Endereço eletrônico: udhi@aids.gov.br
Telefones: (61) 3448-8023/8034
A Unidade de Desenvolvimento Humano e Institucional (UDHI) é responsável pela articulação e apoio às demais áreas do PN-DST/AIDS no que se refere à gestão de processos educativos e à gestão de pessoas e trabalha em conjunto com os demais parceiros, tais como estados, municípios, ONG etc.
Assim, a UDHI realiza as seguintes ações:
Gestão da educação
- articulação de processos educativos entre as áreas do PN-DST/AIDS.
- apoio pedagógico na construção dos processos educativos do PN-DST/AIDS.
Gestão de pessoas
- contratação de consultorias no âmbito dos organismos internacionais parceiros.
- gerenciamento do processo administrativo de pessoal,
- desenvolvimento humano para os trabalhadores do PN-DST/AIDS.
Para implementar as ações educativas, o Ministério da Saúde, por meio da Portaria 198/2004, instituiu a Política de Educação Permanente para o SUS como alternativa para mudança das práticas dos trabalhadores da saúde. As ações adotadas pelo PN-DST/AIDS estão diretamente relacionadas à meta de descentralização do SUS, na medida em que são realizadas de forma articulada com as demais áreas do Ministério da Saúde, esferas de governo (estados e municípios), órgãos governamentais e sociedade civil (ONG e instituições formadoras).
Política de Educação Permanente
A educação permanente tem sido objeto de estudo como alternativa para mudanças das práticas há mais de uma década e pode-se encontrar descrita em documentos do Ministério da Saúde (MS) e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).
A educação permanente também parte do pressuposto da aprendizagem significativa e propõe que a transformação das práticas profissionais tenha por base a reflexão crítica sobre as práticas reais de profissionais reais em ação na rede de serviços ou na rede de gestão. Propõe-se, portanto, que os processos de capacitação do pessoal da saúde sejam estruturados a partir da problematização do seu processo de trabalho e que tenham como objetivos a transformação das práticas profissionais e da própria organização do trabalho, tomando como referencial as necessidades de saúde das pessoas, a gestão setorial e a promoção da saúde sob todas as suas formas. A atualização técnico-científica é apenas um dos aspectos da transformação das práticas e não seu foco central.
“A aprendizagem significativa acontece quando aprender uma novidade faz sentido para nós. Geralmente isso ocorre quando a novidade responde a uma pergunta nossa e/ou quando o conhecimento novo é construído a partir de um diálogo com o que já sabíamos antes. Isso é bem diferente da aprendizagem mecânica, na qual retemos conteúdos. Na aprendizagem significativa acumulamos e renovamos experiências.”
Assim, na proposta da educação permanente, a mudança das estratégias, da organização e do exercício da atenção terá de ser construída na prática concreta das equipes. As demandas para capacitação não se definem a partir de uma lista de necessidades individuais de atualização, nem das orientações dos níveis centrais, mas a partir dos problemas de organização do trabalho, considerando a necessidade de prestar atenção relevante e de qualidade. É a partir da problematização do processo e da qualidade de trabalho em cada serviço de saúde que são identificadas as necessidades de capacitação, garantindo, assim, a aplicabilidade e a relevância dos conteúdos e tecnologias estabelecidas.
A lógica da educação permanente é descentralizada, ascendente, multiprofissional e transdisciplinar. Essa abordagem pode promover a democratização das instituições de ensino e de saúde, o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, a capacidade docente e o enfrentamento criativo das situações de saúde, tanto do processo saúde-doença vivido pelos usuários das ações e serviços de saúde, como do trabalho em equipe e da melhoria da qualidade do cuidado à saúde, fortalecendo autorias e autonomia crítica e ética.
Por que utilizar a educação permanente?
A idéia é usar a educação permanente para melhorar a formação e, conseqüentemente, fortalecer o SUS. A educação permanente possibilita, ao mesmo tempo, o desenvolvimento pessoal daqueles que trabalham na Saúde e o desenvolvimento das instituições. Além disso, ela reforça a relação das ações de formação com a gestão do sistema e dos serviços, com o trabalho da atenção à saúde e com o controle social.