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Profissionais de Saúde
Ações para ampliar a testagem Organização das unidades de saúde Documentos e publicações

Organização das unidades de saúde durante a campanha de diagnóstico

Veja a seguir algumas sugestões de como os gestores de saúde podem orientar a organização dos serviços para a campanha. Essas ações são frutos de experiências de municípios que já realizaram suas próprias campanhas de diagnóstico.

Para a logística da coleta de sangue

  1. Defina com as Unidades de Saúde o horário de atendimento para a coleta de sangue.
  2. Identifique quais serviços estão capacitados a realizar o aconselhamento e a coleta.
  3. Divulgue essas duas informações nas Unidades Básicas, por meio de cartazes, por exemplo.
  4. Preferencialmente, estabeleça a livre demanda, pelo menos durante o período de veiculação da campanha na mídia. O agendamento de horário pode criar um gargalo no serviço.
  5. Para separar as demandas de exame do HIV de rotina das demandas da campanha, sugerimos a criação de formulário próprio. Veja um exemplo clicando aqui.
  6. Para garantir o maior acesso da população ao diagnóstico sem atrapalhar a rotina do serviço, crie uma classificação de “paciente eventual”. Esse tipo de informação pode facilitar a organização da demanda e da entrega dos resultados sem que seja necessário abrir um prontuário para a pessoa que não é usuária do serviço.
  7. Solicite a identificação clara e legível do nome e do número do usuário, tanto no pedido do exame quanto na identificação do tubo de coleta de sangue.
  8. Sugerimos também que seja organizada uma listagem dos exames coletados durante a campanha separada dos exames de rotina do Serviço de Saúde. Recomenda-se que sejam anotados o nome da Unidade de Saúde que coletou o exame e a identificação da campanha (“Campanha Fique Sabendo”).
  9. É fundamental montar e otimizar uma logística de transporte. Uma sugestão simples, mas que pode ajudar muito, é estabelecer que o mesmo veículo que passa ao final do dia para pegar as amostras de sangue coletadas já deixe, nesse momento, a caixa com os tubos de coleta que serão usados no dia seguinte, caso estes não sejam armazenados na própria unidade.
  10. Todo o cuidado com as amostras é pouco. Estabeleça normas para o armazenamento, tanto nas caixas como para os tubos que não forem transportados no mesmo dia.

Para organização dos serviços

  • Fazer reunião com os responsáveis das unidades para apresentar a campanha, verificar as rotinas de atendimento e de realização de exames laboratoriais.
  • Verificar a capacitação das equipes para aconselhamento e a necessidade de insumos.
  • Definir com as unidades o horário de atendimento e coleta das amostras para realização do teste anti-HIV.
    Obs.: durante o período de campanha, sugere-se que a unidade seja estruturada para o atendimento pelo maior período possível durante seu funcionamento, sem agendamento de horários, respondendo à demanda livre, de modo a não perder a oportunidade de atendimento.
  • Orientar a recepção das unidades participantes da campanha para o acolhimento do usuário sem que este tenha que esperar na fila, indicando-lhe o fluxo para o aconselhamento e a coleta.
  • Fazer divulgação na própria unidade, através de cartaz ou outra estratégia, de forma a indicar ao usuário interessado na campanha que ele deve procurar diretamente a recepção, evitando possíveis constrangimentos.
  • Em unidades com maior volume de atendimento, sugere-se definir, para cada turno, profissionais responsáveis pelo aconselhamento e para a realização da coleta.
  • Orienta-se que a ficha modelo (anexo 1) seja preenchida para cada pessoa testada e que se faça nesse momento o agendamento do retorno para verificação do resultado.
    Obs.: sugere-se que cada unidade utilize numeração seqüencial para a identificação das fichas, amostras e resultados, evitando possíveis erros de identificação e/ou troca das amostras.
Para procedimentos de rotina, coleta e resultados

Você pode encontrar mais informações sobre os procedimentos de rotina, coleta e resultados no “Guia Prático para o Diagnóstico Laboratorial do HIV”, destinado aos profissionais de saúde que trabalham em diagnóstico e que será enviado em breve.

Para entrega de resultados

O usuário deve receber uma guia com as informações e a data para o retorno, no intuito de facilitar a localização do resultado na unidade.

  1. Estabeleça o prazo máximo para a entrega dos resultados e informe à pessoa que demandou o exame.


  2. Cuide para que tanto os resultados negativos quanto os positivos sejam entregues no mesmo período. Apesar de o novo fluxograma de testagem ser muito mais rápido para o resultado negativo, a diferença entre os tempos de entrega pode ser um fator de estresse para a pessoa que receber o resultado depois.
  3. Se na sua cidade houver um CTA/COAS, use-o como referência para o aconselhamento. Os resultados positivos podem ser encaminhados para o CTA/COAS, que pode entrar em contato com o serviço de origem do teste e oferecer suporte ao aconselhamento. Além disso, o
    CTA/COAS pode auxiliar na consolidação dos resultados da campanha.