Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais

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MARÇO DAS MULHERES

DIAHV promove uso de preservativo feminino entre mulheres que são lideranças no Carnaval carioca

Oficina de prevenção foi realizada no G.R.E.S. Estácio de Sá e integra a estratégia de “prevenção combinada” do Ministério da Saúde

Conteúdo extra: Galeria de fotos

Mulheres fortes e ávidas por informação se reuniram, na última terça-feira (14), na quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, para a oficina “Preservativo Feminino: uma estratégia na prevenção combinada”.  A oficina é apenas uma entre as muitas ações promovidas pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde para este Mês das Mulheres, e reuniu cerca de 40 mulheres do Carnaval carioca que são empreendedoras sociais e lideranças em suas comunidades e agremiações. A ideia é torná-las multiplicadoras de informação sobre o preservativo feminino, promovendo o seu uso.

A ação é fruto de uma parceria entre o DIAHV e a Associação de Mulheres Empreendedoras do Brasil (Amebras) – formada por mulheres que lutam para realizar seus projetos com eficiência e senso de justiça, levando melhores condições de vida às mulheres cariocas. Passível de replicação no futuro, a oficina integra os esforços do DIAHV pela chamada “prevenção combinada”, estratégia que é vanguarda global e reúne alternativas para a prevenção, como o preservativo masculino e a profilaxia pós-exposição (PEP), por exemplo. A oficina contou com a participação das coordenações estadual e municipais de HIV/aids do Estado do Rio de Janeiro.

CONVERSAR – Para a diretora do DIAHV, Adele Benzaken, “é crucial conversar com as mulheres sobre as formas de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis, como o HIV e a aids”. “A oficina é representativa do esforço do Departamento para ouvir a população em seus vários segmentos; fazemos as nossas políticas para todas as pessoas e precisamos conhecê-las”, concluiu a diretora.

A oficina foi conduzida por consultoras técnicas do DIAHV – lideradas por Elisiane Pasini e Carina Bernardes. Por meio de linguagem clara – entremeada por momentos extremamente lúdicos –, as mulheres foram apresentadas (algumas, pela primeira vez) ao preservativo feminino como insumo seguro, prazeroso e empoderador, já que “fica no corpo da mulher e dá a ela o poder de proteger-se – ainda que represente, é claro, um grande respeito pelo parceiro ou parceiros”, disse Elisiane.

Em 2016, o Ministério distribuiu mais de 10 milhões de preservativos femininos.

MULTIPLICAR – A oficina foi um grande sucesso e gerou energia, curiosidade, cumplicidade, segurança – e a certeza de que se pode fazer prevenção com prazer. “Eu sabia que existia esse outro tipo de preservativo, mas não sabia como usá-lo: tinha até um certo medo de errar na primeira tentativa”, disse Amanda Oliveira, 22, jovem passista da campeã do Carnaval carioca de 2017, a Portela. “A oficina foi muito boa pra mim, porque agora eu tenho mais uma alternativa além do preservativo masculino”, completou.

Mas não apenas as jovens se interessaram pelo uso do preservativo feminino. “Mulher é mulher até morrer – e podemos viver com prazer!”, exclamou a celebrada Helena Theodoro, 73, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e escritora dedicada à preservação da memória do Carnaval. No Salgueiro, sua escola, abastece o departamento cultural com ideias e se envolve com a comunidade de diversas formas, entre outras mil atividades. “Eu vejo com muita alegria – na altura dos meus 73 anos de idade – essa criação de oficinas sobre um assunto tão complexo quanto a sexualidade no Brasil”, disse. Para ela, “precisamos fazer com que as pessoas entendam a grande importância do preservativo feminino” – completando que “a gente não tem de ter culpa pela nossa sexualidade, nem preocupação com a invenção social da velhice”.

 

Assessoria de Comunicação
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