Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais

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TRATAMENTO

Brasil sedia evento latino-americano e caribenho para expansão do dolutegravir na região

País oferece o medicamento desde janeiro de 2017 a pacientes que iniciaram tratamento antirretroviral pela primeira vez

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Único país da América Latina e do Caribe a implantar o dolutegravir no serviço público de saúde, o Brasil sedia a “Consulta técnica sobre otimização do tratamento antirretroviral e estratégias de acesso ao dolutegravir na América Latina e Caribe, na perspectiva de saúde pública”, que reúne diretores de programas de HIV/aids e especialistas da região em Brasília nessa terça (6) e na quarta-feira (7).

Organizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o Medicines Patent Pool (MPP) e o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde brasileiro, o evento tem como objetivo analisar, juntamente com países da América Latina e do Caribe, as oportunidades de cooperação técnica para qualificação do tratamento e transição para tratamento antirretroviral de primeira linha baseada em dolutegravir. A prioridade é para países com nível elevado de farmacorresistência, segundo as recomendações da Organização Mundial de Saúde para TARV.

“O esforço do Brasil para implantar o dolutegravir é enfatizado neste evento, coloca o nosso país como pioneiro e proporciona o debate ao acesso a esse medicamento na saúde pública”, afirmou a diretora do DIAHV, Adele Benzaken. “A melhor demonstração das pesquisas realizadas para a implantação do dolutegravir está na satisfação dos pacientes e dos profissionais de saúde”, acrescentou Adele.

“Após experiências sucessivas para melhorar o tratamento das pessoas vivendo com HIV/aids, atualmente percebemos a agilidade com que o Brasil consegue administrar novos protocolos para melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, observou Daniel de Castro, do Unaids. Para o Coordenador da Unidade Técnica de Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis da Opas (UTDT), Enrique Vazquez, a perspectiva é que os países da América Latina e do Caribe consigam tratamento para todos. “O custo tem melhorado ao longo do tempo e os países da região estão se adaptando para ampliar o tratamento na saúde pública. Todos vão ganhar com isso”, afirma.

PROGRAMAÇÃO - Na sessão 1 (“O contexto regional da América Latina e Caribe”), Giovanni Ravasi, da Opas, apresentou os progressos e desafios para a melhoria e expansão do tratamento antirretroviral na América Latina e no Caribe. Na sessão 2 (“Novas diretrizes mundiais da OMS e atualização de evidências científicas”), Pedro Cahn (presidente da Fundação Huésped e do Comitê assessor de HIV/Opas na Argentina), Marco Vitória (OMS) e Nazle Veras (DIAHV) abordaram as alternativas aos esquemas de antirretrovirais de primeira linha com inibidor da transcriptase reversa não análogo de nucleosídeo (ITRNN); as diretrizes da Organização Mundial de Saúde e as novas evidências sobre o uso de dolutegravir na primeira linha de tratamento e suas implicações clínicas; e as diretrizes da OMS para o manejo da resistência do HIV na saúde pública.

Na sessão 3 (“Tomada de decisões baseada em modelagem e factibilidade”), Giovanni Ravasi, Manuel Lavayen (Opas) e Ana Flávia Pires (DIAHV) debateram as políticas de saúde pública sobre a alta resistência aos ITRNN; as projeções de custo na América Latina e Caribe; e as possiblidades de ampliação da capacidade laboratorial para genotipagem do HIV pré-tratamento.

Na sessão 4, o tema foi o acesso ao dolutegravir e o panorama atual com Érika Duenas, do MPP, e Manuel Lavayen, da Opas, com observações sobre o cenário mundial e desafios e oportunidades para os países latino-americanos e caribenhos.

A sessão 5 abordou as diretrizes programáticas para transição ao dolutegravir, com Marco Vitória (OMS), Adele Benzaken, Carolyn Amole (CHAI) e Meghan Majorowski, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Assessoria de Comunicação
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