIV por puérperas internadas. Revista de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.37, n.5, p.543-551, 2003.

PRAÇA, N.S.; LIMA, V.L.L. Conhecimento e ações de puérperas na prevenção do câncer cérvico-uterino. Revista Paulista de Enfermagem, São Paulo, v.22, n.2, p.149-157, 2003.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
394/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Evely Marlene Pereira Koller
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
UNIVALI – Fundação Universidade do Vale do Itajaí.
Período de Vigência:
1996 - 1996
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
PN DST/AIDS.
Introdução e Justificativa:
O presente trabalho teve por objetivo avaliar o conhecimento da transmissão, prevenção, comportamento sexual e hábitos de vida, bem como identificar o índice de prevalência de soropositivo para teste de ELISA/Imunofluorescência, na população carcerária do presídio de Itajaí­/SC. A amostra foi constituída por 176 detentos, sendo o teste ELISA/VDRL realizado em 100% dessa população. Foi aplicado um questionário a 146 presidiários, perfazendo 82,9% dos reclusos em estudo. Grande parte dos detentos possui conhecimento a respeito da transmissão do HIV. A maioria já utilizou bebidas alcoólicas e um número expressivo já consumiu drogas inaladas ou injetáveis. Uma grande parcela dessa população não utiliza preservativo, alegando que o mesmo diminui o prazer do ato sexual. Observou-se a prevalência de 7% de positividade ao teste de VDRL e 19,9% em relação ao teste ELISA.
Objetivos:
Este trabalho teve por objetivos avaliar o conhecimento sobre a transmissão, prevenção, comportamento sexual, uso de drogas injetáveis e também identificar o índice de prevalência de soro positivo para VDRL e teste ELISA/Imunofluorescência, da população carcerária do Presídio de Itajaí­/SC.
Materiais e Métodos:
Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, de corte transversal, utilizando-se análise quantitativa, a qual inclui a aplicação de uma entrevista e a coleta de sangue para análise. Os testes ELISA e VDRL foram realizados em todos os internos no período de maio a junho de 1996, perfazendo um total de 176 exames. O teste de Imonufluorescência foi realizado nos casos de positividade do ELISA. Para traçar o perfil dos presidiários, a amostra constituiu-se de 146 detentos. A coleta de dados de identificação e conhecimento sobre alguns aspectos das DST/aids foi realizada simultaneamente com o exame de sangue no período de maio a julho de 1996. Todos os aspectos éticos quanto à realização do estudo foram observados. A comunicação dos resultados do exame aos detentos realizou-se em julho de 1996 e os resultados de Imunofluorescência para ELISA positivo, após 45 dias da data de entrega deste último. Os dados foram lançados no software EPIINFO 5.0 e analisados após confecção das tabelas simples com freqüência absoluta e relativa.
Resultados - Parciais ou Finais:
Os resultados evidenciaram aspectos que permitiram algumas conclusões pertinentes à pergunta de pesquisa. Os dados de identificação demonstraram que 92.0% dos detentos eram do sexo masculino; com uma faixa etária de 20 a 39 anos (59,0%), sendo a maioria procedente do Estado de Santa Catarina (68,5%), residindo 15 anos ou mais no município de Itajaí (45,2%). Um número significativo dos detentos referiu possuir somente o primeiro grau (75,0%), muitos tendo abandonado a escola para trabalhar (48,6%), ou por vontade própria (28,1%). Os dados apontaram que 53,1% dos detentos consumiam bebidas alcoólicas diariamente; 63,0% utilizavam maconha regularmente e 23% referiram usar drogas injetáveis, sendo que destes, 57,6% compartilhavam seringas com seus companheiros (antes da detenção). Observou-se, ainda, que 44,5% dos detentos praticavam relações sexuais com múltiplos parceiros e a não utilização de preservativos era de 34,2%. Ao ser questionada a opinião sobre o uso do preservativo durante a relação sexual, 54,1% afirmaram que o mesmo diminui o prazer e 43,8% referiram utilizá­lo para evitar a contaminação do HIV. Quanto aos exames laboratoriais realizados neste estudo, observou-se uma prevalência de 7% reagentes ao teste de VDRL. O teste ELISA teve como resultado reagente 23,9% e a Imunofluorescência confirmou 19,9% de resultados reagentes.
Palavras-Chave:
Presídio. Aids. Prevenção.
Divulgação e/ou Publicações:
KOLLER, E.M.P. et al. Perfil da População Carcerária de Itajaí/­SC. Revista Alcance, Itajaí­/SC, p.19-24, 1998.

__. Perfil da População Carcerária de Itajaí/­SC e prevalência para a sífilis/HIV. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DAS DST/AIDS, 1997, Brasília. Proceedings... Brasília: Ministério da Saúde, 1997. p.71.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
061/2000
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Kátia Maria Guimarães de Andrade
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade de Brasília, Núcleo de Estudos em Saúde Pública – Nesp.
Período de Vigência:
2000 - 2002
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Fundação Hemocentro de Brasília; Laboratório de Retrovirologia da Universidade Federal de São Paulo; Núcleo de Estudos da Prostituição – NEP-RS; Grupo Dignidade (Curitiba-PR); Universidade do Vale do Itajaí (Itajaí­-SC); Mulher e Saúde - Musa, Belo Horizonte-MG; Fórum de ONG do Estado do Rio de Janeiro; Associação de Prevenção à Aids - Para, São Luiz-MA; Associação de Prevenção à Aids - Amazonas , João Pessoa-PB; Associação Sergipana de Prostitutas - ASP, Aracajú­-SE; Coordenações Estaduais e/ou Municipais de DST/AIDS das Unidades da Federação - UF, e Municípios dos sítios investigados; Centros de Testagem e Aconselhamento das UF e Municípios investigados.
Introdução e Justificativa:
Este estudo teve como objetivo dimensionar e qualificar as ações de informação, educação e comunicação em saúde, implementado por organismos governamentais e organizações não governamentais – ONG, junto à população de mulheres profissionais do sexo, voltadas para a redução da infecção pelo HIV e outras DST. A pesquisa buscou analisar as estruturas e os processos das intervenções, investigar as situações de vulnerabilidade das mulheres profissionais do sexo e a repercussão, entre elas, dessas ações, em termos de percepção de risco, mudança de atitudes, individuais e coletivas, e efetividade na adoção da prática de sexo seguro.
Objetivos:
Dimensionar e qualificar o resultado das ações de informação, educação e comunicação em saúde, implementadas por organismos governamentais e ONG, em termos da redução da incidência da infecção pelo HIV e outras DST, da adoção de práticas sexuais e/ou de uso de drogas de forma segura e de empoderamento, direcionados a profissionais do sexo, mediante a comparação de grupo submetidos e não submetidos à intervenção; Descrever e analisar a estrutura e o processo de intervenção educativa implementada pelos projetos de prevenção das DST e aids voltados às profissionais do sexo, em suas estratégias, métodos, modalidade e veículos; Conhecer e analisar as situações de vulnerabilidade das profissionais do sexo, inseridas e não inseridas em projetos específicos de intervenção educativa, com relação à infecção pelo HIV e outras DST; Conhecer a repercussão dos projetos de intervenção na população-alvo, em termos de percepção de risco, mudança de atitudes individuais e coletivas, além do grau de empoderamento, em grupos com e sem intervenção educativa; Estabelecer uma linha de base para estudo seqüencial de impacto mediante a execução de inquéritos seriados com o oferecimento de vários exames, de modo a permitir a comparação da prevalência de HIV, sífilis, vírus das hepatites B e C e incidência do HIV, em grupos expostos e não expostos à intervenção educativa.
Materiais e Métodos:
A pesquisa utilizou métodos quantitativos e qualitativos. Como instrumento para a abordagem quantitativa, foi utilizado um inquérito sorológico para HIV, sífilis e hepatites B e C, associado a um questionário CAP – conhecimentos, atitudes e práticas. Para a abordagem qualitativa, foram empregadas as técnicas de grupo focal e entrevistas individuais em profundidade. Os sujeitos do estudo eram compostos de mulheres profissionais do sexo com mais de 18 anos, há pelo menos seis meses trabalhando no comércio sexual. No grupo de intervenção, foram incluídas as profissionais do sexo que recebiam ações de intervenções dos projetos selecionados, pelo menos há seis meses. O grupo de comparação foi formado por profissionais do sexo que nunca receberam intervenção similar. Todas as mulheres, para serem incluídas na pesquisa, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A amostra para realização da investigação sobre conhecimento, atitudes e práticas foi composta por 167 mulheres, por projeto, do grupo que sofre intervenção; 167 mulheres, por projeto, para o grupo de comparação. No caso específico do Rio de Janeiro, foram 250 mulheres, profissionais do sexo, que não receberam intervenção, para estabelecimento de linha de base. Foram realizados seis grupos focais por sítio, mantendo a média de dez participantes por grupo. Foram realizadas seis entrevistas individuais em profundidade por sítio.
Resultados - Parciais ou Finais:
A idade média das profissionais do sexo é de 20 a 29 anos, representando 47% dessa população. Em segundo lugar, estão as mulheres entre 30 e 49 anos (41%). Cerca de 8% das mulheres têm entre 17 e 19 anos. Quanto à escolaridade: 67% das mulheres não completaram o 1º grau e 8% nunca estudaram. Renda média: 60% das profissionais ganham entre 1 e 4 salários mínimos; 7% ganham menos de 1 salário mínimo e 14% recebem 8 salários mínimos ou mais. A renda é menor no Nordeste: 17% ganham menos de 1 salário mínimo.Tempo de profissão: 57% estão na profissão há menos de 5 anos, 20% têm entre 5 e 9 anos de trabalho e 23% têm 10 anos ou mais na profissão. Freqüência de programas: 65% das mulheres fazem entre 1 e 10 programas semanais; 25% fazem de 11 a 30 programas por semana e 10% mais de 30 programas por semana. Sobre DST e aids, o uso do preservativo com o cliente (últimos 6 meses): no geral, 67% das mulheres fazem uso consistente do preservativo com seus clientes. Mas o consumo é maior entre as mulheres acessadas por projetos de prevenção (74%) do que entre as mulheres que não recebem informações diretamente (60%). Uso do preservativo com o companheiro (últimos 6 meses): 20% das mulheres usam preservativos com seus parceiros. A freqüência de uso do preservativo, nesse caso, é a mesma das mulheres de uma forma geral, segundo pesquisa sobre o Comportamento Sexual do Brasileiro, realizada em 1999. Mais uma vez, a prevenção é maior entre as mulheres acessadas por projetos: 24% contra 16% das mulheres que não têm acesso direto às intervenções. Teste do HIV: 43% das profissionais fizeram o diagnóstico do HIV. A média de diagnóstico da população brasileira é cerca de 20%. O número de testes sobe para 50% entre as prostitutas que participam das intervenções e cai para 37% entre as que não participam. Consultas de rotina em unidades de saúde: 40% das profissionais fazem exame ginecológico preventivo. Média que sobe para 46% entre as que participam de projetos, contra 35% das mulheres não acessadas. Sorologia para o HIV: A prevalência do HIV entre as profissionais do sexo foi de 6%. Estudo realizado em São Paulo, em 1996, mostrou um índice três vezes maior: 18%. A prevalência do HIV entre profissionais do sexo é menor que o encontrado, por exemplo, entre presidiárias de Minas Gerais, em 1998 (15%). Também é menor que entre homossexuais (11%, em São Paulo, em 1997). A taxa de prevalência entre pro-fissionais do sexo no Brasil é menor do que no Canadá (15%), China (10%) e Tailândia (19%) e está acima da Índia (5%) e Argentina (4%). A prevalência do HIV na população brasileira é de 0,65% e, entre mulheres, 0,48%.
Palavras-Chave:
Avaliação. Efetividade. Educação em saúde. Prevenção. Profissionais do sexo. Prevalência. Incidência.
Divulgação e/ou Publicações:
BRASIL. Ministério da Saúde, Secretaria Executiva, Coordenação Nacional de DST/AIDS. Avaliação da efetividade das ações de prevenção dirigidas às profissionais do sexo, em três regiões brasileiras. Brasília: Ministério da Saúde, 2003.

GUIMARÃES, K. Apresentando dados parciais da Pesquisa de Avaliação da Efetividade das Ações de Prevenção em DST/HIV/Aids Dirigidas às Profissionais do Sexo, em Três Regiões Brasileiras. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DAS DST E AIDS, 4., 2001, Cuiabá.

__. Characterization of health education practices addressed to female Commercial Sex Workers – CSW, in Brazil. In: INTERNATIONAL AIDS CONFERENCE, 14., 2002, Barcelona. Proceedings... Barcelona: International AIDS Society, 2002. p.176.

__. Comercializando fantasias - A representação social da prostituição, dilemas da profissão e a construção da cidadania. Revista Estudos Feministas, 2006 (no prelo).

__. Nas casas, nas esquinas e nos bares da vida: um estudo sobre práticas educativas para a prevenção das DST/HIV/Aids, dirigidas às prostitutas e desenvolvidas por ONG de movimentos sociais. Tese (Doutorado) - Faculdade de Ciências da Saúde, Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília, 2005.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
590/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Waleska Teixeira Caiaffa
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Medicina, Departamento de Clínica Médica.
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Fiocruz; Fundação Hemominas; Nupad – Núcleo de Apoio Diagnóstico da UFMG; e os Projetos de Redução de Danos envolvidos nas pesquisas; PRD Florianópolis/SC: Cristiane Martins Rinaldi, Ioná Maria Cardoso, Emerson Silva dos Santos, Doraci Padilha, Rosemar Carmosina, Mário Henrique Cardoso; PRD Gravataí­/RS: Rosa Maria Bittencourt Mayer, Dílson Conceição Strossi, Tatiana Cristina da Silva Grever, Iara Maria da Silva, Daniel Josué Machado Lisboa; PRD Itajaí/­SC: Rosálie Kupka Knoll, Sílvio de Mello, Fabiana da Silva, Guiomar Carolina Barros Gomes, Roseli Izete Junkes, Sabrina Iara Tomaz, Walter Luiz Vargas Júnior; PRD Porto Alegre/RS: Mirtha Delia Sendic Sudbrack, Márcia Rejane Colombo, Patrícia Franciosi Ritter dos Reis, Alessandro Rodrigues Paixão, Paula Beatriz Güths, Rodrigo Santos Rosa, Deivez Edú Mello Dominguez, Vera Rodrigues, Ana Maria da Silva, Tânia Regina Oliveira Telles, Arlem Silva de Brás, Maria Luisa dos Santos, Maria Leda Brasil Lopes; PRD Salvador/BA: Tarcísio Matos de Andrade, Jacy Amaral Freire de Andrade, Rosentina Z. Coelho, Jucélia Maria Moreira; PRD São José do Rio Preto/SP: Elza Maria Alves Ferreira, Cleusa Martins, Marinésia Decândio, Ivani Lucy Dias, Maria Urço, Afonso Carlos Guimarães, Karina Casseb.
Introdução e Justificativa:
A pesquisa teve por objetivo avaliar a efetividade das intervenções de redução de danos no controle e/ou prevenção da infecção pelo HIV/aids e outros patógenos veiculados pelo sangue e estabelecer a situação de base dos usuários de drogas injetáveis participantes de quatro PRDs apoiados pelo PN-DST/AIDS. O conjunto das informações epidemiológicas e comportamentais, coletadas durante os quatro anos de estudo, possibilitou a criação de um modelo de avaliação das intervenções dos PRDs.
Objetivos:
Avaliar a efetividade das estratégias de redução de danos e estabelecer a situação de base dos UDIs participantes dos PRDs apoiados pelo PN-DST/AIDS; Estimar o número dos UDI (recém-acessados ou já clientes) por meio da técnica de captura recaptura e caracterizá­lo quanto: ao perfil sociodemográfico; aos padrões de comportamento quanto ao uso de drogas; à freqüência e uso dos serviços do PRD e de outros serviços médico ambulatoriais; aos padrões de comportamento sexual; Caracterizar as ações de redução de danos dos PRD; Estimar a incidência da infecção pelo HIV, hepatite C, HTLV-I e II, sífilis e hepatite B; Desenvolver, preliminarmente, um estudo sobre a circulação de seringas distribuídas; Realizar estudo de monitoramento das seringas.
Materiais e Métodos:
Foram utilizadas duas metodologias: uma quantitativa e outra qualitativa, nas seis cidades eleitas para esta pesquisa, a saber: Porto Alegre/RS, Gravataí­/RS, Florianópolis/SC, Itajaí­/SC, Salvador/BA e São José do Rio Preto/SP. O estudo quantitativo constou de um inquérito soro-epidemiológico com entrevistas (na qual foi utilizado instrumento simplificado e revisado desenvolvido pelo Projeto Ajude I) e coleta de sangue em polpa digital, utilizando-se papel de filtro, além de estudo que empregou a técnica de captura recaptura para a estimação do número de clientes de um PRD. Utilizou-se tam-bém instrumento de avaliação das atividades dos PRDs e uma metodologia específica para o controle de entrada e saída das seringas marcadas. O estudo qualitativo constou de entrevistas semi-estruturadas gravadas e transcritas para avaliar os conteúdos simbólicos expressos nos depoimentos. O estudo comparou tais modelos explicativos construídos por usuários sob a ação dos agentes dos PRDs e aqueles de usuários recém-acessados. Os UDIs convidados foram identificados de forma sigilosa e confidencial e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido, de acordo com a Resolução nº 196/96, do Ministério da Saúde.
Resultados - Parciais ou Finais:
Foram realizadas 459 entrevistas de maio a agosto de 2000, na 1ª fase, e 409, na 2ª fase, de setembro de 2000 a fevereiro de 2001, totalizando 868 entrevistados para o estudo do perfil epidemiológico. Também na 2ª fase, em três PRDs (Porto Alegre, São José do Rio Preto e Salvador), foram realizadas mais 177 entrevistas para o estudo de estimação do número de UDIs (Estudo de Captura e Recaptura), totalizando 1.046 entrevistas. Resultados preliminares indicaram que 83% dos entrevistados mantiveram relações sexuais com o sexo oposto, dos quais 72,9% (n=273) mantiveram parcerias regulares nos últimos seis meses. Porém, desses, apenas 42,7% declararam ter usado preservativos na maioria ou em todas as vezes com seus parceiros regulares, ao passo que 57,2% usaram menos da metade das vezes ou nenhuma vez. Dos 57,4% que tiveram parcerias eventuais (n=211), apenas 64,7% usaram preservativos na maioria das vezes ou em todas as vezes, contra 35,2% que declararam não ter usado nenhuma vez ou menos da metade das vezes. Dos 33 entrevistados que tiveram relações homossexuais nos últimos seis meses, 36% mantiveram parceria regular (12); desses, 45,5 utilizaram preservativo na maioria das vezes ou em todas as vezes, ao passo que 54,5 não utilizaram nenhuma vez ou menos da metade das vezes; 26 tiveram relações homossexuais com parceiros eventuais (78,7%) e desses 45,8 usaram o preservativo na maioria das vezes ou em todas as vezes, contra 54,2% que relataram não ter usado preservativo nenhuma vez ou menos da metade das vezes. Como resultado sorológico, foi constatado que 41,5% são HIV+, estando o maior número deles na Cidade de Porto Alegre, com 77,1% (190) de HIV+ e o menor índice em Salvador, com 6,3% (8). Os outros quatro municípios da pesquisa registraram os seguintes índices: São José do Rio Preto, 38% (30); Itajaí 40% (20); Florianópolis 31,7% (13) e Gravataí, 46,2% (18).
Palavras-Chave:
Usuários de drogas injetáveis. UDI. HIV. Hepatite C. Hepatite B. HTLV.
Divulgação e/ou Publicações:
CAIAFFA, W.T.; BASTOS, F.I. (Eds.). Suplemento de Redução de Danos, Cadernos de Saúde Pública, 2006. Apoio PN-DST/AIDS (em fase de preparação final).

CAIAFFA, W.T. et al. Estimation of the Number of Injeting Drug Users – IDUs, Attending an Outreach Syringe Exchange Program – SEP, and the Infection with Human Immunodeficiency Virus – HIV, and Hepatitis C Virus – HCV: The Ajude Brasil Project. Journal of Urban Health, Estados Unidos, v.80, n.1, p.106-114, 2003.

__. Practices Surrounding Syringe Acquisition And Disposal: Effects of Syringe Exchange Programs –SEP, from Different Brazilian Regions: The Ajude Brasil II Project. International Journal of Drug Policy, Grã­Bretanha, Londres, v.14, p.365-371, 2003.

__. The Dynamics of the Human Immunodeficiency Virus – HIV, Epidemics in South of Brazil: Increasing Role of Injecting Drug Users – IDU. Clinical Infectious Diseases, Estados Unidos, v.15, n.37, p.71-81, 2003.

CAIAFFA, W.T.; PROETTI, F.A. Ecological analyses and the evaluation of needle and syringe programmes. International Journal of Drug Policy, Grã­Bretanha, Londres, v.14, p.359-360, 2003.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
646/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
José da Rocha Carvalheiro, Mary Jane Paris Spink
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
CRT/AIDS – Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
Período de Vigência:
1994 - 2001
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde e UNAIDS.
Introdução e Justificativa:
Estudo epidemiológico e sociocomportamental da incidência de HIV em uma coorte aberta de homens que fazem sexo com homens. O estudo consistiu no acompanhamento de voluntários a cada seis meses, que eram submetidos à sorologia para hepatite B, HIV e sífilis e a um questionário sobre práticas, comportamento e identidade sexual. Nessas oportunidades, os voluntários passavam por sessões de aconselhamento para prevenção das DST e aids. Atividades paralelas ao estudo eram realizadas com o objetivo de oferecer informações sobre comportamento sexual, prevenção e outros temas de interesse da população-alvo.
Objetivos:
Conhecer o número de novos casos de infecção pelo HIV (incidência) em homens que fazem sexo com homens; Conhecer fatores de risco da população-alvo; Desenvolver estratégias de aconselhamento e prevenção diante da especificidade da população-alvo; Criar capacidade técnica para a implementação de ensaios clínicos vacinais.
Materiais e Métodos:
O estudo foi desenhado com metodologia de coorte aberta. O acompanhamento dos voluntários ocorreu a cada 6 meses, com aplicação de entrevista sociocomportamental, exame clínico direcionado para sinais e sintomas de DST e a realização de sorologia para HIV, sífilis e hepatites B e C. Os voluntários, ao completarem 3 anos de acompanhamento de rotina e de entrevistas, a sorologia e o exame clínico passavam a ser realizados anualmente. Os seguintes critérios de inclusão foram adotados: ser homem que pratica sexo com outros homens, ser maior de 18 anos, não infectado pelo HIV e não ter sido usuário de drogas injetáveis nos últimos 6 meses. Todos os voluntários assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido anterior à entrada no estudo. O trabalho de campo foi inicialmente desenvolvido no Instituto Clemente Ferreira, na Praça Roosevelt, região central da cidade, posteriormente transferido para as instalações do Programa Estadual de DST e Aids. Dispunha-se de duas salas para entrevistas e exame clínico, uma sala para coleta de sangue e administração de vacina para hepatite B, uma sala para os arquivos com os prontuários dos voluntários, uma sala de recepção e uma pequena sala de reuniões. Na parte de trás do prédio havia um jardim, que servia de local de espera ou palco de atividades em grupo. Algumas atividades paralelas aconteceram no auditório do CRT/AIDS. As atividades eram desenvolvidas de segunda a sexta, das 14 às 20 horas. Para a captação de novos voluntários, utilizaram-se estratégias como: divulgação do projeto no Coas Henfil; divulgação na imprensa; anúncios em jornais; distribuição de materiais (folhetos, vale-camisinhas, cartazes, etc.); intervenção face a face; e recrutamento por snowball.
Resultados - Parciais ou Finais:
A idade das pessoas acompanhadas variou de 18 a 76 anos, com média de 28 e mediana de 27 anos. Mais de dois terços tinham menos de 30 anos de idade. A escolaridade da população estudada mostra-se bastante elevada, com apenas 14,2% com menos de 2º grau completo e cerca de 45,8% dos voluntários referindo terem tido acesso à universidade. Quando analisada a distribuição da renda individual dos voluntários, observou-se que a renda média foi de 887,9 reais, variando de 20 a 13.000 reais. A renda média familiar foi de 863,9 (mediana 650,0). Quando perguntado aos voluntários qual a sua cor, a grande maioria auto-denominou-se branco (61,5%), pardos (30,0%), negros (7,3%) e amarelos ou asiáticos (0,7%), de acordo com a classificação étnica utilizada pelo IBGE. Em relação ao estado civil, a grande maioria dos voluntários é solteira (81%), apenas uma pequena porcentagem refere viver maritalmente, entre os quais 12% vivem com um homem e apenas 1% refere ser casado com mulheres. Quanto à coabitação, pouco mais da metade (52%) mora com os pais ou família, 9% moram com o parceiro, 21% com amigo e apenas 15% referiram morar sozinhos. No que se refere à utilização de serviços de saúde, mais da metade dos voluntários (53%) utiliza a rede pública, 23% referem possuir seguro saúde particular ou oferecido pelas empresas onde trabalham e somente 12% referiram utilizar serviços médicos privados. Sobre comportamento sexual dos voluntários do Projeto Bela Vista, baseado nos dados coletados na primeira entrevista sociocomportamental, a grande maioria referiu ter relações sexuais apenas com homens (79%) ou quase sempre com homens (15%). Uma pequena parcela da amostra (6%) refere relações sexuais igualmente com homens e mulheres. A idade da primeira experiência sexual, referida pelos voluntários, e não caracterizada, necessariamente, pela penetração, foi com 17 anos, variando de 3 a 44 anos (mediana 17 anos). Quando perguntado sobre a busca de parceiros, os locais mais utilizados pelos voluntários para este fim foram, entre outros, os bares e as boates. A grande maioria (78,0%) dos voluntários referiu ter parceiros fixos e ocasionais ao mesmo tempo, variando a freqüência. Uma pequena parte tem exclusivamente parceiros fixos (12,5%) e outra apenas ocasionais (9,5%). As práticas mais referidas foram receber e fazer sexo orogenital (80,7% e 70,1%, respectivamente), penetrar o ânus (75,9%) e ser masturbado ou masturbar parceiro (68,0 e 61%, respectivamente). As práticas mais realizadas com parceiros fixos e ocasionais são também as mesmas, porém, em diferente ordem de preferência. Do total de voluntários, 8% referiram ter tido relação sexual com parceiro portador de sinal ou sintoma sugestivo de DST, nos últimos seis meses, e cerca de um terço deles referiu não ter usado preservativo nessas relações.
Palavras-Chave:
Epidemiologia. Homossexualidade. Prevenção. HIV. Aids.
Divulgação e/ou Publicações:
BRASIL. Ministério da Saúde/SVS/PN-DST/AIDS. Bela Vista e Horizonte: Estudos Epidemiológicos e Comportamentais entre Homens que Fazem Sexo com Homens. Brasília: Ministério da Saúde, 2000. (série avaliação 5). Disponível em: http://www.aids.gov.br/avalia5/home.htm. Acesso em: 26 abr. 2006.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Set/2001
Número do Projeto:
710/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Inesita Soares de Araújo, Janine Miranda Cardoso
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
,
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Fundação Oswaldo Cruz, Centro de Informação Científica e Tecnológica – CICT, Departamento de Comunicação e Saúde
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Fiocruz, UFRJ e SMS RJ.
Introdução e Justificativa:
O modo como os indivíduos e os grupos sociais interpretam a doença e as situações de risco interferem de forma significativa na forma como se apropriam das soluções de prevenção e controle. Em conseqüência, interferem concretamente na efetividade das políticas e estratégias em curso. Considera-se, portanto, que soluções encontradas pela própria população, integrada à sua cultura e cotidiano, apresentam potencialmente melhores condições de aceitação e disseminação. Para uma aproximação a essa realidade, a pesquisa buscou combinar a ação de diagnóstico e avaliação com uma ação de estímulo e apoio a uma experiência local de planejamento de estratégias de proteção da epidemia de aids. Desenvolvida em parceria, conjugou-se um forte componente interinstitucional e interdisciplinar, ao articular diversas instâncias de produção e socialização de saberes e práticas.
Objetivos:
Contribuir para o aprimoramento das intervenções públicas que visam a mobilização de redes sociais para a prevenção e controle do HIV/aids, no contexto mais amplo de fortalecimento do SUS e das estratégias de promoção à saúde; Desenvolver uma metodologia de avaliação da comunicação em processos de intervenção social, compatível e capaz de ser incorporada na dinâmica dos serviços de saúde; Conhecer e tornar mais visível o modo como grupos específicos lidam com a epidemia da aids, como se apropriam e fazem circular a comunicação que é veiculada por instituições públicas e privadas; Capacitar profissionais de saúde nessa metodologia de avaliação, no curso da pesquisa; Analisar a incorporação das estratégias de comunicação e de mobilização social nos postos de saúde e nos módulos de saúde da família; Oferecer aos planejadores e gestores da saúde coletiva subsídios que permitam aprimorar suas estratégias de comunicação para o enfrentamento da aids e de outros agravos.
Materiais e Métodos:
O estudo foi fundamentado na Semiologia dos Discursos Sociais, valendo-se também da teoria das mediações culturais e de metodologias de mobilização social. Buscando uma análise comparativa, estabeleceram-se os seguintes passos metodológicos: o mapeamento das redes de produção de sentido; a mobilização social – formação dos grupos de produtores sociais, o apoio e acompanhamento das estratégias propostas pelos jovens; a conversão das estratégias em textos analisáveis; análise discursiva; discussão dos resultados preliminares; atividades de socialização dos resultados finais.
Resultados - Parciais ou Finais:
A força dos contextos influenciou decisivamente no desenvolvimento e nos resultados da pesquisa, impondo dinâmicas e resultados radicalmente diferentes em Curicica (efetiva mobilização – I Gincana de Adolescentes, atividades lúdicas e informativas – e produção de estratégias – vídeo Jovens em Ação) e em Lins de Vasconcelos, onde a cena social inviabilizou a efetivação das estratégias propostas pelos jovens (grafitagem, concurso de música, bingo). A análise discursiva constatou o predomínio das campanhas oficiais, mas também diferentes visões da doença e seus contextos de transmissão, fundadas em várias oposições sociais, econômicas, culturais. A pesquisa reforçou que, entre os adolescentes, as opiniões e escolhas se fazem, principalmente, no plano coletivo; a percepção de risco também é absolutamente contextual e nem sempre percebido como negativo. Identificou-se a ausência e o forte poder mobilizador das informações sobre a “Aids local”, que promovam interrelações com a vida das pessoas, não apenas com sua prática sexual. Evidenciou-se, sobretudo, a urgência de que as instituições abram espaço para as estratégias de comunicação que, mais do que oferecer informações padronizadas, favoreçam canais de expressão e permitam uma escuta atenta do que pensa, como vive e age a população, na prevenção epidemiológica e na saúde como um todo. O método favorece o fortalecimento dos víncu-los do serviço de saúde com a comunidade, mas exige flexibilidade e agilidade, difíceis no cotidiano dos serviços de saúde, fora de uma situação “extraordinária” como a da pesquisa.
Palavras-Chave:
Aids. Políticas públicas. Comunicação. Avaliação. Mobilização social.
Divulgação e/ou Publicações:
BRASIL, Ministério da Saúde/Fiocruz. Promoção da saúde e prevenção do HIV/aids no município do Rio de Janeiro: uma metodologia de avaliação para políticas públicas e estratégias de comunicação. Relatório de pesquisa, Rio de Janeiro, jul. 2003. (Organização e texto: ARAÚJO, I. et al.92 p.). Para solicitar exemplares, também da versão popular do relatório, contatar as Coordenadoras.

CARDOSO, J.M.; ARAÚJO, I. Espaços de interlocução e expressão, espaços de pesquisa: alguns resultados de uma pesquisa de avaliação da comunicação na prevenção da Aids. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DST, 5., 2004, Recife.

__. Comunicação e Saúde: um método de Avaliação. In: CONFERÊNCIA LATINOAMERICANA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE E EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE, 3., 2002, São Paulo. Menção Honrosa.

__. Contextos: os desafios de um método de pesquisa da comunicação na prevenção da Aids. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS EM SAÚDE, 3., 2005, Florianópolis.

__. O que se diz, como se diz, o que se cala: uma avaliação da prática comunicativa na prevenção da Aids. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA, 7., 2003, Brasília.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
082/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Felicia Reicher Madeira
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Seade – Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados.
Período de Vigência:
2002 - 2004
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo; Vigilância Epidemiológica do Programa Estadual DST/Aids – VEPE-DST/AIDS; PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde; Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura-Unesco.
Introdução e Justificativa:
Com o propósito de melhorar a qualidade das informações produzidas sobre a epidemia de aids no Estado de São Paulo, a Vigilância Epidemiológica do Programa Estadual DST/Aids – VEPEDST/AIDS, e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados-Seade, estabeleceram uma parceria para a realização de um projeto pioneiro no Brasil, com a finalidade de recuperar todos os casos de aids ocorridos no Estado. Essa recuperação baseou-se nas informações sobre óbitos coletadas e processadas pelo Seade, em que houve menção de aids entre as causas de morte nas declarações de óbito, desde o início da epidemia na década de 80 (séc. XX) até o presente momento. Este projeto contou com financiamento da Unesco, por intermédio do PN-DST/AIDS, do Ministério da Saúde. Assim, os óbitos por aids foram localizados e relacionados aos dados de casos notificados de aids no Estado de São Paulo. Foi possível, então, informar o óbito para os casos que já estavam notificados, e também notificar o caso a partir do óbito, quando isso não foi feito.
Objetivos:
Resgatar os óbitos por aids ocorridos no Estado de São Paulo de 1982 a 1999 e criar uma rotina informatizada de resgate contínuo dos óbitos por aids ocorridos naquele Estado a partir de 2000; Avaliar a subnotificação de casos de aids por meio da vinculação entre o Sistema de Estatísticas Vitais, da Fundação Seade, e o SVE de Aids, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo; Recalcular, ano a ano, os indicadores de mortalidade e letalidade por aids no Estado de São Paulo e em suas regiões; Analisar a história da epidemia da aids no Estado, considerando o banco de dados construído neste projeto.
Materiais e Métodos:
Construção de banco de dados de aids, a partir da base de dados de óbitos do Seade, em que não constam os nomes dos pacientes. Localização das Declarações de óbitos originais desses casos no arquivo de documentos demográficos do Seade. Digitação dos nomes dos pacientes na base de óbitos por aids do Seade. Cruzamento desse banco com o banco Sinan do Programa Estadual DST/AIDS, por meio de um sistema informatizado desenvolvido especialmente para esse fim. Os casos já notificados ao SVE, porém sem a informação de óbito, foram atualizados no Sinan. Os casos que não constavam do Sinan foram notificados após investigação. Quando tal investigação não foi possível por algum motivo, esses casos foram notificados usando como critério a declaração de óbito. Cálculo, ano a ano, dos coeficientes de mortalidade e letalidade por aids, para todo o Estado e para as regionais de saúde. Cálculo e análise dos coeficientes de incidência de aids para o Estado e suas regionais. Implantação de rotina informatizada para a vinculação dos bancos.
Resultados - Parciais ou Finais:
O resultado principal foi a elaboração de uma base de dados mais completa e consistente sobre os casos notificados de aids e as mortes decorrentes dessa doença, possibilitando a estimativa de indicadores de letalidade mais próximos da realidade. No momento em que foi realizado o relacionamento entre os dois bancos de dados, a base de notificação de aids contava com 117.629 casos e a base de óbitos totalizava 73.198 casos de aids, referentes ao intervalo de 1985 a 2002. Foram vinculados 62.345 pares entre as duas bases, sendo que em 6.852 casos a base do SinanAids não apresentava notificação do óbito, e em 5.731 casos, a data do óbito estava incorreta. Além disso, a base do Seade continha 10.853 casos de mortes por aids no Estado que não haviam sido notificados no SinanAids. Esses resultados permitiram atualizar e melhorar a qualidade da base SinanAids e recalcular os indicadores de letalidade por aids para todo o Estado de São Paulo. Os resultados deste trabalho pioneiro confirmaram a importância de relacionar as informações contidas em diferentes bases de dados sobre aids, para alcançar um conhecimento mais próximo da realidade e a ampliação do potencial de análise e de cruzamento das variáveis. O projeto resultou em uma parceria entre as instituições diretamente envolvidas, o que permitirá a continuidade das atividades, e na consolidação de uma metodologia de trabalho que poderá ser utilizada em outras Unidades da Federação.
Palavras-Chave:
Aids. Óbitos por aids. Sistema de informação. Vinculação de bancos. Subnotificação da aids.
Divulgação e/ou Publicações:
SANTOS, N.J.S. Integração das bases de dados de óbitos do Seade e de casos notificados de Aids do Sinan. In: OFICINA DE RELACIONAMENTO ENTRE BANCOS DE DADOS PARA A AVALIAÇÃO DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DA AIDS, 1., 2003, Brasília. Ministério da Saúde.

WALDVOGEL, B.C. A experiência do Estado de São Paulo no relacionamento de bases de dados para o estudo da Aids; Vinculação entre a base dom Seade e do Sinan. In: OFICINA DE RELACIONAMENTO ENTRE BANCOS DE DADOS PARA A AVALIAÇÃO DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DA AIDS, 2., 2003, São Paulo. Fundação Seade.

WALDVOGEL, B.C. et al. Pesquisa pioneira recupera casos de Aids no Estado de São Paulo: integração das bases Sinan-Aids e do Seade. Boletim Epidemiológico CRT-DST/Aids-CVE, São Paulo, ano XXIII, n.1, out. 2004.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
970/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Bernard François Couttolenc
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Apesar de sua importância epidemiológica, do custo das ações desenvolvidas e dos indícios de sucesso, o programa brasileiro de combate ao HIV/aids, e mais ainda o componente central da terapia anti-retroviral, ainda carece de avaliações sistemáticas quanto a seu custo e impacto. Este estudo teve como objetivo contribuir para essa avaliação, por meio do desenho de uma metodologia apropriada e da medição dos custos e impactos passíveis de quantificação com base nos sistemas de informação existentes. A metodologia utilizada consistiu na análise crítica dos sistemas de informação existentes e de sua adequação à estimação e ao monitoramento de custos e impactos, bem como da identificação e discussão dos componentes do custo da TARV e do seu impacto. Para os custos, foram utilizados os bancos de dados do MS/DATASUS e informações parciais de custo de serviços de saúde disponíveis na literatura. Para o impacto, foram utilizados os bancos de dados nacionais de mortalidade e morbidade (SIM, Sinan, Siclom, etc.). Foram assim estimados para três períodos – 1986-1990, 1991-1996 e 1996-2000 – o custo com medicamentos ARV, o custo de tratamento ambulatorial e o custo com internação hospitalar; as mudanças nos indicadores epidemiológicos e a carga da doença por HIV/aids. As dificuldades metodológicas e limitações de dados foram discutidas sistematicamente. Finalmente, esses resultados parciais foram utilizados para uma aplicação limitada da técnica de análise custo-efetividade, estimando-se o custo por óbito evitado e o custo por ano de vida ganho (ajustado por incapacidade). Os valores obtidos sugerem um custo baixo do programa brasileiro na experiência internacional e nos resultados alcançados, com razão custo/ano de vida ajustado da ordem de 3.000 a 4.000 dólares.
Objetivos:
Determinar os custos e impactos da utilização das terapias ARV no tratamento das pessoas portadoras do HIV e doentes com aids no Brasil; Identificar e estimar preliminarmente os custos com o tratamento/assistência às pessoas com HIV/aids, incluindo o uso das terapias ARV e o tratamento das doenças oportunistas; Identificar e estimar preliminarmente os custos sociais, no seu aspecto epidemiológico e econômico associados ao HIV/aids; Desenvolver e aplicar uma metodologia de análise custo efetividade que, utilizando-se dos dados decorrentes dos objetivos anteriores, permita avaliar o custo e os impactos das políticas empreendidas pelo Ministério da Saúde no combate ao HIV/aids; Desenhar um sistema nacional de registro e monitoramento, no âmbito do SUS, dos gastos e impactos associados ao HIV/aids e seu controle e tratamento, permitindo o acompanhamento dos custos e impactos das ações empreendidas; Desenvolver um plano para a capacitação de profissionais de saúde visando a implantação e utilização do sistema de monitoramento, com foco na sua utilização no processo decisório nas três esferas do SUS.
Materiais e Métodos:
A abordagem metodológica se baseia em dois quadros de referências principais: a análise custo efetividade e a análise de carga da doença. A primeira permite identificar e mensurar os diversos custos e impactos associados com políticas públicas, enquanto que a segunda permite estimar o impacto epidemiológico da doença e das políticas de controle. As duas metodologias se complementam, já que a carga da doença vem se firmando como medida preferida de estimação das conseqüências epidemiológicas de uma doença, sendo também um elemento necessário da estimação dos seus custos econômicos e na mensuração da efetividade das políticas de combate a doenças específicas.
Resultados - Parciais ou Finais:
Os sistemas de informação relacionados ao HIV/aids sofrem limitações importantes, entre as quais a subnotificação de casos e de óbitos, a ausência ou imprecisão das informações sobre características do paciente, o atraso na atualização dos sistemas e, principalmente, a multiplicidade de sistemas paralelos não integrados e não compatíveis. Os dados analisados confirmam uma tendência à diminuição da mortalidade a partir de 1995 e sua posterior estabilização entre 10 e 11 mil óbitos por ano, com uma mudança importante na sua distribuição por região e sexo. Essa clara reversão da curva ascendente da mortalidade, coincidente com a introdução dos esquemas de tratamento com anti-retrovirais, não pode, entretanto, ser associada diretamente ao tratamento, em função de outros fatores que podem também ter influenciado nessa evolução. A prevalência da doença, em crescimento constante, foi estimada em 150.000 para 2002. A carga total da doença, medida em Anos de Vida Perdidos (descontados à taxa de 5%), passou de 150.211, no período 86-90, para 688.575, no período 91-95 e 783.544 anos de vida perdidos no período 1996-2000. A mortalidade contribuiu para a carga total da doença com uma proporção declinante, de 85% no 1º período, 84% no 2º período e 51% no 3º período. O custo anual de tratamento por paciente portador de HIV/aids foi estimado em US$ 4113 no 1º período, caindo para US$ 2987 no 2º período, e US$ 3541 no 3º período. Ademais, a composição desse custo mudou completamente, com o declínio acentuado do custo por internação e crescimento do custo com medicamentos. O custo médio por óbito evitado foi estimado em US$ 43.500 no 2º período, em relação ao 1º, e em US$ 33.800, no 3º período. Apesar da imprecisão dos dados disponíveis para essas estimativas, elas sugerem um custo por morte evitada bastante inferior ao de países industrializados.
Palavras-Chave:
HIV. Anti-retrovirais. Impacto. Custo de tratamento. Análise custo-efetividade.
Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Set/2001
Número do Projeto:
709/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Heloísa Helena de Souza Marques
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Faculdade de Medicina da USP, Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Faculdade de Saúde Pública da USP (Bernard François Couttolenc e Maria do Rosário Dias de Oliveira Latorre); Centro de Vigilância Epidemiológica/SES/SP (Ana Maria Aratangy Pluciennik).
Introdução e Justificativa:
Esta pesquisa desenvolveu metodologia para estudar o custo do atendimento de crianças expostas ou infectadas pelo HIV matriculadas em hospital universitário do município de São Paulo. Foram levantados os prontuários de todas as crianças e anotados os insumos/procedimentos utilizados por cada criança num determinado espaço de tempo (em princípio, seis meses). Esses insumos/procedimentos foram valorizados monetariamente. As crianças foram classificadas em expostas ou infectadas. As infectadas, por sua vez, foram classificadas de acordo com o estágio de evolução clínica. Os custos foram analisados separadamente, para cada grupo, em cada modalidade de atendimento (ambulatório, internação, hospital dia) e de acordo com a categoria de despesa: medicamentos, exames de laboratório, recursos humanos, etc.
Objetivos:
Desenvolver metodologia para estimar o custo da atenção à saúde por patologia; Avaliar os custos diretos da atenção à saúde da criança exposta ao HIV através da mãe e acompanhada no Icr do HC-FMUSP; Avaliar os custos diretos da atenção à saúde da criança infectada/doente de aids acompanhada no Icr do HCFMUSP.
Materiais e Métodos:
Todos os prontuários das crianças expostas em acompanhamento (112 crianças) e das crianças infectadas acompanhadas no Icr (179 crianças) naquele ano foram levantados e cada procedimento realizado anotado na planilha individual previamente identificada. A cada procedimento foi apropriado um custo, utilizando como base o Sistema de Custeio por Absorção, instrumento este devidamente reconhecido e utilizado na maioria dos hospitais brasileiros. Este sistema compreende a apuração de todos os custos e despesas incorridos na atividade hospitalar, estruturados por meio dos Centros de Custos, propiciando a obtenção dos custos dos serviços por intermédio da unidade de diária, taxa de sala, consultas, exames, etc. Dessa forma, será possível a obtenção somente da informação de custos de cada componente do tratamen-to. Para se obter o custo do tratamento de cada paciente foi necessário adaptar e detalhar o sistema às necessidades da pesquisa. Os insumos e procedimentos utilizados foram também valorizados com base no preço de mercado, possibilitando assim as comparações com outros serviços.
Resultados - Parciais ou Finais:
Foram analisadas 291 crianças, sendo que 112 eram expostas ao HIV (39%), e 179 infectadas (73 foram classificadas como sendo das categorias leve ou moderada e as restantes, da categoria grave). 52% eram do sexo feminino, sendo que a maioria com 24 meses ou mais de idade (média=72,1 meses, mediana=53,0 meses, variação: 5,7 a 247,2 meses). O custo médio anual do atendimento ambulatorial foi de R$ 5.021,16 para os infectados, incluindo o consumo real de medicamentos que correspondeu a 62% do custo total, oriundo principalmente dos anti-retrovirais; os custos anuais médios de ambulatório foram de R$ 6.047,28, R$ 3.714,45 e R$ 948,63, respectivamente, para os pacientes graves, leves/moderados e para as crianças expostas. O custo médio anual do atendimento em hospital dia para os infectados foi de R$ 7.469,63, incluindo o consumo real de medicamentos [78% do custo total, referente, principalmente, ao uso dos anti-retrovirais (58%) e pelo uso da gamaglobulina endovenosa (42%)]. O custo médio anual por internação para os infectados foi de R$ 19.295,80, onde o maior item de custos foi representado pelas diárias, com 81,8% do total. O custo total estimado de tratamento da criança infectada pelo HIV/aids foi de R$ 8.092,71 por ano.
Palavras-Chave:
Custo. Criança. HIV. Aids. Transmissão vertical.
Divulgação e/ou Publicações:
MARQUES, H.H.S et al. Cost of care to children with HIV/AIDS or exposed to the virus in a teaching hospital in São Paulo, Brazil. In: INTERNATIONAL AIDS CONFERENCE, 15., 2004, Bangkok. MedGenMed, v.6, n.3,2004. Abstract TuPe5463.

__. Cost of care to children with HIV/AIDS or exposed to the virus in a teaching hospital in São Paulo, Brazil. JIAS, Genebra, International AIDS Society, v.11, n.1, 2004.

__. Custos da atenção à saúde a crianças expostas ao HIV através da mãe (pôster). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE EPIDEMIOLOGIA, 6., 2004, Recife.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Dirceu Bartolomeu Greco
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Medicina e Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias.
Período de Vigência:
1994 - 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Ministério da Saúde e Unesco.
Introdução e Justificativa:
O Horizonte é uma coorte que avalia a incidência da infecção do HIV na população de homossexuais e bissexuais masculinos soronegativos em Belo Horizonte. Os voluntários foram avaliados por meio de questionário psicossocial, testes laboratoriais e consulta clínica semestrais. Essa periodicidade possibilita o conhecimento da vulnerabilidade do grupo em relação ao HIV e dá subsídios para as ações preventivas. Atualmente, 464 voluntários são acompanhados. A taxa de incidência para o período 1994-2005 foi de 1,92/100 pessoas ano, para 24 meses de seguimento. O impacto do trabalho preventivo e o acompanhamento sistemático dos voluntários foram os principais responsáveis pela baixa incidência da infecção pelo HIV no grupo. No entanto, ainda há recorrência a condutas de risco, dada as 44 soroconversões ocorridas. Foram obtidos novos conhecimentos em relação aos determinantes das situações de risco para a infecção pelo HIV e forma de diminuí­las e sobre ética relacionada a pesquisas com vacinas. Além disso, os voluntários tiveram informações e espaço para discussão para facilitar a tomada de decisão autônoma sobre sua eventual participação em testes com vacinas candidatas anti-HIV.
Objetivos:
Determinar a prevalência e incidência da infecção pelo HIV. Avaliar a possibilidade de acompanhamento em longo prazo da coorte; Determinar o impacto do aconselhamento/intervenção educativa na incidência da infecção; Avaliar a disposição/ motivação dos voluntários para participação em futuros ensaios clínicos de vacinas anti-HIV; Discutir os aspectos técnicos e éticos de possíveis ensaios clínicos com vacinas candidatas anti-HIV.
Materiais e Métodos:
Desde setembro de 1994 vinha sendo mantida coorte aberta com homens que fazem sexo com outros homens, HIV negativos, com idade a partir de 18 anos, residentes na região metropolitana de Belo Horizonte. Os voluntários foram recrutados por meio da mídia e por estratégias específicas. Os candidatos, após assinatura de consentimento livre e esclarecido, foram avaliados semestralmente, conforme protocolo específico (entrevista individual, aconselhamento pré­teste, exames laboratoriais, aconselhamento pós teste e consulta clínica). Os exames solicitados (hemograma, sorologia para HIV, sífilis e hepatites e carga viral) foram realizados pelo Laboratório Central do Hospital das Clínicas/UFMG e no Laboratório DIP/UFMG. Os instrumentos utilizados para a coleta dos dados foram: questionário entrevista semi estruturado contendo questões sobre as práticas sexuais, uso de drogas e conhecimentos sobre vacinas; questionário para avaliação clínica; técnicas qualitativas como grupos focais, entrevistas em profundidade, as quais foram realizadas, periodicamente, para aprofundamento das análises quantitativas; e oficinas de sexo mais seguro e psicodrama. Os participantes receberam a assistência médica necessária, preservativos, gel lubrificante, auxílio transporte e alimentação. Aqueles que se infectaram pelo HIV durante a permanência naquela coorte, foram acompanhados pela mesma equipe do Projeto no CTR Orestes Diniz.
Resultados - Parciais ou Finais:
Até setembro/2005, 1.033 voluntários foram entrevistados (triagem). Oitenta e cinco voluntários apresentaram o teste anti-HIV positivo à admissão e não foram elegíveis. Dos 948 voluntários restantes, 44 soroconverteram-se. Atualmente, 464 voluntários estão em acompanhamento no Projeto. A taxa de incidência para o período 1994-2005 foi de 1,92/100 pessoas ano, para 24 meses de seguimento. Observou-se ainda a redução da prática sexual desprotegida, o aumento da prática de sexo oral e o aumento da prática sexual desprotegida com parceiras fixas entre os bissexuais. Quanto à participação em ensaios de vacinas anti-HIV, a análise quantitativa mostrou que 51,6% seriam voluntários para testes, principalmente por motivos humanitários (59%) e para se prevenir da infecção (24%). Entre os 28% que não participariam, a principal razão foi o medo de ser infectado (40%) e não terem informações suficientes (23,8%). Entre os indecisos (28%), a participação se prendeu à necessidade de informações mais precisas (57%), medo dos efeitos colaterais (33%) e medo de serem infectados (16%). Na análise qualitativa, os voluntários manifestaram espontaneamente disposição para participar, motivados também pela solidariedade e altruísmo. Entretanto, o total esclarecimento sobre as questões que estão ligadas ao teste (garantia de não contaminação, segurança quanto a possíveis efeitos colaterais, amparo, benefícios, normas éticas) é a condição sine qua non para a sua efetiva adesão.
Palavras-Chave:
Estudo de coorte. HIV. Vacinas anti-HIV. Incidência. Prevenção. HSH.
Divulgação e/ou Publicações:
CARNEIRO, M. et al. Design, implementation and evaluation at entry of a prospective cohort of homosexual and bisexual HIV negative men in Belo Horizonte, Brazil: Project Horizonte. Journal of Aids and Human Retovirology, v.12. n.9, p.113-118, 2000.

__. Determinants of human immunodeficiency virus (HIV-1). Prevalence in homosexual and bisexual men screened for admission to a cohort study of HIV negatives in Belo Horizonte, Brazil: Projeto Horizonte. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, v.98, n.6, p. 325-329, 2003.

GRECO, D. B. HIV clinical trials in developing countries. Bulletin of Medical Ethics, Londres, v.150, p.22-23, 1999.

__. The ethics of research in developing countries: correspondence. The New England Journal of Medicine, v.343, n.5, p.362-362, 2000.

LIGNANI JÚNIOR, L. et al. Sexually transmitted diseases in homosexual and bisexual males from a cohort of HIV negative volunteers (Project Horizonte), Belo Horizonte, Brasil. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, v.95, n.6, p.783-785, 2000.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
1040/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Lilian de Mello Lauria
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.
Período de Vigência:
2002 - 2004
Situação:
Concluída
Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Maria Bernadete Falcão da Silva
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
PN-DST/AIDS – SVS; MS.
Período de Vigência:
Julho a dezembro 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Estudo qualitativo realizado com a técnica de grupo focal com os profissionais de saúde que possuem a responsabilidade de preencher os campos da ficha de notificação de aids do Sinan. Onze cidades do Estado de São Paulo e 11 do Estado do Rio de Janeiro foram representadas por um profissional de saúde da área para compor os dois grupos focais. O primeiro grupo focal aconteceu na cidade do Rio de Janeiro e o segundo na cidade de São Paulo. O estudo objetivou identificar as motivações subjetivas de cada profissional na hora do preenchimento da ficha do Sinan, segundo os seus relatos, a fim de detectar se havia incoerência de entendimento do conceito de múltiplos parceiros no ato da coleta de dados e/ou no preenchimento da ficha de notificação de aids.
Objetivos:
Descrever o processo de preenchimento da ficha do Sinan e identificar possíveis incoerências conceituais no ato da notificação, com especial atenção para o conceito de múltiplos parceiros.
Materiais e Métodos:
Este estudo foi realizado com técnica de investigação qualitativa, por meio de grupos focais. Dois Estados foram eleitos para a pesquisa, Rio de Janeiro e São Paulo, por registrarem os maiores números de casos de aids do Brasil, até o ano de 2000. Em cada Estado, foram selecionados 11 municípios que indicavam possuir os maiores registros de casos de aids. A escolha dos municípios buscou também configurar a heterogeneidade geográfica do seu respectivo Estado. Dessa forma, o grupo focal do Rio de Janeiro ficou assim constituído: 2 profissionais do Município do Rio de Janeiro e 1 profissional de cada um dos demais municípios: Niterói; Petrópolis; Volta Redonda; São João de Meriti; Duque de Caxias; Nova Iguaçu; São Gonçalo; Belford Roxo; Campos e Cabo Frio. São Paulo contou com a seguinte representação: 2 profissionais do Município de São Paulo e um de cada município: Santos; Bebedouro; Campinas; São José do Rio Preto; Santo André; Sorocaba; Osasco; São José dos Campos; Bauru e Araraquara. No Rio, o grupo focal aconteceu em 2 de outubro de 2000, com duração de 3 horas e os participantes consentiram ter suas falas gravadas em áudio. O grupo focal de São Paulo ocorreu em 4 de outubro, a entrevista durou 4 horas e meia e o grupo também permitiu a gravação.
Resultados - Parciais ou Finais:
As equipes estão compostas de forma variada, desde as mais completas, como as multidisciplinares, quanto as menores, formada por apenas um médico. Tal falta de homogeneidade na composição da equipe gera diferentes procedimentos de acolhimento do paciente HIV positivo ou vivendo com aids. As equipes multidisciplinares revelaram-se como as que melhor conseguem acolher o paciente e ao mesmo tempo notificar com boa qualidade de informação. A maioria dos serviços ali representados trabalha com busca ativa de prontuários para coletar os dados para notificação. Os participantes registraram insatisfação com a falta de notificação dos casos assintomáticos. Os campos da ficha com maior dificuldade de preenchimento foram os seguintes: data exata do diagnóstico; raça; ter tido relações sexuais com parceiro sabidamente HIV positivo e todos os campos sobre o comportamento de risco do paciente e do parceiro. Quanto ao conceito de múltiplos parceiros, não houve consenso entre os grupos focais. No Rio de Janeiro foram identificados três conceitos diferentes e em São Paulo, quatro. Esses diferentes conceitos são frutos de visões subjetivas a respeito do que seja múltipla parceria, que tanto pode ser considerada dentro do tempo de incubação do vírus (10 anos em média) quanto em diferentes linhas de tempo (6 meses, 12 meses, 3 anos) em caso de monogamia seriada.
Palavras-Chave:
Ficha do Sinan. Ficha de notificação de aids. Múltiplos parceiros. Notificação compulsória. Parceria múltipla.
Divulgação e/ou Publicações:
FALCÃO, B. Avaliação do preenchimento da ficha de notificação de aids-Sinan: “Uma abordagem qualitativa.” In: Boletim Epidemiológico DST/AIDS 2001, Rio de Janeiro, p.23-30, mar. 2001. Disponível em: http://www.saude.rj.gov.br/dstaids/BolDST.pdf. Acesso em: 30 de mar. 2006.

__. Avaliação do preenchimento da ficha de notificação de aids-Sinan: uma abordagem qualitativa. In: REUNIÃO NACIONAL DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – PN-DST/AIDS, 1., 2001, Brasília.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Conhecimentos e informações em DST/HIV e Aids: um recurso para a resposta nacional. Série Estudos Pesquisas e Avaliação nº 4. Brasília, DF, 2003.

Edital/Chamamento:
Concorrência Sítio de Vacinas
Número do Projeto:
917/2003
Pesquisador(es) Responsável(eis):
José Clecildo Barreto Bezerra
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal de Goiás; Instituto de Patologia Tropical e Saúde Publica - Setor de Parasitologia.
Período de Vigência:
2004 - 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Casa Ser Cidadão, Fundação de Desenvolvimento Comunitário de Goiânia – Fumdec, e Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia.
Introdução e Justificativa:
A pandemia de HIV tem características próprias, principalmente relacionadas ao comportamento sociocultural das populações atingidas. Faltam dados sobre a prevalência de HIV/DST e de doenças infectocontagiosas em populações específicas, demonstrando-se a relevância de estudos para a avaliação de prevalência e correlação com as doenças infectocontagiosas e parasitárias em uma população de moradores e/ou em situação de rua em Goiânia-GO. Além do conhecimento da interface dessa população especial em relação às doenças parasitárias e infecciosas, busca-se disponibilizar o acesso à informação e aos serviços em saúde. Essa população, além dos problemas sociais, apresenta o fator de não acesso aos exames de saúde no sentido da não apropriação ou conhecimento do SUS. O projeto poderá fornecer parâmetros para as Políticas Públicas de Saúde.
Objetivos:
Estimar a prevalência do HIV/DST em grupo de indivíduos moradores de rua e/ou em situação de rua com as principais doenças infectocontagiosas e parasitoses oportunistas; Caracterizar práticas de risco para infecção HIV/DST em relação à triagem sociocomportamental do grupo, estimando-se o risco da população-alvo descrita; Fornecer parâmetros para as políticas públicas de saúde, buscando a inclusão social da população-alvo em programas de assistência.
Materiais e Métodos:
A triagem dos participantes está sendo realizada pelas assistentes social da Fumdec/Prefeitura Municipal de Goiânia, após abordagem realizada na rua e/ou no atendimento espontâneo dos indivíduos que procuram a Casa Ser Cidadão. A entrevista é realizada com enfoque nos dados sociocomportamentais. Após o esclarecimento dos objetivos do projeto, os indivíduos são direcionados ao IPTSP/UFG para a coleta do material biológico. São coletados, de todos os indivíduos, amostras de sangue, fezes, escarro e secreção urogenital, para análise. As secreções do trato genitourinário e o escarro são coletados com suab estéril e/ou em frascos apropriados para a realização da pesquisa de Trichomoníase e do bacilo da tuberculose através de: Baciloscopia – coloração especial para identificação de Bacilos Álcool Ácido Resistente - BAAR; coloração especial em esfregaços fixados corados pelos corantes de Leishman e/ou Giensa, para a identificação do Trichomonas vaginalis; para o levantamento de prevalência dos parasitos entéricos oportunistas (Cryptosporidium sp; Isospora sp; Cyclspora sp; Microsporídeos) são coletadas três amostras de fezes pelos métodos de Hoffman, Baermann e Faust; e colorações pelo método de Kinyoun e pelo método de Ziehl Neelsen modificados.
Resultados - Parciais ou Finais:
Dados de 2004 registram o total de 554 adultos moradores de rua abordados, 174 encaminhados ao IPTSP/Projeto. Os encaminhamentos realizados pela Fumdec eram os mais diversos, tais como: para empregos, confecção de documentos, recuperação de drogados, abrigos, denúncias à justiça, etc. As pessoas encaminhadas compunham o perfil característico da proposta do projeto, isto é, eram moradores de rua ou em situação de rua; Conseguiu-se junto à Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia a destinação de um posto de saúde, determinado a triagem e a continuação de acompanhamento/tratamento quando necessários; Houve algumas reportagens (televisão e jornais) sobre a relevância do projeto, apoiado pelo Ministério da Saúde/Unesco; O projeto com essa população especial vem apoiando outras iniciativas, procurando estimular o combate à pobreza e à exclusão social, acreditando-se que a atuação e a qualificação diferenciada da equipe proponente contribuirá para a análise das diferentes situações e na dinamização dos processos de participação ou inclusão seja social, seja ao sistema de saúde pública.
Palavras-Chave:
AIDS. DST. Diagnóstico laboratorial. Doenças infecto­contagiosas. Moradores de rua. Parasitoses oportunistas.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
085/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Ana Lúcia Teles Rabello
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Fundep – Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Fiocruz e CNPq.
Introdução e Justificativa:
Para estudar a ocorrência de infecção por Leishmania spp. em portadores de HIV, atendidos em centros de referência de Minas Gerais, foram avaliados 381 pacientes atendidos em três centros de referência: Hospital das Clínicas e Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, e Hospital Universitário de Montes Claros. Foram realizados: Reação de Imunofluorescência Indireta – Rifi – com antígeno solúvel de L.amazonensis (5%de positivos); ELISA com antígeno solúvel de L. chagasi (17% positivos) e com antígeno recombinante K39 (0,8% de positivos); e detecção de DNA de Leishmania spp., por meio da reação em cadeia da polimerasePCR (7% de positivos). Dados epidemiológicos, demográficos, clínicos e laboratoriais de cada paciente foram obtidos dos prontuários médicos. Três critérios definiram os fatores de risco para a infecção: positividade de pelo menos um dos exames realizados; presença de anticorpos; e presença de DNA de Leishmania spp. Usando análise multivariada em relação aos três critérios adotados, ser classificado com aids, de acordo com o CDC, foi a única variável que permaneceu associada com odds ratio de 2,4 para o critério 1, odds ratio de 4,3 para o critério 2 e odds ratio de 7,4 para o terceiro critério. Entre os pacientes com exames inicialmente positivos para infecção por Leishmania spp., reavaliados após 9 a 20 meses, não se observou o aparecimento de sinais ou sintomas sugestivos de Leishmaniose e todos os exames, incluindo-se a reação de Montenegro, tornaram-se negativos. Os achados sugerem que a terapêutica anti-retroviral pode ser efetiva para impedir o desenvolvimento de Leishmaniose em pacientes portadores de HIV/aids.
Objetivos:
Avaliar a ocorrência de co-infecção Leishmania/HIV em pacientes portadores de HIV, em Belo Horizonte-MG, por meio de busca ativa de casos, utilizando métodos não-invasivos de diagnóstico da Leishmaniose visceral; Determinar a freqüência da infecção por Leishmania spp. em indivíduos infectados pelo HIV em Centro de Referência para HIV em Belo Horizonte; Descrever características epidemiológicas e clínicas da co-infecção nos pacientes co-infectados; Avaliar evolução clínica e resposta terapêutica ao tratamento convencional da Leishmaniose visceral, associado à terapêutica anti-retroviral.
Materiais e Métodos:
Foram incluídos no estudo pacientes adultos (idade superior a 15 anos) infectados pelo HIV. Foram avaliados 381 pacientes, sendo 198 do Hospital das Clínicas e 66 do Hospital Eduardo de Menezes, ambos em Belo Horizonte e 117 em Montes Claros. Este projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa das instituições envolvidas. Os indicadores laboratoriais de presença da infecção por Leishmania/HIV são: imunofluorescência com antígeno solúvel de L. amazonensis; ELISA com antígeno solúvel de L. chagasi; ELISA com o antígeno recombinante K39 e detecção de DNA de Leishmania spp. Por meio da reação em cadeia da polimerase. Para a identificação dos fatores de risco para a infecção, foi necessário definir três critérios de infecção: foram incluídos indivíduos com positividade em pelo menos um dos exames realizados; incluíram-se os indivíduos com exames positivos para a detecção de anticorpos (detecção de anticorpos séricos utilizando imunofluorescência com antígeno solúvel de L. amazonensis; ELISA com antígeno solúvel de L. chagasi e com antígeno recombinante K39); e presença de DNA de Leishmania spp., por meio da PCR. Os dados epidemiológicos, demográficos, clínicos e laboratoriais dos pacientes foram obtidos a partir da análise dos prontuários médicos.
Resultados - Parciais ou Finais:
A busca de infecção por Leishmania spp em pacientes infectados pelo HIV em Centros de Referência de Belo Horizonte e Montes Claros revelou positividade de 7% para a detecção de DNA em sangue periférico, pela reação em cadeia da polimerase, 17% de positividade da detecção de anticorpos, pela técnica de ELISA com antígeno L. chagasi, 5% para a técnica de Rifi e 0,8% pela técnica de ELISA, utilizando-se antígeno rK39, sendo que, entre as variáveis demográficas, laboratoriais e clínicas, a única que permaneceu constante e independentemente associada à infecção por Leishmania spp. foi a definição de aids (p = 0,000). Entre os pacientes com exames inicialmente positivos para infecção por Leishmania spp. e reavaliados entre 9 e 20 meses, não se observou sinais ou sintomas de Leishmanioses, sugerindo que a terapia anti-retroviral combinada pode ter papel protetor à evolução para a doença em pacientes portadores de HIV/aids.
Palavras-Chave:
Leishmaniose visceral. HIV. Co-infecção Leishmania. HIV.
Divulgação e/ou Publicações:
ORSINI, M.; RABELLO A. Identificação de parasitos em hemocultura de paciente portador de co-infecção Leishmania spp/HIV, forma cutânea. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA TROPICAL, 36., 2000, São Luís.

ORSINI, M. et al. Co-infecção Lehsmania – HIV: Busca ativa em pacientes infectados pelo vírus HIV. In: REUNIÃO ANUAL DE PESQUISA APLICADA EM DOENÇA DE CHAGAS, REUNIÃO ANUAL DE PESQUISA APLICADA EM LEISHMANIOSES, 17./5., 2001, Uberaba.

ORSINI, M. et al. Identification of Leishmania chagasi from skin in Leishmania/HIVco-infection: a case report. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Brasil, v.35, n.2, p.259-262, 2002.

RABELLO, A.; ANDRADE, M.O.; DISCH, J. Co-infecção Leishmania/HIV. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Brasil, n.31, sup.3, p.81-91, 1998.

RABELLO, A.; ORSINI, M.; DISCH, J. Leishmania/HIV co-infection in Brazil: an appraisal. Annals of Trop. Med. & Parasitology, suppl.1, p.S17-S28, 2002.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
007/2000
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Solange Aparecida Nappo
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal de São Paulo-Unifesp; Escola Paulista de Medicina-EPM; Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas – Cebrid; Associação Fundo de Incentivo à Psicofarmacologia.
Período de Vigência:
2000 - 2002
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
CRT/AIDS da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo; Prosan – Associação Pró­Saúde Mental; Programa Municipal de DST/AIDS de São José do Rio Preto.
Introdução e Justificativa:
Por meio de metodologia quantitativa e qualitativa, este estudo investigou a possível relação entre o uso de crack e o desenvolvimento de comportamentos de risco para o contágio de DST/HIV/aids, assim como buscou detectar as principais motivações para a adoção de práticas inseguras por parte das dependentes, objetivando, dessa forma, gerar subsídios para as ações de prevenção destinadas a essa população. As usuárias de crack, em função da compulsão pela droga, vendiam o corpo por droga ou por dinheiro para comprá­la. Chegavam a 9 programas por noite com parceiros diferentes. Por estarem sob “fissura”, perdiam o poder de negociação com o cliente e se sujeitavam a práticas onde as regras básicas para um sexo seguro não eram colocadas em prática, tornando-as uma população de alto risco em relação às DST/aids.
Objetivos:
Verificar possíveis interações entre o uso de crack, práticas inseguras e a infecção pelo HIV e outras DST; Detectar a prevalência de HIV, sífilis e hepatites B e C junto a usuários de crack; Detectar a vulnerabilidade de usuários de crack à infecção pelo HIV; Detectar as principais motivações a práticas inseguras em relação ao HIV/DST/aids, oferecendo subsídios para a adoção de medidas preventivas a essa população.
Materiais e Métodos:
A metodologia é composta de duas partes. A primeira trata-se de investigação de caráter qualitativo, com o propósito de entender como se processa o fenômeno a partir da visão dos usuários a respeito do mesmo, assim como identificar todas as situações que propiciam o eventual comportamento de risco em relação às DST/aids. Foi feita uma amostra composta de 80 mulheres usuárias e ex-usuárias de crack. A segunda investigação, com caráter quantitativo, que tem como objetivo principal dimensionar o problema do ponto de vista de prevalência, além da obtenção de dados sociodemográfico e comportamentais e de estudo sorológico para HIV, sífilis e hepatites B e C comparada a uma amostra de usuários de cocaína aspirada com as mesmas características. Amostra composta de 102 voluntários, sendo 60 usuários de crack e 42 usuários de cocaína aspirada.
Resultados - Parciais ou Finais:
Qualitativos: mulheres usuárias de crack utilizam a venda do corpo para conseguir a droga ou dinheiro para comprá­la. São incentivadas a se prostituir tanto pelos traficantes (que as consideram boas pagadoras) como pelos parceiros (que acreditam que a forma de elas obterem dinheiro tem “menos” risco). A busca de “cliente” ocorre sob o efeito da droga, o que faz com que percam o poder de negociação, realizando o ato sexual por uma quantia irrisória e as obrigando a vários programas por noite. As regras para a prática de sexo seguro não são colocadas em prática, seja pela total incapacidade de exigirem o uso de preservativo por parte do cliente ou pela negativa deste em usá-­lo. As mulheres engravidam nesses programas sexuais, gerando uma prole indesejável, e que é abandonada. Por não serem prostitutas clássicas e, dessa forma, não terem intimidade com a profissão, sofrem toda sorte de violência. O cachimbo caseiro que confeccionam não as protege do calor necessário para o crack sublimar, fazendo com que os lábios sofram queimaduras que mais tarde transformam-se em feridas, expondo-as a risco na realização de sexo oral. O preconceito sobre essas mulheres as acaba afastando de qualquer possibilidade de reintegração social.
Palavras-Chave:
Crack. DST. Aids. Sexo inseguro. Prostituição. Droga. Mulheres e crack.
Divulgação e/ou Publicações:
Comportamento de risco de mulheres usuárias de crack em relação às DST/AIDS, Cebrid, 2004.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
580/2000
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Maria de Fátima Costa Alves
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal de Goiás; Faculdade de Medicina, Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública; Departamento de Microbiologia, Imunologia, Parasitologia e Patologia Geral.
Período de Vigência:
2001 - 2002
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Esta pesquisa teve como objetivos determinar a prevalência e os fatores de risco para a infecção por C. trachomatis bem como por N. gonorrhoeae, em jovens do sexo masculino que se apresentaram para o serviço militar, no ano 2000, na 1ª Circunscrição no município de Goiânia. O estudo comportamental foi realizado quantitativamente, por meio de questionário auto-aplicável. No presente estudo, o diagnóstico da infecção clamidial foi realizado em amostra de urina, empregando-se ensaio imunoenzimático-EIA, e a reação em cadeia de polimerase-PCR.
Objetivos:
Determinar a prevalência de infecção por C. trachomatis e N. gonorrhoeae em jovens do sexo masculino que se apresentaram para o serviço militar, no ano 2000, na 1ª Circunscrição de Goiânia; Determinar os possíveis fatores de riscos para essas infecções; Identificar as características sociodemográficas associadas àquelas infecções; Identificar os comportamentos sexuais de risco associados àquelas infecções.
Materiais e Métodos:
A amostra foi constituída por 1.104 jovens do sexo masculino, representativa da população de aproximadamente 6.000 conscritos da 1ª Circunscrição de Goiânia. Os dados sociodemográficos foram coletados por intermédio de questionário auto-aplicável confidencial. A coleta de urina para os exames laboratoriais foi realizada pelo próprio participante, após instrução. Uma alíquota foi utilizada para pesquisa de clamídia e gonococo por meio de PCR e a outra para realização de EIA para clamídia.
Resultados - Parciais ou Finais:
A prevalência da infecção por Chlamydia trachomatis pela PCR foi de 5,0% (IC 95% 3,37,3). Esses dados foram obtidos em 627 participantes, selecionados aleatoriamente. A prevalência de Neisseria gonorrhoeae foi de 1,9 %. Os fatores significativamente associados à infecção clamidial foram o uso inconsistente do preservativo e ter mais de dois parceiros sexuais nos últimos 2 meses.
Palavras-Chave:
Chlamydia trachomatis. Neisseria gonorrhoeae. Prevalência. Adolescentes e jovens. Fatores de risco.
Divulgação e/ou Publicações:
ALVES, M.F.C. et al. Detection of Neisseria gonorrhoeae in genitourinary specimens from asyntomatic men and women by a PCR assay. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE MICROBIOLOGIA, 21, 2001, Foz do Iguaçu. Proceedings... Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Microbiologia, 2001. p.102.

ARAÚJO, A.G. et al. Comportamento sexual de jovens que se apresentam para o serviço militar, na 1ª Circunscrição de Goiânia, no ano 2000. In: SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA NA UFG, 9, 2001, Goiânia. Proceedings... Goiânia: Editora da UFG, 2001.

FIORAVANTE, F.C.R.et al. Prevalence of Chlamydia trachomatis in Brazilian military conscripts. Sexually Transmitted Diseases. EUA, v.32, n.3, p.165-169, 2005.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
076/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Fábio Moherdaui
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Ministério da Saúde – Unidade III.
Período de Vigência:
2003 - 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Agência de Cooperação Alemã - GTZ; Fundação Alfredo da Matta/Manaus (Adele Benzaken); Sociedade Brasileira de DST – Regional Ceará (Telma Alves Martins); Associação AAVE/Goiânia (Isolina Assis); Fundação Universitária José Bonifácio/RJ (Luiza Cromack); Instituto Universidade e Empresa/Uniemp (Elizabete Onaga); e Centro de Estudos de Aids do RS/CEARGS (Letícia Nolde).
Introdução e Justificativa:
Estudo multicêntrico, executado em seis capitais (Manaus, Fortaleza, Goiânia, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre), que determinou: em gestantes, do sexo masculino e em homens e mulheres com sintomas e/ou sinais de DST, as prevalências de HIV, sífilis, gonorréia, clamídia, tricomoníase, herpes simples 2, HPV, hepatites B e C. Em homens e mulheres com sintomas e/ou sinais de DST, nas respectivas síndromes, as freqüências relativas de gonorréia, clamídia, sífilis, herpes simples, cancro mole, tricomoníase, vaginose bacteriana, candidíase e os principais subtipos de HPV de alto e baixo risco de câncer, além dos fatores de risco para aquisição das diferentes DST nessas populações.
Objetivos:
Prover informações para uma linha de base sobre a distribuição das principais DST; Introduzir novos métodos e capacitar laboratórios de saúde pública e serviços na utilização de novos testes para DST; Revalidar o método de manejo sindrômico das DST; Determinar, em industriários, as prevalências de sífilis, gonorréia, clamídia, tricomoníase, hepatites B e C, herpes simples 2 e, em gestantes, as mesmas, além de HPV e HIV; Determinar, em homens e mulheres com sintomas e/ou sinais de DST, as prevalências de HIV, sífilis, gonorréia, clamídia, tricomoníase, herpes simples 2, HPV, hepatites B e C, além das freqüências relativas de cada infecção em sua respectiva síndrome.
Materiais e Métodos:
Estudo transversal, multicêntrico, com componentes descritivos e analíticos, executado em seis capitais do País. Em cada cidade foi identificado e implementado um laboratório de saúde pública, foram identificados duas clínicas de pré­natal e dois serviços de referência para DST e selecionadas as indústrias com o perfil definido para o alcance da amostra de industriários. Em cada serviço participante, foram treinados profissionais para o acolhimento dos participantes (gestantes e portadores de DST), realização da triagem, realização de entrevista para as orientações, assinatura dos termos de consentimento, preenchimento dos questionários, atendimento clínico e coleta dos materiais biológicos. As equipes volantes responsáveis pelas ações nas indústrias foram compostas por profissionais previamente treinados para a realização de palestras de promoção à saúde, prevenção de DST e aids e orientações e esclarecimentos sobre o estudo, assinatura dos termos de consentimento, preenchimento do questionário específico, orientações para a auto-coleta de urina e coleta de sangue. Plano de coleta e análise de dados.
Resultados - Parciais ou Finais:
As prevalências das Infecções de Transmissão Sexual/ITS, investigadas nos industriários foram as seguintes: sífilis (2,2%); herpes genital tipo 2 (12,5%); hepatite C (0,6%); hepatite B (0,9%); gonorréia (0,9%); e clamídia (3,5%). Do total de gestantes estudadas, 73% apresentavam, ao exame clínicoginecológico, algum tipo de corrimento; 5.5% apresentavam ulcerações genitais; 4.2% verrugas genitais; 2.7% vesículas genitais e 1.7% linfadenopatia. Devido às alterações hormonais que ocorrem no período gestacional, há um favorecimento ao desenvolvimento de vaginites e vaginoses. Na população estudada, encontrou-se uma prevalência de 29.4% de candidíase e 34.9% de vaginose bacteriana. As prevalências ITS foram as seguintes: sífilis (1.9%), herpes genital (22.7%), hepatite C (0,6%), hepatite B (0,5%), HIV (0.5%), gonorréia (1.5%), clamídia (9.3%), HPV alto e médio risco (33.4%), HPV baixo risco (17.4%).
Palavras-Chave:
DST. Sífilis. Gonorréia. Clamídia. Tricomoníase. Hepatites. Herpes. HPV e HIV.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
407/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Mark Drew Crosland Guimarães
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal de Minas Gerais; Faculdade de Medicina; Departamento de Medicina Preventiva e Social.
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Grupos de Investigação de sífilis congênita.
Introdução e Justificativa:
Estudo de corte transversal nacional e multicêntrico, realizado em 2000, com amostra aleatória probabilística de puérperas, tendo como critério de elegibilidade as gestantes admitidas para parto ou curetagem em 24 maternidades cadastradas pelo PN-DST/AIDS até 1999. O objetivo geral foi determinar a prevalência do VDRL positivo entre puérperas atendidas nestes centros e avaliar os fatores associados com essa positividade. As participantes responderam a uma entrevista com perguntas semi-estruturadas, após assinarem termo de consentimento, e os serviços foram avaliados com questionário aplicado pelo coordenador local. Após a entrevista, foi coletada alíquota de sangue para realização de exames VDRL e FTA-ABS. O evento considerado para análise foi a positividade para o VDRL, qualquer diluição, e confirmado pelo FTA-ABS. Na análise estatística foi estimado o odds ratio – OR, com intervalo de confiança de 95% por meio de regressão logística.
Objetivos:
Descrever o perfil sociodemográfico e de atendimento pré­natal das puérperas participantes, incluindo diagnóstico e tratamento anterior de sífilis; Determinar a associação entre a prevalência de sífilis e as características sociodemográficas e de atendimento pré­natal das puérperas participantes; Avaliar a estrutura dos serviços (pré­natal e maternidades) envolvidos no estudo.
Materiais e Métodos:
Estudo multicêntrico nacional de corte transversal com duração de um mês, desenvolvido em 2000, em centros hospitalares e/ou ambulatoriais denominados Grupos de Investigação de Sífilis Congênita – Gisc, cadastrados pelo PN-DST/AIDS. As instituições foram selecionadas aleatoriamente com ponderação proporcional ao número de partos/curetagem por mês para compor a amostra. Considerando uma prevalência média de sífilis entre as puérperas estimada em 3%, nível de precisão de 0,6% e nível de confiabilidade de 5%, estimou-se a amostra de puérperas em 3.233. O processo de amostragem foi aleatória simples, com dois critérios básicos: a) somente incluir na grade amostral centros que tenham tido média me-sal de partos ou curetagem por aborto > 50; b) incluir pelo menos um centro por UF desde que seguissem o critério “a”. A seleção das puérperas ocorreu no momento da admissão, seguindo lista pré­definida para evitar transtornos ao atendimento. Mulheres admitidas em processo de ameaça de aborto (ou aborto evitável) não foram incluídas por não se poder garantir a sua futura condição de puérpera ou de vítima de um possível aborto por sífilis. Foram coletados 5 ml de sangue para a realização dos exames específicos (VDRL e FTA-ABS) e aplicada entrevista semi-estruturada para verificar as características sociodemográficas, de atendimento ao pré­natal, de história de sífilis e outras DST, bem como condições do parto, e questionário para avaliar os serviços participantes. A análise incluiu avaliação descritiva e estimativa da prevalência do VDRL positivo com intervalo de confiança de 95%. A análise univariada e multivariada foi desenvolvida por meio do modelo de regressão logística com obtenção dos odds ratios com intervalo de confiança de 95%.
Resultados - Parciais ou Finais:
Da amostra inicial foi coletado sangue de 2974 puérperas e foram realizadas 3047 entrevistas. A prevalência de VDRL positivo foi de 1,7% (IC 95% = 1,2% - 2,2%). A maioria das puérperas era de cor parda (49,7%), solteira (61,1%), tinha tido somente um parceiro sexual no ano que precedeu a entrevista (88,4%) e apresentava idade no momento da entrevista entre 20 e 29 anos (54,7%), tendo sido a menor idade 13 anos e a maior 46 anos. O perfil socioeconômico indicou que 74,3% tinham até oito anos de escolaridade formal, 58,5% eram donas de casa, 49,5% não tinham relato de renda, considerando o último mês de trabalho. 45,9% das puérperas relataram renda familiar no último mês entre 2 e 3 salários mínimos. A idade da primeira gravidez também predominou na faixa etária de 16 a 20 anos (53,7%). Também chama a atenção uma importante parcela das puérperas que tiveram a primeira gravidez com 15 anos ou menos (12,9%). Entre aquelas que relataram gravidez anterior (n=1974) – 36,4% – afirmaram ter perdido pelo menos uma das gravidezes, sendo 159 (22,2%) perdas provocadas e 77,8% espontâneas. Quanto ao uso de algum método contraceptivo em toda a vida, 76,8% afirmaram já ter utilizado algum, enquanto que 60,0% afirmaram já ter utilizado contraceptivo oral e apenas 46,0% relataram o uso de preservativo masculino por seus parceiros em toda a vida. Chama a atenção a alta proporção de atividade sexual durante a gravidez atual (89,4%), a maioria com apenas um parceiro, e o não uso de preservativo masculino nessas relações (88,7%). A análise multivariada mostrou que renda familiar
Palavras-Chave:
Sífilis. Puérperas. VDRL. Prevalência.
Divulgação e/ou Publicações:
FRANÇA, E. et al. Estudo Nacional de soroprevalência de sífilis entre puérperas: (II) Avaliação dos serviços participantes. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DE DST/AIDS, 4., 2001, Cuiabá. Proceedings... Brasília: Ministério da Saúde, 2001. v.1, p.668.

GUIMARÃES, M.D.C. Estudo de soroprevalência de sífilis entre puérperas: Um estudo multicêntrico nacional (apresentação oral). In: FORUM 2000 - FORUM E CONFERÊNCIA DE COOPERAÇÃO TÉCNICA HORIZONTAL DA AMÉRICA LATINA E CARIBE EM HIV/AIDS E DST, 1./2., 2000, Rio de Janeiro.

GUIMARÃES, M.D.C.; OLIVEIRA, E.C. Estudo nacional de soropositividade de sífilis entre puérperas: (I) Fatores associados à positividade. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DE DST/AIDS, 4., 2001, Cuiabá. Proceedings... Brasília: Ministério da Saúde, 2001. v.1, p.393.

GUIMARÃES, M.D.C.; OLIVEIRA, E.C.; RODRIGUES, C.S. Estudo Nacional de soroprevalência de sífilis entre puérperas: oportunidade perdida de intervenção (Resumo). Revista Brasileira de Epidemiologia, v.1, sup. esp., p.512, 2002.

RODRIGUES, C.S.; GUIMARÃES, M.D.C. Grupo Nacional de Estudo da Sífilis Congênita – GNESC. Positividade para sífilis em puérperas: ainda um desafio para o Brasil. Revista Panam Salud Publica - Panam. J. Public Healt, Washington, USA, v.16, n.3, p.168-175, 2004.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
211/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Francisco Inácio Pinkusfeld Monteiro Bastos
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Fundação Oswaldo Cruz.
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Organização Mundial da Saúde – OMS; CNPq e FAPERJ.
Introdução e Justificativa:
Inquérito epidemiológico acerca dos comportamentos de risco de Usuários de Drogas Injetáveis – UDI, em face da infecção pelo HIV e respectivas taxas de infecção. Ampliação das perspectivas de comparações diacrônicas (entre diferentes momentos da “cena” de uso e da epidemia) e permissão de estudar, de forma preliminar, por se tratar de estudo seccional, a intensidade e a natureza do fenômeno de transição entre diferentes vias de consumo, a ser complementado por análises longitudinais. Permite-se também avaliar novos fatores de risco para o HIV, hepatites virais e HTLV, subsidiando as intervenções preventivas.
Objetivos:
Avaliar comportamentos de risco e taxas de infecção pelo HIV e outros patógenos de transmissão sangüínea e/ou sexual entre UDI, ex-UDI e usuários sem história de uso de injetável, na região metropolitana do Rio de Janeiro; Mensurar, para a população do estudo, conhecimentos, atitudes e práticas associados à infecção pelo HIV e outros patógenos de transmissão parenteral e/ou sexual. Inserir o Brasil em um Estudo Multicêntrico, que compara dados referentes a 13 cidades do mundo.
Materiais e Métodos:
Dados coletados na região metropolitana do Rio de Janeiro, contemplando uma amostra mínima de 400 entrevistas, amplamente ultrapassada no estudo efetivo, que recrutou mais de 600 entrevistados. Aplicação de instrumento padronizado, elaborado pela Coordenação internacional do estudo (Nova York), devidamente traduzido e adaptado ao contexto brasileiro, além de abreviado (por decisão consensual da equipe do Rio de Janeiro e a partir de dois pequenos estudos piloto). Após entrevista de aconselhamento, convite a todos os participantes a terem amostras de sangue coletadas, para testes sorológicos quanto à presença do HIV (ELISA e Western Blot); hepatites B (antiHBC, HbsAg, AntiHBs), C, delta/D, além de HTLV I/II (ELISA), analisadas pela Fundação Oswaldo Cruz. Procedimentos de biologia molecular, não incluídos no protocolo base da OMS, decididos de comum acordo entre os laboratórios de referência da Fiocruz e o investigador principal. Resultados laboratoriais entregues em caráter individual e confidencial, durante sessão de aconselhamento pós-teste.
Resultados - Parciais ou Finais:
Chama a atenção o expressivo declínio das taxas de infecção, para o conjunto de patógenos sob análise, com especial relevância do declínio da prevalência da infecção pelo HCV, agente da hepatite viral do tipo C (e marcador biológico de exposição parenteral) e da baixa incidência estimada para a infecção pelo HIV (por meio da utilização do algoritmo de testagem STAHRS, combinando testes sorológicos habituais e menos sensíveis), além da baixa prevalência da infecção pelo HIV. O declínio observado, em relação aos achados anteriores, na mesma localidade, e dizendo respeito à mesma população, sugere uma combinação de saturação deste segmento populacional; mudança espontânea de comportamento, no sentido de comportamentos de menor risco; e reflexos positivos da atuação dos programas preventivos. As mudanças comportamentais disseram respeito, especialmente, a uma redução substancial da freqüência de injeção de cocaína, especialmente entre os UDI mais jovens/com menor tempo de uso, o que fala a favor de uma oportunidade ótima de intensificar as ações de prevenção, incorporando novas estratégias, como a vacinação para a hepatite B.
Palavras-Chave:
Usuários de drogas injetáveis. UDI. Cocaína. Brasil. Epidemias declinantes. HIV/AIDS. Hepatites virais.
Divulgação e/ou Publicações:
BASTOS, F.I. et al. A. Is human immunodeficiency virus/acquired immunodeficiency syndrome decreasing among Brazilian injection drug users? Recent findings and how to interpret them. Mem Inst Oswaldo Cruz, v.100, n.1, p.91-96, Feb. 2005 [Review].

BASTOS, F.I.; TELLES, P.R.; HACKER, M. Uma década de pesquisas sobre usuários de drogas injetáveis & HIV/AIDS no Rio de Janeiro. Parte I: “Rumo a uma epidemia sob controle?”. In: BRASIL. A contribuição dos estudos multicêntricos frente à epidemia de HIV/aids entre UDI no Brasil (Série Avaliação 8), p.49-78. Brasília: Ministério da Saúde, 2001. Disponível em: http://www.aids.gov.br/avalia8/index.htm. Acesso em: 26 abr. 2006.

HACKER, M.A. et al. The role of “longterm” and “new” injectors in a declining HIV/AIDS epidemic in Rio de Janeiro, Brazil. Subst Use Misuse, v.40, n.1, p.99-123, 2005.

TEIXEIRA, S.L. et al. HIV-1 infection among injection and exinjection drug users from Rio de Janeiro, Brazil: prevalence, estimated incidence and genetic diversity. J Clin Virol, v.31, n.3, p.221-226, Nov. 2004.

TELLES, P.R. et al. Uma década de pesquisas sobre usuários de drogas injetáveis & HIV/AIDS no Rio de Janeiro. Parte II: “Uma agenda para a ação, a experiência carioca”. In: BRASIL. A contribuição dos estudos multicêntricos frente à epidemia de HIV/aids entre UDI no Brasil (Série Avaliação 8), p.79-94. Brasília: Ministério da Saúde, 2001. Disponível em: http://www.aids.gov.br/avalia8/index.htm. Acesso em: 26 abr. 2006.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
202/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Fábio Caldas de Mesquita
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Iepas – Instituto de Estudos e Pesquisas em Aids de Santos.
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Organização Mundial da Saúde; University of California Berkeley; Secretaria Municipal de Saúde de São Vicente.
Introdução e Justificativa:
O presente projeto foi desdobramento da Fase I do Estudo Multicêntrico da OMS de HIV e outras doenças de transmissão parental entre usuários de drogas injetáveis, desenvolvido em fase de campo em 1991/1992. Nesta parte (II), foi desenvolvido um novo Estudo Epidemiológico Seccional, que se tornou comparável a outros cortes seccionais no Brasil (Fase I: 91/92) e Projeto Brasil (95 e 96), além da comparação com Salvador e Rio de Janeiro que também participaram desta parte do Estudo. Os dados finais foram comparados aos dados de 21 cidades do mundo, dentro da Fase II do Projeto da OMS.
Objetivos:
Determinar os comportamentos de risco e as taxas de infecção pelo HIV e hepatites B e C entre usuários de drogas injetáveis, ex-UDI e usuários de drogas sem história de uso injetável, assim como outras conseqüências adversas para a saúde do uso de drogas, na Região Metropolitana da Baixada Santista.
Materiais e Métodos:
Dados coletados na Região Metropolitana de Santos, perfazendo o total de 400 entrevistas: 108 usuários de drogas injetáveis (utilizando via injetável nos últimos seis meses); 100 ex-injetáveis (não tendo utilizado via injetável nos últimos seis meses) e 192 que usam outras drogas que possam vir a ser injetadas. A análise dos dados foi realizada pela Universidade da Califórnia Berkeley e os exames laboratoriais foram realizados no Laboratório Central da Secretaria Municipal de São Vicente, seguindo o padrão estabelecido no protocolo original da OMS. Aplicação de instrumento padronizado a todos os entrevistados, elaborado pela Coordenação internacional do estudo (Nova York), devidamente traduzido e adaptado, contendo seções sobre: dados sociodemográficos; informações sobre saúde; conhecimentos acerca de DST/aids; consumo de álcool e outras drogas; práticas sexuais e uso de preservativos. Convite a todos os participantes, após entrevista de aconselhamento, a terem amostras de sangue coletadas, a fim de serem testados quanto à presença do HIV (ELISA); hepatites B (HBC, antiHBsAg), HCV (anticorpos antiHCV – segunda geração) e HTLV (ELISA); os dois últimos exames realizados pela FIOCRUZ (do Rio de Janeiro e de Salvador) tendo como laboratório de referência o Laboratório da Patologia da Facudade de Medicina da USP.
Resultados - Parciais ou Finais:
O estudo aqui apresentado foi analisado em comparação com outros dois cortes seccionais (fase I OMS e Projeto Brasil) no tocante aos UDIs. Os UDIs apresentaram-se como sendo 79% homens; 63% entre 25 e 40 anos de idade; 89% com no máximo 9 anos de educação formal; e somente 14% com emprego formal. Em 95% a droga de uso injetável principal foi cocaína. O compartilhamento de seringas era de 24%, e esse foi o dado de maior mudança. Houve ainda uma diminuição da freqüência de uso de drogas. Nos fatores de risco associados ao consumo de drogas houve melhora do padrão de comportamento atribuído a dois fatores principais: o sucesso das estratégias de redução de danos e a mudança do padrão de consumo de drogas provocada – na época do estudo – ao aumento do consumo de crack. Não houve mudança no comportamento sexual em uma década de estudos, colocando para os projetos de redução de danos (PRDs) o desafio de também promover sexo seguro. As taxas de soroprevalência do HIV caíram em uma década de 63% (91) 65% (95) para 42% (1999 – presente estudo). A queda consistente com a diminuição do comportamento de risco foi também biologicamente consistente com a queda de soroprevalência de hepatite C, respectivamente, de 75% (91); 77% (95) para 44% (1999).
Palavras-Chave:
UDI. IDU. HIV. Aids. HIV/AIDS among IDUs. HIV/AIDS entre usuários de drogas injetáveis. Drogas injetáveis.
Divulgação e/ou Publicações:
JARLAIS, D.D. et al. Longterm trends in three high HIV soroprevalence epidemics: IDUs in Bangkok, Thailand: New York City, USA and Santos, Brazil. In: INTERNATIONAL AIDS CONFERENCE, 13., 2000, Durban.

MESQUITA, F.C. Aids entre usuários de drogas injetáveis na última década do Século XX, na Região Metropolitana de Santos; Estado de São Paulo – Brasil. Tese (Doutorado) - Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, 2001.

MESQUITA, F.C. et al. Overdoses among cocaine drug users in Brazil. Addiction, Inglaterra, v.96, n.12, p.1809-1813, 2001.

__. Trends of HIV infection among injecting drug users in Brazil in the 1990´s – The impact of changes in patterns of drug use. Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes and Human Retrovirology (Jaids), Estados Unidos, v.28, n.3, p.298-302, 2001.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Abr/2002
Número do Projeto:
592/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Beatriz Gilda Jegerhorn Grinsztejn
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Fundação Oswaldo Cruz; Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Trata-se de uma pesquisa cujo objetivo principal foi o estudo da Incidência de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), tendo como população-alvo a coorte de mulheres infectadas pelo HIV, implementada em 1996, no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, estendendo um estudo prévio, seccional, que descreve a prevalência de DST e lesões pré­invasivas no colo uterino de mulheres HIV+. Os procedimentos do estudo incluiram: entrevista comportamental e exame ginecológico, composto de colposcopia e coleta de material para T. vaginalis, Candida sp, Vaginose bacteriana, HPV, Sífilis, Hepatites B e C, N. gonorrhoea, C. trachomatis e Colpocitológico.
Objetivos:
Estimar a incidência de infecções sexualmente transmissíveis em uma coorte de pacientes infectadas pelo HIV no Rio de Janeiro. Estimar a persistência da infecção pelo HPV e seus genótipos nessa coorte.
Materiais e Métodos:
Trata-se de estudo longitudinal, com recuperação de dados de prontuário e respectivos espécimes das visitas já realizadas a partir do momento de inclusão das pacientes na coorte, contando ainda com um componente prospectivo, com coleta de novos dados sociodemográficos, além de novos espécimes. Como era uma coorte aberta, com pacientes em acompanhamento desde 1996, analisamos todos os pontos de observação já obtidos, bem como os espécimes coletados a cada visita e estendemos a observação com a respectiva coleta de espécimes até dezembro de 2002. Foi desenvolvida uma análise de sobrevida, com a construção de curvas segundo a técnica de Kaplan Meyer, avaliadas quanto à (des)igualdade das distribuições da sobrevida referentes aos diferentes fatores, através do teste logrank. Em seguida, foi desenvolvida uma análise multivariada por meio de modelos de riscos proporcionais de Cox, incorporando análises em que observações registradas em t2 contemplavam a evolução anterior, ou seja, violavam o pressuposto da independência das sucessivas observações e levavam em conta a dimensão temporal (modelos de Cox tempo dependentes).
Resultados - Parciais ou Finais:
Uma coorte aberta de mulheres infectadas pelo HIV foi estabelecida no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas – Fiocruz, no Rio de Janeiro, a partir de 1996, com o objetivo de caracterizar a história natural da infecção pelo HIV nesta população. Apresentamos a seguir os resultados da linha de base desta coorte, com as características sociodemográficas e achados referentes ao diagnóstico de ISTs diagnosticadas na primeira visita. A análise dos dados longitudinais está sendo processada. Foram incluídas neste estudo 458 mulheres, entre maio de 1996 e março de 2004. A mediana de idade foi 34 anos, 60% das pacientes tinham nível de escolaridade até a oitava série do ensino fundamental e 50% tinham uma renda familiar de até R$ 500,00. Uma história de violência doméstica foi relatada por 28% das mulheres e abuso sexual por 24%. Algumas ISTs mostraram-se pouco prevalentes, tais como a infecção por clamídia (2% metodologia de ligase chain reaction LCR) e gonococo(0,8%LCR) e outras tais como vaginose bacteriana (20 %), hepatite B (18%) e infecção pelo HPV (51% metodologia captura híbrida HC Digene) mostraram prevalências consideravelmente elevadas, sendo que a infecção pelo HPV mostrou-se ainda mais prevalente (58%) no subgrupo de mulheres com contagem de linfócitos CD4 abaixo de 200 células/mm3. As mulheres infectadas pelo HIV necessitam que o atendimento ginecológico regular e qualificado faça parte da sua rotina de tratamento, para que o diagnóstico e tratamento das infecções genitais bem como a prevenção da progresão das lesões cervicais associadas ao HPV possam ser implementados.
Palavras-Chave:
HIV. HPV. DST.
Divulgação e/ou Publicações:
GRINSZTEJN, B. et al. Assessing Sexually Transmitted Infections in a Cohort of Women Living with HIV/AIDS, in Rio de Janeiro, Brazil. [Shorttitle: STIs among HIV+ women in Rio de Janeiro, Brazil]. Accepted: International Journal of STD and AIDS, 2005.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
890/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Maria Amélia de Sousa Mascena Veras
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
PN-DST/AIDS do Ministério da Saúde; Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, SES/SP; Programa Municipal de DST/Aids da SMS/SP; Faculdade de Saúde Pública da USP; Divisão de Epidemiologia da Universidade da Califórnia Berkeley; e, Departamento de Saúde Pública de São Francisco, CA.
Introdução e Justificativa:
A terapia anti-retroviral altamente ativa (HAART) promoveu um impacto importante na morbimortalidade da aids nos últimos anos. No Brasil, o tratamento encontra-se em uso por cerca de 150 mil pacientes com aids. O acesso e adesão ao tratamento não são homogêneos, o que determina a necessidade de monitorar a qualidade da assistência e a resposta dos pacientes. As taxas de mortalidade por aids têm sido utilizadas para avaliar o impacto das medidas de controle. Neste estudo, o objetivo foi identificar fatores preditores de óbito entre adultos com aids em São Paulo. Estudo de caso controle com 174 homens e 104 mulheres, e igual número de controles pareados por gênero. Foram analisados fatores demográficos e clínicos, disponíveis nos registros médicos.
Objetivos:
Identificar fatores demográficos e clínicos associados ao risco de morte entre pacientes com aids na cidade de São Paulo; Comparar as diferentes regiões do município quanto aos padrões observados.
Materiais e Métodos:
Estudo caso controle pareado por sexo. Casos: óbitos por aids com 13 ou mais anos de idade, de residentes do município de São Paulo, em 2000. Controles: paciente de aids, com 13 anos ou mais, do mesmo sexo que o caso. Critério de inclusão de casos: ter sido notificado como aids antes do óbito. Critério de inclusão de controles: estar vivo quando da inclusão. Critério de exclusão para casos e controles: Óbitos em menores de 13 anos e/ou não residentes no município de São Paulo.
Resultados - Parciais ou Finais:
Um total de 278 casos (174 homens e 104 mulheres) e o mesmo número de controles pareados por sexo foram incluídos neste estudo. A média de idade foi 39 anos e não diferiu entre casos e controles. Os casos tinham escolaridade menor do que os controles (67,1% e 59,2% com escolaridade inferior ao ensino médio, respectivamente), embora tal diferença não fosse estatisticamente significante. Os casos residiam em regiões de estratos socioeconômicos mais baixos (41% contra 31% dos controles, p
Palavras-Chave:
Tratamento anti-retroviral. Mortalidade. HIV. Aids. Acesso a drogas. Caso controle pareado.
Divulgação e/ou Publicações:
VERAS, M.A.S.M. et al.AIDS mortality in the era of highly active anti-retroviral therapy in Brazil. Manuscrito submetido para publicação (ainda sem parecer).

__. Fatores preditores de óbito entre portadores de HIV/aids no município de São Paulo (apresentação oral). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE EPIDEMIOLOGIA - ABRASCO, 6., 2004, Recife.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Mauricio Teixeira Leite de Vasconcellos
Instituição:
Contratação individual por Termo de Referência.
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Esta pesquisa buscou produzir resultados sobre as taxas de cobertura de pré­natal e de testagem e aconselhamento anti-HIV durante as consultas de pré­natal, além de produzir elementos para subsidiar as políticas e intervenções concebidas dentro do projeto de Fortalecimento do programa de redução da transmissão vertical do HIV no Brasil. A escolha das áreas de pesquisa foi feita com base em diversos critérios, tais como a dimensão populacional, o número de casos de aids, os recursos já disponíveis.
Objetivos:
Estimar as proporções de cobertura de aconselhamento e testagem para o HIV na população de puérperas atendidas e o pré­natal na rede própria/conveniada do SUS nos municípios do Rio de Janeiro e Duque de Caxias-RJ, de São Paulo, Santos e Sorocaba-SP, Curitiba-PR, Florianópolis e Itajaí­SC, Porto Alegre e Uruguaiana-RS, Campo Grande-MS e Distrito Federal.
Materiais e Métodos:
Será realizado um estudo de corte transversal por um período de aproximadamente 45 dias, durante o qual será determinada a proporção de cobertura de aconselhamento e testagem para o HIV durante o pré­natal na rede própria/conveniada do SUS nos municípios participantes do estudo. Os 12 municípios de sete estados que compõem a amostra foram escolhidos levando-se em consideração: a gravidade da epidemia na população feminina, a realização prévia de treinamento de multiplicadores pelo Ministério da Saúde e o desejo e a existência de infraestrutura organizacional no Programa de DST/Aids local para conduzir ou participar do estudo. Os municípios selecionados respondem por 41,6% e 41,3% do total de casos de aids notificados até agosto/99 em mulheres e em crianças (perinatal), respectivamente. Amostra probabilística de puérperas que tiveram filho nascido vivo e pelo menos uma consulta de pré­natal no município de pesquisa. A amostra é aleatória estratificada com alocação proporcional ao número de partos (pagos pelo SUS) de cada maternidade do município. O tamanho da amostra foi calculado para estimar a proporção de casos de testagem anti-HIV do município, com um erro relativo de 10% e nível de confiança de 95% em cada município. Critérios para inclusão: ter recebido pelo menos uma consulta de pré­natal no município de localização da maternidade; filho nascido vivo; ser maior de 18 anos de idade ou casada (unida); menor de 18 anos não casada (unida) cujos pais concordem com a participação e assinem junto com ela o “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido”; ter concordado em participar do estudo e assinado o “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido”. Critérios para exclusão: não ter recebido serviços de pré­natal no município de localização da maternidade; ter abortado, dado à luz a natimorto ou a RN que faleceu após o nascimento; não assinar o “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido”; estar sem condições clínicas de ser entrevistada ou que dificulte o entendimento do estudo; mulheres menores de 18 anos que não sejam casadas (unidas) cujos pais, por qualquer motivo, não assinem com ela o “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido”. A coleta de dados será realizada a partir de entrevistas pessoais, com questionário anônimo estruturado.
Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Abr/2002
Número do Projeto:
649/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Maria Jasylene Pena de Abreu
Instituição:
Fundação de Dermatologia Tropical e Venerologia Alfredo da Matta – Fuam.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Introdução e Justificativa:
Nos países em desenvolvimento as DSTs situam-se entre as cinco maiores causas de procura por serviços médicos. No Brasil, de acordo com o Manual de DST do Ministério da Saúde, os dados epidemiológicos existentes são insuficientes para fazer inferências para o país como um todo. No Amazonas essa realidade não é diferente. O Parque do Jaú, localizado a 200 km a noroeste de Manaus, de acordo com informações obtidas pela Fundação Vitória Amazônica, tem como um dos principais problemas queixas ginecológicas, somadas às dificuldades de acesso aos serviços de saúde pela distância geográfica, iniciação sexual precoce, multiplicidade de parceiros sexuais, ausência de ação educativa e inexistência de preservativos no comércio local. O desenvolvimento da pesquisa permitirá conhecer o perfil epidemiológico das DSTs nessas comunidades e iniciar ações de prevenção primária e secundária, além de sensibilizar as autoridades políticas e de saúde para a implementação de programas de ações sistemáticas e de saúde pública.
Objetivos:
Estudar o perfil epidemiológico das DST em comunidade do Parque do Jaú, na região Amazônica; Realizar levantamento sobre o nível de conhecimento, atitudes e práticas sexuais das mulheres do Parque do Jaú; Estimar a prevalência de DST sintomáticas na população feminina de 15 a 45 anos; Estimar a prevalência de infecções assintomáticas por sífilis, HIV, clamídia e gonorréia na população feminina entre 15 a 45 anos; Realizar tratamento específico para cada síndrome ou infecção etiológica assintomática diagnosticada e promover ações educativas individuais e coletivas; Fornecer informações epidemiológicas básicas para medir a eficácia de implementações de futuros programas, específicos de controle das DST; Identificar os métodos contraceptivos utilizados ou não na comunidade, e contribuir na implementação de um planejamento familiar mais eficaz e adequado à realidade local; Estimar o número de partos, óbitos no parto, abortos e natimortos ocorridos na comunidade.
Materiais e Métodos:
Estudo de corte seccional com componentes descritivos e analíticos. Será aplicado um questionário sobre conhecimento, crenças, atitudes e práticas para identificação da realidade local. Será preenchido um formulário para cada mulher participante sobre sua sintomatologia e passado recente associado às DST; será realizado exame ginecológico com coleta de amostra para cultura de gonococo, imunofluorescência para clamídia, exame a fresco e bacterioscopia para tricomonas, cândida, vaginose bacteriana e colpocitologia oncótica; será colhida amostra de 0,7 ml de sangue para realização de VDRL e anti-HIV; de acordo com a anamnese e exame ginecológico, serão utilizados procedimentos do protocolo de Abordagem Sindrômica do Ministério da Saúde e aplicação do tratamento correspondente, de forma gratuita e supervisionada, estendendo-se aos parceiros sexuais quando possível; será oferecido atendimento médico de acordo com os resultados obtidos; os dados de inquérito serão processados e tabulados utilizando-se o programa EpiInfo versão 6.04.
Palavras-Chave:
Prevalência. DST. Gênero. Comportamento. Prevenção. Comunidade.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
300/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Maria Luiza Bezerra Menezes
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Centro de Estudos, Pesquisas e Apoio ao Cisam.
Período de Vigência:
2001 - 2002
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
O estudo foi transversal e de validação de teste diagnóstico em 400 gestantes submetidas a exame ginecológico, teste das aminas, coleta de conteúdo vaginal para exame microscópico a fresco e por coloração de Gram e coleta de urina para pesquisa de Chlamydia trachomatis (CT) e Neisseria gonorrhoeae (NG) pela técnica de reação em cadeia da ligase. Observou-se prevalência de 58% de corrimento vaginal, 32,3% de vaginose bacteriana, 61,3% de candidíase vaginal, 9,8% de tricomoníase e 7,8% de cervicite. A associação de infecções foi observada em 21,6% das gestantes. O fluxograma de corrimento vaginal mostrou fraca validação para cervicite; ótima validação para candidíase, tricomoníase e vaginose bacteriana, quando se emprega a microscopia; regular para vaginose bacteriana, mas fraca para tricomoníase, quando emprega a associação do corrimento vaginal presente ao teste das aminas; e sofrível para tricomoníase e fraca para VB e candidíase ao adotar apenas o corrimento vaginal presente.
Objetivos:
Determinar, em mulheres gestantes que realizam primeira consulta no pré­natal no Cisam: Prevalências de cervicite por CT e NG, tricomoníase, VB e candidíase vaginal; e, a validação do fluxograma de corrimento vaginal para o diagnóstico de cervicite por CT ou NG, tricomoníase, VB e candidíase vaginal por meio da sensibilidade, especificidade, valor preditivo, razão de verossimilhança e índice de Youden.
Materiais e Métodos:
Às mulheres que aceitaram e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foi aplicado um questionário para levantar dados sociodemográficos, ginecológicos, obstétricos e sobre a parceria sexual. Em seguida foram encaminhadas para exame ginecológico com testes das aminas (teste do KOH ou do cheiro ou de Whiff) e coleta de exsudato de fundo de saco vaginal para exame a fresco e bacterioscopia (gram). Por fim, coletou-se amostra de urina para hibridização molecular para clamídia e gonococo. A amostra de exsudato de fundo de saco vaginal foi enviada para análise do gram em laboratório local do próprio Cisam. E a amostra de urina foi centrifugada imediatamente após a coleta no laboratório local, e o sedimento armazenado em congelador enviado ao laboratório conveniado que realizou o processamento da técnica do LCR para CT e NG. 400 gestantes que foram à primeira consulta de pré­natal no Cisam, participaram da pesquisa. Critério de exclusão: pacientes que tinham consultado, na gestação, outras clínicas de pré­natal ou DST; pacientes que tinham iniciado o pré­natal após a 28ª semana de gestação e; pacientes que não desejassem continuar participando da pesquisa. Utilizou-se a seguinte fórmula: N = Z*Z (P(1-P))/ D*D, onde N= tamanho da amostra, Z= 1,96 para erro alfa de 0,05 e intervalo de confiança (IC) de 95%. P= proporção esperada D= semi amplitude do intervalo de confiança.
Resultados - Parciais ou Finais:
Observou-se prevalência de 58% de corrimento vaginal, 32,3% de vaginose bacteriana, 61,3% de candidíase vaginal, 9,8% de tricomoníase e 7,8% de cervicite. A associação de infecções foi observada em 21,6% das gestantes. Observou-se baixa sensibilidade, VPP e RVP do fluxograma e constatou-se que o índice de Youden foi fraco para cervicite, independentemente de se empregar o fluxograma em todas as gestantes ou só naquelas que de fato apresentavam corrimento vaginal. Quanto à tricomoníase, o fluxograma de corrimento vaginal mostrou-se com especificidade, VPP e RVP baixos e índice de Youden sofrível ou fraco quando, respectivamente, se emprega o ramo do fluxograma que adota apenas o critério do corrimento vaginal presente e quando se associa esta constatação ao teste das aminas positivo. A sensibilidade mostrou-se menor quando se empregam dois critérios. A validação do fluxograma de corrimento vaginal para a VB mostrou-se com valores aceitáveis de sensibilidade, especificidade, VPP, VPN, RVP, RVN, acurácia e índice de Youden, quando se emprega o critério da associação do corrimento vaginal presente com o teste das aminas positivo, mas especificidades VPP e RVP baixos, e índice de Youden fraco quando se adota apenas o corrimento vaginal presente como diagnóstico. Para a candidíase o fluxograma de corrimento vaginal ao adotar o ramo que não incorpora recursos laboratoriais mostrou-se com baixa sensibilidade e RVP, e índice de Youden sofrível, apesar da acurácia, especificidade, VPP e VPN terem revelado valores aceitáveis.
Palavras-Chave:
Candidíase. Tratamento. Vulvovaginite. Diagnóstico. Neisseria gonorrhoeae. Richomonas vaginalis. DST. Vaginose bacteriana. Candidíase vulvovaginal.
Divulgação e/ou Publicações:
MENEZES, M.L.B. Freqüência de Infecções Sexualmente Transmissíveis e Validação do Fluxograma de Corrimento Vaginal em gestantes do Cisam. Tese (Doutorado em Tocoginecologia) - Universidade Estadual de Campinas, 2003.

__. Prevalência de Infecções Cervico-vaginais e Validação do Fluxograma de Corrimento Vaginal em Gestantes. In:CONGRESSO BRASILEIRO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA, 50., 2003, Recife. Proceedings... Recife: Febrasgo e Sogope, 2003.

MENEZES, M.L.B.; FAUNDES, A.E. Validação do Fluxograma de Corrimento Vaginal em Gestantes. Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Rio de Janeiro, v.16, n.1, p.38-44, 2004.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Milda Jodelis
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
PN-DST/AIDS – SVS; MS.
Período de Vigência:
abril/2001
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
A “múltipla parceria” é um dos campos do conjunto de informações sobre antecedentes epidemiológicos dos casos de aids que devem ser informados no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan). Outros estudos já indicaram que há grande variação no conceito de “múltipla parceria” adotado pelos profissionais responsáveis pela notificação dos casos de aids. Assim, com esta pesquisa, aplicada junto a profissionais da Vigilância Epidemiológica da aids de todo o País, buscava-se conhecer a definição por eles adotada para esse conceito com o objetivo de estabelecer uma normatização para o conceito. Os resultados obtidos reafirmaram a grande falta de convergência das opiniões.
Objetivos:
Conhecer a opinião/definição adotada por profissionais da Vigilância epidemiológica da aids para o conceito de “múltiplos parceiros”, informação constante da Ficha de notificação de casos de aids – Sinan.
Materiais e Métodos:
Questionário para auto-preenchimento aplicado junto a profissionais de serviços de vigilância Epidemiológica da aids de todo o País, participantes da Reunião Nacional de Vigilância Epidemiológica realizada em Brasília em abril de 2001. No questionário indagou-se sobre os valores atribuídos às variáveis: “número de parceiros” e “tempo”. A amostra foi de 65 profissionais (entre 100 participantes do evento).
Resultados - Parciais ou Finais:
Há grande dispersão nos conceitos de múltipla parceria, especialmente em termos do período de tempo que a caracterizaria. Os prazos variaram de “1 dia” até “15 anos”, com concentrações em “1 ano” (33%), “período de 1 a 6 meses” (29%) e “10 anos” (22%). Em relação ao número de parceiros, as respostas variaram entre 2 e 10 parceiros, com maiores concentrações em “mais de um parceiro” (26%) – na verdade uma categoria que engloba todas as demais – e “2 parceiros” (21%).
Palavras-Chave:
Vigilância epidemiológica da aids. Ficha de notificação de casos de aids. Sinan. Múltipla parceria. Antecedentes epidemiológicos de casos de aids.
Divulgação e/ou Publicações:
Apresentação dos resultados na Reunião Nacional de Vigilância Epidemiológica – Brasília, abril de 2001.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
479/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
João Luiz Grandi
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
CRT/AIDS – Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
Período de Vigência:
1999 - 2001
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Foi realizado um estudo de coorte observacional aberta, desenhado a partir de um levantamento de dados por entrevista de um estudo transversal com prostitutos masculinos, recrutados inicialmente por seus pares. O estudo procurou avaliar se a distribuição sistemática de preservativos de látex e de aconselhamento para práticas mais seguras de sexo neste grupo populacional podem reduzir as taxas de soroconversão da infecção por HIV, sífilis e hepatite B entre travestis que exercem a atividade de prostituição.
Objetivos:
Identificar os fatores de risco para a soroconversão do HIV e a sua associação com a freqüência da positividade de sífilis e hepatite B entre travestis prostitutos; Determinar o tempo decorrido entre o ingresso no estudo e a positividade do teste anti-HIV de acordo com as características sociodemográficas; Descrever a associação entre a freqüência da positividade para sífilis e hepatite B de acordo com a soroconversão para o HIV; Analisar a adoção das práticas de sexo seguro, através do número de intervenções educativas realizadas e a quantidade de preservativos de látex distribuídas no período, com as taxas de incidência de sífilis, hepatite B e HIV; Descrever o nível de conhecimento adquirido sobre DST/aids entre os indivíduos ao longo do seguimento.
Materiais e Métodos:
Adotou-se como definição de travesti: indivíduo que se utiliza de roupas femininas e injeção de hormônios e ou silicone para o processo de feminilização para a prática de prostituição de rua. Foi realizado um mapeamento dos locais da prostituição travestida de rua por meio das informações dos próprios entrevistados, procurando-se assim identificar todos os pontos em que ela ocorre, favorecendo o alcance da pesquisa a representantes de todas as áreas geográficas da área metropolitana da Cidade de São Paulo. Optou-se como base de cálculo para este estudo a população de homossexuais masculinos do Projeto Bela Vista de São Paulo, pela falta de estudos de incidência na literatura entre travestis ou com a população de prostitutos masculinos. Assumindo o tamanho do intervalo de confiança (IC) de 10%, o cálculo final foi de uma amostra de 139 indivíduos e, considerando uma perda de sujeitos ao longo do tempo, optou-se por trabalhar com 150 travestis. Critérios para inclusão na amostra: Todos os indivíduos HIV negativos nos últimos 12 meses, que estão cadastrados no serviço de orientação à prostituição masculina do CRT/DST/AIDS, foram convidados a participar do estudo de soroconversão, onde eram oferecidos voluntariamente novos testes para o HIV, VDRL e HbsAg. Também como critério de legibilidade para o ingresso na coorte considerou-se a referência de no mínimo seis meses de atividade de prostituição travestida anterior à procura pelo estudo. A coleta de dados foi realizada de maneira anônima e confidencial, sendo que cada entrevistado recebeu um cartão numérico – senha, para identificação dos testes sorológicos e interligação com o instrumento de coleta de dados (entrevista). A senha foi fornecida no primeiro contato do entrevistado com o entrevistador e tanto a entrevista quanto a coleta de sangue foram realizadas pelo mesmo entrevistador. Todos os exames, quer positivo, quer negativo, foram entregues individualmente, seguidos de orientação. Foi garantido o acompanhamento médico ambulatorial a todos os indivíduos que registraram positividade para HIV, hepatite B e sífilis.
Resultados - Parciais ou Finais:
Os travestis acompanhados durante o período do estudo eram adultos jovens, de baixa escolaridade e, em sua grande maioria, imigrantes, com pouco tempo de residência em São Paulo. Iniciaram precocemente a vida sexual ativa e a prostituição; metade da amostra refere parceiro sexual fixo, com os quais mantém relações de maior risco do que com os clientes. Referiram um alto consumo de drogas em geral, mas baixo abuso de injetáveis, e, um grande número de Infecções de Transmissão Sexual/ITS no passado, principalmente sífilis e corrimentos uretrais. A soroconversaão do HIV foi de 6,7% ao longo do tempo. O estudo demonstra que aconselhamento e distribuição de insumos para práticas mais seguras tendem a favorecer uma diminuição das taxas de infecção. Foram explicativas da regressão logística para o HIV: o tempo de prostituição, uso de droga injetável e sífilis pregressa. Em relação à Hepatite B observou-se que a doença encontrava-se em franca expansão neste grupo populacional.
Palavras-Chave:
HIV. Sífilis. Hepatite B. Travestis.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Amilcar Tanuri
Instituição:
Universidade Federal do Rio de Janeiro; Instituto de Biologia; Departamento de Genética; Laboratório de Virologia Molecular Animal.
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Com o advento de novas drogas anti-retrovirais (ARV) e da terapia que utiliza combinações destas drogas (coquetel anti-aids) o tratamento da aids tornou-se muito mais eficaz e possibilitou uma sobrevida de maior qualidade aos pacientes com aids. Por outro lado, o desenvolvimento de resistência viral aos ARV é uma das principais causas de falha terapêutica e a maior ameaça à eficácia desses medicamentos. O mecanismo que leva ao aparecimento dos vírus resistentes é a grande variação genética do HIV. A pesquisa, através de genotipagem de amostras soropositivas colhidas em 23 CTAs do País, pretende acompanhar a circulação de cepas do HIV-1 resistentes aos anti-retrovirais.
Objetivos:
Estudar a circulação de amostras multirresistentes nos indivíduos recém infectados. A identificação de indivíduos recém infectados (
Materiais e Métodos:
Nesta primeira fase, o projeto está sendo desenvolvido com amostras de 23 CTAs, selecionados devido ao volume de amostras HIV+ identificadas por ano e por estarem distribuídos em todo o território nacional (n amostral = 2.000). Os pacientes que voltarem para colher uma segunda amostra nos CTA para confirmar a sorologia para HIV terão um tubo de sangue c/EDTA colhido, assim como uma pequena alíquota de soro da 1ª coleta e remetido, juntamente com uma cópia do questionário epidemiológico, para o Laboratório do Hospital Pedro Ernesto (Uerj, RJ). Esse laboratório será responsável pela execução da sorologia “detuned” a fim de identificar as amostras com soroconversão recente e remeterá as amostras para os 4 laboratórios responsáveis pela realização dos testes de genotipagem (Laboratório de Virologia Molecular – UFRJ; Laboratório de Imunologia – Fiocruz; Laboratório de Retrovirologia – Ufesp e Instituto de Biologia do Exército – IBEX). A sorologia “detunned” é uma nova tecnologia desenvolvida para identificar os pacientes que foram infectados há menos de 129 dias. O método considera o baixo título de anticorpos anti-HIV produzido pelo indivíduo na fase inicial da infecção. A técnica se baseia na diluição do soro a ser pesquisado e, se esta diluição alta não apresentar reação sorológica, é uma evidência de que a quantidade de anticorpos nesse indivíduo é baixa e o mesmo está com menos de 129 dias de infecção. A genotipagem do HIV é feita com utilização de um seqüenciador automático de DNA, uma máquina de última geração que, através de raios laser, pode decifrar todo o código genético dos dois importantes genes virais responsáveis pela resistência às drogas (transcriptase reversa – TR e protease – prt). Devido à alta sensibilidade desse exame pode-se evidenciar misturas de vírus selvagens (não mutantes) e mutantes.
Palavras-Chave:
Retrovírus do HIV. Sorologia detuned. Mutações do retrovírus HIV. Genotipagem do HIV. Resistência do HIV frente aos anti-retrovirais.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Mary Jane Paris Spink
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
PUC/SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Período de Vigência:
2002 - 2002
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
PN-DST/AIDS – SVS; MS.
Introdução e Justificativa:
O objetivo deste projeto é entender o papel da Comissão Nacional de Aids (Cnaids) na estruturação da política nacional para enfrentamento da epidemia de aids, considerando sua especificidade como instância de diálogo entre Governo e sociedade civil. Para a consecução deste objetivo analisamos documentos relacionados à Cnaids (atas das reuniões, portarias ministeriais e relatórios do PN-DST/AIDS) assim como entrevistamos e obtivemos depoimentos de pessoas diretamente envolvidas com a mesma (membros da Comissão, direção do PN-DST/AIDS, secretários executivos da Cnaids).
Objetivos:
Entender o papel da Cnaids na estruturação da política nacional de aids considerando sua especificidade como instância de diálogo entre Governo e sociedade civil; Historiar a criação da Cnaids; Analisar suas formas de atuação; Historiar seu impacto na luta contra a aids; Entender seu papel como instância de diálogo com a sociedade civil.
Materiais e Métodos:
O levantamento e análise de dados incluiu as seguintes atividades: revisão da literatura sobre participação da sociedade civil em conselhos na área da saúde, sobre políticas governamentais na luta contra a aids e sobre o perfil epidemiológico da aids no País em uma perspectiva histórica; análise dos documentos do PN-DST/AIDS de apresentação do Programa Nacional de combate à aids; análise comparativa dos Regimentos do Conselho Nacional de Saúde e da Cnaids; análise dos temas e resoluções constantes das 61 Atas (da data da criação da Cnaids a 2001); análise da composição da Cnaids e participação de seus membros no período em estudo; análise dos depoimentos de todos os membros da Cnaids nas cinco temáticas abordadas – “Há quanto tempo é membro da Comissão”; “que instituição representa”; “como foi nomeado (a) membro da Comissão”; “qual a contribuição da Cnaids na luta contra a aids” e “como vê sua participação nesta Comissão”; análise das entrevistas com o Coordenador do PN-DST/AIDS, secretária do Gabinete, Secretários Executivos da Cnaids, representantes do “Núcleo Histórico”, chefia da Unidade de Articulação com ONG e um representante de ONG.
Resultados - Parciais ou Finais:
A pesquisa gerou um relatório que foi apresentado aos membros da Cnaids em duas ocasiões – maio de 2002 e janeiro de 2003. Os comentários e correções foram incorporados e o produto final foi publicado pelo PN-DST/AIDS com ampla divulgação. Essa análise serviu de subsídio para a definir novos rumos para a Cnaids. Passou a ser, também, um documento histórico para a consulta de segmentos amplos da população, especialmente ativistas da área de DST/aids e pesquisadores voltados à análise de políticas públicas da Saúde.
Palavras-Chave:
Cnaids. Controle socia. Políticas públicas. DST. Aids. Memória social.
Divulgação e/ou Publicações:
SPINK, M.J.P. Psicologia Social e Saúde (Conferência). In: ENCONTRO NACIONAL DE PSICÓLOGOS DA ÁREA HOSPITALAR, 10., 2003, São Paulo. Associação Brasileira de Psicologia da Saúde e Hospitalar.

__. Universidade e Aids (Conferência). In: SIMPÓSIO UNIVERSIDADE E AIDS: O ESTADO DA QUESTÃO, 1., 2002. Faculdade de Ciências da Religião e Fórum de Reflexão e Parceria para Projetos em HIV/aids, Universidade Metodista de Piracicaba.

SPINK, M.J.P.; GALINDO, D.; GARCIA, M. A Comissão Nacional de Aids: A Presença do Passado na Construção do Futuro. Brasília: Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância de Saúde/Programa Nacional de DST e Aids, 2003.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Cláudia Maria de Paula Carneiro
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
PN-DST/AIDS – SVS; MS.
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
No período 1999 – 2000 a Rede de Direitos Humanos em HIV/aids (RDH), na época, área do PN-DST/AIDS Ministério da Saúde, financiou junto a ONG nas 5 regiões do Brasil, 24 projetos de assessorias jurídicas para as Pessoas Vivendo com HIV/aids (PVHA). Essas assessorias foram demandadas a fornecer dados sobre o atendimento efetuado à população-alvo, no que se refere a uma caracterização dos atendidos: faixa etária, grau de escolaridade, domicílio, tipo de questão jurídica abordada e encaminhamento dado. Esta demanda surgiu da necessidade da RDH avaliar a efetividade do trabalho, ao tempo em que com esse levantamento poder-se-ia envidar esforços para o desenvolvimento de políticas públicas e/ou ações de combate às recorrentes condutas violadoras dos direitos das PVHA.
Objetivos:
Conhecer quais as principais demandas jurídicas das Pessoas Vivendo com HIV/aids e seus familiares; Desenvolver políticas públicas ou ações, locais e/ou nacionais, que promovessem a defesa e garantia dos direitos humanos ameaçados ou violados das PVHA.
Materiais e Métodos:
Questionário para auto-preenchimento enviado às 24 assessorias jurídicas implantadas em ONG parceiras. Criação de um programa específico para introdução dos dados, o qual gerou gráficos demonstrativos de resultados.
Resultados - Parciais ou Finais:
Entre os 3.914 atendimentos jurídicos relatados pelas ONGs que responderam à pesquisa, três grandes temas retratam mais de metade das consultas; 31% são atendimentos na área de Tratamento (solicitação de medicamentos); 16% são atendimentos/aconselhamento na área de Relação Trabalhista; 12% são atendimentos/aconselhamento na área de Seguridade Social; Os demais treze aspectos (“pensão alimentícia”, “presidiários”, “FGTS”, “civil”, “discriminação HIV”, “planos e seguro saúde”, “sangue/contaminação”, “comercial”, “sucessões”, “imobiliário”, “danos morais”, “ética médica”, “laboratório/testagem”, “aborto”, “seguro de vida”, “adoção”, “reforma militar” e “imposto de renda da pessoa física”) constituem-se em menos de 5% dos atendimentos.
Palavras-Chave:
Pessoas vivendo com HIV/aids. Direitos humanos. Assessoria jurídica.
Divulgação e/ou Publicações:
CARNEIRO, C. Análise quantitativa e qualitativa das questões de Direitos Humanos na epidemia do HIV/aids no Brasil – 1999/2000. In: FORUM 2000 - FÓRUM E CONFERÊNCIA DE COOPERAÇÃO TÉCNICA HORIZONTAL DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE EM HIV/AIDS E DST, 1./2., 2000, Rio de Janeiro.

CARNEIRO, C.; COSTA FILHO, R. Análise quantitativa e qualitativa das questões de Direitos Humanos na epidemia do HIV/aids no Brasil – 1999/2000. In: INTERNATIONAL AIDS CONFERENCE, 13., 2000, Durban.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Miriam Abramovay
Instituição:
UNESCO – Representação no Brasil.
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Ministério do Desenvolvimento Agrário, Incra, FAO, UNESCO, Contag, MST.
Introdução e Justificativa:
Parte-se da idéia que existem restrições sociais e culturais para o exercício pleno da cidadania das mulheres nos assentamentos, cujas manifestações se expressam no âmbito econômico, social e político. Estas deficiências fortalecem a invisibilidade do trabalho produtivo feminino e o reduzido número de mulheres beneficiárias de terra no processo de reforma agrária. Dados do relatório preliminar apontam informações sobre a composição das famílias, os direitos da mulher, saúde e percepções de risco sobre aids.
Objetivos:
Conhecer a visão do Incra a respeito das lideranças dos sindicatos e movimentos sobre a propriedade, papéis produtivos e sociais dos homens e das mulheres nos assentamentos rurais; Identificar a existência de lideranças femininas e masculinas e comparar as formas de poder, atuação e autonomia; Identificar o nível de participação dos homens e mulheres na produção, atividades sociais e políticas; Identificar a informação das mulheres sobre direitos e deveres perante a lei; Identificar informações, atitudes dos homens e mulheres sobre DST/aids.
Materiais e Métodos:
Combinação de metodologias quantitativas e qualitativas. A primeira envolve análise documental sobre legislação, uso de questionários por amostras representativas por etapas em 46 assentamentos e 600 famílias selecionadas. A abordagem qualitativa envolve grupos focais e entrevistas individuais, visando identificar o sentido que os atores dão às suas práticas.
Resultados - Parciais ou Finais:
O uso combinado de metodologias qualitativas e quantitativas mostra alguns importantes resultados. Dentre eles, a redução no número de membros das famílias, caracterizadas basicamente como nucleares e não como famílias extensas, sendo 93% da amostra. Do ponto de vista dos direitos, a pesquisa mostra que, formalmente, eles aparecem como iguais, e observam-se diferenças de percepção na oportunidade para exercê­los. No que se refere ao quesito saúde, existem diferenças de gênero nas formas de percepção de risco da aids, e a importância do uso de camisinha. Outras informações referem-se a câncer, gravidez na adolescência, virgindade, aborto, etc.
Palavras-Chave:
Sistemas de produção familia. Divisão de trabalho. Relações de gênero. Masculinidade. Feminilidade. Prevenção de aids. Fatores sociais e culturais. Cidadania. Público. Privado. Saúde da mulher. Vulnerabilidade social.
Divulgação e/ou Publicações:
RUA, M.G.; ABRAMOVAY, M. Companheiras de Luta ou “Coordenadoras de Panela?” As relações de gênero nos assentamentos rurais. Brasília: Ed. UNESCO, 2000.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
516/1999
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Moacir Wuo
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
CEETPS - Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza.
Período de Vigência:
1999 - 2000
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Ministério da Saúde; UNESCO.
Introdução e Justificativa:
Este estudo procurou caracterizar os Programas ou as Atividades de Prevenção à Aids para Alunos desenvolvidos nas Escolas Técnicas Estaduais do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, e determinar os fatores que influenciaram as interrupções ou descontinuidades desses programas ou atividades ao longo dos anos letivos de 1995 a 1997. A hipótese formulada foi a da inexistência de um planejamento escolar efetivo voltado para a prevenção da aids, devido à ausência de política explícita da direção da escola, associada à ausência de capacitação e treinamento dos professores.
Objetivos:
Caracterizar e analisar as atividades de prevenção à aids desenvolvidas nas Escolas Técnicas do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza.
Materiais e Métodos:
Questionários auto-aplicáveis, anônimos, com questões abertas e fechadas, compostos de termo de autorização e consentimento. As questões abertas analisadas seguem a proposta de análise de conteúdo de Bardin (1978) e Navarro e Diaz (1995). O EpiInfo foi utilizado para tabulação e análise de dados das questões fechadas.
Resultados - Parciais ou Finais:
Foi registrada a ocorrência de regularidade nas ações de prevenção à aids nos anos de 1996 a 1999, sendo que a freqüência média do período de 1998 a 1999 foi acima de 80%. Houve predominância de atividades de tipo expositivas, centradas nos aspectos médicos e biológicos da aids, com participação de profissionais de saúde e de ONGs. Os diretores que atuam há mais tempo demonstraram serem mais resistentes a assumir responsabilidades para o desenvolvimento de programas de prevenção em suas unidades e indicaram os professores e os alunos como os mais interessados nas atividades de prevenção à aids. Estes diretores indicaram questões de ordem financeira como as que impediram ou dificultaram a continuidade ou a realização de atividades de prevenção. Dentre os professores, os que participaram de programa de capacitação promovido pelo Ceeteps/Ministério da Saúde, demonstraram maior segurança e conscientes na indicação da necessidade das atividades de prevenção nas escolas, também apresentaram maior capacidade de argumentação técnica para justificar essas necessidades e angariar apoio da comunidade escolar. Os resultados indicaram que diretores e professores, em geral, estariam mais propensos a aviar um programa de prevenção do que a assumir as responsabilidades e riscos de planejar e desenvolver um programa em suas unidades de ensino. Pode-se considerar como um ganho, mesmo com o desenvolvimento de atividades de prevenção pouco estruturadas e não atendendo às exigências e orientações pedagógicas. A prevenção ainda não atingiu o status de matéria importante para a formação do aluno e para ser incorporada na praxe escolar. Esta situação parece configurar a tradição cultural campanhista da Saúde Pública do Brasil.
Palavras-Chave:
Escola. Prevenção. Programas Escolares.
Divulgação e/ou Publicações:
WUO, M. Atividades de Prevenção à Aids Nas Escolas: Visão de Diretores e Professores. In: FÓRUM 2000 - FÓRUM E CONFERÊNCIA DE COOPERAÇÃO TÉCNICA HORIZONTAL DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE EM HIV/AIDS E DST, 1./2., 2000, Rio de Janeiro. Proceedings... Brasília: Ministério da Saúde, 2000. v.II, p.678.

WUO, M., GUZZO, R.S.L. A escola e a prevenção à Aids: como professores e diretores avaliam os programas? Revista Temas de Psicologia da SBP, v.10, n.3, p.211-220, 2002.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
601/2000
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Ana Maria de Oliveira
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal de Goiás; Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública; Departamento de Imunologia e Patologia Geral.
Período de Vigência:
2001 - 2002
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (Nádia Maciel Bomtempo); Hospital de Doenças Tropicais da Secretaria de Estado da Saúde de Goiânia (Fernanda G. Pereira Rossi); e, Departamento de Enfermagem e Fisioterapia da Universidade Católica de Goiás (Mª Eliane Liégio Matão).
Introdução e Justificativa:
A Abordagem Sindrômica das DST preconizada pelo Ministério da Saúde (MS), constituido-se numa estratégia eficiente, uma vez que interrompe a cadeia de transmissão e evita novas ocorrências. O Estudo é quantitativo, realizado junto aos profissionais médicos da rede pública municipal de saúde de Goiânia que atendem DST, com o objetivo de avaliar em que medida os mesmos estão engajados no diagnóstico, tratamento e prevenção às DST. Participaram 117 profissionais especialistas em clínica geral, urologia e ginecologia e obstetrícia. Os resultados demonstraram que, sob a ótica desses sujeitos, a prática dos mesmos enquadrava-se como boa ou ótima. Revelou ainda que muitos não consideravam a possibilidade dos usuários apresentarem DST, o que pode ser apontado como certo desconhecimento ou não valorização quanto aos agravos, bem como no que se refere à obrigatoriedade ética e legal da notificação dos agravos, uma vez que 47,8% não a registram. Salienta-se que o número de profissionais não “sensibilizados” para as DST, principalmente entre as gestantes, é preocupante, uma vez que estão presentes em uma parcela considerável da clientela.
Objetivos:
Descrever o perfil dos profissionais e avaliar a “sensibilidade” de médicos, clínicos gerais, ginecologistas e urologistas que atendem em serviços públicos, em relação ao diagnóstico, tratamento, notificação e prevenção das DST. Entende-se sensibilidade como a capacidade diagnóstica e a forma de abordagem do tema DST na prática da clínica diária.
Materiais e Métodos:
A Coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de instrumento tipo questionário, contendo perguntas abertas e fechadas. Previamente à sua aplicação, obteve-se a listagem nominal dos sujeitos, bem como a unidade de sua lotação. Foram pesquisados o universo total de clínicos gerais, ginecologistas e urologistas lotados nas 50 UBSs de Goiânia. Os aplicadores do instrumento foram todos os alunos de cursos da área da saúde, especificamente do quinto ano de medicina da UFG e do 10º período de enfermagem da UCG, pertencentes à Liga de DST durante o ano de aplicação do estudo. Os dados foram coletados de março a maio de 2001. O banco de dados foi construído e analisado pelo Programa EpiInfo versão 6.0.
Resultados - Parciais ou Finais:
Dentre os principais resultados obtidos, verificou-se que os sujeitos estavam habilitados para o exercício da especialidade de atuação, demonstraram estar satisfeitos com a área de opção, mas não com a remuneração e as condições de trabalho. Em média atendiam entre 11 e 15 pacientes no período de 4 horas. Quanto à abordagem acerca da atividade sexual, esta não era feita de modo rotineiro pelos profissionais em geral, sendo que a análise desse item a partir da variável sexo demonstrou que profissionais do sexo feminino abordavam mais essa temática (62,1%) do que os do sexo masculino (33%). No que se refere à realização do exame físico do paciente, esta não era prática adotada de modo sistemático entre a totalidade dos integrantes desse grupo: dos clínicos, 33,3% nunca o realizou, nem mesmo quando havia queixa por parte do usuário. Outro resultado relevante foi a não-consideração por parte de 29,9% dos participantes quanto à possibilidade de DST na vigência da gestação. Nos casos em que o diaganóstico de DST estava estabelecido, 85% utilizaram o esquema preconizado pelo MS para o tratamento do agravo.
Palavras-Chave:
Abordagem sindrômica. DST. Médicos x DST.
Divulgação e/ou Publicações:
OLIVEIRA, A.M. et al. Avaliação da sensibilidade dos médicos para Abordagem Sindrômica das Doenças Sexualmente Transmissíveis, nas Unidades Básicas de Saúde de Goiânia. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE INFECTOLOGIA, 13., 2003, Goiânia. Resumo publicado no The Brazilian Journal of Infectious Diseases, v.7, suppl.1, p.S35, Aug 2003.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Denise da Rocha Tourinho
Instituição:
Núcleo de Estudos em Saúde Pública.
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST.
Introdução e Justificativa:
O relatório apresenta informações descritivas e analíticas sobre as formas de vida nos assentamentos e acampamentos do MST dos diversos estados da federação, com ênfase nas condições sanitárias da população, seu perfil epidemiológico e principais conhecimentos, atitudes e práticas com relação ao processo saúde doença, em particular as DST/aids, bem como as particularidades nos hábitos de vida dessa população.
Materiais e Métodos:
Inquérito nacional de morbimortalidade realizado em amostra representativa de domicílios de famílias de assentamentos e acampamentos ligados ao MST. Foram utilizados os seguintes instrumentos de coleta de dados: ficha de família, ficha de morbidade, ficha de morbidade crônica, ficha sobre saúde da mulher, ficha sobre pré­natal, ficha sobremortalidade, ficha sobre hábitos e comportamentos. A amostra total foi de 4.347 famíllias assentadas e 3.560 famílias acampadas, representativas para os estados e regiões. Foram adotados os seguintes parâmetros: prevalência máxima de 50% (p = 0,5), erro amostral
Resultados - Parciais ou Finais:
A maioria dos resultados apresentados são de caráter descritivo entre os quais se destacam os seguintes: perfil da população acampada; condições de vida das famílias; formas de produção; organização e comercialização da produção; morbidade crônica; tipo de atenção à saúde; mortalidade, sendo as causas externas em primeiro lugar, seguidas das doenças cardiovasculares e neoplasias; uso de métodos anticoncepcionais; conhecimentos sobre prevenção e transmissão das DST/aids; uso de cigarro e bebidas alcoólicas; formas de uso e freqüência de preservativo
Palavras-Chave:
Assentamento. Acampamento. Reforma agrária. Educação. Saúde. Planejamento familiar. Trabalhadores rurais. Amamentação. Gravidez. Preservativo. Meios de prevenção. Meios de transmissão da aids. Hábitos. Comportamentos. MST.
Divulgação e/ou Publicações:
Livro.

Edital/Chamamento:
Chamada de Pesquisa 319/2009
Número do Projeto:
124/2009
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Maria Inês Batistella Nemes
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Departamento de Medicina Preventiva.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Trata-se de uma pesquisa avaliativa que objetivou medir e analisar a adesão ao tratamento anti-retroviral em ambulatórios do sistema público de saúde que apresentem diferentes padrões de qualidade da assistência (segundo a análise prévia da qualidade dos serviços realizada na pesquisa “Avaliação da qualidade da assistência ambulatorial nos serviços públicos de atenção à aids no Brasil”). A principal finalidade deste projeto foi a de avaliar fatores relacionados à adesão, entre eles os da qualidade dos serviços, de modo a contribuir para otimizar as intervenções de aprimoramento da adesão ao tratamento e da qualidade da assistência.
Objetivos:
Estimar o risco para não-adesão segundo características tecnológicas e de qualidade dos serviços; Estimar o risco para não-adesão segundo características relacionadas com o indivíduo e com o tratamento.
Materiais e Métodos:
Foram entrevistados 1.972 pacientes provenientes de 322 serviços localizados em 7 estados brasileiros. Foram considerados aderentes todos o que tomaram 95% ou mais do total de comprimidos que deveriam ser ingeridos nos 3 dias que antecederam a entrevista.
Resultados - Parciais ou Finais:
A taxa de aderência obtida foi de 73%. Foram analisadas variáveis relacionadas às características do tratamento, do paciente e dos serviços. Em relação ao tratamento, foi constatado que regimes complexos são preditores de não-aderência (o número de pílulas é um preditor que combina questões também relacionadas ao regime a ao tempo de tratamento). Sexo, idade, nível educacional e risco de transmissão (hetero/homo/usuários de drogas) utilizadas como variáveis do paciente. O nível educacional abaixo de dois anos de escolaridade formal foi o único preditor de não aderência. Também houve um pequeno efeito protetor da idade, entre os maiores de 45 anos. Em relação aos serviços, as taxas de adesão obtidas foram semelhantes entre serviços dos estados menos e mais desenvolvidos. Os serviços pequenos, com menos de 100 pacientes de aids, mostram maior risco de não-adesão.
Palavras-Chave:
Adesão do paciente ao tratamento da aids.
Divulgação e/ou Publicações:
NEMES, M.I.B.; CARVALHO, H.B.; SOUZA, M.F.M.S. Anti-retroviral therapy adherence in Brazil. AIDS, v.18, suppl 3, p.S15-20, 2004.

NEMES, M.I.B. et al. Evaluation of Brazilian AIDS Program: HAART adherence and quality of care. In: INTERNATIONAL AIDS CONFERENCE, 15., 2004, Bangkok. Proceedings... Bangkok: International AIDS Society, 2004. v.2, p.51.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Set/2001
Número do Projeto:
667/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Edna Maria Vissoci Reiche
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Estadual de Londrina; Centro de Ciências da Saúde; Departamento de Patologia Aplicada; Análise Clínicas e Toxicológicas.
Homepage:
Período de Vigência:
2001 – 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
A epidemia causada pelo HIV-1 é crescente no Brasil e pouca informação sobre os fatores genéticos do hospedeiro relacionados à susceptibilidade e resistência à infecção pelo HIV-1 na população brasileira tem sido relatada. Um polimorfismo na região conservada 3’ não transcrita (3’UTR) do gene que codifica a quimiocina fator 1, derivado do estroma da medula óssea (SDF1), tem sido associado tanto com uma maior resistência à infecção e com o retardo da progressão da infecção pelo HIV-1 como com uma maior progressão para aids e morte por essa doença. Realizou-se um estudo transversal com o objetivo de determinar as prevalências do polimorfismo genético do SDF1 e do alelo mutante SDF13’A em 1.061 indivíduos divididos em quatro grupos: 136 controles saudáveis, doadores de sangue fidelizados do Hemocentro Regional de Londrina-PR (Grupo 1), considerados de baixo risco de infecção pelo HIV-1; 147 indivíduos expostos ao HIV-1, mas não infectados, considerados de alto risco de infecção pelo auto-relato de comportamento sexual e/ou uso de drogas injetáveis com compartilhamento de seringas e agulhas com indivíduos infectados pelo HIV-1 (Grupo 2); 161 pacientes infectados pelo HIV-1, soroprevalentes, ambulatoriais, assintomáticos e com contagem de células T CD4+ ≥ 350/mm3 (Grupo 3) e 617 pacientes infectados pelo HIV-1, soroprevalentes, ambulatoriais ou internados, com os sintomas da doença e/ou contagem de células T CD4+
Objetivos:
Determinar o polimorfismo genético do SDF 1 (ausência de mutação SDF 1 wild type, mutação em heterozigoze SDF 1/ SDF 13´A, mutação em homozigoze SDF1 3´A/ SDF1 3´A) em pessoas infectadas e não infectadas por HIV; Determinar o polimorfismo genético do SDF 1 em candidatos a doadores de sangue do Hemocentro Regional de Londrina, PR; Determinar o polimorfismo genético do SDF 1 em pessoas não infectadas por HIV, porém com comportamento de risco para infecção por esse vírus; Determinar o polimorfismo genético do SDF 1 em pessoas infectadas por HIV, assintomáticas de aids; Determinar o polimorfismo genético do SDF 1 em pacientes com aids.
Materiais e Métodos:
A amostra foi obtida de forma seriada, por conveniência de tempo e local, de pessoas atendidas no Hemocentro Regional de Londrina; no Centro de Orientação e Apoio Sorológico (COAS), alocados no Centro de Referência Dr. Bruno Piancastelli Filho, Londrina; pessoas atendidas no Hospital Universitário e Ambulatório do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Londrina. A amostra foi constituída por indivíduos adultos, de ambos os sexos e com idade maior de 13 anos, divididos em quatro grupos: Grupo 1 – doadores de sangue fiéis ao Hemocentro Regional de Londrina, com sorologias negativas para: doença de Chagas; sífilis; hepatite C; hepatite B; HTLV I e II; HIV e com concentrações séricas normais de alinina aminotransferase (ALT). Grupo 2 – pessoas HIV negativo com comportamento de risco para esse tipo de infecção. Grupo 3 – pessoas infectadas por HIV, assintomáticas, com contagem de células CD4 + > 400 células/ mm³. Grupo 4 – pacientes com aids, segundo os critérios do CDC, 1993, e contagem de células CD4+ et al., 1998).
Resultados - Parciais ou Finais:
As freqüências da mutação em homozigose do SDF13’A foram de 3,7%, 6,1%, 4,3% e 5,3%, entre os grupos 1, 2, 3 e 4, respectivamente (p=0,5120). A freqüência geral do alelo mutante SDF13’A foi de 0,1984 e não apresentou diferença significativa entre os quatro grupos analisados (p=0,2744). A freqüência do alelo SDF13’A obtida nessa amostra poderia ser explicada pela estrutura étnica heterogênea da população brasileira e confirma a distribuição global do polimorfismo genético do SDF1. Os resultados obtidos reforçam a hipótese de que o alelo SDF13’A, isoladamente, pode não prevenir o risco de infecção pelo HIV-1. A presença de outros polimorfismos genéticos poderia exercer uma influência adicional ou sinérgica com o polimorfismo genético do SDF1 para a vulnerabilidade à infecção pelo HIV-1 e para os diferentes espectros de evolução da infecção nos indivíduos atendidos em Londrina e região do Estado do Paraná.
Palavras-Chave:
Fatores genéticos de risco. Polimorfismo genético. Fator 1 derivado do estroma da medula óssea (SDF1). Vírus da Imunodeficiência Humana tipo 1 (HIV-1). Síndrome da imunodeficiência adquirida (aids). Quimiocinas.
Divulgação e/ou Publicações:
REICHE, E.M.V. et al. Frequencies of the stromal cell derived factor 1 chemokine (SDF1) genetic polymorphism and SDF13’A allele in human immunodeficiency virus type 1 in non infected and infected individuals. In: MEETING OF THE BRAZILIAN SOCIETY OF IMMUNOLOGY, 28., 2003, Rio de Janeiro.

__. Frequencies of the stromal cell derived factor 1 chemokine (SDF1) genetic polymorphism and SDF13’A allele in human immunodeficiency virus type 1 in non infected and infected individuals. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PESQUISA EM HIV/AIDS, 5., 2004, Rio de Janeiro.

__. SDF1 genetic polymorphism in healthy individuals, in HIV-1 exposed but uninfected patients, and in HIV-1 infected patients from Brazilian population. In: MEETING OF THE BRAZILIAN SOCIETY OF IMMUNOLOGY, 29., 2004, Minas Gerais.

__. Sociodemographic and epidemiological characteristics associated with the human immunodeficiency virus type 1 (HIV-1) infection in HIV-1 exposed but uninfected individuals, and in HIV-1 infected patients from a southern Brazilian population. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, São Paulo, v.47, n.5, Sept.-Oct. 2005 (in press).

__. The effect of SDF1 genetic polymorphism in the clinical course of HIV-1 infection. In: MEETING OF THE BRAZILIAN SOCIETY OF IMMUNOLOGY, 29., 2004, Minas Gerais.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Set/2001
Número do Projeto:
669/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Luzidalva Barbosa de Medeiros
Instituição:
Universidade Federal de Pernambuco.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Este trabalho tem como objetivo geral determinar a freqüência de resistência primária aos anti-retrovirais nos pacientes atendidos no Hospital das Clínicas da UFPE e identificar fatores associados a essa resistência. Trata-se de estudo descritivo do tipo transversal. Estima-se que no período de 10 meses sejam arrolados ao estudo cerca de 96 pacientes.
Objetivos:
Determinar a freqüência de resistência primária aos anti-retrovirais nos pacientes atendidos no Hospital das Clínicas da UFPE e identificar fatores associados a essa resistência.
Materiais e Métodos:
O plano de análise prevê inicialmente a determinação da freqüência de resistência primária do HIV entre os casos de aids analisados. Posteriormente, será feita a descrição de freqüência das características dos casos de aids com resistência primária e dos casos de aids sem resistência primária. As possíveis diferenças de freqüência dessas características (variáveis independentes) serão testadas por meio de X2 (Quiquadrado), a um nível de significância de 5%. No primeiro momento será verificada a associação entre cada uma das variáveis e a resistência primária. Num segundo momento, aquelas variáveis que na análise univariada tiverem apresentado associação estatisticamente significante com o evento (resistência primária) serão introduzidas no modelo de análise multivariada que ajusta o efeito de cada uma delas pelas demais. Os resultados serão tabulados e utilizar-se-á o programa EPIINFO.
Palavras-Chave:
Resistência. Genotipagem. Anti-retrovirais. Resistência primária. Carga viral.
Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Set/2001
Número do Projeto:
670/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Maria de Fátima Costa Lopes
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal de Goiás, Instituto de Patologia Tropical e Saúde Publica, Departamento de Imunologia e Patologia Geral.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Secretaria Estadual de Saúde-GO; Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia-GO; Instituto Ludwig de Pesquisa Contra o Câncer-SP (Dra Luísa Lina Villa).
Introdução e Justificativa:
Este estudo teve como objetivos determinar a prevalência e os fatores de risco para DST (infecção por C. trachomatis, N. gonorrhoeae e Papilllomavírus humano) em adolescentes do sexo feminino. Validar o uso de escore de risco, bem como os dados do exame ginecológico para o diagnóstico de cervicite por C. trachomatis e N. gonorrhoea e estudar o comportamento sexual dessas adolescentes, empregando-se questionário na forma de entrevista. O diagnóstico das DST foi realizado em secreção cervical empregando-se a reação em cadeia de polimerase (PCR). A prevalência das DST estudadas foi elevada entre as adolescentes e a abordagem sindrômica não se mostrou adequada para o tratamento das infecções por C. trachomatis e N. gonorrhoea.
Objetivos:
Determinar a prevalência de DST em adolescentes do Distrito Sanitário Noroeste do município de Goiânia e estudar seu comportamento sexual; Determinar a prevalência da infecção por C. trachomatis, N. gonohrroeae e Papillomavírus humano (HPV) nessas adolescentes; Validar o uso de escore de risco, bem como os dados do exame ginecológico para o diagnóstico de cervicite por C. trachomatis e N. gonorrhoea; Estudar o comportamento sexual dessas adolescentes.
Materiais e Métodos:
Foram selecionadas aleatoriamente 914 adolescentes do Distrito Sanitário Noroeste do município de Goiânia. Todas as adolescentes responderam s um questionário sobre as características sociodemográficas, nas quais estava incluído o início da vida sexual. Das sexualmente ativas (47451,9%), 427 realizavam consulta ginecológica. Durante a consulta, investigou-se o comportamento sexual e determinou-se o escore de risco. No exame ginecológico, verificou-se a presença de secreção, friabilidade e dor à movimentação do colo. Foram colhidas amostras cervicais para realização da PCR para HPV, para C. trachomatis e N. gonorrhoeae e material para citologia oncótica.
Resultados - Parciais ou Finais:
A prevalência para C. trachomatis foi de 14,5% (IC95% 11,4–18,3) e para N. gonorrhoeae, 2,1% (IC95% 1,1– 4,0). Foram analisadas a SensibilidadeS, Especificidade - E, Valor Preditivo Positivo-VPP, e negativo-VPN, do escore de risco e dos componentes do exame ginecológico. Escore de risco: S=31,9% (IC95% 21,544,3), VPP=20,8% (IC95% 13,729,9); secreção mucopurulenta: S=15,9% (IC95% 8,627,2), VPP=28,2% (IC95% 15,545,1); friabilidade do colo: S=43,5% (IC95% 31,855,9),VPP=30,6% (IC95% 21,940,9); ectopia: S=30,4% (IC 95% 20,242,8), VPP=19,1% (IC95% 12,527,9); dor ao toque bimanual: S=36,2% (IC95% 25,348,8); VPP=26,0% (IC95% 17,936,2). A prevalência de infecção pelo HPV foi de 28% (IC 95% 23,832,5). Concluiu-se que a prevalência de infecção por C. trachomatis, N. gonorrhoeae e HPV foi elevada entre as adolescentes estudadas. A abordagem sindrômica não se mostrou adequada para o tratamento dessas infecções.
Palavras-Chave:
Adolescentes. DST. Prevalência. Escore de risco. Abordagem sindrômica.
Divulgação e/ou Publicações:
CÔRTES, R.M.L.; ALVES, M.F.C.; GUIMARÃES, E.M.B. Prevalência da infecção genital por Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae em adolescentes do gênero feminino, em Goiânia. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DST, CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO EM DST E AIDS, 5./5., 2004, Recife. Proceedings... Brasília: Ministério da Saúde, 2004. p.76.

GARCIA, M.M.D. et al. Prevalência de anormalidades citológicas cervicais em adolescentes do Distrito Sanitário Noroeste do município de Goiânia.Goiás In: CONGRESSO BRASILEIRO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA, 7., 2004, Curitiba. Proceedings... Curitiba: Sogia, 2004.

GUIMARÃES, E.M.B. et al. Prevalência e validação do diagnóstico de cervicite por escore de risco e exame ginecológico entre adolescentes de 15 a 19 anos, Goiânia/GO. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENSINO, CONGRESSO BRASILEIRO DE PESQUISA EM SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, 10./4., 2004, São Paulo. Revista Paulista de Pediatria, v.22, supl.11, 2004.

SANTOS, L.E. et al. Detecção e identificação genotípica do Papillomavírus humano . HPV, em adolescentes do gênero feminino, Goiânia.GO: Dados Preliminares. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DST, CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO EM DST E AIDS, 5./5., 2004, Recife. Proceedings... Brasília: Ministério da Saúde, 2004, p.76. (Prêmio de melhor trabalho na área de Laboratório).

VIEIRA, M.A.S. et al. Fatores associados ao uso do preservativo em adolescentes do gênero feminino no município de Goiânia. Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Niterói/RJ, v.16, n.3, p.77.83, 2004.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas . Set/2001
Número do Projeto:
677/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Aldo Ângelo Moreira Lima
Instituição:
Instituto de Biomedicina - Ibmed.
Homepage:
Período de Vigência:
2002 – 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Este estudo tem como objetivo geral avaliar a função e permeabilidade intestinal e o efeito de alanilglutamina na recuperação da lesão intestinal induzida por infecções e pela enteropatia induzida pelo HIV. Trata-se de estudo duplo-cego randomizado para determinar a lesão e a inflamação intestinal nos pacientes HIV positivos.
Objetivos:
Avaliar a função intestinal, permeabilidade e o efeito de alanilglutamina na recuperação da lesão intestinal induzida por infecções e pela própria enteropatia do HIV; Determinar o grau de lesão e inflamação do epitélio intestinal e lâmina própria em pacientes HIV positivo; Avaliar a capacidade absortiva, permeabilidade intestinal, deficiência de dissacaridase intestinal e estado nutricional nesses pacientes; Avaliar o efeito da alanilglutamina na recuperação do ganho de peso e permeabilidade intestinal nos pacientes HIV+; Determinar em um estudo piloto a biodisponibilidade e resistência de drogas anti-retrovirais nos pacientes.
Materiais e Métodos:
Estudo duplo-cego randomizado para determinar o efeito da alanilglutamina na permeabilidade intestinal e no estado nutricional de indivíduos infectados pelo HIV. Os pacientes com diagnóstico de HIV+, segundo critérios nacionais do Ministério da Saúde do Brasil, estarão disponíveis para o estudo. Os pacientes envolvidos assinarão uma ficha de consentimento e, em seguida, serão coletadas informações demográficas do paciente, dados epidemiológicos, características clínicas e dados antropométricos. Os testes laboratoriais e coletas de amostras de urina, sangue e fezes serão informados ao paciente e as amostras encaminhadas para laboratórios no HSJ e no Instituto de Biomedicina. Os dados demográficos, epidemiológicos, clínicos e laboratoriais terão dupla entrada no banco de dados, com sistematização para detecção de falhas lógicas na digitação. Os programas de computação utilizados serão Access, Excel, Epinfo e SPSS. As variáveis serão testadas para homogeneidade e testes paramétricos ou nãoparamétricos serão aplicados conforme indicado. Os valores de p
Palavras-Chave:
Pacientes infectados pelo HIV.
Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Set/2001
Número do Projeto:
687/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Jacqueline Rodrigues de Lima
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Fundação de Apoio à Pesquisa – Universidade Federal de Goiás.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Um estudo qualitativo participativo cooperativo foi realizado em uma região desfavorecida de Goiânia, entre mulheres que tinham um parceiro sexual estável, para explorar como o discurso preventivo privado e comunitário em relação ao HIV seria reconstruído pelas mesmas por meio de um processo coletivo de reflexão/ação. Os dados foram coletados por meio de 50 grupos focais e entrevistas na comunidade (realizadas pelas participantes). A abordagem participativa permitiu a reconstrução do discurso preventivo por haver favorecido a conscientização das participantes sobre as dificuldades para a prevenção do HIV com o parceiro estável, tanto na vida privada quanto no contexto coletivo das demais mulheres. A influência das relações de gênero e poder na negociação do sexo seguro foi identificada pelas participantes, e as mesmas relataram o desenvolvimento de capacidade para argumentação sobre o HIV e sua prevenção junto com o parceiro e a comunidade.
Objetivos:
Explorar como as mulheres economicamente desfavorecidas, que têm um parceiro sexual estável, reconstroem o discurso preventivo sobre HIV/aids em sua vida privada e comunitária e, ainda, quais as implicações que tal processo teria para futuros programas de prevenção.
Materiais e Métodos:
Esse estudo qualitativo participativo “cooperativo”, fundamentado no paradigma crítico-social, foi realizado em uma região desfavorecida de Goiânia. A investigação cooperativa é um tipo de pesquisa-ação, onde pesquisadores e pesquisados (co-pesquisadores) atuam em parceria na construção do conhecimento. Três mulheres da comunidade, indicadas por líderes locais, fizeram parte da equipe de pesquisadores durante todo o período de realização do estudo. Um total de dez grupos, contendo em média dez mulheres, foi organizado e cada grupo reuniu-se cinco vezes. Os dados foram coletados por meio de grupos focais pela técnica do recito-diálogo. Os encontros tinham duas etapas distintas: o recito, quando cada mulher descrevia as atividades de coleta de dados na comunidade em um diário de campo (entrevistas, avaliação dos serviços, negociação/utilização de preservativos), e o grupo focal, quando participavam de um diálogo crítico sobre o recito e tópicos propostos para discussão. Em cada encontro, um novo ciclo de reflexão/ação era iniciado. Os dados foram analisados com a participação das parcerias da comunidade e doze meses após o término da coleta dos dados foi realizado outro grupo focal contendo 20 mulheres (informantes-chave de cada grupo), para apresentar o resultado das interpretações e coletar informações atualizadas sobre o discurso e a prática das participantes.
Resultados - Parciais ou Finais:
As participantes tinham entre 19 e 59 anos, estavam com o mesmo parceiro entre 6 meses e 36 anos e a maioria não havia concluído o ensino fundamental (70%). Os resultados sugerem que o processo de reconstrução do discurso evoluiu do reconhecimento apenas do risco dos “outros” para a percepção do risco pessoal, da crítica quanto ao discurso preventivo, baseado na confiança das mulheres da comunidade, para o reconhecimento da semelhança entre o discurso pessoal e o coletivo, e da hesitação em provocar desconfiança ao levantar discussão sobre fidelidade/preservativo para o estabelecimento de diálogo sobre prevenção e sexualidade com o parceiro. Ainda: as co-pesquisadoras reconheceram a dificuldade em utilizar preservativo em toda relação sexual e foi sugerido o uso esporádico do mesmo, para “variar”, garantir a habilidade do parceiro no seu manuseio ou para uma adaptação progressiva visando o seu uso exclusivo. A abordagem participativa favoreceu o processo de reflexão-ação e facilitou a conscientização acerca das dificuldades para a prevenção do HIV/aids com o parceiro estável. Ainda: elas desenvolveram habilidades para promover discussões sobre prevenção e sexualidade com o parceiro e na comunidade. Este estudo sugere a necessidade de implantação de estratégias de intervenção baseadas em modelos participativos, sendo necessário a formação teórico-prática da equipe de saúde, a disponibilidade para atuar na comunidade (com a comunidade) e a valorização do potencial comunitário.
Palavras-Chave:
Prevenção do HIV/Aids. Mulheres com parceiro estável. Pesquisa participativa.
Divulgação e/ou Publicações:
LIMA, J.R.; GASTALDO, D.; VILA, V.S.C. Reconstructing Discourse and Practice About HIV/Aids Prevention With Women Who Have a Stable Sexual Partner. In: THE INTERNATIONAL CONGRESS ON WOMEN’s HEALTH ISSUES, 15., 2004, Ribeirão Preto. Proceedings... Ribeirão Preto: EERP/USP, 2004. CD-ROM.

LIMA, J.R. et al. A prevenção do HIV/Aids entre mulheres com parceiro estável: participação, reflexão e mobilização. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA, 7., 2003, Brasília. Proceedings... Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Saúde Coletiva, 2003. v.8, n.2, p.40. CD-ROM.

__. Participação comunitária na prevenção do HIV/Aids entre mulheres com um parceiro sexual fixo. In: IV Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Manaus. Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Rio de Janeiro, v.14, n.3, p.132-133, 2002.

LIMA, J.; VILA, V.S.C.; GASTALDO, D. Cooperative Inquiry: a participatory approach to promote HIV/AIDS prevention among women with regular sexual partner in Goiânia, Brazil. In: THE INTERNATIONAL INTERDISCIPLINARY CONFERENCE – ADVANCES IN QUALITATIVE METHODS, 6., 2005, Edmonton. Proceedings... Edmonton-CA: University of Alberta, 2005. p.101.

__. Pesquisa participativa: estratégia inovadora para prevenção do HIV/AIDS entre mulheres na comunidade. In: CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO BRASIL DE PESQUISA QUALITATIVA, 2004, Taubaté. Proceedings... Taubaté: Unitau, 2004. CD-ROM.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Set/2001
Número do Projeto:
689/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Cristina Muccioli
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Unifesp – Universidade Federal de São Paulo.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
FMUSP – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; McGill University – Canadá.
Introdução e Justificativa:
Tal pesquisa visa ao desenvolvimento, estruturação e coordenação de “Centro de Diagnóstico e Treinamento Virtual” especializado em manifestações oculares da aids, com finalidade de avaliar e fazer diagnóstico de doenças oculares, bem como orientações terapêuticas. Objetiva ainda o atendimento local e à distância de pacientes com diagnóstico de infecção pelo HIV. Contará com aparelhamento especializado na aquisição, recebimento e envio de imagens fundoscópicas via internet. O Centro de Diagnóstico Virtual inicialmente drenará pacientes de centros satélites na região metropolitana da cidade de São Paulo, com ampliação posterior a atendimento de pacientes no Estado de São Paulo e na seqüência, pacientes de todo País.
Objetivos:
Formação de Centro Diagnóstico Virtual especializado no estudo das doenças oculares secundárias à aids. Formação de centros de capacitação profissional para estabelecimento de rede de informação com hospitais ou clínicas associadas; estabelecimento de centros de referência virtual para diagnóstico e intercâmbio de informações médicas; realização de exames de anatomia patológica, efetuados em centros de referência nacional (Departamento de Oftalmologia da Unifesp) e internacional (McGill); criação de programas de busca de pacientes com aids que necessitem de avaliação freqüente através da telemedicina; indicar e encaminhar para tratamento clínico e cirúrgico, quando pertinentes, no setor de aids do Departamento de Oftalmologia da Unifesp/EPM.
Materiais e Métodos:
A avaliação dos pacientes incluídos no estudo prospectivo constará de passos consecutivos, a saber: aferição da acuidade visual dos pacientes; exame oftalmológico completo de segmento anterior; exame oftalmológico completo de segmento posterior; estabelecimento do diagnóstico; proposição de tratamento; documentação fotográfica (imagens eletrônicas), responsável por documentação diagnóstica, seguimento e avaliação de progressão. Os dados de pacientes externos ao Centro serão enviados via internet e as imagens processadas. As imagens serão enviadas de acordo com o protocolo estabelecido pelo Centro.
Resultados - Parciais ou Finais:
De acordo com análises dos dados resultantes da pesquisa parcial, a concordância diagnóstica observada na consultoria, em relação ao “padrão ouro”, foi de 73,5% para ambos os consultores. Sugestão de tratamento e/ou conduta não foi possível em 8% dos casos para o consultor A, e em 10,4% para o consultor B. A falta de dados clínicos (Kappa: 0,8) e a má qualidade das imagens (kappa: 0,74) foram os motivos com maior concordância em relação às dificuldades para conclusão da consultoria. A teleoftalmologia, através de consultoria por método assíncrono, foi eficaz para o diagnóstico de doenças infecciosas e inflamatórias oculares, em pacientes com ou sem aids. A falta de dados clínicos detalhados e a má qualidade das imagens enviadas foram os principais fatores limitantes para a conclusão da consultoria. A partir deste estudo serão possíveis o aprimoramento do formulário de consultoria e a implantação de Serviço de Teleoftalmologia no Departamento de Oftalmologia – Unifesp/EPM.
Palavras-Chave:
Aids. Telemedicina. Oftalmologia. HIV. Teleoftalmologia. Citomegalovirus. Uveite.
Divulgação e/ou Publicações:
Desenvolvimento do site: http://www.saudeparavoce.com.br/interoftalmo/pagprincipal.htm.

FINAMOR, L.P. Teleoftalmologia como auxílio diagnóstico nas doenças infecciosas e inflamatórias oculares: validação de método assíncrono de consultoria. Tese (Doutorado) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, 2004.

FINAMOR, L.P.; MUCCIOLI, C. Teleoftalmologia como auxilio diagnóstico nas doenças infecciosas e inflamatórias oculares. Revista da Associação Médica Brasileira, 2005 (Prova em Printer).

MUCCIOLI, C.M.D. et al. Teleophthalmology: Brazilian Experience and Future Directions. In: YOGESAN, K. et al. (Eds). Teleophthalmology, Springer-Verlag, 2006. (no prelo).

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Set/2001
Número do Projeto:
699/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Esper Georges Kallás
Instituição:
Universidade Federal Paulista, Escola Paulista de Medicina, Instituto Paulista de Doenças Infecciosas e Parasitárias.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Este projeto tem como objetivo, por meio da técnica de testagem sorológica dupla (detuned), identificar pacientes recentemente infectados pelo HIV-1, comparando os resultados com técnica de avaliação de avidez de anticorpos anti-HIV, criar repositório de amostras de soro, plasma e células mononucleares de sangue periférico, caracterizar o tipo de vírus desses pacientes e avaliar a resposta imunológica celular no momento da identificação dos casos e durante seis meses.
Objetivos:
Constituir repositório de amostras de soro, plasma e células mononucleares de sangue periférico obtidas de pacientes identificados com infecção recente pelo HIV-1; Caracterizar a cepa viral causadora da infecção nesses pacientes; Desenvolver protocolo de determinação de avidez de anticorpos a antígenos do HIV-1 como método alternativo para identificar infecção recente pelo vírus; Avaliar a resposta imunológica do tipo celular através das técnicas de imunofenotipagem de linfócitos, ELISPOT e ensaio de detecção de IFNy intracelular através da citometria de fluxo no momento de identificação da infecção recente e durante seis meses.
Materiais e Métodos:
Serão identificados pacientes com diagnóstico de infecção recente pelo HIV-1, definidos pelos critérios de inclusão descritos a seguir: idade igual ou superior a 18 anos completos; leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido antes do preenchimento do formulário de informação demográfica de triagem e coleta de sangue; teste de detecção de anticorpos anti-HIV pela técnica de Western Blot com resultado postivo; teste com ensaio imunoenzimático para detecção de anticorpos anti-HIV com resultado positivo, porém com resultado negativo após método sorológico de testagem dupla (detuned); hematócrito de 28% ou mais, obtido antes da coleta de sangue da visita 1. Os pacientes inscritos nesse protocolo de pesquisa serão submetidos a acompanhamento clínico e laboratorial. O acompanhamento clínico seguirá ficha clínica padrão, contendo os cuidados usuais aos pacientes infectados pelo HIV tratados pela DIPA EPM/Unifesp. O acompanhamento laboratorial envolverá tanto as coletas de rotina como as amostras para realização dos testes descritos. Os dados de evolução clínica e resultados laboratoriais serão compilados em ficha de registro de casos apropriada. Os dados obtidos com os ensaios de laboratórios serão compilados em programa construído em ambiente “Windows” para posterior transferência ao programa Statistica (StaSoft). Serão consideradas diferenças intragrupo, em relação a amostras obtidas em momentos diferentes, aquelas que apresentarem p abaixo de 0,05, com o teste não paramétrico de amostras pareadas de Wilcoxon. Diferenças intergrupo serão calculadas com o teste não-paramétrico de Kruskal Wallis, com p crítico de 0,05.
Palavras-Chave:
Pacientes infectados pelo HIV.
Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Set/2001
Número do Projeto:
702/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Mirtha Delia Sendic Sudbrack
Instituição:
Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre, Coordenação de DST/Aids.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Jair Ferreira, professor-adjunto de Epidemiologia).
Introdução e Justificativa:
Muitos pacientes não conseguem obter os benefícios dos avanços da terapêutica anti-retroviral em razão da não-adesão, problema ainda pouco conhecido na área pediátrica. Este estudo transversal contemporâneo pretendeu estimar a prevalência da não-adesão aos anti-retrovirais entre crianças residentes em Porto Alegre e identificar os fatores associados. A amostra inicial foi de 216 crianças, porém apenas 202 atenderam aos critérios de inclusão. Foram entrevistados 194 cuidadores, utilizando-se técnica que permitiu detectar perdas por falhas no entendimento sobre o uso correto do esquema e perdas conscientes de doses. Foi definido como não aderente a criança que ingeriu menos de 80% das doses prescritas para 24 horas, no dia anterior à entrevista. A prevalência geral da não-adesão encontrada foi de 49,5%, superior à estimada (30%). Considerando-se os tipos de cuidadores, não institucionais e institucionais, no primeiro a prevalência foi de 55,7% e, no segundo, de 22,2%. Na análise multivariável, a escolaridade do cuidador apresentou associação limítrofe com o desfecho (p=0,07).
Objetivos:
Pretendeu-se, com este estudo, estimar a prevalência da não-adesão aos anti-retrovirais entre crianças residentes em Porto Alegre e identificar os fatores correlacionados ao problema.
Materiais e Métodos:
Estudo transversal contemporâneo com amostra inicial de 216 crianças. Entretanto, apenas 202 crianças com critérios de inclusão compareceram aos ambulatórios de infectologia pediátrica entre fevereiro e novembro de 2002. Destas 202 crianças, foram entrevistados 194 cuidadores, através de entrevista estruturada e de técnica que permitiu detectar tanto perdas por falha no entendimento sobre o uso correto do esquema prescrito quanto a perdas conscientes de doses. Foi definida como não aderente a criança que ingeriu menos de 80% das doses prescritas para 24 horas, no dia anterior à entrevista.
Resultados - Parciais ou Finais:
A prevalência geral da não-adesão, entre as crianças do estudo, foi de 49,5% (IC95%= 41,5% a 56,5%), superior à estimada previamente (30%). A não adesão variou conforme o grau de relação/parentesco do cuidador com a criança, apresentando prevalência de 58,7%, quando mãe/pai biológico; 60,0%, quando outro parente; 38,5%, quando mãe/pai substituto/adotivo; e 22,2%, quando cuidador institucional. Na análise multivariável, a escolaridade do cuidador apresentou associação no limiar da significância estatística com o desfecho não adesão (p=0,07). A categoria “cuidador institucional” apresentou associação estatisticamente significativa para proteção contra a não adesão em todas as variáveis do modelo (p
Palavras-Chave:
Adesão. Crianças. Terapia anti-retroviral. Aids. HIV.
Divulgação e/ou Publicações:
WACHHOLZ, N.I.R. Adesão aos Anti-retrovirais em Crianças: Um Estudo da Prevalência e Fatores Associados. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2003.

WACHHOLZ, N.I.R.; FERREIRA, J. Adesão aos Anti-retrovirais em Crianças: Um Estudo da Prevalência e Fatores Associados. Porto Alegre, 2003. Submetido a Cadernos de Saúde Pública.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Set/2001
Número do Projeto:
750/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Rodrigo Ribeiro Rodrigues
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal do Espírito Santo, Núcleo de Doenças Infecciosas, Laboratório de Imunologia Celular e Molecular.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Este projeto tem por objetivo comparar o fenótipo viral, ou seja, os receptores presentes em partículas virais no plasma de pacientes com falha terapêutica com fenótipo do vírus encontrado em pacientes respondendo ao tratamento ou pelo menos em vírus com genótipo selvagem para resistência a drogas. O que aumentará o conhecimento sobre os compartimentos celulares de origem das cepas do HIV resistentes aos anti-retrovirais, fundamental na definição de novas estratégias de tratamento bem como no desenvolvimento de novas drogas.
Objetivos:
Avaliar pela imunofenotipagem a presença de receptores específicos para células T e monócitos/macrófagos em partículas virais livres no plasma de pacientes em falha terapêutica e comparar esses achados com o “fenótipo” viral encontrado em pacientes com cepas selvagens do HIV-1.
Materiais e Métodos:
Estudo sobre variabilidade genética e marcadores imunológicos. Foram convidados a participar do estudo pacientes portadores de infecção pelo HIV de ambos os sexos, acima de 18 anos, que procuraram o ambulatório de doenças infeccio-sas da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, espontaneamente ou encaminhados por outras clínicas ou serviços de hemoterapia. Foram arrolados 10 pacientes virgens de tratamento e um grupo de 10 pacientes com resistência genotípica às drogas anti-retrovirais. Amostras de plasma colhidas desses pacientes foram utilizadas para a seleção de vírus HIV-1, por meio de marcação com anticorpos monoclonais específicos para células T CD4 ou para monócitos e posterior purificação desses vírus através de “beads”paramagnéticos. Considerando-se que ao emergir da célula infectada o HIV adquire marcadores de superfície, como por exemplo o CD26 (específico para linfócitos T) e o CD36 e CD14 (específicos para monó-citos). Após selecionarmos essas populações virais fenótipo específicas, o RNA foi isolado e utilizado em reações de RT-PCR e seqüenciamento para determinarmos qual origem celular está associada à resistência genotípica do HIV.
Resultados - Parciais ou Finais:
Foram arrolados 10 pacientes virgens de tratamento e 10 pacientes HIV positivos com resistência genotípica aos anti-retrovirais. Amostras de plasma dos dois grupos foram submetidas à separação imunofenotípica das partículas virais utili-zando anticorpos monoclonais (MAb) anti-CD26 (Células T) ou anti-CD36 ou a combinação anti-CD14/anti-CD36 (específicos para monócitos). Durante nossos experimentos não obtivemos sucesso na separação de partículas virais marcadas com MAbs anti-CD14 ou anti-CD36, e apenas partículas virais marcadas com MAb anti-CD26 puderam ser separadas. Dados da literatura corroboram nosso insucesso uma vez que outros autores conseguiram isolar partículas virais CD36/CD14 positivas oriundas de amostras de líquido pleural, mas não de plasma. Nossos dados suportam nossa hipótese de que a resistência genotípica tem origem na circulação periférica a partir de células T. Os grupos de pacientes virgens de tratamento e os com resistência genotípica não apresentaram diferenças quanto à origem celular, sendo em ambos isolados apenas vírus CD26 positivos. A compartimentalização celular necessita ser mais estudada através de culturas separadas de monócitos ou células T de pacientes HIV+ e caracterização das partículas virais emergentes.
Palavras-Chave:
Pacientes HIV positivos virgens de tratamento ou em tratamento com anti-retrovirais.
Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Set/2001
Número do Projeto:
759/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Bernardo Galvão Castro Filho
Instituição:
Fundação Oswaldo Cruz, Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz, Laboratório Avançado de Saúde Pública (Fiocruz/CPQGM/Lasp).
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Laboratório de Aids e Imunologia Molecular, Departamento de Imunologia/Fiocruz-RJ (Mariza G. Morgado); Laboratório de Imunologia Clínica, Departamento de Imunologia/Fiocruz-RJ (Dumith Chequer BouHabib); e, Instituto de Saúde Coletiva/Universidade Federal da Bahia/UFBA (Inês Dourado).
Introdução e Justificativa:
Este estudo tem como objetivo estabelecer um sistema de vigilância sentinela do polimorfismo do HIV a fim de permitir o monitoramento contínuo do HIV-1 quanto à dinâmica da evolução genotípica, bem como em relação às propriedades biológicas e antigênicas dos vírus circulantes na cidade de Salvador. Isto possibilitará estudar isolados de subtipos não B, através do isolamento viral, caracterização do seu fenótipo e uso de correceptores, bem como realizar a caracterização genotípica detalhada.
Objetivos:
Estabelecer um sistema de vigilância sentinela do polimorfismo do HIV a fim de permitir o monitoramento contínuo do HIV-1 quanto à dinâmica da evolução genotípica, bem como em relação às propriedades biológicas e antigênicas dos vírus circulantes na cidade de Salvador; Estimar a soroprevalência do HIV em uma ampla e representativa amostra da população geral de Salvador; investigar fatores de risco para infecção pelo HIV-1 nos pacientes atendidos no Hospital Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia; Determinar a prevalência dos subtipos de HIV-1 dos pacientes atendidos no Hospital Universitário Professor Edgard Santos; Montar coleções de material dos diferentes subtipos a partir da obtenção de plasma, soro, células, DNA e vírus, priorizando os vírus de subtipo não B e recombinantes.
Materiais e Métodos:
Foram coletadas 800 amostras de pacientes soropositivos originárias do Hospital Universitário Edgard Santos da Cidade de Salvador-BA no período entre 2000 e 2002. Para determinação dos subtipos do HIV-1 foram analisadas, através do ensaio da mobilidade do heteroduplex (HMA env e gag). Esta metodologia permite verificar a presença de possíveis recombinantes, melhorando a fidedignidade do perfil epidemiológico dessa amostragem. As amostras recombinantes terão o seu genoma viral seqüenciado. Foi elaborado um instrumento para coleta de dados dos prontuários médicos dos pacientes atendidos no Hospital Universitário Professor Edgard Santos. Estes dados foram inseridos em banco de dados do epiinfo por estudantes da área de saúde previamente treinados. Para avaliar a soroprevalência na população geral de Salvador foi realizado um estudo de corte transversal de 3.437 amostras de residentes nesta cidade no período entre 1998 e 2000, onde foi feita a triagem sorológica para anticorpos anti HIV-1 através de ELISA, e o ensaio de imunofluorescência indireta foi utilizado como teste confirmatório. O perfil dos subtipos virais foi determinado por HMA e análise filogenética.
Resultados - Parciais ou Finais:
O estudo de soroprevalência do HIV-1 na população geral de Salvador mostrou uma taxa de 0,55% (19/3446), em que, 0,8% pertenciam ao sexo masculino e 0,36% ao sexo feminino. A maior soroprevalência foi encontrada no grupo com idade entre 31 e 45 anos (1%). Em relação à renda familiar, foi observado que a faixa de dois salários mínimos foi aquela onde detectamos a maior soroprevalência (0,78%), quando comparada àquela em que a renda era maior do que dois salários mínimos (0,33%). Por meio de análise filogenética, foram identificadas 12 amostras: 10 como subtipo B e 2 com o subtipos discordantes nas regiões analisadas: Benv/Fgag/Fpol e Fenv/Bgag. Das amostras provenientes do Hospital Professor Edgard Santos foram analisadas 229 amostras através do HMAgag e 213 amostras através do HMAenv, das quais, 174 tiveram a subtipagem realizada para ambos os genes. Os resultados mostraram que o subtipo mais prevalente, quando avaliados os dois genes env e gag, foi o subtipo B, detectado em 141 amostras (81%). Foram encontradas 31 amostras com subtipos discordantes para os genes env e gag, sendo 24 (13,7%) Benv/Fgag, 6 (3,4%) Fenv/Bgag, 1(0,5%) Benv/Dgag, e uma amostra do subtipo F nos dois genes (0,5%).
Palavras-Chave:
HIV-1. Caracterização genotípica do HIV-1. Soroprevalência do HIV-1.
Divulgação e/ou Publicações:
GALVÃO-CASTRO, B. HIV-1 in the general population of Salvador, Brazil: A city whith african ethnic and socio-demographic characteristics. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PESQUISA EM HIV/AIDS, 5., 2003, Rio de Janeiro.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Set/2001
Número do Projeto:
760/2001
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Silvia Beatriz May
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho – HUCFF.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Este estudo objetiva identificar e quantificar as variáveis determinantes da adesão ao tratamento com anti-retrovirais nos pacientes infectados pelo HIV, atendidos no ambulatório do HUCFF/UFRJ, que sejam maiores de 18 anos. O tamanho amostral para determinar a proporção de pacientes que adere a 80% das cápsulas, com erro de 0,07 a probabilidade de 70%, com um intervalo de confiança de 95%, é de 250 indivíduos. Os indivíduos serão escolhidos de forma aleatória simples, utilizando-se a lista nominal dos pacientes cadastrados para recebimento de terapia anti-retroviral. Após a escolha aleatória dos pacientes, os mesmos serão convidados a participar do estudo. Aqueles indivíduos que aceitarem sua inclusão serão submetidos a uma entrevista estruturada, aplicada por profissional treinado, em privacidade.
Objetivos:
Avaliar o grau de adesão à terapêutica anti-retroviral nos pacientes com HIV em acompanhamento clínico no HUCFF/UFRJ.
Materiais e Métodos:
Trata-se de estudo transversal na coorte de indivíduos soropositivos para o HIV no HUCFF/UFRJ. O tamanho amostral para determinar a proporção de pacientes que adere a 80% das cápsulas, com erro de 0,07 a probabilidade de 70%, com um intervalo de confiança de 95%, é de 250 indivíduos. Os indivíduos serão escolhidos de forma aleatória simples, utilizando-se a lista nominal dos pacientes cadastrados para recebimento de terapia anti-retroviral. Os dados serão analisados pelos programas estatísticos EpiInfo 2000.
Resultados - Parciais ou Finais:
Foi realizado um estudo transversal, entre os 1.300 cadastrados. A adesão foi medida pelo relato do paciente, utilizandose um questionário estruturado e definido com o número de pílulas tomadas em relação ao número de pílulas prescritas nos três dias anteriores à realização da entrevista. A adesão foi dicotomizada em aderentes (> 80% das pílulas) e não-aderentes. Foram estrevistados 226 pacientes. Desses, 145 (65 %) eram homens, a média de idade de 40 anos (1869) e45 (20%) tinham ≤ 4 anos de educação, 110 (49%) estavam trabalhando na época da entrevista e a mediana da renda familiar era de US$ 305/mês. No conjunto, 107 (47%) indivíduos relataram ter bebido pelo menos uma dose de álcool no último mês, a média de tempo de diagnóstico da infecção pelo HIV foi de 60 meses. A adesão média foi de 84,3%. Dos pacientes, 186 (82%) relataram adesão de mais de 80 % ao tratamento e 75,2% relataram adesão maior de 95% às pílulas prescritas. Os fatores preditores de adesão a mais de 80% ao esquema anti-retroviral foram: pertencer ao gênero masculino (OR 2,0 CI 1,02 to 4,1), maior renda familiar (p value, ttest)
Palavras-Chave:
Aids. Adesão. Anti-retroviral.
Divulgação e/ou Publicações:
CARDOSO, G.; MAY, S.B.; FEIJO BARROSO, P. Evaluation of the impact of anti-retroviral therapy among the quality of life of HIV/AIDS patients. In: THE IAS CONFERENCE ON HIV PATHOGENESIS AND TREATMENT, 3., 2005, Rio de Janeiro. Abstract MoPe11.1C31.

MAY, S.B.; CARDOSO, G.; BARROSO, P.F. Determinants of adherence to anti-retroviral therapy in a developing country. In: THE INTERNATIONAL AIDS CONFERENCE, 14., 2002, Barcelona. Abstract WePeB5866.

MAY, S.B. et al. High Adherence Rates To Anti-retrovirals. In: A RESOURCE POOR SETTONG. THE IAS CONFERENCE ON HIV PATHOGENESIS AND TREATMENT, 2., 2003, Paris. Abstract n.755.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Abr/2002
Número do Projeto:
521/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Mark Drew Crosland Guimarães
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Medicina, Departamento de Medicina Preventiva e Social.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Escola de Enfermagem e Faculdade de Farmácia da UFMG.
Introdução e Justificativa:
Estudo prospectivo concorrente com componentes quantitativo e qualitativo, tendo como principal objetivo determinar a incidência de não-adesão ao tratamento ARV e os fatores associados entre indivíduos atendidos em dois serviços públicos de referência para HIV/aids no município de Belo Horizonte-MG, que receberam sua primeira prescrição ARV em 2001-2002 e acompanhados até dez meses. Os participantes foram submetidos a uma entrevista estruturada na visita inicial, a qual abordou aspectos sociodemográficos, psicossociais, comportamentais, clínicos e aqueles relativos aos serviços e nas três visitas de seguimento para verificar o grau de adesão ao tratamento e os fatores associados com a não-adesão. Foram também preenchidos registros diários durante uma semana entre cada visita de seguimento. Dados complementares foram obtidos nos prontuários médicos. A compreensão da prescrição pelos participantes foi comparada com a prescrição registrada. A análise quantitativa incluiu distribuição de freqüência, análise univariada e multivariada por meio do modelo de riscos proporcionais de Cox. Foram estimados os relative hazards com intervalo de confiança de 95%. A abordagem qualitativa incluiu entrevistas em profundidade, com 25 pacientes de cada centro e grupos focais, com profissionais de saúde envolvidos com a atenção à saúde de indivíduos infectados pelo HIV/aids, e também com ONGs, procurando compreender o processo vivenciado pelos pacientes e profissionais durante o tratamento com ARVs.
Objetivos:
Descrever a população participante e determinar a incidência da não-adesão ao tratamento ARV na população nos períodos indicados; Determinar os fatores socioeconômicos, demográficos, psicológicos, comportamentais, clínicos e aqueles relacionados ao serviço de saúde associados à não-adesão ao tratamento com os ARV; Descrever os aspectos etnográficos/qualitativos que influenciam a adesão ao tratamento com os ARV.
Materiais e Métodos:
O estudo teve delineamento prospectivo concorrente. Indivíduos infectados pelo HIV, com indicação de tratamento ARV, inscritos nos dois serviços, foram avaliados a partir da primeira prescrição (linha de base) e acompanhados por pelo menos dez meses. A medida da adesão foi aferida no primeiro, quarto e sétimo mês de acompanhamento. O período de recrutamento e acompanhamento foi iniciado em setembro de 2001 e encerrado em março de 2003. A não-adesão foi avaliada por meio de entrevista e se referiu à tomada de menos de 95% das doses prescritas nos últimos três dias. Foi também avaliada a não-adesão por meio de registro diário, registro de dispensação nas farmácias dos serviços e registros em prontuários. A análise incluiu Qui-quadrado, medidas de tendência central e análises univariada e multivariada por meio do modelo de regressão de Cox. A estimativa de risco foi feita pelo relative hazard.
Resultados - Parciais ou Finais:
O estudo teve início em maio de 2001, com encerramento do recrutamento em maio de 2002; o seguimento prosseguiu até março de 2003. Do total de pacientes abordados (n=503), 6,0% (n=30) não preencheram os critérios de elegibilidade. Entre os elegíveis (n=473), 86,0% (n=406) aceitaram participar do estudo e assinaram o termo de consentimento. Dos 406 participantes, 362 (89,2%) tiveram pelo menos uma visita de seguimento, 314 (77,3%) tiveram pelo menos duas visitas, enquanto que 218 (53,7%) tiveram as três visitas. A média de idade dos entrevistados foi de 34 anos (mediana=33 anos). Cerca de 56% eram homens, com 33% das mulheres em período de gestação (n=59). A maioria tinha cor parda ou outras (53,4%); e 45,3% eram solteiros e com baixa escolaridade (64,8% com
Palavras-Chave:
Adesão. Tratamento anti-retroviral. ARV. AIDS. HIV. Fatores associados.
Divulgação e/ou Publicações:
BONOLO, P.F. et al. Nonadherence among patients initiating anti-retroviral therapy: a challenge for health professionals in Brazil. AIDS, v.19, p.S00-S00, 2005.

CECCATO, M.G.B. et al. Compreensão de informações relativas ao tratamento anti-retroviral entre indivíduos infectados pelo HIV. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.1, p.1388-1394, 2004.

GUIMARÃES, M.D.C. et al. Factors Associated to Adherence to Anti-retroviral Therapy (Art) among HIV Infected Patients in Belo Horizonte, Brazil, 2001/2002. In: FORO 2003 – FORO EN VIH/SIDA/ITS EN AMERICA LATINA Y EL CARIBE, 2., 2003, Havana. Proceedings... Habana: Loseventos, 2003. v.1, p.1265-1274.

LORENZA, N.C.; BONOLO, P.F.; GUIMARÃES, M.D.C. Anxiety and Depression Assessment prior to Initiating Anti-retroviral Treatment in Brazil. AIDS Care (no prelo).

MENEZES, C; GUIMARÃES, M.D.C.; BONOLO, P.F. Self eporting of adverse reactions of anti-retroviral therapy by HIV infected patients in Belo Horizonte, Brazil, 2001 - 2002. In: FORO 2003 – FORO EN VIH/SIDA/ITS EN AMERICA LATINA Y EL CARIBE, 2., 2003, Havana. Proceedings... Habana: Loseventos, 2003. v.1, p.1289-1296.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Abr/2002
Número do Projeto:
565/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Ana Maria Teresa Benevides Pereira
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Estadual de Maringá, Centro de Ciências Humanas Letras e Artes, Departamento de Psicologia.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
UEM – Universidade Estadual de Maringá.
Introdução e Justificativa:
Este estudo objetivou avaliar a incidência de burnout, síndrome que acomete principalmente pessoas cuja ocupação requer a dedicação a outras pessoas, entre cuidadores de portadores de HIV/aids na região noroeste do Paraná. Para tal, foram utilizados três instrumentos auto-aplicáveis: o MBI (Maslach Burnout Inventory), o ISE (Inventários de Sintomatologia de Estresse) e um questionário sociodemográfico, em profissionais e voluntários encarregados de soropositivos, que desenvolviam suas atividades em diversas instituições.
Objetivos:
Estimar a sintomatologia psicossomática dos que se ocupam de pessoas soropositivas, avaliando o nível de burnout, verificando a ocorrência da sintomatologia do estresse e burnout associados a características sociodemográficas; Recomendar intervenções no sentido de propiciar formas adequadas de enfrentamento ao burnout e conseqüentemente de melhor assistência ao usuário, a partir dos resultados.
Materiais e Métodos:
Após contato e autorização dos responsáveis por hospitais, Centros Regionais de Saúde e ONGs da região noroeste do Paraná, em dia e hora previamente agendados, foram contatados os profissionais e voluntários de cada Instituição. A participação foi voluntária, assim como foi garantido o sigilo quanto à identificação dos colaboradores. Foi solicitada a assinatura de um termo de consentimento e esclarecimento conforme o que dispõe a Resolução nº 196 do Conselho Nacional de Saúde. Foram aplicados os seguintes questionários de auto-informe: ISE – Inventários de Sintomatologia de Estresse, de Benevides-Pereira & Moreno-Jiménez (2000); MBI – Maslach Burnout Inventory, de Maslach & Jackson (1986), traduzido por integrantes do Gepeb – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Estresse e Burnout, e um questionário socio-demográfico elaborado pelo grupo de investigação. Os dados obtidos foram analisados por meio do programa estatístico SPSS, versão 11. Foram oferecidas palestras informativas sobre os processos de estresse e burnout e distribuída uma pequena publicação, preparada especialmente para esse fim, denominada: “Quem cuida também merece cuidados: conhecendo e prevenindo o burnout”, de Benevides Pereira & Alves, Eduem, 2003.
Resultados - Parciais ou Finais:
A amostra de 87 integrantes (43,93% do total estimado) foi constituída primordialmente por mulheres (79,3%) com idade média de 36,43 anos (dp=9,48). A média de tempo de atividade foi de 5 anos e 5 meses (dp=6,4), sendo que a maioria (63,2%) era voluntária na Instituição, despendendo, na maior parte dos casos (42,5%), até 20 horas semanais. Quanto aos resultados do ISE, apesar da média da sintomatologia física de estresse ter sido maior que a psicológica, o grupo de-notou um maior número de cuidadores sofrendo de estresse psicológico (41,45%). No MBI, a dimensão de exaustão prevaleceu sobre as demais. Tendo em vista que a despersonalização possui em si características antagônicas com as atitudes preconizadas na atividade do “cuidar”, é de se salientar o fato de que 17,2% dos participantes revelassem essa dimensão acima da média. O abandono da atividade em decorrência dos transtornos sentidos foi evidenciado nas médias significativamente elevadas apresentadas nas escalas de Sintomas Psicológicos, Exaustão Emocional e Reduzida Realização Pessoal dos que pensavam em mudar de atividade. Tal dado demonstra o efeito das manifestações adversas sentidas através do estresse e burnout, bem como o conseqüente prejuízo, tanto da Instituição como da pessoa que recebia seus serviços, por vir a prescindir de um profissional treinado e qualificado para o atendimento, com o qual já possuía um vínculo afetivo.
Palavras-Chave:
HIV/aids. Burnout. Estresse ocupacional. MBI. ISE.
Divulgação e/ou Publicações:
BENEVIDES PEREIRA, A.M.T.; ALVES, R.N. O burnout do cuidador de pessoas com HIV/aids. In: CONGRESO IBEROAMERICANO DE PSICOLOGÍA CLÍNICA Y DE LA SALUD, 4., 2004, México. Proceedings... México DC: Ed. Pax México, Librería Carlos Cesarman S.A., 2004. v.1, p.54.

__. O burnout em pessoas que vivem com HIV/aids. In: ENCONTRO PARANAENSE DE PSICOLOGIA, 2004, Londrina. Informação. Londrina: Universidade Estadual de Londrina; CRP08, 2004.

__. Sintomatologia de estresse em cuidadores de pessoas soropositivas ao HIV. In: CONGRESO IBEROAMERICANO DE PSICOLOGÍA CLÍNICA Y DE LA SALUD, 4., 2004, México. Proceedings... México DC: Ed. Pax México, Librería Carlos Cesarman S.A., 2004. v.1, p.54-55.

BENEVIDES PEREIRA, A.M.T. et al. O Burnout em Pessoas Portadoras de HIV/aids: Resultados Parciais. In: CONGRESSO NORTE-NORDESTE DE PSICOLOGIA, 3., 2003, João Pessoa. Proceedings... João Pessoa: Associação de Pesquisa em Psicologia, 2003. v.1, p. 377-378.

__. Stress Symptoms in caretakers of people with HIV AIDS. In: INTERNATIONAL CONFERENCE OF THE STRESS AND ANXIETY RESEARCH SOCIETY, 24., 2003, Lisboa. Proceedings... Lisboa: Departamento de Psicologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, 2003. p.167.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Abr/2002
Número do Projeto:
599/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Wornei Silva Miranda Braga
Instituição:
Fundação de Medicina Tropical – FMT/IMT-AM.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Considerando que a região amazônica apresenta um dos mais elevados índices de endemicidade de infecção pelo VHB e VHD, mundialmente, e que a importância do VHC vem sendo referida a cada dia, bem como a epidemia de aids ser um dos principais problemas de saúde pública, este estudo oferece a oportunidade de avaliar os principais aspectos clínicos e epidemiológicos da co-infecção entre o VIH, o VHB, o VHC e o VHD. Empregou-se um desenho de “estudo de casos” em pacientes da demanda espontânea da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, com o diagnóstico de infecção pelo VIH/aids, atendidos no período de janeiro a dezembro de 2002. As amostras de pacientes incluídos, com sorologia reativa para o VHB, e/ou VHC, e/ou VHD, os quais foram avaliados por Reação em Cadeia da Polimerase-PCR, qualitativo e quantitativo e, posteriormente, genotipadas. Nessas amostras, também serão quantificados a carga viral e os subtipos do VIH-1. De posse desses dados, análises filogenéticas foram empregadas para determinar a evolução molecular das seqüências obtidas e a relação com os subtipos do HIV-1 existentes. Naqueles pacientes que consentiram formalmente, foi realizada uma biópsia hepática para avaliar o grau de dano do fígado, por meio da descrição dos achados histopatológicos.
Objetivos:
Avaliar os principais aspectos clínicos e epidemiológicos da co-infecção entre o VIH e os seguintes vírus hepatotrópicos: VHB, VHC e VHD; Caracterizar a co-infecção VIH, VHB, VHC e VHD, em relação aos seguintes parâmetros: aspectos demográficos e comportamentais; aspectos bioquímicos e hematológicos; achados histopatológicos; tempo de evolução da co-infecção; aparecimento de doenças oportunistas; resposta terapêutica aos anti-retrovirais; contagem de linfócitos T CD4/CD8; carga viral do VIH, VHB,VHC e VHD; genotipagem do VIH, VHB, VHC e VHD.
Materiais e Métodos:
A associação entre o VIH e os vírus hepatotrópicos (VHB, VHC e VHD) foram avaliados por um desenho de “estudo de casos” em pacientes da demanda espontânea da FMT-AM, com o diagnóstico de infecção pelo HIV/aids, atendidos no período de janeiro a dezembro de 2002. Sendo a população do estudo oriunda da demanda espontânea da FMT/IMT-AM, o tamanho da amostra avaliada depende do número de pacientes atendidos na instituição, durante o período definido pelo estudo. Calcula-se avaliar cerca de 1.200 indivíduos estimados pelo atendimento médio anual da instituição no ambulatório especializado para portadores de VIH/aids. Foi aplicado um questionário (auto-relato) para a obtenção dos dados conforme os objetivos da pesquisa; coletadas amostras de sangue para os testes: sorológicos, hematológicos, bioquímicos e de biologia molecular; pesquisados os prontuários para obtenção dos dados clínicos e laboratoriais das informações obtidas na entrevista com o paciente.
Palavras-Chave:
Co-infecção. VHB. VHC. VHD. PCR. Hepatite.
Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Abr/2002
Número do Projeto:
615/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Jose Antonio Transferetti
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
PUC – Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Centro de Ciências Humanas – Faculdade de Teologia.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Este estudo teve por objetivo lançar uma análise teológica, no campo da moral e da ética, sobre as campanhas anti-aids promovidas na época do carnaval pelo Ministério da Saúde. O estudo buscou esclarecer as seguintes questões: qual o conceito do bem e do mal na sociedade pós-moderna? Quais valores ainda são considerados valores, numa sociedade cada vez mais plural e dinâmica? Qual a contribuição da Teologia Moral nessa discussão? E os símbolos religiosos do “bem X mal”, o que representam hoje? São perguntas que exigem grande reflexão para responder à sociedade suas indagações, ao Ministério da Saúde sua ousadia e/ou criatividade, e para a Igreja Católica a questão do sagrado ou conservadorismo. A decisão de se realizar essa pesquisa, apesar de pequena, abre uma nova oportunidade da Igreja acolher os grandes problemas da humanidade hoje, com bastante discernimento e, principalmente, com coragem para enfrentar os novos desafios. Portanto, essa pesquisa deve contribuir com essa reflexão, na medida em que se dispõe a descobrir caminhos plausíveis para uma prática eficaz diante de um tema tão complexo como o uso de preservativos no combate a aids.
Objetivos:
Registrar por meio de uma análise teológica, no campo da moral e da ética, o pensamento da Igreja Católica no Brasil, através da CNBB, sobre as críticas e discussões em torno das campanhas anti-aids promovidas pelo governo federal na época do carnaval; Verificar as últimas cinco campanhas do carnaval veiculadas na TV e os cartazes, identificando suas mensagens como os slogans e símbolos, que possivelmente seriam contrárias ao pensamento católico.
Materiais e Métodos:
Trata-se de estudo que se utiliza de pesquisas bibliográfica e documental para levantamento de seus dados. A respeito da bibliografia, buscaram-se os principais estudos sobre a aids no Brasil, as condições em que se encontra, destacando-se os investimentos e estratégias por parte do Ministério da Saúde no campo da divulgação governamental, verificar o assunto aids sob o ponto de vista da Teologia Moral Social, através da literatura especializada e o pensamento da CNBB diante das campanhas governamentais. Na pesquisa documental, fazer um levantamento das cinco últimas campanhas anti-aids no período do carnaval, veiculadas na televisão, por folders ou folhetos e outdoors; verificar a repercussão que as mesmas tiveram na CNBB, por meio de documentos oficiais comentando sobre o assunto, entrevistas semi-estruturadas com o Secretário Geral da CNBB e pessoas de relevância da Instituição, como bispos e estudiosos envolvidos na argumentação crítica sobre a divulgação governamental da aids.
Resultados - Parciais ou Finais:
A pesquisa revelou que o ponto principal apresenta divergências. De um lado, no que se refere à prevenção, a Igreja Católica é contra o uso do preservativo; de outro, o Ministério da Saúde enfoca suas campanhas, em grande parte, para o uso do preservativo. Porém, deixando de lado, aqui, a discussão teórica e ideológica de ambas as instituições, o que de prático podemos alertar é a necessidade de um diálogo constante entre a Igreja e o Ministério da Saúde, pois ambas trabalham pelo bem do povo, cada qual a seu modo. A pesquisa reconhece o trabalho imenso e importante que o governo brasileiro fez nesta área, mas, pede que no momento em que se formulam estratégias de campanha estabeleça diálogo maduro e responsável com representantes das religiões. Entretanto, para os bispos e teólogos a pesquisa aponta a necessidade de maior realismo diante da dramaticidade do momento atual
Palavras-Chave:
Teologia moral. CNBB. Governo. Aids.
Divulgação e/ou Publicações:
TRASFERETTI, J.A. CNBB, AIDS e Governo: Tarefas para uma Teologia da Prevenção. Campinas: Átomo, 2005.

__. O pensamento da CNBB frente às campanhas de prevenção à aids. In: GRUPO DE TRABAJO COMUNICACIÓN Y SALUD DE LA ASSOCIACIÓN LATINOAMERICANA DE LOS INVESTIGADORES DE LA COMUNICACIÓN – ALAIC, 2004, Argentina. Universidad Nacional de La Plata.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Abr/2002
Número do Projeto:
646/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Inara Espinelli Lemes de Souza
Instituição:
Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina, Instituto Paulista de Doenças Infecciosas e Parasitárias.
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Este estudo tem como objetivo aplicar técnicas de biologia molecular no estudo de doenças sexualmente transmissíveis; determinar a prevalência das DST por meio de metodologia molecular em mulheres grávidas infectadas por HIV-1; deter-minar as variáveis socioeconômicas, demográficas e comportamentais associadas à presença das DST nessa população; determinar os níveis de carga viral cervical do HPV e verificar se existe correlação entre os níveis encontrados com fatores imunológicos e virológicos associados à infecção pelo HIV.
Objetivos:
Avaliar a prevalência de doenças sexualmente transmissíveis por ferramentas de biologia molecular em mulheres grávidas infectadas pelo HIV-1; Avaliar a prevalência do HPV e seus tipos, assim como a prevalência das espécies de micoplasmas genitais, Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae na população de estudo; Determinar as características socioeconômicas, demográficas e comportamentais associadas à prevalência de DST nessa população; Padronizar método de quantificação de HPV em células de raspado endocervical (carga viral do HPV); Verificar se existe correlação entre os níveis de carga viral endocervical do HPV e fatores imunológicos e virológicos do HIV; Verificar se ocorre invasão sangüínea do HPV e quais os fatores possivelmente associados a esse evento (Por exemplo, tipo específico do HPV, carga viral do HPV endocervical, grau de imunodepressão relacionada à co-infecção pelo HIV); Verificar se existe correlação entre a prevalência das DSTs e dos fatores de risco imunológicos e virológicos do HIV.
Materiais e Métodos:
Este é um estudo transversal, no qual grávidas infectadas pelo HIV, matriculadas no Pupaig, entre os meses de setembro/2001 e agosto/2002 e que preencheram os critérios de elegibilidade, foram submetidas ao rastreamento de infecções do trato gênicourinário, incluindo DSTs e a presença de material genético do HPV no sangue, por ocasião da primeira consulta pré­natal. Foi incluída neste estudo toda gestante portadora do HIV, matriculada para atendimento pré­natal no Nupaig, que fornecer informações socioeconômicas e demográficas fidedignas; aceitar participar do estudo, após o consentimento esclarecido em permitir a coleta de espécimes clínicos. A estimativa do tamanho amostral foide 120 pacientes.
Palavras-Chave:
DST. Biologia molecular. Diagnóstico molecular. HIV. Infecções genitais. Gravidez. Pré­natal.
Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Abr/2002
Número do Projeto:
648/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Maria Cecília de Mello e Souza
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Psicologia, Programa Eicos.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Centro de Promoção da Saúde - CEDAPS.
Introdução e Justificativa:
Os Núcleos Comunitários de Prevenção de DST/Aids constituem uma estratégia educativa de prevenção diante da pauperização da epidemia, criada por 13 das 53 associações comunitárias vinculadas à Rede de Comunidades na Luta Contra a Aids, com apoio do Cedaps, no Rio de Janeiro. São implantados e geridos por moradores qualificados como agentes locais de prevenção. Esta pesquisa etnográfica procurou conhecer o impacto das ações desses núcleos em duas comunidades empobrecidas no Rio de Janeiro. Buscou-se compreender como a rede de significados da cultura local interfere no processo de adoção de medidas preventivas e promotoras de saúde e como a vida cotidiana, as motivações, as relações afetivo sexuais, a institucionalização de saberes e práticas, a mobilização e a organização dos moradores em relação ao HIV/aids permeiam essas práticas.
Objetivos:
Identificar limites, possibilidades e perspectivas dos Núcleos Comunitários de Prevenção de DST/Aids enquanto estratégia educativa de promoção da saúde; Fornecer subsídios para replicação de estratégias semelhantes em contextos de pobreza no cenário brasileiro; Aprofundar conhecimentos sobre estratégia de prevenção voltada à população com baixa escolaridade e renda; Estabelecer relações entre a ação educativa implementada pelos agentes, desde a sensibilização até a incorporação do uso de preservativo pelos moradores participantes do núcleo; Subsidiar a criação de novas metodologias e abordagens para a prevenção das DST/aids; Registrar e sistematizar o trabalho realizado nos Núcleos Comunitários de Prevenção, assessorados pelo Cedaps.
Materiais e Métodos:
Através da metodologia etnográfica, foi possível estudar a cultura local, os processos de mudança, as relações na comunidade e o cotidiano das pessoas, no que diz respeito à institucionalização de saberes e práticas em relação ao HIV/aids, às relações afetivo sexuais e ainda em relação às iniciativas comunitárias de mobilização e sensibilização dos moradores. A pesquisa de campo foi realizada entre julho e novembro de 2002 e contou com uma equipe de 3 pesquisadores em cada comunidade, dedicados à observação participante das atividades do Núcleo de Prevenção e do cotidiano da comunidade; entrevistas semi-estruturadas em profundidade com diferentes grupos e segmentos da comunidade, grupos focais e histórias de vida de lideranças comunitárias. As entrevistas e histórias de vida foram gravadas e posteriormente transcritas. Todas as visitas e observações foram registradas em diários de campo para fins de codificação e análise. No total, o banco de dados qualitativos conta com 11 grupos focais, 22 histórias de vida com lideranças comunitárias e agentes de prevenção, e 75 entrevistas semi-estruturadas em profundidade.
Resultados - Parciais ou Finais:
Os resultados da pesquisa etnográfica indicam que o modelo do Núcleo de Prevenção e Agentes Comunitários de Saúde ultrapassa seus objetivos e expectativas, pois funciona como centro de multisserviços, articulando e integrando várias iniciativas comunitárias a partir da prevenção ao HIV/aids, do desenvolvimento local e da promoção da saúde como eixo integrador, assim como apontam a riqueza e eficácia das intervenções geradas pelos agentes e lideranças comunitárias, em função da sua inserção nas comunidades, conhecimento da cultura local e sensibilidade às demandas sociais dos moradores. A metodologia do Núcleo de Prevenção é eficaz na sensibilização dos moradores e distribuição do preservativo, na promoção da solidariedade com pessoas vivendo com HIV/aids na comunidade, no fortalecimento e capacitação das lideranças locais, na articulação com outras iniciativas de desenvolvimento local e com lideranças comunitárias, através da Rede de Comunidades – estratégia fundamental para a reprodução de experiências bem sucedidas. Há uma enorme demanda pelo preservativo e educação em saúde; e uma relação complexa entre pobreza, sobrevivência, violência, lazer e saúde sexual. Há necessidade de se trabalhar com os jovens e adultos os direitos sexuais e reprodutivos como parte integral dos direitos humanos, promovendo a titularidade de tais direitos. Limitações incluem o modelo comportamental dominante de prevenção e o número insuficiente de agentes comunitários para alcançar comunidades grandes.
Palavras-Chave:
HIV. Aids. Prevenção. Comunidade. Centros Comunitários de Saúde. Agentes Comunitários de Saúde. Educação em saúde. Promoção da saúde.
Divulgação e/ou Publicações:
REICHE, E.M.V. et al. Frequencies of the stromal cell derived factor 1 chemokine (SDF1) genetic polymorphism and SDF13’A allele in human immunodeficiency virus type 1 in non infected and infected individuals. In: MEETING OF THE BRAZILIAN SOCIETY OF IMMUNOLOGY, 28., 2003, Rio de Janeiro.

__. Frequencies of the stromal cell derived factor 1 chemokine (SDF1) genetic polymorphism and SDF13’A allele in human immunodeficiency virus type 1 in non infected and infected individuals. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PESQUISA EM HIV/AIDS, 5., 2004, Rio de Janeiro.

__. SDF1 genetic polymorphism in healthy individuals, in HIV-1 exposed but uninfected patients, and in HIV-1 infected patients from Brazilian population. In: MEETING OF THE BRAZILIAN SOCIETY OF IMMUNOLOGY, 29., 2004, Minas Gerais.

__. Sociodemographic and epidemiological characteristics associated with the human immunodeficiency virus type 1 (HIV-1) infection in HIV-1 exposed but uninfected individuals, and in HIV-1 infected patients from a southern Brazilian population. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, São Paulo, v.47, n.5, Sept.-Oct. 2005 (in press).

__. The effect of SDF1 genetic polymorphism in the clinical course of HIV-1 infection. In: MEETING OF THE BRAZILIAN SOCIETY OF IMMUNOLOGY, 29., 2004, Minas Gerais.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Abr/2002
Número do Projeto:
676/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Marlene Doring
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade de São Paulo, Núcleo de Estudos para Prevenção da Aids (Nepaids).
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Universidade de Passo Fundo-RS; Nepaids – Núcleo de Estudos para Prevenção da Aids (USP); Secretaria Municipal de Porto Alegre – Programa Municipal de Políticas de Prevenção e Controle DST/AIDS.
Introdução e Justificativa:
Com o objetivo de conhecer a proporção de pessoas que faleceram por aids e deixaram crianças órfãs e identificar as características dos órfãos por aids em Porto Alegre, realizou-se um estudo de corte transversal das crianças e dos adolescentes de 0-15 anos, cujos pais faleceram por aids no período de 1998-2001. Os dados foram coletados em inquérito domiciliar, com questionário estruturado. As crianças foram rastreadas a partir das Declarações de Óbitos e registros dos Serviços de Saúde. Participaram do estudo 853 crianças e adolescentes, das quais 50% são órfãos exclusivamente de pai, 29% exclusivamente de mãe e 21% são órfãos duplos. São meninas 52%; 56,5% são negras/pardas e 43% são brancas Vivem com a mãe 40,6%, com os avós 24,5% e 45% vivem separadas de seus irmãos. A maioria dos cuidadores (88,3%) é do sexo feminino. Há um número de órfãos considerável em Porto Alegre e as condições de vulnerabilidade persistem.
Objetivos:
Conhecer a proporção de pessoas que morreram em decorrência da aids e que tinham filhos menores de 15 anos; Caracterizar as crianças de 0 a 15 anos de idade, órfãs por aids, residentes em Porto Alegre-RS, segundo variáveis sociodemográficas da criança, dos pais e dos cuidadores atuais; Avaliar a viabilidade de utilizar bancos de dados oficiais (registro de óbitos, assistenciais) para o rastreamento de óbitos por aids.
Materiais e Métodos:
Realizou-se estudo de corte transversal, das crianças e adolescentes de 0-15 anos, cujos pais faleceram por aids no período de 1998-2001, na cidade de Porto Alegre. Os dados foram coletados em inquérito domiciliar com questionário estruturado. As crianças foram rastreadas a partir das Declarações de Óbitos e dos registros dos Serviços de Saúde. Foram considerados os atestados de óbito de indivíduos com 19 anos ou mais, de ambos os sexos, arquivados na CM DST/AIDS do Município de Porto Alegre, cuja causa básica ou associada foi a aids. A entrevista foi feita pelo pesquisador e/ou equipe treinada, mediante a aplicação de um questionário estruturado. Após o consentimento informado, os cuidadores atuais das crianças foram entrevistados em seu domicílio, ou outro local adequado de escolha do entrevistado, sendo assegurados os direitos à privacidade e à confidencialidade dos participantes da pesquisa. Quando havia no domicílio mais de uma criança, filha do caso índice, o entrevistador conduziu uma entrevista para cada criança. Para verificar a associação entre as variáveis, foram utilizados os testes Qui-quadrado e o Exato de Fischer, a um nível de significância de 5%. Utilizaram-se programas estatísticos como o EpiInfo 6bc e Stata 7.0.
Resultados - Parciais ou Finais:
A partir dos registros dos atestados de óbitos foram localizados 67,4% dos endereços. Do total de óbitos ocorridos no período, 43% tinham filhos menores de 15 anos. A proporção de órfãos/óbito de adulto foi de 2:1. Participaram do estudo 853 crianças e adolescentes, dos quais 50% (424) são órfãos exclusivamente de pai, 29% (252) exclusivamente de mãe e 21% (177) de ambos os pais. São do sexo feminino 52% (445) e 48% (408) do masculino. Quanto à cor/raça, 43% (369) das crianças e adolescentes são brancos; 34% (288) são pardos; 22,5% (192) são negros; e 0,5% (4) são indígenas. 40,6% das crianças vivem com a mãe, 24,5% com os avós, 11,5% com tios, 5,1%, em abrigos, 45% vivem separadas de seus irmãos, 10% têm HIV/aids. A maioria (40%) ficou órfã entre 5 e 9 anos; 34% com dez anos ou mais; 26% entre 0 e 4 anos. A idade mediana das crianças e dos adolescentes, no momento do óbito paterno, foi 7 anos (min=0,00máx=15,0; P25=4 e P75=10 anos), e no momento do óbito materno foi 8 anos (min=0,01 máx=14,7; P25=5 e P75=11 anos). Com relação aos órfãos em idade escolar, verificou-se que um contingente importante está fora da escola (13%); a maioria (62%) não está freqüentando a série escolar de acordo com a idade; um terço (35%) deles apresentou dificuldade de aprendizagem; mais da metade tem história de uma ou mais reprovações e um em cada quatro órfãos abandonou a escola pelo menos uma vez.
Palavras-Chave:
HIV. Aids. Órfãos por aids.
Divulgação e/ou Publicações:
DORING, M.; FRANÇA JR., I.; STELLA, I.M. Órfãos da aids em Porto Alegre/RS: resultados parciais. In: CONFERÊNCIA ÓRFÃOS AIDS: UM DESAFIO PARA O BRASIL, 1., 2003, Santos.

__. Órfãos da aids em Porto Alegre: resultados preliminares (Resumo). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA - ABRASCO, 7., 2003, Brasília.

__. Factors associated with institutionalization of children orphaned by AIDS in a population based survey in Porto Alegre, Brazil. AIDS, 2005, n.19, suppl 4, p.S1-S5.

__. Aids orphans in southern Brazil: who are they, who are they with and where are they? (Resumo). In: INTERNATIONAL AIDS CONFERENCE, 15., 2004, Bangkok.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Abr/2002
Número do Projeto:
683/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Amilcar Tanuri
Instituição:
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Biologia, Departamento de Genética, Laboratório de Virologia Molecular Animal.
Período de Vigência:
2002 – 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
A maioria das infecções pelo HIV-1 no mundo está ocorrendo nos países em desenvolvimento, onde as cepas do subtipo B não são prevalentes. A meta principal deste estudo é acessar o impacto do polimorfismo genético restrito às variantes C de HIV-1, que pode alterar seu “fitness” replicativo e também alterar o fenótipo final de resistência aos inibidores de protease quando associados às mutações descritas para o subtipo B.
Objetivos:
Acessar o impacto do polimorfismo genético restrito às variantes C de HIV-1 e se este pode alterar seu “fitness” replicativo e também o fenótipo final das mutações clássicas relacionadas à resistência aos inibidores de protease; Introduzir num clone infectivo de HIV-1 (pNL 43) do subtipo B, seis mutações no gene da protease (através da técnica de mutagênese sítio dirigida) escolhidas de acordo com as assinaturas moleculares consensuais do subtipo C (pNL 43 proC) estabelecidas pelo alinhamento das proteases de isolados do subtipo C de diferentes regiões sem mutações de resistência aos inibidores de protease; Transfectar os dois clones infectivos em células MT4 gerando os respectivos vírus; Utilizar os vírus B e C gerados para estudar de forma comparativa seu “fitness” replicativo. Para isso, os dois vírus serão cocultivados na mesma célula, de maneira controlada e será verificado o comportamento de cada população viral depois de oito passagens em cultura; e paralelamente, esses isolados B e C serão mutagenizados para adicionar as mutações características de resistência aos inibidores de protease. Será comparado o fenótipo induzido por essas mutações nos dois tipos de protease com a fenotipagem para os cinco inibidores de protease comerciais (amprenavir, saquinavir, ritonavir, indinavir e nelfinavir).
Materiais e Métodos:
Análise das seqüências: utilizando um banco de seqüências do gene da protease de isolados C; Mutagênese sítio-dirigida: após obtenção de clone infectivo p NL 43proC, procede-se à inclusão das mutações clássicas de resistência aos inibidores de protease, tais como: L90M, V82A, I54V, M46I, G48V e D30N; Ensaios fenotípicos e de “fitness” viral: a detecção da resistência fenotípica será feita através da geração de um vírus recombinante. O clone recombinante gerado será utilizado num teste fenotípico com células MT4 com inibidores de protease comerciais.
Palavras-Chave:
Subtipos. HIV-1. Fenotipagem. Genotipagem. Variação genética do HIV. Inibidores de protease.
Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Abr/2002
Número do Projeto:
697/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Dagmar Elisabeth Estermann Meyer
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Analisou-se o entendimento de agentes comunitárias/os de saúde sobre um conjunto de 5 anúncios televisivos de campanhas de prevenção ao HIV/aids, veiculados no Período entre 1994 e 2000, que tratavam de temáticas relacionadas às mulheres – empowerment feminino e negociação do sexo seguro. A discussão feita possibilitou o confronto das realidades narradas pelos anúncios e participantes: para eles(as), os anúncios deveriam mostrar uma realidade mais próxima da delas(es) e de suas comunidades, em termos de linguagem, personagens, cenários e mensagens. A investigação apontou aspectos relativos à dimensão político-cultural dessa estratégia de apresentação de campanhas de saúde e, ao mesmo tempo, buscou promover o desenvolvimento da capacidade crítica dos(as) participantes, para que possam valer-se desses elementos em seu trabalho cotidiano nas comunidades.
Objetivos:
Produzir subsídios para a problematização do formato das campanhas televisivas no contexto das políticas públicas de controle da epidemia do HIV/aids e, ao mesmo tempo, tratá­las como um “instrumento pedagógico” que pode ser usado, em níveis mais locais, junto aos agentes comunitários de saúde que trabalham com mulheres em situação de pobreza na periferia da cidade de Porto Alegre; Promover o desenvolvimento da capacidade crítica dos agentes comunitários de saúde em relação às campanhas televisivas de prevenção de DST/aids, no sentido de considerar os limites e as possibilidades do uso educativo desse material no seu trabalho.
Materiais e Métodos:
Dentre os anúncios veiculados entre 1994 e 2000, selecionamos 3 endereçados às mulheres e 2 aos homens, os quais foram discutidos em 2 grupos focais, com 12 ACS cada um (22 mulheres e 2 homens), ao longo de 6 semanas, totalizando12 reuniões, no período de julho e agosto de 2002. Essas foram gravadas, transcritas, codificadas e processadas para análise, com utilização do software N-vivo. A participação das(os) ACS na pesquisa se deu em função do interesse individual de cada um(a), sendo posteriormente referendada pela equipe da qual faziam parte e oficializada com a assinatura de um termo de consentimento informado. A análise das informações tomou como referência os Estudos Feministas e Culturais que vêm exercitando uma articulação crítica com a perspectiva pósestruturalista de Michel Foucault. Operando metodologicamente com a abordagem da análise cultural descrevemos e discutimos representações que nos permitiram delimitar a análise em torno de duas grandes unidades temáticas, quais sejam: os anúncios televisivos e sua ressonância entre as(os) ACS e representações de gênero que atravessam programas e ações de prevenção ao HIV/aids e suas conexões com o processo de negociação do sexo seguro.
Resultados - Parciais ou Finais:
A pesquisa realizada incorpora características de um “estudo conceitual” e de uma “pesquisa estratégica e orientada para políticas”. Conceitual, porque foi inscrita em um referencial teórico-metodológico não muito utilizado nas investigações sobre o HIV/aids, no Brasil; estratégica e orientada para políticas públicas de prevenção ao HIV/aids, porque procurou analisar aspectos/dimensões dos anúncios televisivos que podem estar interferindo nos modos pelos quais as pessoas os lêem e interpretam. Nesse sentido, as análises que realizamos apontaram diferentes temas/problemas que precisariam ser considerados quando se investe na elaboração desses anúncios televisivos. Em seu conjunto, as problematizações que empreendemos nos permitiram argumentar que as representações de gênero que emergiram das “falas” das(os) ACS são produzidas e/ou atualizadas, dentre outras instâncias, tanto pelo conhecimento que fundamenta a concepção e implementação de campanhas de prevenção quanto pelas ações educativo assistenciais delas decorrentes. Dessa forma, tais campanhas podem estar reiterando algumas das relações, comportamentos e práticas de gênero e sexuais que pre-tendem transformar ou romper.
Palavras-Chave:
Educação. Saúde. Gênero. Mídia. Prevenção de HIV/aids. Grupos focais. Estudos culturais e feministas.
Divulgação e/ou Publicações:
MEYER, D.E.E.; SANTOS, L.H.S.; OLIVEIRA, D.L. “Mulher sem vergonha” e “traidor responsável”: problematizando representações de gênero em anúncios televisivos oficiais de prevenção ao HIV/aids. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v.12, n.2, p.51-76, 2004.

OLIVEIRA, D.L. et al. A negociação do sexo seguro na TV: discursos de gênero nas falas de agentes comunitárias de sáude do Programa Saúde da Família de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.20, n.5, p.1309-1318, 2004.

__. It’s time for shocking sexuality and pedagogies of fear in Brazilian televised AIDS campaigns. In: WORLD CONGRESS OF SEXOLOGY, 16., 2003, Havana. Proceedings... Havana: Softcal, 2003. v.1. Sexuality and human development. From discourse to action.

OLIVEIRA, D.L.L.C.; GUIZZO, B.S.; KRZIMINSKI, C.O. O uso do software Nvivo na pesquisa qualitativa em saúde. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, v.25, n.1, p.53-60, 2003.

WILHEMS, D.M. et al. A Dimensão Pedagógica de uma pesquisa no trabalho de Agentes Comunitárias de Saúde do Programa de Saúde da Família. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA, 7., 2003, Brasília. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, 2003. v.8. p.24.

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Abr/2002
Número do Projeto:
730/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Maria Luiza Bazzo
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade Federal de Santa Catarina, CCS/ACL e Hospital Universitário, Serviço de Análises Clínicas.
Homepage:
Período de Vigência:
2002 – 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Universidade Federal de Minas GeraisICB/ Laboratório de Vírus; Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen-SC).
Introdução e Justificativa:
Aplicabilidade do método molecular de identificação de micobactérias, Ensaio da Mobilidade Eletroforética de Fitas Heteroduplas de DNA (MHMA), bem como da resistência a isoniazida, na rotina dos serviços de Saúde Pública. Os métodos selecionados têm como base propriedades moleculares das bactérias, associadas à facilidade de execução e custo operacional reduzido. A avaliação dos métodos moleculares foi feita em paralelo com os exames de rotina, dos serviços de Saúde Pública, para a identificação de micobactérias por um método mais sensível, específico, de baixo custo e, principalmente, rápido.
Objetivos:
O objetivo deste trabalho foi de avaliar a aplicabilidade em rotina do método do Ensaio da Mobilidade Eletroforética de Fitas Heteroduplas de DNA (MHMA) para a identificação de micobactérias em amostras de escarro de indivíduos com suspeita clínica de tuberculose e co-infectados pelo HIV, além de implementar um método rápido para avaliação da resistência de micobactérias a isoniazida.
Materiais e Métodos:
Foram analisadas 100 amostras de escarro, provenientes de pacientes HIV-1 soropositivos e com suspeita clínica de tuberculose do Estado de Santa Catarina. As amostras foram incluídas no estudo de forma anônima, não vinculada, e o projeto foi aprovado pela Comissão de Ética da Universidade Federal de Santa Catarina. As amostras, rotineiramente enviadas para diagnóstico no Laboratório Central de Saúde Pública – Lacen-SC, ou no Laboratório do HU, foram separadas em alíquotas para o diagnóstico e para as reações MHMA. As amostras foram analisadas pela baciloscopia; cultivo e identificação de micobactérias por métodos rotineiros de laboratórios de saúde pública; extração do DNA do escarro; amplificação por PCR com iniciadores para eubactérias, como controle das extrações e amplificação com iniciadores específicos para micobactérias. As amostras positivas na PCR com iniciadores para micobactérias foram submetidas ao MHMA para tipificação. A detecção da resistência à isoniazida, com amplificação por PCR, teve como alvo o gene KatG. A PCR de cultivos contaminados ou não também foi realizada para avaliação.
Resultados - Parciais ou Finais:
A PCR com os iniciadores específicos para micobactérias (MYC 264 e F 285) apresentou capacidade de detecção a partir de 1 g de DNA. O MHMA está padronizado para tipificação rápida de micobactérias e tem se mostrado um método eficiente para uso em laboratórios derotina. O DNA obtido de escarro apresenta forte degradação e constituiproblema a ser resolvido para implementar o diagnóstico rápido a partir dessa amostra clínica. A PCR com iniciadores específicos para micobactérias feita com DNA extraído de cultura em meio de Löwenstein Jensen se mostrou positiva em 100% das amostras testadas. A PCR, com iniciadores específicos para micobactérias, feita com DNA extraído a partir de cultivos contaminados, e portanto sem utilidade para o diagnóstico tradicional, se mostrou positiva em todos os cultivos feitos a partir de amostras com baciloscopia positiva, fato que possibilitou a tipificação das micobactérias. A avaliação da resistência a isoniazida deve ser associada também a outros genes uma vez que o KatG não está relacionado com todos os casos de resistência a essa droga.
Palavras-Chave:
Micobactérias. MHMA. HIV.
Divulgação e/ou Publicações:
BAZZO, M.L. et al. Identificação de Micobactérias pela PCR a partir de Culturas Contaminadas em Meio de Löwenstein-Jensen. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE MICROBIOLOGIA, 23., 2005, Santos.

__. Método de identificação e caracterização de micobactérias para uso em diagnóstico de rotina nos laboratórios de saúde. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais, 2006.

__. Relação entre a qualidade de amostras de escarro e o diagnóstico de micobacterioses por PCR. Arquivos Catarinenses de Medicina, Florianópolis, v.33, p.23-27, 2004.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
1005/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Bernard François Couttolenc
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
Faculdade de Medicina da UFMG.
Introdução e Justificativa:
O objetivo desta pesquisa foi descrever o perfil clínico epidemiológico e de uso do serviço de saúde, incluindo o uso de TARV, em serviços de referência HIV/aids em cinco cidades brasileiras em adultos e crianças, de 1986 a 2002. Utilizou-se amostra probabilística e sistemática de prontuários em Belo Horizonte, em Itajaí, em Recife, no Rio de Janeiro e em São Paulo, estratificada em três períodos: 1986-1990, sem TARV; 1991-1995, início da mono e dupla terapia; 1996-2002, TARV tripla com novas classes medicamentosas. O uso de TARV foi de 75,2% em 13.628 consultas dos adultos, totalizando 22.830 relatos de uso de distintos medicamentos. Os medicamentos mais consumidos em ambos os grupos foram zidovudina, didanosina e lamivudina. Foi observado um aumento nas solicitações e realizações de contagem de linfócitos TCD4 e da carga viral com o tempo. Concluiu-se que houve um incremento no uso de TARV no período estudado, assim como da utilização dos serviços de saúde, sugerindo maior complexidade da doença e seu tratamento e, possivelmente, elevando os custos. Por sua vez, esses dados apontam para uma evolução clínica favorável dos pacientes, coincidindo com os esquemas de terapia anti-retroviral de alta potência.
Objetivos:
O custo e impacto do fornecimento dos medicamentos para HIV/aids são conhecidos apenas parcialmente e sem grande precisão. Para avaliar o impacto da terapia é necessário remontar a história clínica dos pacientes. Para tanto, foi realizado, em paralelo ao Projeto “Avaliação de Custo e Impacto da TARV”, o presente estudo, composto de revisão e análise de prontuários de pacientes com HIV/aids, visando levantar informações mais detalhadas sobre a evolução de seu estado clínico e os recursos mobilizados para o tratamento.
Materiais e Métodos:
A pesquisa consistiu da revisão e análise de uma amostra de prontuários de pacientes atendidos em 9 centros de tratamento para o HIV/aids, em 5 Estados brasileiros. Em cada centro, foi selecionada aleatoriamente uma amostra de cerca de 150 prontuários. Um instrumento foi elaborado para a coleta de dados em prontuários, registrando-se informações sobre os procedimentos e exames realizados, medicamentos prescritos e entregues ao paciente, etc. Foram incluídos casos desde os fins dos anos 80 (séc. XX), para se poder determinar a probabilidade de eventos clínicos e morte nos diferentes momentos da história do tratamento do HIV/aids.
Resultados - Parciais ou Finais:
Foram estudados 970 prontuários, sendo 749 (77,2%) de pacientes adultos e 221 (22,8%) de crianças. A população adulta (idade > 13 anos) com HIV/Aids do estudo )n= 749) apresentou idade média de 32,9 + 9,6 anos, variando de 31,6 a 33,7 anos. Quanto ao sexo, 68,5% eram do sexo masculino e 31,5% do feminino, e a razão de sexo masculino/feminino foi de 2, 2:1. Foram realizadas 21.112 consultas com o profissional em referência em todos os locais, em adultos e crianças. Na distribuição por períodos, e considerando a média de atendimentos, observou-se em todos os locais, paralelo à história da epidemia de HIV/aids, um aumento progressivo no número médio das consultas, especialmente após 1996. Essa tendência de elevação da média de atendimentos na amostra, independente da sua justificativa, pode contribuir para o incremento nos custos de saúde no atendimento da população HIV/aids. Foi observado que, independente do período, 68,9% pacientes adultos em Belo Horizonte compareceram à última consulta: 64,3% no Rio de Janeiro, 59,8% em Recife, 52,9% em Itajaí e 37,2% em São Paulo. Foi observado que 68,97% dos pacientes adultos e crianças tinham alguma prescrição de TARV, em diversos esquemas de tratamento, totalizando 13.343 prescrições. Na tentativa de se analisar a probabilidade de o paciente ir a óbito, verificou-se que, em muitos casos, essa informação não é registrada no prontuário, dificultando a análise.
Palavras-Chave:
HIV. Aids. Anti-retrovirais. Utilização de serviços.
Divulgação e/ou Publicações:
MELO, A.C. et al. Use of Anti-retroviral Therapy (ARV) in Brazilian Adults - 1986 to 2002. In: INTERNATIONAL AIDS CONFERENCE, 15., 2004, Bangkok.

__. Uso de Terapia Anti-Retroviral em Crianças Brasileiras - 1986 a 2002. CONGRESSO BRASILEIRO DE EPIDEMIOLOGIA, 2004.

__. Utilização de Serviços de Referência para o HIV/Aids: Comparando Pacientes Usuários e Não Usuários de Drogas Injetáveis. Em fase de publicação pelo MS/DST/AIDS, sob coordenação de Caiaffa W.T..

Edital/Chamamento:
Pesquisas Científicas - Abr/2002
Número do Projeto:
1011/2002
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Mirtha Delia Sendic Sudbrack
Instituição:
Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre, Coordenação de DST/Aids.
Período de Vigência:
2002 - 2003
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Trata-se de ensaio clínico randomizado, em que os pacientes receberam a intervenção em estudo, representada pelo tratamento diretamente supervisionado versus o tratamento ambulatorial usualmente dispensado no âmbito do Sistema Único de Saúde. A intervenção foi realizada por multiplicadores comunitários selecionados a partir de programa comunitário mantido pela Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre e realizada no domicílio dos pacientes. Foram estudados os seguintes desfechos: a) adesão ao tratamento anti-retroviral administrado, representado pelo número de comprimidos ingeridos nas últimas 72 horas; b) eventos clínicos ocorridos durante o tempo de seguimento do estudo. Foram avaliados todos os desfechos clínicos e priorizados aqueles desfechos diretamente relacionados à infecção pelo HIV, como falha terapêutica por qualquer motivo; ocorrência de doenças oportunistas; atendimentos em serviços de saúde e progressão da doença; c) conhecimento do paciente sobre a doença; d) capacidade de auto-cuidado; e) qualidade de vida.
Objetivos:
Avaliar a segurança e a eficácia de uma estratégia de tratamento anti-retroviral diretamente observado em pacientes portadores de HIV/aids; Avaliar a efetividade e a aderência ao tratamento anti-retroviral entre os pacientes portadores de HIV/aids; Avaliar a factibilidade da intervenção em estudo a ser realizada por parte dos serviços de saúde envolvidos; Avaliar o impacto da intervenção sobre os seguintes desfechos: a) aderência ao tratamento anti-retroviral combinado; b) utilização de serviços de saúde durante a realização da intervenção e o seguimento em 180 dias; c) ocorrência de eventos clínicos durante a realização da intervenção e o seguimento de 180 dias.
Materiais e Métodos:
Foi aplicado questionário por entrevistadores, incluindo as variáveis descritas no projeto, e foi aplicado o instrumento de avaliação da qualidade de vida da OMS (WHOQOL100), versão em português. Os dados foram tabulados em planilhas eletrônicas elaboradas em Access e analisados no pacote estatístico STATA para Windows, versão 7.0. Os pacientes dos grupos intervenção e controle foram acompanhados por 180 dias, tempo de duração do estudo. A intervenção em estudo foi realizada por multiplicadores comunitários formados em programa específico mantido pela Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre. A equipe de pesquisadores fez o monitoramento e a supervisão da atividade realizada pelos multiplicadores comunitários.
Palavras-Chave:
Anti-retroviral. Terapia combinada. Tratamento. Custo. Efetividade. Tratamento diretamente observado.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
274/2003
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Cláudia Renata Fernandes Martins
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Departamento de Biologia Celular.
Período de Vigência:
2004 – 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
O trabalho apresentado teve como objetivos conhecer o perfil de subtipos e a diversidade antigênica do HIV-1 no Distrito Federal, buscando minorar as disparidades regionais sobre o conhecimento da variabilidade genética do HIV-1 e gerar dados que nos permitam conhecer melhor o perfil da epidemia no Brasil. Pretendeu-se explorar o seqüenciamento de regiões do genoma viral, incluindo os genes gag, env, nef, protease e transcriptase reversa. Para estudo da diversidade antigênica, foram caracterizados o segmento V3 do gene env e o peptídeo G1 de Gag, (aminoácidos 181 a 214 em HXB2).
Objetivos:
Iniciar um estudo de caracterização dos subtipos e da variabilidade antigênica do HIV-1 no Distrito Federal, por meio de seqüenciamento automático de regiões do genoma viral consideradas importantes na definição de subtipos e como alvos de vacinas, por induzirem imunidade humoral e celular.
Materiais e Métodos:
A população-alvo do estudo foi de indivíduos de ambos os sexos, residentes no Distrito Federal e entorno, com sorologia positiva para anti-HIV-1, encaminhados dos Centros de Referência para DST/Aids ao Lacen-DF para avaliação da carga viral. As amostras foram analisadas quanto ao subtipo, por meio do seqüenciamento automático. O RNA total das amostras foi extraído a partir de amostras de plasma, seguindo-se a amplificação por PCR para os genes da protease (primers externos DP10/DP11; primers internos DP16/DP17), transcriptase reversa (primers externos RT9/RT12; primers internos RT1/RT4), nef (Outer 5-1E/ outer 3-3E; Inner 5-1E/Inner 3-7E) e gag (primers externos Gag1/MZ14; primers internos Gag2/MZ14). Para a amplificação do fragmento C2V3, foram utilizados os primers externos ED5/ED12 e os primers internos ES7/ES8. A análise dos produtos de PCR foi feita por eletroforese de agarose. Os produtos de PCR foram purificados e seqüenciados automaticamente. As seqüências foram analisadas por meio do programa BLAST, realizando-se alinhamentos com seqüências de HIV-1 disponíveis em bancos genômicos. Os alinhamentos das seqüências foram feitos pelo programa CLUSTAL W e otimizados por inspeção visual.
Resultados - Parciais ou Finais:
Foi possível determinar o subtipo de HIV-1 presente em 94 amostras, que foram seqüenciadas para, pelo menos, duas regiões genômicas. Oitenta e sete por cento das amostras foram do subtipo B, 11,83 % foram consideradas formas recom-binantes B/F e 1,07% (1 amostra) mostrou ser um recombinante PRD/RTB/ENVBF. A análise do loop V3, realizada para 39 amostras, mostrou variabilidade considerável nessa região. O motivo reconhecido pelo anticorpo monoclonal 447 52D (GPGR nas posições 312-315) foi encontrado em 18 amostras (50%). Quatro amostras (10,2%) apresentaram o motivo GWGR, típico do variante brasileiro denominado B”. Outras três amostras (7,6%) apresentaram o epitopo GFGR, também encontrado em isolados brasileiros. Além dessas, foram encontradas as variações GPGK, GLGR, GPGS, GQGR, GPGS. Esses isolados já estão descritos na literatura, mas ainda não há relatos de sua ocorrência no Brasil. Detectamos ainda cinco amostras com os epitopos GPGN, GPGY, ALGR, APGG e GPGH, não relatados em bancos genômicos. O peptídeo G1 de Gag, descrito por Lévy e Colaboradores, foi analisado em 20 amostras e se mostrou conservado em todas elas.
Palavras-Chave:
HIV-1. Subtipos. Diversidade antigênica. Env. Gag.
Divulgação e/ou Publicações:
MARTINS, C.R.F. HIV-1 subtypes and recombinant forms in the Federal District. In: ENCONTRO NACIONAL DE VIROLOGIA, 16., 2005, Salvador.

Edital/Chamamento:
Estratégico
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Amilcar Tanuri
Instituição:
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Biologia, Departamento de Genética, Laboratório de Virologia Molecular Animal.
Período de Vigência:
?
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
Considerando a emergência e transmissão de cepas do vírus resistentes às drogas disponíveis no mercado que implicam ineficácia terapêutica, esta pesquisa buscou determinar se a falência terapêutica em pacientes em uso de “combinação potente” de anti-retrovirais está associada à resistência genotípica do HIV diante das drogas. As 339 amostras coletadas em cinco estados e no DF foram submetidas a testes rápidos de determinação de resistência genotípica dos genes da TR (LIPA) e protease (RPLP). Os resultados obtidos indicam alta correlação entre falha terapêutica e mutação, embora não se saiba exatamente se a falha terapêutica foi causada por uma falta de aderência. O trabalho validou a utilização da carga viral como um bom parâmetro clínico para se desconfiar da presença de um vírus resistente nos pacientes em tratamento.
Objetivos:
Determinar se a falência terapêutica em pacientes em uso de “combinação potente” de anti-retrovirais está associada à resistência genotípica do HIV perante as drogas; Testar a performance das metodologias rápidas de determinação de resistência genotípica dos genes da TR (LIPA) e protease (RPLP) nas amostras brasileiras.
Materiais e Métodos:
Trata-se de estudo de corte transversal utilizando-se material biológico (RNA e/ou plasma) estocado nos laboratórios da Rede Nacional de Carga Viral do MS que corresponderam aos critérios de inclusão definidos para o estudo: pacientes HIV+ maiores de 18 anos, de ambos os sexos; pacientes em uso de regime de associação de 3 anti-retrovirais pelo me-nos, incluindo um inibidor de protease, por Período superior a 3 meses e, Carga Viral para o RNA do HIV-1 superior a 30.000 cópias/ml após 3 meses de tratamento. Como método de genotipagem rápida para o gene da transcriptase reversa foi escolhido o LIPA (Line Probe Assay). Esse método está baseado na hibridização com uma série de primers, representando a seqüência selvagem e as diversas mutações de resistência, ligados a nitrocelulose como produto biotinilado de PCR representando o gene TR do paciente. A reação é revelada com a adição de streptoavidina fosfatase alcalina. O LIPA pode revelar mutações nas posições 41, 61, 74, 184, 214 e 215. Essas mutações são importantes para resistência a: AZT, DDI, DDC e 3TC. O gene da protease foi avaliado como método de restrição em que a seqüência completa da protease do HIV-1 será simplificada por PCR e o produto digerido com a enzima Hinc II. Essa enzima corta o gene na posição que co-difica os aminoácidos 82 e 90 de todas as seqüências selvagens (sem mutação para resistência) brasileiras independentemente do subtipo a que elas pertençam (B, C, D ou F). A perda dos sítios dessa enzima indica mutação nessas posições. Às posições 82 e 90 estão implicadas na resistência a Ritonavir, Indinavir e Saquinavir. Assim, esse método de res-trição é um método rápido e de baixo custo para revelar mutações relevantes para resistência nessa região genômica. Amostras analisadas, por Estado: SC – 70; ES – 32; DF – 48; SP – 50; RJ – 97 e PE – 42. (total = 339). Sendo um estudo anônimo não vinculado, foi feito um questionário visando à obtenção de dados clínicos dos pacientes de uma forma a não vinculá­lo aos pacientes em estudo. Os pacientes foram identificados por números e os dados laboratoriais (CV e CD4) por faixas, a fim de dificultar sua identificação posterior.
Resultados - Parciais ou Finais:
A análise dos dados obtidos demonstrou alta correlação entre falha terapêutica e mutação. Não se sabe se a falha terapêutica foi causada, primariamente, por uma falta de adesão ou não. Uma vez , porém, mantida a carga viral alta por mais de três meses, a seleção de linhagens mutantes resistentes aos ARV pode ser observada. Este trabalho validou a utilização da carga viral como um bom parâmetro clínico que remete a indício da presença de um vírus resistente nos pacientes em tratamento. Resultados da análise genética das amostras nas regiões da transcriptase reversa (TR) e protease (Pro): Análise genética da região. MUT WT 40,8 TR Pro Freqüência (%) WT a WT 14,5 WT MUT b 7,5 MUT MUT d 37,2 a – –(WT): seqüências selvagens. b – (MUT): seqüências apresentando mutação relacionada à resistência aos ARV. c – Nesta análise foram utilizadas somente 255 amostras que tinham os seus dados genéticos completos, ou seja, LIPA e RFLP do gene da protease. d – Neste caso, foi considerado mutante no gene da protease qualquer mutação analisada pelo RFLP (posição 82 e 90) ou a presença de amostras mistas. Novas análises estatísticas estão sendo feitas tentando correlacionar as taxas de mutação com carga viral, contagem de CD4 e esquema terapêutico. Também será analisada a performance do LIPA nas amostras brasileiras, em sua especifici-dade e sensibilidade.
Palavras-Chave:
Retrovírus do HIV. Genotipagem do HIV. Resistência do HIV perante os anti-retrovirais.
Edital/Chamamento:
Estratégico
Número do Projeto:
952/2003
Pesquisador(es) Responsável(eis):
Márcio José Poças Fonseca
E-mail do(s) Pesquisador(es) Responsável(eis):
Instituição:
Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Departamento de Genética e Morfologia.
Período de Vigência:
2004 – 2005
Situação:
Concluída
Parcerias institucionais:
.
Introdução e Justificativa:
O envelope glicoprotéico do HIV (ENV) é um alvo interessante de novos agentes anti-retrovirais, por estar presente tanto na superfície do vírus quanto das células infectadas, e por mediar os eventos iniciais da infecção viral. Com este projeto, estabelecemos um protocolo para amplificação dos fragmentos gênicos correspondentes à gp160, gp120 e gp41, a partir de uma amostra de cDNA viral, subtipo C. Os produtos de amplificação foram clonados e seqüenciados, estando prontos para subclonagem em vetor de expressão em células de mamíferos, uma vez que o objetivo desta pesquisa é a obtenção de linhagens recombinantes de CHO K1 capazes de expressar as glicoproteínas virais em sua forma nativa, mimetizando células CD4 infectadas. Tais células serão empregadas na posterior seleção de anticorpos neutralizantes, obtidos a partir de biblioteca apresentada na superfície de fagos (phage display).
Objetivos:
Estabelecer um protocolo otimizado de expressão, em células de mamíferos, da gp120 e gp41 de virotipos brasileiros do HIV-1.
Materiais e Métodos:
Amostras de cDNA viral, retrotranscrito a partir de RNA extraído de plasma sanguíneo de pacientes infectados, foram utilizadas para a amplificação por nestedPCR das regiões gênicas correspondentes à gp160, gp 120 e gp41 do HIV-1. Os fragmentos de DNA amplificados foram utilizados para clonagem no vetor pGEMT easy (Promega), que por sua vez foi utilizado para a transformação de linhagens bacterianas de Escherichia coli. Realizou-se então a extração do DNA plasmidial dos clones bacterianos recombinantes e a confirmação da presença do inserto, por meio do perfil de restrição e por PCR. Os DNAs plasmidiais dos recombinantes foram seqüenciados no aparelho MegaBace 1000 do Laboratório de Biologia Molecular da Universidade de Brasília. As regiões gênicas estão sendo subclonadas no vetor pMAC/PS para posterior transfecção de células CHOK1.
Resultados - Parciais ou Finais:
Após um