O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de DST e Aids, estabeleceu enquanto Política Nacional, a partir de junho de 1997, a implantação das Redes Nacionais de Laboratórios para a contagem de Linfócitos T CD4+/CD8+ e carga viral.
O objetivo do tratamento com os anti-retrovirais é tornar a carga viral do HIV (quantidade do vírus HIV no sangue) indetectável e elevar o número de linfócitos T CD4+ /CD8+, que são células sanguíneas que fazem a defesa do organismo. Essa tentativa é importante porque as defesas do organismo ficam debilitadas caso a carga viral aumente e o CD4+ /CD8+ comece a cair. Por meio de exames laboratoriais, é possível identificar precocemente o enfraquecimento do sistema imunológico. Assim, o médico tem a possibilidade de, levando em consideração o grau desse enfraquecimento, fazer alterações mais simples e mais eficientes na terapia.
A quantificação do RNA do HIV-1 (carga viral) é considerada o marcador laboratorial mais adequado tanto para o estabelecimento do prognóstico de indivíduos infectados quanto para o monitoramento da resposta terapêutica aos anti-retrovirais e para avaliação da progressão da doença. Com base nessas quantificações, sabe-se que níveis de carga viral estão associados à queda rápida da população de linfócitos T CD4+ /CD8+ e à progressão mais rápida para a manifestação da aids.
Os pacientes usuários dos anti-retrovirais devem realizar esses exames de contagem de quatro em quatro meses (em alguns casos esse intervalo tem que ser menor) para confirmar a estabilidade ou não da infecção.
Dando continuidade ao objetivo, considerando a necessidade de se detectar a ocorrência de resistência em pacientes em uso de terapia anti-retroviral (TARV), o Programa Nacional de DST e Aids implantou, a partir do segundo semestre de 2001, a Rede Nacional de Genotipagem - RENAGENO. |