Ao todo, existem em Moçambique algo em torno de 65 rádios, incluindo as comunitárias (cerca de 42), as privadas, as públicas e as de organizações não governamentais ou religiosas. Também existem quatro emissoras de TV, algumas transmitindo apenas para uma província. Os números oscilam porque enquanto umas interrompem a transmissão, outras são abertas. Só a Unesco está em fase de implantação de oito rádios comunitárias.
Não há pesquisas sobre o número de famílias que têm aparelhos receptores. A última delas, de 1999, estimava em 20% a população que tinha rádios. Hoje, esse número pode ter subido para mais de 50%. E cerca de 20% da população das áreas urbanas têm acesso a televisores. Todas as emissoras apresentam algum programa que trata do HIV/aids, com destaque para as rádios comunitárias, muitas delas em áreas rurais.
O país tem cerca de 20 jornais diários, segundo levantamento da Unesco. A tiragem estimada é de 39 mil exemplares. O menor deles é o Ponto Zero, de Maputo, com 100 exemplares; e o maior, o Notícias, de circulação nacional, com 29 mil exemplares. Os semanários são cerca de 30, somando uma tiragem de quase 100 mil exemplares. Os maiores são o Domingo e o Desafio, com 29 mil exemplares cada. Mas talvez o mais influente seja o Savana, com 15 mil exemplares.
Os outros somam 65, que vão de quinzenais, mensais a bianuais, pertencentes a associações, ONGs, grupos religiosos e partidos políticos. Freqüentemente, essas publicações são restritas a um único município. Há duas revistas semanais a Mais é a que tem maior respeito dos moçambicanos.