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Pesquisa revela comportamento dos jovens sobre sexo, drogas e prevenção das DST/aids

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Pesquisa revela comportamento dos jovens sobre sexo, drogas e prevenção das DST/aids


O médico psiquiatra Jairo Bouer coordenou pesquisa com 7.520 alunos de 20 escolas de São Paulo, entre 13 e 17 anos de idade, sobre comportamento sexual. Cerca de 60% dos jovens de 13 e 17 anos não conversam com seus pais sobre sexo, apesar de cerca de 23% já terem tido relações sexuais completas - 15% com mais de cinco parceiros. A grande maioria (cerca de 70%) tem informações corretas sobre procedimentos para sexo seguro e uso de camisinha, entretanto 61% dos entrevistados têm medo de engravidar (cerca de 9% das meninas que já fizeram sexo enfrentaram uma gravidez de fato) e 44% têm medo de contrair alguma doença. 


A pesquisa foi realizada com o objetivo de mapear o conhecimento e as atitudes do jovem sobre sexualidade e prevenção, além de auxiliar os profissionais de ensino a criarem ferramentas de acordo com a percepção de realidade do próprio jovem. 


'A pesquisa mostra que os jovens brasileiros têm um bom nível de informação, sabem como se proteger, porém abrem mão de proteção, como a camisinha, quando há uma relação que julgam estável', explica Jairo Bouer. O número de meninas que enfrenta uma gravidez na adolescência foi considerado alto, apesar de haver informação e disponibilidade dos métodos anticoncepcionais. Outro resultado indica que entre os jovens com mais de 16 anos, 55% já tiveram uma relação sexual.


Outras conclusões do estudo


* As informações sobre prevenção, camisinha e sexo seguro estão chegando aos jovens. Apesar disso, o alto uso de camisinha, que ocorre na primeira vez, diminui com a prática, com a idade e com a estabilização dos namoros.


* A taxa de preocupação com a possibilidade de uma gravidez indesejada também se mostra alta, o que pode indicar uso incorreto ou inadequado dos métodos de contracepção (ou o não-uso).


* A taxa de gestação entre aqueles que já têm vida sexual ativa também é considerada elevada.


* A camisinha já foi usada como método anticoncepcional por 74% e a pílula, por 20%: 7,4% dos que já fizeram sexo tiveram que enfrentar uma gravidez (entre os que têm mais de 16 anos, esse índice sobe para quase 11%).


* 28% abandonariam o uso da camisinha se vivessem uma relação estável, 26,4 % usam bebidas alcoólicas às vezes e 5,5% bebem frequentemente.


* O número de parceiros é mais elevado entre aqueles que bebem álcool com freqüência, entre os que fumam e entre os que já experimentaram maconha.
Jairo Bouer, 42, é médico psiquiatra, apresentador de programas em rádios e TVs sobre comportamento jovem e é conselheiro da SENAD (Secretaria Nacional Antidrogas).


Mais informações
SPMJ Comunicações
Tel: (11) 3289-2699/ 9118-9025 (Maria José)

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