Esta semana será marcada em várias partes do Brasil pelo Dia Nacional de Combate à Sífilis (21/10). Os estados de Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul realizarão atividades de prevenção e combate à doença, que este ano tem como foco a eliminação da sífilis congênita – transmitida da mãe para o bebê. O objetivo da mobilização é diminuir o estigma em relação às doenças sexualmente transmissíveis e aumentar o debate sobre o assunto, a fim de eliminar a sífilis congênita até 2010.
Serão realizados palestras, simpósios, seminários, distribuição de folhetos e atividades educativas. Alguns estados também intensificarão a realização do teste anti-sífilis em gestantes. A programação completa das ações realizadas no País está disponível no site www.dstbrasil.org.br. Os eventos são organizados pela Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis (SBDST), com o apoio do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde.
O Dia Nacional de Combate à Sífilis foi lançado no VI Congresso da SBDST e no II Congresso Brasileiro de Aids, no mês de setembro de 2006, em Santos-SP. Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 7477/06 que institui no calendário de datas oficiais do Brasil o Dia Nacional de Combate à Sífilis Congênita. A proposta é de autoria da deputada Telma de Souza (PT/SP), que coordena a Frente Parlamentar Nacional em HIV/Aids.
Dados de sífilis – A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Ela pode ser transmitida por meio de relações sexuais sem preservativos, transfusão de sangue contaminado e da mãe para o bebê, durante a gestação e o parto.
O agente causador da sífilis foi descoberto há 101 anos, pelos pesquisadores alemães Fritz Richard Schaudinn e Paul Erich Hoffmann. Contudo, a sífilis congênita ainda representa um grande desafio à saúde pública no Brasil, em virtude da sua elevada prevalência e de graves seqüelas perinatais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que a doença é eliminada quando existe a ocorrência de menos de um caso para cada 1.000 nascidos vivos. No Brasil, a taxa atualmente é de 1,6.
A sífilis é quatro vezes mais freqüente nas gestantes do que a infecção pelo HIV. Estima-se que, a cada ano, 48 mil gestantes estejam infectadas pela doença no País. Desse total, aproximadamente 12 mil crianças adquirem sífilis congênita. A sífilis tem cura se o tratamento for feito tanto na gestante como em seu parceiro de forma adequada, interrompendo-se assim o ciclo da doença entre os parceiros e evitando a transmissão para o bebê.
O exame é um direito da mulher durante o pré-natal e no parto, assegurado pelas portarias 569/00 e 766/04, porém a maioria das mulheres desconhece esse direito. Em janeiro deste ano, a Portaria 156/06 normatizou a utilização da penicilina – utilizada no tratamento da doença – na Atenção Básica (Sistema Único de Saúde - SUS).
Mais informações
Sociedade Brasileira de DST
Maria Luiza Menezes – Presidente: (81) 9996-2231
Mauro Romero Passos – Vice-presidente: (21) 2542-4478/ 9888-2897