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HEPATITE C

Hepatite C: maior acesso ao diagnóstico e ao tratamento

A atualização do PCDT para hepatite C e coinfecções proporciona maior acesso ao tratamento e inclui novas opções terapêuticas

Conteúdo extra: Galeria de fotos

A hepatite C foi tema de palestra da Diretora do DIAHV no Congresso de HIV e Hepatites nas Américas, no sábado (09). O encontro reuniu médicos, pesquisadores e especialistas de vários países do continente americano. Adele Benzaken, apresentou o panorama da hepatite C no Brasil, com destaque para a ampliação do acesso ao tratamento, as prioridades das políticas públicas de saúde e a superação de barreiras para o controle desse agravo. Salientou que o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções foi avaliado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) e permanece em consulta pública até o dia 13 de abril de 2017. A atualização contempla a ampliação do tempo de tratamento de 12 para 24 semanas para os pacientes portadores de hepatite C Genótipo 3 com cirrose, com vistas à maior eficácia terapêutica, e a inclusão da combinação entre veruprevir, ritonavir, ombitasvir e dasabuvir, recentemente incorporada no SUS.

O Futuro – Adele Benzaken ressaltou que a estratégia adotada hoje no Brasil é a do tratamento eficaz. Dessa maneira, é fundamental incluir novas opções terapêuticas baseadas em evidências, aumentar a cobertura de diagnóstico e ampliar o acesso ao tratamento. Destacou, ainda, que o governo trabalha de forma integrada com a academia e a sociedade civil. A meta global é alcançar a eliminação da hepatite C como problema de saúde pública até 2030, conforme o plano estratégico da Organização Mundial da Saúde.

A Diretora do DIAHV explicou que, em 2002, foi criado o Programa Nacional para a Prevenção e o Controle das Hepatites Virais no Brasil. E que, a partir de 2009, foi incorporado ao atual Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. Expôs que, nos últimos anos, a distribuição de testes rápidos chegou a aproximadamente 4 milhões de exames por ano no país. E salientou que, em 2015, houve a incorporação dos medicamentos orais para o tratamento da hepatite C, passando a oferecer maior eficácia terapêutica, mínimos efeitos adversos, menor tempo de tratamento e mais qualidade de vida aos pacientes.

Desde outubro de 2015 até março deste ano, foram distribuídos aos estados e municípios mais de 54 mil tratamentos com os novos medicamentos antivirais de ação direta para hepatite C e coinfecções.

Ao finalizar, Adele Benzaken anunciou que o Brasil sediará a Cúpula Mundial de Hepatites 2017, em São Paulo, de 1 a 3 de novembro de 2017.

Para mais informações, visite a página: http://www.worldhepatitissummit.org/

“Hepatite C tem Cura”- O vídeo-documentário apresenta relatos de pacientes curados da hepatite C a partir do uso dos novos medicamentos.

Veja o vídeo neste link: https://www.youtube.com/watch?v=e9lsdTSxXXc

Assessoria de Comunicação
Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais

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