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OMS: Situação de saúde no mundo é alarmante

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GERAL

Genebra - Apesar de todo o esforço e campanhas da comunidade internacional para melhorar a saúde das populações mais pobres do mundo, o relatório anual da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado hoje (18), revela dados alarmantes: as condições de saúde nos países em desenvolvimento se deterioram, a expectativa de vida em parte da áfrica sofreu uma queda nos últimos dez anos e, em alguns países, a taxa de mortalidade é superior à da década de 70.

O relatório mostra que enquanto uma criança nascida hoje no Japão pode esperar viver por 85 anos e contando com pelo menos US$ 550 para sua saúde por ano, uma criança em Serra Leoa provavelmente viverá por apenas 36 anos. Nesse período, talvez jamais verá um médico e apenas US$ 3,00 serão gastos com sua saúde. A OMS lembra que, apesar dos efeitos negativos da Aids, a queda na expectativa de vida estaria ocorrendo no continente africanos mesmo se o vírus do HIV estivesse controlado. A Suazilândia foi um dos países que sofreu uma queda na expectativa de vida de sua população entre 2001 e 2002. No Congo a queda foi de quase dez anos na expectativa de vida, passando de 52 anos, em 2001, para 43 no ano seguinte e menor que a média mundial em 1950.

Os exemplos da catástrofe humanitária que vive parte do mundo são inúmeros. Nos países pobres, por exemplo, uma mulher tem 250 vezes maior chance de morrer durante o parto que uma pessoa que esteja dando à luz na Europa ou nos Estados Unidos. Em Serra Leoa, 300 crianças com menos de cinco anos morrem a cada mil, taxa equivalente ao da Europa há dois séculos. Na Finlândia, apenas três crianças a cada mil não chegam a completar cinco anos de idade. Das 10,5 milhões de crianças que morrem todos os anos, 98% estão nos países pobres e 90% dessas mortes poderiam ser facilmente evitadas.

A OMS alerta que se a situação continuar como está, um dos objetivos da ONU - o de reduzir a mortalidade infantil pela metade até 2015 - somente será atingida na áfrica em 150 anos. ¿A situação da saúde mundial gera questões urgentes sobre justiça¿, afirmou o diretor da OMS, Jong-wook Lee. Para ele, um mundo com tantas desigualdades está ¿em perigo¿.

Em 2002, a entidade contabilizou 57 milhões de mortes prematuras no mundo. Entre os adultos, o principal motivo foi a Aids, que gerou 2,3 milhões de vítimas no ano passado. Em segundo lugar vem os problemas cardíacos, com 1,3 milhão, seguido pela tuberculose e acidentes de tráfico. Doenças ligadas ao tabaco foram responsáveis pela morte de cinco milhões de pessoas, entre elas o câncer de pulmão, que aumentou em 30% nos anos 90. (AN)

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