Desde a década de 90, o Ministério da Saúde vem intensificando suas políticas de saúde pública em DST/HIV/aids, visando melhorar a qualidade da assistência aos pacientes acometidos por esses agravos. Entre essas ações citem-se: introdução de serviços de diagnósticos, capacitação de profissionais de saúde e organização de sistemas de referência.
Ressaltem-se, ainda, entre as diversas ações: oferecer o diagnóstico para as DST/HIV/aids nos diversos níveis de atenção do SUS, promover o acesso da população a exames laboratoriais necessários ao seu monitoramento, durante o tratamento dessas doenças e disponibilizar profissionais capacitados para a abordagem efetiva aos pacientes infectados.
HIV e aids
A partir da realidade atual da aids no Brasil, a elaboração de políticas de diagnóstico específicas para os portadores do HIV/aids tem sido imprescindível para a melhoria do atendimento a esses pacientes. Destacam-se, assim, a promoção do aconselhamento pré e pós-teste nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) para pessoas que desejam fazer a testagem anti-HIV; a promoção do acesso da população a exames laboratoriais capazes de diagnosticar o HIV; disponibilização de testes para o monitoramento do paciente quando em tratamento com anti-retrovirais; treinamento e capacitação de profissionais de saúde, Telelab; garantia da qualidade do diagnóstico laboratorial para o HIV; desenvolvimento de pesquisas na área do HIV/aids.
Doenças Sexualmente Transmissíveis
Entre as principais ações do Programa Nacional de DST e Aids para a melhoria da qualidade do atendimento de pessoas acometidas por alguma DST, destaca-se: a implementação de uma política de assistência que garanta o acesso da população a centros de referência para as DST e à rede básica de saúde que disponha de profissional capacitado em situações de maior complexidade diagnóstica.
O acesso dos pacientes a exames laboratoriais para o diagnóstico e tratamento gratuitos das DST, como é o caso da sífilis, hepatites, gonorréia, infecção por clamídia, HIV/aids, entre outras, também faz parte dessa política. Assim como o monitoramento e a garantia da avaliação da qualidade do diagnóstico laboratorial da sífilis e hepatites B e C, para identificação de problemas e padronização de metodologias usadas na rede laboratorial nacional.
Outro ponto importante é a implantação de uma rede de vigilância epidemiológica para o monitoramento da resistência pela Neisseria gonorrhoeae (Renagono), bactéria causadora da gonorréia.
Finalmente, a capacitação de profissionais de saúde por meio de treinamento especializado (Telelab) para o diagnóstico laboratorial das DST, e a conseqüente melhora da qualidade do atendimento aos pacientes, é mais um objetivo dessa Coordenação.