Saiba mais sobre Moçambique

Ex-colônia portuguesa, Moçambique situa-se no sudeste da África. Embora o português seja o idioma oficial, a língua é falada por apenas 40% da população ­ composta, em sua maioria, por negros, e formada também por vários grupos étnicos. O país é uma república com forma mista de governo. Tem 11 províncias (estados), subdivididas em distritos (municípios).

Os quase 20 anos de guerra civil, encerrada em 1992, deixaram 1 milhão de mortos e graves conseqüências sociais. A taxa de analfabetismo fica acima de 50% ­ podendo chegar a 99% em algumas comunidades rurais. Com uma das menores rendas per capita do mundo, o país depende de ajuda externa e tenta reconstruir sua economia, que tem potencial na pesca, na extração de gás, na mineração e na exploração madeireira. O desemprego é alto e 80% dos habitantes praticam agricultura de subsistência.

Com 799.380 quilômetros quadrados de área, tamanho semelhante ao dos estados de Goiás, Maranhão e Ceará juntos, Moçambique tem clima tropical. Além de Maputo, a capital, suas principais cidades são Matola Rio, Beira e Nampula. A principal religião do país são as crenças tradicionais (40%). Em seguida, vêm o cristianismo (38%) e o islamismo (10%).

A região é habitada desde o Paleolítico e o contato com outras civilizações remonta à presença árabe, desde o século 11. Vasco da Gama, navegador português, chegou a essa porção da costa africana em 1498. O Império Português tomou posse da região no século 16 e estendeu seu domínio por quase 500 anos. A exploração colonial teve como foco o comércio de escravos e a extração de ouro e marfim.

Em 1951, Moçambique tornou-se uma província portuguesa de ultramar. O movimento nacionalista surgiu nessa época e ganhou impulso a partir de 1962, com a criação da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), sob a liderança de Eduardo Mondlane. Em 1964, a Frelimo iniciou guerrilha contra os portugueses. Assassinado em 1969, Mondlane foi sucedido por Samora Machel.

O avanço da guerra anticolonial nos territórios portugueses da África reforçou a crise da ditadura de Antônio de Oliveira Salazar em Portugal. Com a Revolução dos Cravos, em abril de 1974, que derrubou o regime autoritário, a administração colonial portuguesa desmoronou.

Em 1975, Moçambique conquistou a independência. Chefiado por Samora Machel, o país passou a ser dirigido pelo governo marxista da Frelimo, que até hoje se mantém no poder.

Fonte: Ministério das Relações Exteriores / Almanaque Abril 2004.