Ministério da Saúde

Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

Portal sobre aids, doenças sexualmente transmissíveis e hepatites virais


A- A+

Línguas

MEDICINA E SAúDE - Só 12% dos aidéticos têm acesso a remédios, segundo a ONU (DIÁRIO DA TARDE - MG)

Conteúdo extra: Galeria de fotos

A ONU fez ontem um novo alerta sobre o aumento do número de casos de Aids no mundo e pediu aos dirigentes dos Estados para tomarem rapidamente medidas suplementares para que a pandemia šnão comprometa as futuras geraçõesš.
šEstá claro que a epidemia continuará a progredir mais rapidamente do que nossos esforços para contê-laš, declarou o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, num discurso na abertura de uma reunião sobre a Aids, na sede das Nações Unidas, em Nova York.
Este fórum de um dia, que reúne delegados de 120 Estados membros, 40 deles ministros da Saúde, deve fazer um balanço da realização dos objetivos da luta contra a Aids definidos pela ONU em 2000 e 2001 e que visam a diminuir a pandemia gradativamente, de acordo com um calendário.

Sublinhando que šno último ano, houve mais novos casos e mortes causadas pela Aids do que em qualquer outro anoš, Annan afirmou que šse o mundo quer realizar uma das Metas do Milênio, que é a diminuição do número de casos de Aids no mundo até 2015, deve fazer muito, muito mais do que tem feitoš.
Quase 40 milhões de pessoas no mundo vivem hoje com o vírus e šapenas 12% delas têm acesso a terapias anti-retrovirais em países de renda baixa ou médiaš, lamentou.
Ele elogiou os esforços de alguns organismos internacionais como a Onuaids, que coordena o trabalho de várias agências da ONU na luta contra a Aids, e o Fundo Global de luta contra a Aids, a malária e a tuberculose para tornar os remédios acessíveis aos países pobres.
Annan destacou que esses países devem criar políticas coerentes para lutar contra a doença. Segundo ele, cada país que recebe ajuda internacional deve criar um plano de ação contra a Aids, uma autoridade única para coordenação a luta contra a doença e um sistema de avaliação e de supervisão em escala nacional.
LIDERANçA

Recursos financeiros e uma melhor šliderançaš são necessários, segundo Annan, assim como um esforço real de educação de mulheres e meninas, que representam a metade dos infectados pelo vírus no mundo.
Em seguida, o diretor da Onuaids, Peter Piot, considerou essencial šque a Aids receba dos dirigentes mundiais a mesma atenção dedicada à segurançaš.
šSó o acesso universal às práticas de prevenção e de tratamento do vírus será suficiente para evitar que esta epidemia engula as futuras geraçõesš, afirmou.
FOSSO

Piot disse é necessário reduzir šo fosso de milhões de dólaresš entre os recursos disponíveis e aqueles que são necessários para o combate à doençaš. Além disso, esses recursos devem ser usados de forma mais eficaz.
Annan lembrou que os dirigentes mundiais vão se reunir em Nova York em setembro, para avaliar os progressos alcançados na realização das Metas do Milênio, acordadas em 2000. O combate à Aids é um dos oito grandes objetivos.
šA tarefa deste ano será mais árdua do que a de 2000š, advertiu. šEm vez de fixar objetivos, os dirigentes terão de decidir como vão atingi-losš, insistiu.

Tags: