Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais

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Adesão

Quando se fala de tratamento entre crianças e jovens, os adultos assumem um papel de grande responsabilidade. Principalmente na infância, familiares e cuidadores devem estar muito bem informados para ajudarem a criança a seguir corretamente as recomendações médicas, ou seja, a aderir ao tratamento.

Para que isso dê certo, o envolvimento da criança ou adolescente é fundamental. Explicações sobre o tratamento devem ser dadas, respeitando o entendimento de cada um. Com informações simples e recursos lúdicos, familiares e profissionais de saúde podem promover boa adesão, evitando omissões ou mentiras que podem, inclusive, comprometer a confiança e o sucesso do tratamento.

Como estimular a criança
Ao indicar os remédios ideais para a criança, o médico precisa considerar o dia a dia dela. O ideal é que os horários das atividades da criança não prejudiquem a rotina dos remédios. Em casos de diagnósticos não revelados a outros, recomenda-se combinar com o médico para que os medicamentos sejam tomados nos momentos em que a criança esteja em casa. Como na maioria das vezes o responsável por dar os remédios é algum adulto, é importante ajustar os horários para não comprometer o tratamento.

Em casos de dificuldade de ingestão do remédio pelo gosto ou cheiro, combinar a tomada com alimentos que reduzam essas sensações (sucos, frutas, doces, etc). A família também deve evitar falas ou gestos negativos sobre a medicação ou mesmo verbalizações de culpa ou pena. É preciso valorizar o lado positivo do tratamento e suas vantagens para a saúde. As crianças precisam ver os remédios como aliados.

Como estimular o jovem
A combinação de remédios indicados para o adolescente deve levar em conta o estilo de vida, hábitos, práticas esportivas, escola, trabalho e vida familiar. Geralmente, aqueles com menos comprimidos e doses têm maior aceitação e adesão, pois são mais simples. O adolescente precisa saber o que é a doença, suas implicações e a importância do tratamento. É importante sempre ouvir o que esse jovem tem a dizer, o que querem saber sobre os diversos aspectos de sua saúde: a soropositividade, os resultados de exames, a ação do vírus no organismo, o papel dos remédios.

Todas as orientações não podem ser infantilizadas e são mais efetivas quando vinculadas ao contexto de suas atividades cotidianas. Por exemplo: as aulas, práticas esportivas, comemoração de uma data especial, namoro e programas de TV. Atividades em grupo são importantes e bem aceitas entre os adolescentes, pois favorecem que conheçam outros jovens soropositivos e troquem experiências, incluindo temas de interesse, como sexualidade, práticas sexuais seguras, escola, amigos e família.

 

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