![]() |
![]() |
||||
ApresentaçãoPaulo R. Teixeira Este Boletim Epidemiológico AIDS apresenta os casos da doença
notificados junto a este Ministério até o final de 2002.
São 257.780 diagnósticos e notificações, do
início de 1980 até dezembro último, indicando um
aumento de 8,5% na incidência acumulada em relação
aos dados consolidados até 31 de março de Ainda é notável a desaceleração nas taxas
de incidência de aids no conjunto do País, a despeito da
manutenção das principais tendências da epidemia:
heterossexualização, feminização, envelhecimento
e pauperização do paciente, aproximando-o cada vez mais
do perfil socioeconômico do brasileiro médio. Também O primeiro deles tem por objeto os casos notificados e datados de 1999/2000 e referidos à exposição transfusional. Desenvolvido por técnicos da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Anvisa e CN-DST/AIDS, ele confirma que essa via de transmissão já é pouco significativa para a disseminação do HIV. Apesar de os seus resultados constatarem a grande dificuldade existente para o resgate das informações que os fundamentam, é viável uma conclusão, ainda que preliminar, de que a estimativa de risco de infecção por transfusão de sangue e hemoderivados no Brasil atual seja comparável – e possivelmente inferior – à encontrada em países como a França e os Estados Unidos da América. O segundo trabalho foi motivado pela necessidade de estimar o impacto
das mortes por aids na esperança de vida do brasileiro. Docentes
do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina e do Departamento
de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP realizaram
um estudo de impacto da aids sobre esse indicador, baseando- se na projeção
de tábuas de vida, estimativas de ganhos potenciais e riscos por
outros fatores existentes. A metodologia adotada, além de garantir
o sucesso da pesquisa, confirmou uma vez mais, pelas evidências
apresentadas, o papel decisivo da introdução da terapia
antiretroviral no aumento da sobrevida dos brasileiros com HIV/aids. |