Em fevereiro de 2005, durante uma semana, um desses jovens participou de um treinamento em Nampula com o capacitadores brasileiros que integram a cooperação entre o Programa de DST/Aids do Brasil e o Ministério da Saúde de Moçambique. No entanto, o acordo, iniciado há dois anos e que incluiu tratamentos para 100 pacientes, estava previsto para se limitar a Maputo.
O treinamento de fevereiro, financiado pela Cooperação Suíça, concentrou-se na atenção e na dignidade mínima que se pode oferecer ao doente, numa região onde faltam remédios e comida. “Aqui, há pessoas ‘morrendo’ com aids, não ‘vivendo’ com aids. O doente passa a ser um cadáver ambulante”, diz Fernando Seffner, médico de 49 anos, especialista em saúde pública e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Entre os cerca de 40 convidados de associações comunitárias que trabalham com portadores e doentes de aids, participaram do treinamento representantes das províncias de Cabo Delgado e Niassa, no extremo norte do país. Na prática, é a experiência brasileira abrindo uma outra frente de cooperação em Moçambique.