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DEBATE

A epidemia entre jovens é destaque no Congresso de HIV e Hepatites das Américas

HIV afeta desproporcionalmente pessoas com idade entre 18 e 29 anos

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A sessão de quinta-feira (06), que tratou do tema “A epidemia entre jovens”, no Congresso de HIV e Hepatites nas Américas, contou com apresentações de especialistas acerca de dados relacionados ao aumento de novos casos de HIV/aids em jovens na América Latina.

O especialista Pedro Zitko, do Chile, apresentou um estudo regional, realizado em 11 países da América Latina. Na análise, ele destacou que o HIV afeta desproporcionalmente jovens de 18-29 anos e que uma das causas desse aumento de novos casos de HIV/aids na população jovem se deve ao fato de que muitas vezes eles se colocam em comportamentos e práticas sexuais de risco, além de terem pouco acesso a testagem para o HIV.
O técnico de prevenção e articulação do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) Diego Callisto, que trabalha com a pauta enfocada em juventude, fez uma observação nesse tema e argumentou que, quando se apresentam as possíveis causas de aumento do HIV/aids em jovens, há uma tendência em apontar que o aumento se deve às práticas e comportamentos de risco e da dificuldade de os jovens realizarem a testagem para o HIV.

Nesse sentido, o técnico do DIAHV destacou:  “Quando se discute a epidemia de HIV/aids em jovens, é fundamental levar em conta os fatores estruturais e a vulnerabilidade que a juventude vivencia em seus contextos e vivências. Isso afeta inclusive o acesso desses jovens aos serviços de saúde e a falta de acesso faz com que eles enfrentem uma barreira estrutural, ancorada na vulnerabilidade, para acessarem programas e insumos de prevenção”.

Em seguida, Isabel Casseti, da Argentina, fez uma apresentação na qual citou dados do relatório global do UNAIDS, destacando que as mulheres jovens estão sendo afetadas desproporcionalmente pelo HIV e que isso se reflete também nos cenários regionais e locais.

O técnico Diego Callisto fez um contraponto nesse argumento: “Esses dados absolutos do relatório não refletem, na sua totalidade, a realidade dos países da América Latina, sobretudo o Brasil, que tem um aumento expressivo de novos casos em jovens gays e HSH, enquanto o relatório Global da Unaids aponta que as mulheres jovens são a população mais expressiva em relação aos novos casos de HIV/aids”. Diego Callisto destacou que os novos casos de HIV/aids no Brasil aumentaram em jovens do sexo masculino em todas as faixas etárias, principalmente com idade entre 20 e 24 anos, enquanto que nas mulheres jovens houve diminuição de novos registros em todas as faixas etárias, principalmente na faixa entre 25 e 29 anos.  “Além dessas informações, que estão presentes no Boletim Epidemiológico brasileiro, também cabe destacar que em 2006 a razão dos sexos de casos de aids em homens e mulheres era de 1,2 homens para 1 mulher. Em 2015 essa razão mudou e temos três casos em homens para um em cada mulher”, afirmou Callisto.

JOVENS LIDERANÇAS - O consultor técnico para prevenção e articulação social, Diego Callisto, apresentou um pôster no Congresso no qual abordou a redução do comportamento de risco para o HIV a partir da atuação de jovens líderes na comunidade entre populações-chave no Brasil.  O estudo mostra o impacto da intervenção deles na comunidade, onde formaram uma rede de multiplicadores, promovendo conhecimento sobre prevenção combinada. Esta estratégia é decorrente da participação deles no Curso de Formação de Jovens Lideranças, que ocorreu entre 2015-2016.

Assessoria de Comunicação
Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais

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