O Brasil é um dos primeiros países a adotar políticas de saúde significativas para a melhoria do atendimento dos portadores do HIV/aids. Entre essas políticas, destaca-se o acesso universal e gratuito da população aos medicamentos usados no tratamento de aids.
Aproximadamente 181 mil pacientes estão em tratamento com os 16 anti-retrovirais mais a talidomida 100mg, distribuídos pelo Sistema Único de Saúde. Esses medicamentos retardam o desenvolvimento da aids e possibilitam maior qualidade de vida ao portador do vírus. Agem na redução da carga viral e na reconstituição do sistema imunológico.
Como resultado dessa política de saúde, observa-se, no país, uma redução significativa da mortalidade e do número de internações por doenças oportunistas. Assim, o governo brasileiro poupa com internações e investe na produção local dos genéricos, fato que torna viável e eficiente o acesso ao tratamento anti-retroviral a todos que precisarem.
A produção nacional de medicamentos anti-retrovirais é fator essencial para a viabilidade da distribuição universal e gratuita dessas drogas para as pessoas que vivem com a aids. Hoje, o Brasil tem condições de produzir oito anti-retrovirais e discute a quebra de patentes de novos medicamentos, colocando o debate da aids no cenário internacional.
A quebra de patente permitiria que laboratórios brasileiros, públicos ou privados, produzissem os medicamentos a preços menores, resultando na diminuição dos custos com a compra de medicamentos importados. O tema continua em discussão.
Os ARV que o Brasil tem condições de produzir:
Os oito anti-retrovirais que o Brasil tem condições de produzir são: a didanosina (ddI); a lamivudina (3TC); a zidovudina (AZT), incluindo a associação AZT+3TC em um mesmo comprimido; a estavudina (d4T), o indinavir (IDV), o Ritonavir (RTV), a nevirapina (NVP) e o saquinavir (SQV).