Script interno
TesteiraTesteiraTesteiraTesteiraTesteira
Imagem bandeira do Brasil (testeira)Imagem Saúde / Ministério da Saúde (testeira) 
  
EnglishEspañolРусскийFrançais
ComunidadeCadastroMapaDúvidas_FreqüentesEndereçosFale
 Página inicial
 Página principal
 Voltar para: Página principal > DST e aids na mídia > Notícias > DST e aids nos jornais

Notícias
   Últimas notícias   DST e aids nos jornais   Notícias do Programa Nacional 
 DST e aids nos jornais
  Elas são fatais
  18/10/06
  

Em pleno século 21, a humanidade ainda luta contra doenças seculares, silenciosas, sorrateiras

Carlos Gropen
Consultor do Correio
Danielle Romani
Da equipe do Correio
 
No início da década de 80 apareceram os primeiros casos de síndrome de imunodeficiência adquirida (Aids) no Brasil. Desconhecido, devastador, o vírus provocou uma mudança nos costumes e no comportamento sexual em todo o planeta. Matou milhões de pessoas em pouquíssimo tempo. Inclusive atores e personalidades como Cazuza e Lauro Corona, que agonizaram em praça pública. Ainda se está longe da cura, mas os novos medicamentos garantem uma maior sobrevida para os contaminados.

O câncer, um nosso antigo conhecido, continua inexorável: é hoje o maior causador de mortes no mundo, tendo ultrapassado, recentemente, as doenças de coração. Outro mal, silencioso e fulminante, é o derrame, terceira maior causa de óbitos da humanidade. Doenças como diabetes e pressão alta também devem ser tratadas com extremo cuidado: têm efeitos mortais, caso não se dê a elas a devida atenção. A seguir, um pequeno “dicionário” com as mais assustadoras e letais doenças da atualidade.

Aids
A síndrome de imunodeficiência adquirida é um dos grandes flagelos da humanidade, causando a morte de milhões de indivíduos em idade reprodutiva em todo mundo. Desde a primeira medicação, o conhecido AZT, muito já foi descoberto sobre como o vírus age no organismo e como provoca a diminuição da atividade do sistema imunológico, que é a causa maior de todas as complicações do mal, tanto em relação às doenças infecciosas oportunistas quanto no aumento da incidência de determinados tipos de câncer. A evolução dos tratamentos e as novas medicações já descobertas, além das que ainda estão por vir, poderão aumentar ainda mais a sobrevida dos indivíduos infectados. Uma vacina no futuro poderá ser a chave para evitar que novas pessoas contraiam o vírus.

Câncer
O câncer é hoje a maior causa de morte no mundo, tendo ultrapassado recentemente as doenças do coração. Nasce de uma anomalia de células que, por um motivo desconhecido, começam a se reproduzir rapidamente, de modo não programado. Tais células, devido ao grande consumo de energia, debilitam o organismo do hospedeiro e freqüentemente levam ao emagrecimento, além de outros sinais clínicos. Por fim, visto que tais aglomerados celulares não exercem uma função específica dentro do ambiente orgânico, competem pelos nutrientes, infiltram-se em tecidos sãos, disseminam-se por diversas partes do corpo e podem comprimir órgãos vizinhos, dificultando assim a função adequada das células normais, podendo levar à morte do indivíduo.

Novas terapias para este mal já são realidade, como por exemplo, medicações que diminuem a proliferação dos vasos que alimentam o tumor, terapias imunológicas que sinalizam ao sistema de defesa do organismo para que reforcem seus exércitos, evoluções das técnicas cirúrgicas, além dos chamados anticorpos monoclonais, que são moléculas artificiais produzidas em laboratório, e que têm afinidade pelas proteínas do câncer. Uma vez em contato com a superfície das células cancerígenas o medicamento sinaliza e “orienta” as defesas do organismo – o sistema imunológico – a reconhecer e combater estruturas da superfície do tumor. Por se tratar de um tratamento mais direcionado para as células doentes, a possibilidade de efeitos colaterais é muito menor.
.
Derrame
O derrame ou AVC é a terceira maior causa de morte no mundo e a primeira de incapacidade. A cada três a seis minutos uma pessoa é acometida por um derrame. Em muitos países morrem até três vezes
mais mulheres de AVC do que de câncer de mama.

Apesar da incidência ser maior em indivíduos idosos, a ocorrência em jovens não é incomum. Caso o AVC seja encaminhado ao hospital imediatamente após o aparecimento dos sintomas pode estar indicada a utilização de trombolíticos (trombo: coágulo – lítico: dissolver ou quebrar), um remédio utilizado por via venosa que pode dissolver o trombo que está obstruindo um artéria e restabelecer o fluxo de sangue. Isto previne a morte do tecido cerebral nutrido por este vaso. As células poupadas por este tratamento podem ser responsáveis pelos movimentos em um lado inteiro do corpo. O conhecimento e a observação dos sintomas são essenciais, visto que, havendo lesão permanente das células, ou seja, muitas horas de evolução, o tratamento com trombolíticos não teria mais efeito.

Diabetes
O diabetes melito é uma doença metabólica cujos problemas vão muito além do aumento da glicose sanguínea, o que pode ser grosseiramente comparado à ponta de um “iceberg”. A maioria dos pacientes não apresenta sintomas significativos, algo falsamente interpretado como normalidade ou estabilidade, situação que culmina em menos rigor com as medicações e dieta mais “flexível”. Muitas vezes é um mal silencioso que não causa maiores complicações no curto prazo.

Ocorre alteração do metabolismo dos açucares, proteínas e gorduras com aumento da formação de placas obstrutivas nas artérias. Qualquer vaso pode ser acometido, desde os grandes e médios até os pequenos e minúsculos, incluindo os que nutrem o coração, cérebro, olhos, nervos e rins. As conseqüências podem ser, respectivamente, infarto do coração, derrame, cegueira, dores intensas e necessidade de realização de diálise. A lista de complicações não pára por aí e o processo pode evoluir mais rápido caso o diabético seja tabagista ou tenha pressão alta.

Lupus eritematoso
Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória cuja causa ainda permanece desconhecida. Pode acometer pele, sistema nervoso, aparelho locomotor, rins, olhos, sangue, coração, pulmões e aparelho digestivo. Caracteriza-se por uma alteração no sistema imunológico – sistema de defesa do organismo – que começa a produzir anticorpos contra constituintes normais do organismo humano, ou seja, uma auto-agressão produzida por auto-anticorpos, provocando lesões em diversos órgão e tecidos.

Mal de Alzeheimer
Alois Alzheimer em 1906 descreveu através de estudos de necrópsia de lesões cerebrais responsáveis por sintomas de perda de capacidade intelectual em indivíduos idosos. Antigamente considerava-se o declínio das atividades mentais como fator unicamente ligado ao processo de envelhecimento e não como resultado de uma doença específica.

A doença de Alzehiemer é a causa mais freqüente de demência, estado no qual a perda das funções mentais causando diversas limitações na vida do indivíduo. Ocorre perda da memória, alterações do raciocínio e linguagem levando secundariamente a dificuldade de locomoção devido a ações específicas em centros responsáveis pelo planejamento, controle e execução dos movimentos. A Doença de Alzheimer acomete de 8 a 15% da população com mais de 65 anos. Apesar da impossibilidade de cura, a luz dos conhecimentos atuais, há maneiras de estratificação através de testes neuropsicológicos e tratamento tanto farmacológico quanto de reabilitação podendo representar pelo menos uma esperança no sentido de retardar o agravamento das incapacidades. Algumas substâncias se encontram em testes o que poderá no futuro representar maior possibilidade de tratamento.

A partir da descoberta da relação da doença com as doenças vasculares, sabe-se que um modo de vida saudável pode levar a diminuição da possibilidade deste e de outros males. Há várias medicações.

Pressão alta
A pressão alta ou hipertensão é causa comum de diversas doenças clínicas graves como infarto agudo do miocárdio e derrame cerebral além de obstruções de vasos sanguíneos através do mecanismo de contribuir para a gênese de placas que obstruem o fluxo sanguíneo. O maior problema reside no fato de que se trata de um mal silencioso, ou seja, na maioria das pessoas não há sintomas até que algumas complicações irreversíveis já estejam estabelecidas,Apesar da associação freqüente pelo público leigo entre aumento da pressão e dor de cabeça, na maioria das pessoas este sintoma pode não estar presente, se comportando como um mal silencioso. Há diversos medicamentos eficazes contra a hipertensão.O grande desafio neste casos não é meramente médico e sim de políticas públicas educacionais que instruam a população da necessidade da utilização de medicações, dieta e avaliações médicas periódicas.
 

Túnel do tempo

A história da medicina pode ser contada a partir do relato da vida de personalidades ou por meio do surgimento de tecnologias e técnicas, que revolucionaram a busca, ainda sem fim, do homem pela cura. Qualquer que seja o critério, a escolha de certas personalidades e algumas invenções excluem naturalmente invenções precursoras e outros nomes que contribuíram para essa ciência. Para matar a curiosidade do leitor, o Correio selecionou alguns dos principais eventos e personalidades da história médica, relatadas a seguir:

2.700 a.C.
É desse tempo o registro histórico do primeiro médico. Chamado Imhotep, o egípcio era um misto de arquiteto, mago e médico. Os contemporâneos identificaram-no com Esculápio, deus da medicina. A Imhotep é atribuída a descoberta de alguns elementos químicos, a demarcação do posicionamento de algumas centenas de estrelas e a primeira discussão, por meio da física, do funcionamento do universo.

500 a.C.
Considerado por muitos o pai da medicina, Hipócrates nasceu na Grécia e provavelmente teve uma vida de peregrinação por seu país de origem. É atribuída a ele metodologia de examinar o doente, verificando os sintomas, para diagnosticar a doença. Seu método foi um marco para a história médica, uma vez que identificou os sintomas físicos e separou a doença do corpo das manifestações sobrenaturais. Em seus estudos, Hipócrates também tratou da relação com o paciente, que deveria se basear na ética, no sigilo e no respeito. O juramento de Hipócrates ainda é declarado pelos recém-formados.

130 d.C
Um médico grego chamado Galeno desenvolve a teoria de que a saúde depende do equilíbrio de quatro fluídos ou humores corporais: bílis negra ou melancólico; bílis amarela ou colérico; sague ou sangüíneo; e fleuma ou fleumático.

1543
Surgem os primeiros desenhos anatômicos exatos, produzidos por André Vesálio. Considerado o fundador da anatomia moderna, Vesálio joga por terra todos os rascunhos sobre o corpo que existiam até então, os quais eram baseados na estrutura dos animais. Sua única obra, Sete Livros sobre a Estrutura do Corpo Humano, ainda é referência para a medicina contemporânea.

1615
O médico italiano Sanctorius inventa o termômetro.

1628
O inglês William Harvey, médico do rei Carlos I da Inglaterra, defende que a circulação do sangue nos seres humanos e animais ocorre dentro de um sistema fechado, por meio de veias e vasos sangüíneos. Seu livro De motu cordis apresenta o resultado de suas investigações. Com isso, foi precursor da fisiologia experimental – ramo que aborda as funções e o funcionamento normal dos seres vivos.

1683
O cientista holandês Antonie van Leeuwenhoek visualiza as bactérias pela primeira vez por meio do microscópio. Apesar de ter sido inventado por Galileu, foi Leeuwenhoek quem aperfeiçoou e notabilizou o uso do novo instrumento, o qual passou a ser ferramenta básica na pesquisa médica e no diagnóstico clínico.

1805
O alemão Freidrich Sertuner extrai a morfina do ópio. Com propriedades anestésicas, a morfina passou a ser usada no tratamento de dores crônicas, em pacientes terminais e após cirurgias.

1810
O médico alemão Samuel Hahnemann introduz a homeopatia. O princípio do novo sistema é utilizar a própria doença para promover a cura.

1816
É criado o primeiro estetoscópio, criado pelo médico francês René Laënnec.

1844
O gás hilariante, feito à base de óxido nitroso, é usado como anestésico geral por Horace Wells.

1849
A primeira mulher recebe diploma de medicina. O feito é da americana Elizabeth Blackwell.

1854
O pesquisador Louis Pasteur mata as bactérias dos alimentos por meio da utilização do calor. Nasce assim a pasteurização.

1865
Surge um anti-séptico à base de ácido carbólico. Usado pela primeira vez pelo médico inglês Joseph Lister, a descoberta revoluciona as cirurgias, uma vez que os pacientes morriam por causa das infecções. Ao lado da anestesia e dos antibióticos, a antissepsia possibilitou o avanço da cirurgia como método científico de tratamento de inúmeras doenças.

1883
Em uma cirurgia do olho, uma equipe utiliza a cocaína como anestésico.

1885
O cientista Robert Koch descobre as bactérias causadoras da tuberculose e da cólera.

1886
Os cirurgiões começam a operar com máscaras, aventais e luvas. Surgem então os primeiros instrumentos cirúrgicos.

1895
Os raios-x são descobertos pelo médico alemão Wilhelm Roentgen. A inovação possibilitou a análise das condições dos órgãos internos, pesquisas de fraturas, tratamento de tumores, câncer, doenças ósseas, entre outras anormalidades. Descobre-se também que eles podem ser usados com finalidade terapêutica. Por meio de uma irradiação aproximada às pequenas áreas do corpo, por pequeno espaço de tempo, é possível tratar inflamações e disfunções.

1910
O patologista austríaco Karl Landsteiner descreve pela primeira vez a existência de diferentes grupos sangüíneos. Ele classifica em A, B, C – mais tarde chamado de O. No ano seguinte, Landsteiner e seus colegas Alfred von Decastello e Adriano Sturli identificam o quarto grupo sanguíneo, o AB. Em 1940, o pesquisador descobre o fator Rh, a partir de experimentos em macacos Rhesus.

1928
O bacteriologista Alexander Fleming descobre a penicilina, após observar a proliferação de mofo em uma das placas de seu laboratório.

1950
O primeiro transplante de rim é realizado em Chicago, Estados Unidos.

1952
A vacina contra poliomielite é descoberta pelo cientista americano Jonas Salk.

1953
A estrutura do material genético é descoberta pelo biólogo americano James Watson e pelo bioquímico inglês Francis Crick. O conhecimento da estrutura molecular do DNA possibilitou um salto do conhecimento do homem. O livro da dupla chamado O Segredo da Vida (Cia das Letras) é considerado um dos maiores clássicos da literatura científica do século 20.

1954
O primeiro marcapasso cardíaco interno é utilizado em Estocolmo, Suécia. No mesmo ano, são desenvolvidos pulmão e coração mecânicos para uso em cirurgias cardíacas.

1967
O cirurgião sul-africano Christian Barnard realiza o primeiro transplante de coração. O paciente sobreviveu por 18 dias.

1970
Surge a tomografia computadorizada, que produz imagens dos órgãos internos mais detalhadas do que as dos raios-x.

1973
Nasce a resssonância magnética nuclear, método de diagnóstico revolucionário, criado pelo americano Paul Lauterbur e pelo inglês Peter Mansfield.

1978
No Reino Unido, nasce o primeiro bebê de proveta do mundo: Louise Brown.

1980
Cirurgias a laser são realizadas nos olhos e na remoção de células cancerosas.

1990
Genes defeituosos ou faltantes são substituídos por cópias artificiais. São os transplantes genéticos.

1991
Começa a investigação sobre o genoma humano, com objetivo de identificar as seqüências de genes e de DNA que codificam as características das pessoas.

O trabalho é realizado pelo consórcio internacional Projeto
Genoma Humano.

2003
O homem tem 30 mil genes, apenas 300 a mais do que os ratos, revela a conclusão do Projeto Genoma Humano. A leitura das informações das células permitirá, no futuro, a cura de doenças hoje incuráveis e a prevenção de doenças hereditárias.

VoltarTopo
 Busca de notícias

Palavra-chave:
 Dicas de busca
 Busca por expressões
escreva expressões entre aspas ("") ou separados por "|".
 Busca por palavras com caracteres especiais
Não digitar caracteres especiais para buscar palavras que o contenham.