Quem desce pela mesma Julius Nyerere, vai ver à esquerda o majestoso Hotel Polana, famoso pelo seu requinte, sua arquitetura e seu cassino. Aos sábados, uma espécie de “dia do noivado”, dezenas de casais posam para fotos diante do prédio.
A beleza das construções coloniais se destaca ainda pela estação dos caminhos de ferro, pela mesquita mais antiga da cidade, pelo Museu de História Natural e pelo charme decadente da “baixa”, onde o mercado central, de arquitetura imponente, oferece o que há de mais africano. Aos sábados, a feira de artesanato, na mesma “baixa”, é visita obrigatória.
As ruas de Maputo costumam ter nomes de heróis e fatos que marcaram a história de Moçambique. A avenida 24 de Julho, que corta a cidade de uma ponta a outra, é cruzada por transversais como a Vladimir Lenine, Karl Marx, Amílcar Cabral, Julius Nyerere e Guerra Popular. A 24 de Julho começa no shopping Polana e termina próximo da “baixa”, onde ficam algumas das principais lojas de capulanas tecidos típicos das mais variadas cores e desenhos, que as mulheres enrolam no corpo como saia.
As calçadas são tomadas por camelôs que vendem de relógios “importados” a sandálias plásticas. Não estranhe se encontrar ali camisas australianas ou européias a menos de dez reais. São doações de países ricos que acabam caindo no mercado clandestino.
A avenida 24 de julho é também tomada por outdoors que há três anos estão ali lembrando que, por causa da Aids, os filhos ficaram órfãos, as mulheres morreram ou ficaram viúvas, os mineiros não voltaram mais e os pais perderam seus filhos. No trecho mais cosmopolita da mesma via, estão bares e restaurantes como o Mimo`s e o Cristal, onde se toma um bom chope no balcão, e a realidade dos outdoors parece distante.