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Cooperação internacional entre Brasil e seis países permite produção nacional de medicamento

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Cooperação internacional entre Brasil e seis países permite produção nacional de medicamento



 
Tempo do áudio – 2min34
 
LOC/REPÓRTER: A parceria entre o Brasil e outros seis países viabilizou a produção do Ritonavir termoestável, uma das armas mais modernas para o tratamento dos portadores do vírus da aids. O medicamento é uma evolução do Ritonavir convencional, que já é oferecido pelo Ministério aos pacientes com resistência aos antirretrovirais comuns. No Brasil, mais de 38 mil pessoas são tratadas com o produto. O laboratório público Farmanguinhos, ligado à Fundação Osvaldo Cruz, vai produzir o remédio e repassar a tecnologia para os outros países signatários do acordo. Segundo Juliana Vallini, do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, dessa forma, eles também passam a ser independentes de empresas fabricantes
 
TEC/SONORA: assessora técnica do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde - Juliana Vallini
 
“Esses países estão se organizando para desenvolver uma série de cooperações, não só na área de medicamentos antirretrovirais, mas também kits diagnóstico e outros insumos. A ideia é que esses países tenham a possibilidade de ter uma transferência de tecnologia. O que é isso? Aprender a fazer esse medicamento no seu país para que eles também possam ter uma produção nacional e também possam suprir as necessidades do seu mercado”.
 
LOC/REPÓRTER: Juliana Vallini ressalta que o Brasil gasta em torno de 11 milhões de reais na compra do Ritonavir comum, que não é fabricado no País. Com a produção nacional, o Ministério da Saúde vai economizar e permitir que esses sete países também tenham menos gastos e aumentem o acesso ao tratamento antirretroviral para sua população.
 
TEC/SONORA: assessora técnica do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde - Juliana Vallini
 
“Com isso, gera uma capacidade instalada de produção que é importante, não só quando você está trabalhando a questão do acesso a medicamentos e preço, mas a possibilidade do País ser autossuficiente na produção daquele medicamento específico, considerando que a gente tem um acesso universal e que o Sistema Único de Saúde tem que garantir esses medicamentos para todos os pacientes”.
 
LOC/REPÓRTER: A assessora técnica do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde lembra que, antes de começar a produção do Ritonavir termoestável, serão feitos testes clínicos para ver como o organismo reage ao princípio ativo - etapa que ainda não tem previsão para ser concluída. A parceria para produção do remédio ocorre entre Brasil, Argentina, Cuba, China, Ucrânia, Rússia e Tailândia, desde 2004.
 
Reportagem, Cynthia Ribeiro.

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