Ativistas e integrante da ONG ‘católicas pelo direito de decidir’ elogiam possibilidade da conferência Nacional dos Bispos do Brasil apoiar política oficial do governo de combate ao Hiv
13/04/08
12/04/2008 – 16h50
Embora classifique a posição da CNBB como “um avanço”, Rodrigo de Souza Pinheiro lembra que a Igreja Católica defende a abstinência como método de prevenção ao HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis.
“Eu acho que vai ser muito difícil eles [referindo-se a Igreja Católica] apoiarem o uso do preservativo”, acredita. “Se sair esse apoio oficialmente, é um avanço”, ressalta o presidente do Fórum de ONG/Aids de São Paulo.
Para Roberto Pereira, o apoio do Vaticano “é sempre bem-vindo.” “Parcerias são sempre bem-vindas”, acrescenta. O integrante do Fórum carioca avalia que o atual posicionamento da Igreja Católica, muitas vezes contrário às diretrizes do governo, não faz sentido. Na opinião de Pereira, a “questão crucial” é que várias entidades ligadas ao Vaticano recebem dinheiro oficial e, portanto, não deveriam se opor ao que prega o Estado.
“É preciso ver até onde vai esse apoio”, afirma Dulce Xavier, do Católicas pelo Direito de Decidir. “Não sei se ela [a Igreja Católica] vai falar em preservativo explicitamente”, esclarece. Ela entende que o Vaticano prega “coisas irreais”. Xavier usa como exemplo a questão da abstinência.