O Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde convidou o jornalista Aureliano Biancarelli para percorrer Moçambique, na costa oriental da África, e relatar o que observou e ouviu. Durante quase um mês, ele coletou informações detalhadas para produzir esta série de dez reportagens, que o Programa Nacional de DST e Aids publica em sua página na internet.
O relato do jornalista, uma espécie de “diário da aids em Moçambique”, começa com uma matéria que traça um panorama da epidemia no país, falando dos estragos da doença na vida das pessoas, dos desafios dos projetos de combate ao HIV, da corrupção e das ações oficiais que tentam enfrentar a aids.
Moçambique tem 1,5 milhão de pessoas contaminadas pelo vírus HIV. A cada ano, a aids mata 100 mil moçambicanos. Essa nação extremamente pobre do tamanho dos estados de Goiás, Maranhão e Ceará juntos tem 72 mil curandeiros e apenas 500 médicos para cuidar de seus 20 milhões de habitantes.
Uma legião de agências financiadoras e milhões de dólares prometidos por programas internacionais ainda não foram capazes de reverter a tendência de crescimento da epidemia. País de língua portuguesa, Moçambique é um dos parceiros do Brasil em um programa de cooperação que, sem custos exorbitantes e com muita dedicação dos seus participantes, vem conseguindo atenuar o impacto da aids no país, que registra 218 mil novas infecções pelo HIV por ano.