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Tratamento de HIV e aids
   Evolução clínica do HIV   Infecções oportunistas   Consensos de terapia   Medicamentos   Terapias complementares   Adesão   Saúde mental   Cuidados Paliativos
 Adesão
  Seminário Nacional de Adesão 2007   Prêmio de adesão
 Veja também
  Diretrizes para o fortalecimento das ações de adesão ao tratamento para pessoas que vivem com HIV e Aids

 PDF [140 KB]

Com a introdução da terapia anti-retroviral, a qualidade do tratamento de pessoas vivendo com HIV/aids aumentou. Como conseqüência, nos últimos anos, têm sido observadas importantes diminuições no número de internações hospitalares, na ocorrência de complicações oportunistas e na mortalidade associada ao HIV. Entre os anos de 1995 a 1999, houve uma queda de aproximadamente 50% na taxa de óbitos entre homens no País. Já o número de internações por doenças oportunistas, como tuberculose, foi reduzido em 80%. Esses progressos também estão relacionados à melhoria no cuidado clínico e a alguns aspectos epidemiológicos, mas principalmente ao papel da terapia combinada.

Uma boa adesão ao tratamento significa tomar corretamente os medicamentos anti-retrovirais, seguir as doses corretas pelo tempo pré-estabelecido, bem como aderir ao serviço de saúde responsável (equipe multiprofissional).

A questão da adesão de crianças passa pela figura do provedor, que precisa ser conscientizado da importância de sua participação no tratamento e orientado, da melhor forma possível, acerca das prováveis dificuldades e formas de condução apropriadas.

Esse é um dos fatores determinantes para a garantia de uma boa resposta do organismo à infecção pelo HIV: a adesão como uma atividade conjunta, na qual o paciente não apenas obedece às orientações médicas e  à equipe multiprofissional, mas entende, concorda e segue a prescrição. Essa garantia de boa resposta também exige que  paciente ou cuidador tenham acesso ao serviço e aos profissionais de saúde, de modo a sanar dúvidas, solicitar orientação especial em situações diferenciadas e manter seu esquema terapêutico da melhor forma possível.

Estratégias recomendadas para se estabelecer e manter uma boa adesão do paciente ao tratamento anti-retroviral:

As atuais terapias anti-retrovirais têm um esquema de administração de doses bastante complexo, dividindo-se em duas a três doses ao dia, podendo ainda interferir no regime alimentar. O grande número de comprimidos ou cápsulas, utilizados por tempo indeterminado, dificulta sobremaneira a adesão do paciente ao tratamento a longo prazo. Alguns comprimidos precisam ser ingeridos em jejum, outros após a alimentação e em caso de infecções associadas, em que são necessárias terapias combinadas, o aumento no número de comprimidos pode trazer dificuldade na compreensão das doses.

No caso de pacientes em tratamento e que se encontram em situação especial - usuários de drogas, moradores de rua, que apresentam comorbidade psiquiátrica,  entre outros -, para se garantir a adesão ao tratamento, a atenção deve ser redobrada. Neste sentido, a estratégia de Redução de Danos tem grande importância, já que essa estratégia compreende que o paciente deve ter sua situação clínica avaliada na perspectiva de suas reais possibilidades e condições.

Assim, alguns passos podem ser seguidos para ajudar a estabelecer uma boa adesão do paciente ao tratamento anti-retroviral:

  • O profissional de saúde deve procurar elaborar um regime terapêutico o mais simples possível, adaptado à realidade do paciente (atenção especial aos analfabetos). Os medicamentos devem ser identificados pela cor, formato e nome.
  • A terapia não deve ser iniciada até que os objetivos e necessidades de adesão ao tratamento sejam entendidos e aceitos pelo paciente ou cuidador.

  • Recomenda-se que os retornos sejam mais freqüentes nas primeiras semanas após o início do tratamento, para conhecimento da equipe multiprofissional.

  • É importante adequar o regime terapêutico ao estilo de vida do paciente e não exigir dele mudanças radicais ou drásticas. Compreender e aceitar o paciente, tal como é, é parte fundamental da boa adesão.

  • O paciente deve sempre estar bem informado sobre os progressos do seu tratamento, dos resultados de seus testes laboratoriais e seus significados, bem como dos possíveis efeitos colaterais e condutas para tratamentos específicos.

  • Em caso de mudanças na rotina de vida diária do paciente, mesmo que temporárias, replanejar as modificações necessárias, de forma a não prejudicar o efeito global do tratamento.

  • Um aconselhamento dietético com um nutricionista e a organização de grupos de apoio para pacientes que fazem uso do mesmo esquema terapêutico são outras estratégias que podem ter sucesso em alguns casos.

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