Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

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Fundadora da Daspu

Morre uma das grandes lideranças na luta contra a aids, Gabriela Leite

Conteúdo extra: Galeria de fotos

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde lamenta profundamente o falecimento da ativista dos Direitos Humanos Gabriela Leite, ocorrida nesta quinta-feira (10/10), no Rio de Janeiro.

Incansável defensora dos direitos das mulheres, Gabriela foi prostituta durante anos na cidade do Rio de Janeiro, sendo uma das primeiras e principais ativistas pelos direitos das prostitutas no país.

Iniciou sua militância nos anos 80, no contexto da luta democrática  e no início da epidemia de aids, quando promoveu os primeiros encontros de prostitutas do país. No começo dos anos 1990, fundou a ONG Davida, que por meio de ações de prevenção, culturais e de comunicação  promoveu a defesa dos direitos das mulheres profissionais do sexo e a regulamentação da profissão. Gabriela sempre foi contra a ideia de vitimização e da forma como a sociedade trata a prostituição apenas como falta de opção para mulheres em situação de pobreza.

Em 2005, para financiar projetos da ONG, idealizou a grife Daspu. As coleções desenvolvidas em parceria com profissionais de moda trouxeram a atenção do público e da mídia nacional e internacional às passarelas-passeatas que aconteciam nos lugares mais inusitados como ruas, teatros, universidades e conferências.

Autora do livro "Filha, mãe, avó e puta", em que conta sua história de vida vitoriosa, Gabriela desenvolveu intensa parceria com este Departamento participando de diversas ações e projetos de prevenção de HIV/aids, com apoio do Ministério da Saúde. Gabriela Leite precisa ser lembrada também como uma das principais ativistas do país que se posiciona nacional e internacionalmente contra a política conservadora praticada pelo PEPFAR na luta contra a aids. Integrou  comissão de trabalho do UNAIDS voltada para pensar estratégias de prevenção dirigida às prostitutas.

Sua luta pelos direitos das mulheres profissionais do sexo continua viva na forma de um projeto de lei com seu nome, de autoria do deputado Jean Wiyllis (PSOL-RJ). O projeto, em tramitação na Câmara dos Deputados, regulamenta as relações jurídicas das prostitutas, um passo importante e decisivo para o avanço das políticas públicas voltadas às prostitutas.

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