Cooperação Internacional

Última modificação: 
04/12/2017 - 13:54

COOPERAÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA BRASIL-FRANÇA

 

A cooperação com a França é a mais antiga que o Brasil desenvolve na área de IST, HIV/aids e hepatites virais. Tem sua origem em 1967, em Paris, quando foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica e Científica Brasil-França, seguido do Decreto Legislativo nº 3, de 1968, e promulgado pelo Decreto nº 63.404, de 1968. O programa de cooperação foi então estabelecido em 1990, visando à qualificação de profissionais brasileiros e ao fortalecimento das respectivas respostas nacionais aos agravos supramencionados, produzindo impactos em áreas consideradas prioritárias por eles, como prevenção, aconselhamento, assistência, vigilância epidemiológica, capacitação da sociedade civil, gestão de programas.

O programa divide-se em 4 eixos, quais sejam, estágios de profissionais brasileiros na França, seminário técnico-científicos, cooperação em pesquisa com a ANRS, e cooperação transfronteiriça entre Brasil e Guiana Francesa. Os estágios preveem o acolhimento anual, por cerca de dois meses, de profissionais brasileiros na França, em estabelecimentos hospitalares, centros de pesquisa, centros de prevenção, organizações da sociedade civil e serviços públicos na França que atuam no combate às IST, ao HIV/aids e às hepatites virais. De 1990 a 2016, foram realizados 198 estágios.

Os seminários são oportunidades de compartilhamento de experiências e definição de colaboração em pesquisa. Congregam palestrantes brasileiros e franceses, entre ativistas, profissionais de saúde, gestores e especialistas em HIV/aids, outras IST e HV, além de ex-estagiários e representantes da sociedade civil. De 1990 a 2016, foram realizados 23 seminários técnico-científicos, com temáticas definidas pelos contornos da epidemia nos dois países.

A cooperação em pesquisa com a ANRS traduz-se na coordenação conjunta de projetos de pesquisa com diversidade de temas nos campos das ciências sociais, propriedade intelectual, economia da saúde e pesquisa terapêutica, dentre outros. Até 2016, foram realizadas 5 jornadas científicas e 7 encontros temáticos para avaliar os projetos em curso e definir as perspectivas de pesquisa.

Por fim, a França e o Brasil também realizam há mais de uma década trabalho de articulação em DST e aids na fronteira amazônica do Brasil com a Guiana Francesa, com vistas à melhoria do acesso, da rede e da gestão no que tange às ações de prevenção e atenção envolvendo a Cidade de Oiapoque, do lado brasileiro, e de Saint Georges do Oiapoque, do lado francês, bem como as administrações governamentais de Caiena e de Amapá. 

Cooperação técnica Brasil-França 2018

 

PERGUNTAS FREQUENTES

  1. Haveria algum mentor para ajudar na submissão do anteprojeto?
    RespostaSim. A coordenadora francesa da cooperação segue à disposição pelo e-mail <nathalie.de-castro@aphp.fr> aos que desejarem consultar a viabilidade de execução das atividades do respectivo projeto (já esboçado) na França, dentre outras questões.
  2. Resposta: Não há modelos de carta de recomendação e de autorização.
  3. Tenho interesse de participar da seleção para estágio no Programa de Cooperação Técnica Brasil-França em DST/HIV/AIDS/HV. Gostaria de saber quais as instituições francesas que farão parte do programa.
    Resposta: Há um rol exemplificativo que será disponibilizado em momento oportuno (está sendo revisado pela coordenação francesa da cooperação), mas não há garantia de que o candidato será aceito como estagiário.
  4. Com relação à apresentação de anteprojeto para o processo seletivo do estágio Brasil-França, considerando que a área temática “economia da saúde” contém apenas um campo de estágio, poderia ser aceita proposta de análise de custo do tratamento antirretroviral? 
    Resposta: Os campos de estágio das áreas temáticas também são exemplificativos, e não exaustivos. As propostas serão analisadas de acordo com as prioridades estratégicas do DIAHV.