Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

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Sífilis na gestação

Anualmente, 3 milhões de mulheres dão à luz no Brasil. Estimativas de 2004 apontam prevalência de sífilis em 1,6% das mulheres no momento do parto -  aproximadamente 49 mil gestantes e 12 mil nascidos vivos com sífilis, considerando-se uma taxa de transmissão de 25%, de acordo com estimativa da OMS. A sífilis durante a gravidez  pode causar aborto, além de cegueira, surdez, deficiência mental e malformações no feto.

A incidência de sífilis em parturientes é quatro vezes maior que a da infecção pelo HIV. É considerada infectada toda gestante que durante o pré-natal, no momento do parto ou curetagem apresente evidência clínica de sífilis, com teste positivo ou não.

Sífilis congênita
A sífilis congênita é o resultado da transmissão de mãe para filho da bactéria Treponema pallidum. A notificação da sífilis tornou-se obrigatória em 1986 e deve seguir um dos critérios abaixo:

  1. Feto e criança nascida morta de mãe com sífilis;
  2. Criança com menos de 13 anos com as evidências: teste positivo, teste positivo após 1,5 ano de idade ou teste com índices maiores que os da mãe;
  3. Criança com menos de 13 anos com teste positivo e evidência da doença;
  4. Presença de infecção em placenta, cordão umbilical e amostra da lesão, biópsia ou necropsia de aborto, no bebê ou na criança nascida morta.

Com a realização do diagnóstico da sífilis e o tratamento adequado da gestante e do parceiro durante o pré-natal, é possível eliminar a sífilis congênita, ou seja, reduzir o agravo para até 0,5 caso por mil nascidos vivos.

 

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