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Há muitas décadas, solidificou-se a cooperação entre Brasil e França em diversas áreas, servindo essa experiência de base para novas propostas, entre elas a cooperação em aids. O Programa de Cooperação Técnica e Científica Brasil-França na área da aids foi criado em 1990, momento inicial da organização do programa de aids no Brasil, desenvolvendo-se paralelamente a outros eventos importantes das políticas de saúde brasileiras e da evolução da epidemia de aids no mundo e no Brasil. A partir de então, também se estruturaram progressivamente as atividades do Programa de Cooperação Brasil-França, que toma uma forma mais estável de programações anuais de atividades de treinamento e seminários - os quais constituem os eixos centrais do Programa - além de missões de avaliação.
O treinamento (estágio) já levou à França diversos profissionais brasileiros, pertencentes à área biomédica, ciências humanas e enfermagem. Os estagiários são acolhidos em estabelecimentos hospitalares, centros de pesquisa, centros de prevenção e organizações da sociedade civil relacionadas à aids e serviços públicos na França.
Os estágios costumam ter duração de um ou dois meses e se inserem em uma das seguintes categorias: atenção às pessoas soropositivas (aspectos clínicos e terapêuticos, laboratório); organização dos serviços (centros de testagem anônima, assistência domiciliar e hospital dia, organização dos serviços); saúde pública (políticas públicas, organizações não governamentais, vigilância epidemiológica, prevenção e informação/comunicação) e pesquisa. Cabe ressaltar a constante reorientação das temáticas de estágio para fazer frente às necessidades programáticas da política nacional na área da aids.
Também os seminários organizaram-se em temáticas definidas pelos contornos da epidemia, tendo-se constituído em espaços potenciais de troca e definição de futuras colaborações. Ocorrem anualmente e o programa e o local de realização variam a cada edição.
Participam dos seminários palestrantes brasileiros e franceses, entre ativistas, profissionais de saúde e especialistas em HIV/aids, além de ex-estagiários e representantes da sociedade civil, enfocando as experiências e estratégias implementadas no âmbito dos agravos relacionados à síndrome. Além do caráter informativo, espera-se que durante os seminários sejam formuladas proposições para facilitar os processos de trabalho e aperfeiçoar as atividades e estudos em desenvolvimento no Brasil e na França.
A cooperação com a França é a mais antiga que o Brasil desenvolve na área de HIV/aids. É uma cooperação técnica com resultados concretos, em que os dois lados mantêm uma relação de parceria em pesquisa e desenvolvimento.
Veja também
Cooperação técnica Brasil- França 2010 – Resultado (ir para editais -> outros -> Cooperação técnica Brasil França)
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