Três em um

O governo espera oferecer o coquetel para 20 mil pacientes até 2008, diz o médico Rui Bastos, 54 anos, responsável pelo “hospital de dia” do Hospital Central de Maputo. É nesse prédio, reformado pela Cooperação Francesa, que tratamentos oferecidos pelo Brasil são administrados a 100 pacientes. Ali, outros 430 doentes recebem medicamentos de várias instituições. Outros hospitais de Maputo e de algumas províncias completam os cinco mil tratamentos em andamento no país.

Além dos cem tratamentos doados pelo governo brasileiro, os outros são comprados da Índia. Ainda sem uma lei de patentes, a indústria indiana poderá, até 2005, copiar os medicamentos pelos quais os laboratórios que detém a licença de fabricação do produto cobram até três vezes mais.

A situação especial da Índia vem permitindo ao país associar, em numa única cápsula, até três medicamentos. Isso facilita o tratamento, pois reduz a ingestão de medicamentos a dois comprimidos por dia ­ um de manhã e outro à noite. Há casos de pacientes que têm de tomar mais de 12 compridos, distribuídos em várias ingestões ao longo do dia. Num país sem geladeira, sem comida e sem serviços de saúde, essa facilidade aumenta a adesão ao tratamento e as chances do doente de retomar sua vida com qualidade.

A situação especial da Índia vem permitindo ao país associar, em numa única cápsula, até três medicamentos. Isso facilita o tratamento, pois reduz a ingestão de medicamentos a dois comprimidos por dia ­ um de manhã e outro à noite. Há casos de pacientes que têm de tomar mais de 12 compridos, distribuídos em várias ingestões ao longo do dia. Num país sem geladeira, sem comida e sem serviços de saúde, essa facilidade aumenta a adesão ao tratamento e as chances do doente de retomar sua vida com qualidade.