É a infecção do feto pelo Treponema pallidum, em razão da passagem dessa bactéria pela placenta. É, portanto, a transmissão do treponema da mãe para o filho. Tal infecção pode provocar aborto ou a morte do bebê, quando este nasce gravemente enfermo. Quando não há óbito da criança ou quando o diagnóstico não é feito, seqüelas como cegueira, surdez, retardo mental e deformidades físicas podem ser observadas.
Por esses motivos, quando a sífilis é diagnosticada em uma gestante, o tratamento deve ser iniciado de imediato. Os parceiros também devem ser tratados, principalmente para evitar uma possível reinfecção da gestante.
São considerados tratamentos inadequados para sífilis materna: a aplicação de qualquer terapia não-penicilínica (que não tenha o antibiótico penicilina como princípio ativo), pois sem essa substância não se consegue tratar o feto, terapia com penicilínica incompleta; o estabelecimento de tratamento dentro dos 30 dias anteriores ao parto.
Ao ser admitida na maternidade, toda parturiente deve realizar o teste VDRL. Caso seja diagnosticada soropositiva para a sífilis, após o tratamento, deve realizar o controle mensal de cura, através desse mesmo teste.
Relatório de realização de VDRL nos procedimentos de parto e curetagem por aborto em maternidades da rede SUS, segundo Município, UF e Região - Consolidado do 1º semestre-2007
Relatório de realização do VDRL nos procedimentos de parto e curetagem pós-aborto em maternidades da rede SUS, segundo Município, UF, e região, no 3º trimestre de 2006