Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

Portal sobre aids, doenças sexualmente transmissíveis e hepatites virais


A- A+

Acompanhamento durante a gravidez

Toda mulher grávida deve fazer o pré-natal e os exames para detectar o HIV e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão da mãe para a criança.
O teste para diagnosticar a sífilis deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, idealmente no primeiro trimestre da gravidez, no início do 3º trimestre (28ª semana) e no momento do parto (independentemente de exames anteriores), pois a sífilis congênita pode causar aborto e má-formação do feto, entre outros problemas. Caso o exame dê positivo, é muito importante que o tratamento seja feito com penicilina, pois este é o único medicamento capaz de tratar a mãe e a criança. A parceria sexual também deverá comparecer ao serviço de saúde para ser orientada e tratada, a fim de evitar a reinfecção da gestante.  Realizar teste não treponêmico (ex. VDRL/RPR, entre outros) em amostra de sangue periférico de todos os recém-nascidos cujas mães apresentaram teste treponêmico (ex. teste rápido, FTA-Abs, Elisa, entre outros) ou não treponêmico reagente (ex. VDRL, RPR, entre outros) na gestação, ou no parto, ou em caso de suspeita clínica de sífilis congênita. Se a criança for diagnosticada com sífilis congênita, ele precisará ficar internado por 10 dias para receber o tratamento adequado.
Já a testagem para o HIV é recomendada na 1ª consulta do pré-natal ou 1º trimestre e 3º trimestre da gestação. Mas, no caso de gestantes que não tiveram acesso ao pré-natal, o diagnóstico pode ocorrer no momento do parto, na própria maternidade, por meio do teste rápido para HIV. As gestantes que souberem da infecção durante o pré-natal têm indicação de tratamento com os medicamentos antirretrovirais durante a gestação e ainda no trabalho de parto para prevenir a transmissão. O recém-nascido também deve receber o medicamento antirretroviral por quatro semanas e ser acompanhado no serviço de saúde.

A transmissão do HIV também pode acontecer durante a amamentação, por meio do leite materno, por isso a mãe que tem o vírus não deve amamentar a criança. É orientada a suspensão da amamentação e a inibição da lactação. Portanto, o leite da mãe deve ser substituído por leite artificial. 

Como todos os insumos para as intervenções de prevenção da transmissão vertical do HIV e da sífilis estão disponíveis no Sistema Único de Saúde, a realização adequada das ações poderão resultar na redução desses agravos.

 

 

 

 

Share:

Twitter Facebook