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Estrutura do Programa Nacional
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 Assessorias e Unidades do Programa Nacional de DST e Aids
  Unidade de DST (UDST)

Endereço eletrônico: udst@aids.gov.br
Telefone: (61) 3448-8068

As ações de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis (DST) são prioritárias dentre as ações do Programa Nacional de DST e Aids (PN-DST/Aids). Em razão da íntima relação das DST com a infecção pelo HIV, considerando-se que elas se constituem em facilitadores da contaminação por esse vírus, promover a redução da incidência e da prevalência dessas doenças determinará redução da incidência do HIV em nossa população.

Em 1999, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou um total de 340 milhões de casos novos de DST curáveis no mundo, na faixa etária de 15 a 49 anos. Desses novos casos, quase 80% ocorreram em países em desenvolvimento. Esse número tem significativa implicação na economia desses países, onde respondem por 17% de perdas econômicas com o binômio saúde-doença.

Para o Brasil, calcula-se um total de 10 a 12 milhões de casos novos por ano, sem mencionar os incontáveis casos de DST não-curáveis, os virais, que também ocorram em grande escala na população. São exemplos de DST causadas por vírus a herpes genital (HSV-2), o papilomavírus humano (HPV), hepatite B e HIV.

Abortos espontâneos, morte do bebê logo após o nascimento, baixo peso ao nascer, infecção congênita e perinatal estão associados às DST não tratadas em gestantes. Análises de estudos realizados em diversos países mostrou que pessoas com DST, mesmo no caso das não ulcerativas, apresentavam um risco aumentado de se infectar pelo HIV de 3 a 10 vezes, dependendo do tipo e etiologia da DST.

No Brasil, as DST não são doenças de notificação compulsória, à exceção da aids, sífilis na gestação e sífilis congênita. Assim, a subnotificação de casos é elevada, não se obtendo informações sobre a incidência ou prevalência das mesmas, o que dificulta a tomada de decisões para intervenções prioritárias e avaliação da efetividade das ações. Por isso, estimula-se sua notificação à vigilância epidemiológica pelos profissionais de saúde.

O diagnóstico e o tratamento precoce são os principais componentes dos programas de controle das DST. O método tradicional de diagnóstico é o exame laboratorial, que evidencia o agente etiológico. Esse é o método de escolha em muitas partes do mundo industrializado mas, devido ao alto custo dos procedimentos - em termos de diagnóstico, infra-estrutura e manutenção -, a maioria das unidades de saúde em países não-industrializados não têm acesso a esse método. Tal dificuldade acarreta em atraso tanto no diagnóstico Quanto no tratamento. Conseqüentemente, os profissionais de saúde precisam encaminhar os pacientes para centros especializados, e isso resulta em mais atrasos. Outra alternativa da qual lançam mão esses profissionais é a tentativa de se fazer o diagnóstico apenas com base no exame clínico - mesmo sabendo-se que esse método pode não ser o ideal, reconhecemos que é o compatível com a realidade brasileira.

As estratégias estabelecidas para o alcance das metas de controle das DST envolvem: a definitiva inserção da abordagem sindrômica dessas patologias na atenção básica de saúde, com o devido apoio de serviços de referência para os casos mais complexos; a participação efetiva das Organizações da Sociedade Civil (OSC), principalmente no que se refere ao acesso aos serviços, na observância da pactuação de aquisição de medicamentos, na disponibilização de insumos laboratoriais, na disponibilidade de preservativos, entre outros. Faz-se necessário estimular as ONG que trabalham com aids a incluir em suas ações o tema prevenção das DST, além de ampliar as atividades para associações comunitárias e outras associações, quando possível.

As atividades desenvolvidas por essa Unidade visam estimular e apoiar a capacitação de recursos humanos; produzir materiais técnicos atualizados e com ampla distribuição; implementar ações de vigilância epidemiológica; tornar disponíveis medicamentos para as DST, estipulado como competência de estados e municípios de acordo com pactuação tripartite; inserir as ações de controle das DST nas ações programáticas do MS, em especial no Departamento de Atenção Básica e Saúde da Mulher; além de divulgar amplamente na mídia, para que a população, em geral, reconheça os principais sinais e sintomas e adote medidas preventivas.

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 Veja também
  Organograma do Programa Nacional de DST e Aids

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