Filomena Antonio, 25 anos, vive sozinha num barraco na mesma periferia de Manjacaze. O pai trabalhava nas minas da África do Sul e morreu em 2003. A mãe morreu em maio do ano passado. Filomena também esteve nas minas, mas cuidando da terra, como diz. E foi lá que possivelmente se infectou. Seu primeiro filho morreu aos 9 meses. Um segundo está com nove anos, mas vive com o pai, de quem ela não sabe o paradeiro.
Filomena não mora no fim do mundo. A 200 metros de seu barraco sem janelas e escuro fica o Banco Internacional de Moçambique. Há luz elétrica e abastecimento de água. Filomena tem o rosto cheio de feridas “herpes zoster”, explica a enfermeira.