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Epidemiologia
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 DST
 Veja também
  Portaria No 5, de 21 de fevereiro de 2006
  Inclui doenças na relação nacional de notificação compulsória, define doenças de notificação imediata, relação dos resultados laboratoriais que devem ser notificados pelos Laboratórios de Referência Nacional ou Regional e normas para notificação de casos.

 PDF [19,5 KB]
  NOTA TÉCNICA N.º 088/05/PN-DST-AIDS/SVS/MS - Notificação de Doenças Sexualmente Transmissíveis

 DOC [48 KB]
  Portaria nº 156/06, de 19 de janeiro de 2006
  Dispõe sobre o uso da penicilina na atenção básica à saúde e nas demais unidades do SUS.

 PDF [23 KB]
  Relatório: Estudo Comportamental com Conscritos 2002

 DOC [ 85 DOC ]
  Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso.

 PDF [ 4.143 KB ]

As ações de combate e prevenção das DST vêm sendo objeto de priorização do Programa Nacional de DST e Aids, em razão da íntima relação com a infecção pelo HIV, pois, promover a redução da incidência e da prevalência dessas doenças, determinará redução da incidência do HIV em nossa população.

No mundo inteiro, as doenças sexualmente transmissíveis (DST) continuam atingindo milhões de pessoas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número é de 340 milhões de novos casos de DST curáveis (sífilis, tricomoníase, infecção pela clamídia e pelo gonococo). Os países em desenvolvimento concentram quase 80% dos casos. Complicações resultantes dessas doenças são potencialmente graves, envolvendo o risco de infertilidade, abortamento, natimortalidade e infecções congênitas, além de facilitar a infecção pelo HIV.

Para o Brasil, a Organização Mundial de Saúde estima entre 10 a 12 milhões de casos novos de DST por ano. Em uma amostra de representatividade nacional de jovens do sexo masculino de 17 a 21 anos, que se apresentaram às comissões de seleção do Exército brasileiro em 2000, 18,5% fizeram referência a algum problema relacionado às DST, neste percentual: 10,2% de "Feridas no pênis"; 7,5% de "Bolhas no pênis"; 6,0% de "Corrimento no canal da urina"; e 3,8% de "Verrugas no pênis". No estudo realizado em 2002, no mesmo grupo populacional, esse percentual mostrou-se reduzido para 15,8%, variando de 23,3% na região Norte a 9,5% na região Sul, representando mais de 900 mil jovens, cujo relato indicava sintomas e/ou características de qualquer sinal relacionado às doenças sexualmente transmissíveis. A taxa de prevalência da sífilis foi de 0,874% e a de HIV, de 0,088%. Em questões relativas ao conhecimento sobre as formas de transmissão das DST, cerca de 90% responderam corretamente quais as formas de transmissão do HIV e apenas 60% dos jovens responderam que "transando sem caminha" é a forma de transmissão para sífilis e gonorréia.

A sífilis é, ainda, um grande problema de saúde pública no Brasil. No estudo realizado em 2004, numa amostra representativa de parturientes de 15 a 49 anos de idade, de todas as regiões do país, observou-se uma taxa de prevalência de 1,6% para sífilis ativa (e de 0,42% para HIV), com uma estimativa de cerca de 50 mil parturientes com sífilis ativa e de 12 mil nascidos vivos com sífilis congênita (considerando uma taxa de transmissão vertical de 25%). Essa prevalência variou de 1,9% na região Nordeste a 1,3% na região Centro-Oeste.

Estabelecida a relação entre as DST e a infecção pelo HIV, tem-se como resultado um importante componente no controle da epidemia e no efetivo controle das doenças transmitidas pelo sexo. O risco de ser soropositivo para o HIV na população de jovens masculinos brasileiros, em 2002, foi 2,79 vezes maior entre aqueles que referiram pelo menos um problema relacionado às DST.

Uma das razões para o aumento das DST em muitos países em desenvolvimento está relacionada à falta de acesso a serviços de saúde efetivos e confiáveis. Outros podem ser fatores demográficos, tais como: o grande número de jovens que são sexualmente ativos, migração urbana com mudanças sócio-culturais, aumento do nível de prostituição, múltiplas parcerias sexuais, alta prevalência de resistência aos antimicrobianos. Em pesquisa realizada numa amostra representativa da população brasileira de 15 a 54 anos de idade, em 2004, mais de 90% referiu ter sido sexualmente ativo na vida, sendo 81% no último ano. Entre os jovens brasileiros do sexo masculino, de 17 a 21 anos, cerca de 80% fizeram referência a um comportamento sexualmente ativo, em 2002. Nesta população, associações entre o relato de pelo menos um problema relacionado às DST e indicadores de comportamento sexual de risco foram maiores entre aqueles que referiram não usar preservativo na última relação sexual (73%), não usar preservativos em todas as relações sexuais com qualquer tipo de parceiro (51%), ter tido mais de 10 parceiros sexuais na vida (51%), ter iniciado a atividade sexual antes dos 14 anos de idade (23%), ser usuário de drogas injetáveis (35%). Dos jovens que relataram problemas relacionados às DST, 31% não procurou qualquer ajuda; 34,6% procurou o serviço de saúde; 8,5%, um amigo e 4,5%, balconista de farmácia.

Um fator fundamental para o controle é a pronta resposta assistencial aos portadores. A avaliação da prevalência da sífilis no parto, bem como a ocorrência de sífilis congênita, pode ser utilizada como "proxy" da qualidade da assistência pré-natal. Embora menos de 5% das gestantes brasileiras não façam pelo menos uma consulta de pré-natal, os resultados brasileiros da Pesquisa Mundial de Saúde, realizada, em 2003, com 5 mil famílias, de todas as regiões e classes sociais do país, revelaram que 94,6% das gestantes de 18 a 49 anos de idade, que realizaram pré-natal, coletaram sangue para exames e que 69,2% destas referiram saber que foi feito exame para sífilis. De 1996 a 2003, a taxa de mortalidade devido à sífilis congênita, em menores de um ano, reduziu de 3,9 para 2,7 óbitos por 100 mil nascidos vivos, ou de 7,8% ao ano. Entretanto, para a mortalidade por aids, que apresentava, em 1996, uma taxa de 6,1 óbitos por 100 mil habitantes, a redução foi de quase o dobro: 13,8% ao ano; chegando, em 2003, a 2,5 óbitos por 100 mil nascidos vivos. Entre os casos notificados de sífilis congênita no Brasil, 80% das mães referiram ter realizado o pré-natal; destas, 56,5% relataram ter tido o diagnóstico de sífilis na gestação e, destas, apenas 17% tiveram seus parceiros tratados.

Com o objetivo de implementar as ações de controle da transmissão vertical da sífilis (da mãe para o bebê) e evitar os casos de sífilis congênita, o Ministério da Saúde passou a considerar a sífilis na gestação como um dos agravos de notificação compulsória no Brasil, segundo a Portaria Ministerial publicada em 14 de julho de 2005. Neste sentido, todas as gestantes com sífilis ativa devem ser notificadas. Outra importante estratégia é a abordagem sindrômica das DST (baseada na identificação de um grupo de sinais e sintomas comuns a determinadas doenças - síndromes), estabelecida para o manejo e controle de casos de DST, em locais nos quais o diagnóstico tradicional seja difícil ou demorado. Isto garante que os portadores de DST recebam diagnóstico e tratamento imediato com aconselhamento, ao mesmo tempo em que se disponibilizam preservativos. Esta abordagem vem sendo incorporada pelo Ministério da Saúde do Brasil (MS) desde 1993. Seus objetivos são: interromper a transmissão das DST, evitar o desenvolvimento da doença, prevenir complicações e seqüelas e reduzir o risco de infecção pelo HIV.

A assistência às DST deve ser realizada de forma integrada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), identificadas pelas coordenações estaduais e municipais, com a interligação com serviços de referência regionalizados, com maior complexidade e resolutividade.

Nesse contexto, o PN-DST/AIDS está implementando um plano estratégico que tem como objetivo global diminuir a incidência e a prevalência das DST e a vulnerabilidade da população brasileira a esses agravos e à infecção pelo HIV. Procura-se, por meio desse plano, aumentar o conhecimento da população em DST e práticas de sexo seguro, ampliar o acesso da população alvo a aconselhamento, diagnóstico de qualidade e tratamento resolutivo das DST e priorizar a abordagem de DST no campo de ensino e pesquisa. 

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Estudos brasileiros sobre DST publicados de 1987 a 1997
   DOC [75 KB]


High Prevalence of Human Papillomavirus (HPV) Infections and High Frequency of Multiple HPV Genotypes in Human Immunodeficiency Virus-Infected Women in Brazil
   PDF [74,7 KB]


Human Papillomavirus Prevalence, Viral Load and Cervical Intraepithelial Neoplasia in HIV-Infected Women
   PDF [155 KB]


Presence of multiple human papillomavirus types in cervical samples from HIV-infected women
   PDF [405 KB]


Prevalências de DST em populações específicas
   DOC [37 KB]

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