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Ásia tem maiores índices de aumento da Aids no mundo

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O POVO (CE)

RELATÓRIO

Enquanto cresce o número de pessoas infectadas pelo vírus da Aids no mundo, a Ásia, com 60% da população mundial, tem um dos maiores índices de aumento de infecções pelo HIV, segundo um relatório divulgado ontem pelo Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids).

Cerca de 38 milhões de pessoas no mundo vivem com HIV/Aids, incluindo 5 milhões que foram infectadas no ano passado. A África Subsaariana, com 25 milhões de casos estimados, ainda é a região mais afetada, com mulheres e jovens sendo os mais vulneráveis à infecção.

A epidemia matou 20 milhões de pessoas em duas décadas. Dos estimados 6 milhões de pessoas que precisam de tratamento em países em desenvolvimento, apenas cerca de 440 mil recebem os medicamentos. ¿¿A Aids, sem dúvida, ainda é a maior epidemia na história humana¿¿, afirmou Peter Piot, diretor-executivo da Unaids, durante a entrevista coletiva para lançar o relatório, divulgado antes da 15ª Conferência Internacional de Aids, em Bangkok, de 11 a 16 de julho. ¿¿Nunca tanta gente foi infectada pelo HIV, nunca tanta gente morreu, e há uma globalização da epidemia fora da África¿¿, declarou Piot.

O relatório adverte que a expansão da epidemia na Ásia, onde 7,4 milhões de pessoas têm o HIV, pode ter implicações globais.

China, Indonésia e Vietnã têm os maiores índices de aumento de infecção na Ásia, enquanto a Índia tem o maior número de pessoas vivendo com HIV, com exceção da África do Sul. Na África, porém, os índices de HIV parecem estabilizados. Nos países mais afetados do Leste e do Sul da África, se os índices de infecção continuarem e os tratamentos em larga escala não forem disponíveis, até 60% dos adolescentes que têm atualmente 15 anos não vão completar 60 anos.

O Relatório Mundial sobre a Epidemia de Aids 2004 traz elogios à forma como o Brasil vem combatendo a epidemia da doença. Aproximadamente 600 mil pessoas são portadoras do vírus HIV no Brasil. Segundo o relatório, das 400 mil pessoas que têm acesso aos medicamentos anti-retrovirais no mundo, 140 mil vivem no Brasil. O governo brasileiro gasta, por ano, R$ 700 milhões no tratamento da Aids, sendo 60% desse valor apenas com a compra de medicamentos. O estudo também elogia os avanços brasileiros na área de prevenção à doença. O documento cita como ponto positivo o aumento do consumo de preservativos. (das agências)

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