Entre os dias 17 e 20 de setembro, acontece na cidade de Santos o VI Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis (SBDST) e o II Congresso Brasileiro de Aids. O tema deste ano é “DST e aids no Sistema Único de Saúde: compromissos e interfaces para institucionalização”. A iniciativa é da SBDST, com apoio do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde. Parte do evento será transmitido ao vivo no site www.aids.gov.br/mediacenter.
Na solenidade de abertura, às 19h30, estarão presentes o Secretário de Vigilância em Saúde, Fabiano Pimenta, a diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão, e a presidente da SBDST, Maria Luiza Menezes. A expectativa de público é de 3000 pessoas, entre cientistas, representantes de organizações não-governamentais, gestores, estudantes e profissionais de saúde.
O objetivo do congresso é discutir as doenças sexualmente transmissíveis de forma interdisciplinar, envolvendo as áreas de biologia, comportamento e pedagogia. A ênfase será a atenção ao paciente portador de DST, desde a informação e o atendimento na rede básica de saúde até a relação com os agravos mais complexos ligados a essas doenças.
O evento será composto por 31 mesas redondas, 22 conferências, oito cursos intra-congresso, seis cursos pré-congresso, 11 simpósios, quatro sessões de ponto e contraponto, quatro oficinas, quatro sessões interativas e um fórum. Haverá também apresentação de 90 temas livres e exposição de 374 pôsteres. A programação completa está disponível no site www.dstsaopaulo.org.br.
DST – Estima-se que existem no Brasil 10 milhões de novos casos de doenças sexualmente transmissíveis por ano – excluindo-se os casos de HIV. A maior incidência é de tricomoníase (4,3 milhões de casos), seguida da clamídia (1,9 milhão), da gonorréia (1,5 milhão), da sífilis (937 mil), do HPV (685 mil) e da herpes genital (640 mil). Quanto à sífilis congênita (da mãe para o bebê), estimam-se 48 mil casos por ano. Contudo, são notificados 4,5 mil.
HIV/aids – Em relação ao HIV, a estimativa é de 600 mil pessoas infectadas. Atualmente, são registrados aproximadamente 30 mil novos casos de aids por ano. Dados do Boletim Epidemiológico 2005, documento publicado pelo Ministério da Saúde, mostram que a epidemia de aids no País está perdendo força em três grupos distintos: adultos jovens, usuários de drogas injetáveis e crianças abaixo de cinco anos que foram infectadas pela chamada transmissão vertical (de mãe para filho).
De 1980 a junho de 2005, foram registrados 371.827 casos de aids no Brasil. De um modo geral, a taxa de incidência da aids (casos da doença por 100 mil habitantes) mantém-se estável, porém em patamares elevados – 19,8 em 2004. A razão entre homens e mulheres continua caindo e hoje está em 1,5 caso em homens para 1 caso em mulher. No início da epidemia, a razão era de 16 casos em homens para 1 em mulher.
Metas – Entre as prioridades do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde para 2006 estão a redução da transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV e da sífilis. A meta é eliminar a sífilis congênita até 2007 (1 caso para 1000 nascidos vivos). Outros objetivos são: o aprimoramento, a ampliação e a qualificação da informação sobre aids e sífilis; o aumento da cobertura e garantia de acesso universal ao tratamento com anti-retrovirais, para infecções oportunistas e para DST.
Agência Saúde
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