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Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

Portal sobre aids, doenças sexualmente transmissíveis e hepatites virais


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Ações de pesquisa e desenvolvimento tecnológico

O desenvolvimento tecnológico de insumos estratégicos para a saúde pública como vacinas, medicamentos, microbicidas, preservativos, kits para diagnóstico e monitoramento, entre outros, constitui um componente crucial da política de ciência, tecnologia e inovação no mundo contemporâneo. Para viabiliza-lo, é necessário reconhecer de início os grandes desafios que se colocam na sociedade do conhecimento relacionados as interfaces entre a biologia molecular e a nova biotecnologia.

No Brasil, o desenvolvimento tecnológico constitui importante lacuna e o hiato existente entre ciência e tecnologia necessita ser superado com urgência, seja através do fortalecimento da capacidade nacional seja pelo processo de transferência de tecnologia apoiado por uma efetiva política científica tecnológica e industrial.

Vacinas
O governo federal busca estimular o envolvimento nacional em pesquisas sobre vacinas contra o HIV, vírus causador da aids. Os objetivos são o desenvolvimento de vacinas que melhorem a vida de soropositivos e a proteção de quem venha a se expor ao HIV. No Brasil, o Plano Brasileiro de Vacinas Anti-HIV traça estratégias para o desenvolvimento de vacinas anti-HIV a partir da pesquisa básica e do aprimoramento de centros de pesquisa clínica, apoiadas por estudos sociocomportamentais e por uma visão ética da pesquisa. As ações do plano são conduzidas por pesquisadores da área e representantes da Sociedade Civil.

O Brasil tem feito parceria com organismos internacionais e instituições de outros países, como a Organização Mundial de Saúde, o Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, a Agência Nacional Francesa de Pesquisa contra a aids e as hepatites virais B e C e a Iniciativa Internacional de Vacina de Aids.

 Medicamentos
A produção nacional de remédios antirretrovirais é fator essencial para a viabilidade da distribuição universal e gratuita para soropositivos em todo o país. Hoje, o Brasil produz nove antirretrovirais e discute a licença compulsória de novos medicamentos, colocando o debate sobre o acesso universal e gratuito ao tratamento da aids no cenário internacional. A licença compulsória permitiria que laboratórios brasileiros, públicos ou privados, produzissem os medicamentos a preços menores, resultando na diminuição dos custos com a compra de medicamentos importados. Em maio de 2007, o Brasil adotou a licença compulsória do Efavirenz e o tema continua em discussão. Os nove antirretrovirais produzidos no Brasil atualmente são: zidovudina, didanosina, lamivudina, estavudina, indinavir, nevirapina, ritonavir, efavirenz e a associação zidovudina e lamivudina em um mesmo comprimido. Em maio de 2010, o Ministério da Saúde anunciou o início da produção nacional do tenofovir. A previsão é que a fabricação desse medicamento comece ainda em 2010.

 Microbicidas
O desenvolvimento de novos microbicidas, produtos aplicados diretamente na vagina, aumentará as opções de proteção e prevenção contra o HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. Embora tenha ocorrido progresso significativo no desenvolvimento dessa tecnologia preventiva, com novos produtos em fase relativamente avançada de investigação, no cenário internacional ainda são muito baixos os investimentos alocados nessa área. Para as pesquisas nesse campo avançarem, é necessário aumento do investimento financeiro e a promoção de parcerias entre pesquisadores, governos, agências de apoio à pesquisa, indústria e soropositivos.

 Kits para diagnóstico
A garantia de acesso dos pacientes a exames laboratoriais para o diagnóstico do HIV, hepatites virais e outras doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis e clamídia, é fator essencial da política nacional de combate a essas doenças. A capacitação nacional nesse setor é uma das prioridades do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, por meio de atividades de apoio à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico, à avaliação da qualidade do diagnóstico laboratorial e à padronização de metodologias usadas na Rede Nacional de Laboratórios.

 

Veja também
Plano Brasileiro de Vacinas Anti-HIV 2008-2012
Página sobre vacinas da UNIFESP
Instituto Adolfo Lutz (SP)

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