Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

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'Reagente' ou 'não-reagente'. Nestas duas palavrinhas pode estar um destino traçado para o resto da vida. Elas, na verdade, representam o positivo e o negativo...

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'Reagente' ou 'não-reagente'. Nestas duas palavrinhas pode estar um destino traçado para o resto da vida. Elas, na verdade, representam o positivo e o negativo, respectivamente, em um teste de HIV. Ao se deparar com o resultado de um exame de aids, a pessoa tem nas mãos um pedaço de papel que pode mudar por completo sua vida. Foi o que aconteceu a 103 pessoas que participaram da campanha realizada em Curitiba no último dia 8, quando 9.009 pessoas realizaram o teste rápido de aids. O resultado saía em apenas 30 minutos. Mas o que fazer depois dessa meia hora?


'Muitos foram fazer o exame porque era uma campanha, e não imaginavam sair dali com um resultado positivo', afirma uma das aconselhadoras do Centro de Orientação e Aconselhamento de DST/Aids (COA) de Curitiba, Monique Hofstein. Ela trabalha há sete anos como aconselhadora. Ao longo deste tempo, já foi inúmeras vezes testemunha ocular do drama de quem recebe o resultado positivo. 'Não é um exame comum, com um resultado fácil da assimilar', explica. Para Monique, o paciente tem de estar preparado para fazer um exame como este. Para tentar amenizar a situação, o COA faz um trabalho específico de aconselhamento pré-teste e pós-teste. Quando o exame dá positivo, é refeito. Confirmado o resultado, o Ministério da Saúde é notificado e o paciente é encaminhado para tratamento numa unidade de saúde.


Privacidade


Em Curitiba, no caso do HIV, o paciente pode ser cadastrado para atendimento em uma unidade que não seja da sua região, se assim preferir, para manter sua privacidade. 'Esta é a única doença que trabalhamos de forma diferenciada', explica a diretora do Centro de Informação e Saúde de Curitiba, Eliana Chonatas. Na unidade, o paciente faz exames que verificam a carga viral (quantidade de vírus presente no organismo), CD-4 e CD-8 (células do sistema imunológico). Além disso, inicia-se o tratamento com orientação médica. Quando o paciente apresenta dificuldade em enfrentar a situação, é encaminhado também para acompanhamento psicológico.


'Os médicos e enfermeiros também recebem treinamento específico para lidar com estes pacientes', explica a autoridade sanitária do Centro de Especialidades Bairro Novo, Alessandra Lopes dos Santos. 'Mas não existem, lógico, regras pre-estabelecidas, cada paciente é único', acrescenta.


Mesmo com as contrariedades de ficar sabendo do resultado positivo de um exame de HIV, os especialistas são unânimes em alertar para a importância de se realizar o exame o mais cedo possível. 'Quanto mais cedo começar, mais positivo será o tratamento', explica Alessandra. 'Além disso, hoje, HIV não é mais um atestado de óbito, o paciente pode ter o vírus e viver normalmente se seguir corretamente o tratamento', continua. 'Não lembro da última vez em que um paciente que se tratava corretamente tenha morrido desta doença', completa.


Serviço: O teste sorológico de HIV (convencional) pode ser feito nas unidades básicas de saúde. No COA, estão disponíveis os dois exames: o rápido e o sorológico. Para fazê-los basta comparecer das 8 horas às 14h30, de segunda à sexta-feira, à Rua do Rosário, 144 (6.º andar). Não é preciso marcar horário. O Disque Aids esclarece dúvidas pelo telefone (41) 3322-2200.


Themys Cabral  

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